quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os toiros não ajudaram à festa do Grupo de Forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete

- Praça de Toiros: Alcochete

- Data: 10 de Agosto de 2010, pelas 22.00 horas
- Empresa: Toiros & Tauromaquia, Lda.
- Ganadarias: Campos Peña (3), Jose Luis Pereda (3)
- Cavaleiros: Luís Rouxinol, Vitor Ribeiro e Manuel Lupi
- Grupo de Forcados: Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde de Alcochete, capitaneados por João Salvação.
- Assistência: casa cheia.
- Delegados da IGAC:
Delegado técnico tauromáquico sr. Manuel Jacinto, assessorado pelo médico veterinário Dr.Carlos Santos

Mais uma casa cheia em Alcochete para assistir à II Grande Corrida IHC, na comemoração dos 45 anos do Grupo de Forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete, que pegavam em solitário.

Os toiros das ganadarias espanholas de Campos Peña ( os 1º, 5º e 6º) e de Jose Luis Pereda (os 2º, 3º e 4º) , todo ferrados com o 5 na espádua e com pesos entre os 570 e os 660 Kg, saíram mansos, muito reservados, a defenderem-se muito e a negarem-se a colaborar com os cavaleiros. Estavam, contudo, bem apresentados e com trapio. O primeiro da noite saiu à arena visivelmente diminuído fisicamente e deveria ter sido recolhido de imediato.

Luís Rouxinol teve uma noite para esquecer em mais uma presença nas Festas do Barrete Verde. O seu primeiro saiu visivelmente diminuído nas suas faculdades físicas, o que não o impediu de, apressadamente, ter colocado o 1º comprido. Depois, saiu após a colocação do 2º ferro curto, deixando o problema para os forcados. Uma atitude incompreensível… Ao segundo do seu lote, o mais manejável do curro desta noite, o cavaleiro não o entendeu e, dos quatro curtos que colocou, apenas o último mereceu nota positiva, sendo que os restantes resultaram demasiado aliviados nas abordagens ou com toques na montada. Terminou com o número habitual, violino + par de bandarilhas, com um ferro de palmo pelo meio, que nada adiantaram ao que havia sucedido até aí. Com consentimento do Director de corrida, deu duas voltas à praça antes de sair.

Vítor Ribeiro está de volta ao seu melhor e provou isso mesmo esta noite em Alcochete. Perante dois toiros muito reservados, que esperavam e se defendiam no momento da reunião, o cavaleiro conseguiu estar bem por cima dos astados e ministrou duas lides de nota muito positiva. Escolhendo os terrenos para cravar com bom critério, deixou ferros em reuniões frontais, de alto a baixo e ao estribo. No seu primeiro destacaram-se os três primeiros ferros curtos e no seu segundo os dois compridos com que iniciou lide, colocados em cites de praça a praça e reuniões ajustadas e o segundo curto. Terminou com um violino de recurso, quando o toiro deixara já de investir.

Manuel Lupi teve pela frente o pior lote, dois mansos perdidos, aos quais só a muito custo conseguia deixar os ferros. Andou esforçado, conseguindo por os toiros a consentir os ferros em duas lides de grande mérito. Nada mais podia fazer.

Para o Grupo de Forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete, a noite não foi nada fácil. Tiveram o mérito de conseguir resolver os problemas. Para pegar o primeiro da noite, um toiro que não havia sido lidado, saiu Rui Gomes, que na primeira tentativa não recuou da melhor forma e não conseguiu reunir e no segundo intento foi despejado no meio do grupo, sofrendo fortes derrotes e saindo lesionado. Foi dobrado por Adriano Nunes que pisou os terrenos do toiro, reuniu bem à córnea, aguentou fortíssimos derrotes e consumou uma rija pega, bem ajudado pelo grupo que necessitou de ajudas extra. Ao segundo da noite foi tentada a pega de cernelha pela dupla António Sequeira/Ricardo que nunca conseguiram entrar ao toiro, apesar da permissividade do director de corrida para que a pega fosse efectuada. Foi consumada a pega por Pedro Bicho, a sesgo e com as ajudas em cima, à segunda tentativa. João Timóteo saiu para pegar o terceiro da ordem, que arrancou para o forcado mal o avistou, não conseguindo este reunir. Ao segundo intento, a sesgo, reuniu para uma rija pega, aguentando fortes derrotes e com o grupo a ter que socorrer-se de muitas ajudas extra. O quarto foi pegado por Paulo Jorge – que nesta noite despiu a jaqueta – à segunda entrada, depois de na primeira não ter consentido o suficiente para reunir, perante uma investida algo ensarilhada do toiro. Luís Cebola – o anterior cabo do grupo – concretizou a pega ao quinto da noite à primeira tentativa, demonstrando que quem sabe nunca esquece, numa pega correcta e que até pareceu fácil, sendo bem ajudado pelo grupo. A terminar a noite de pegas, João Salvação, o actual cabo, perante um toiro reservado em tábuas, mandou vir, reuniu de forma correcta e consumou uma boa pega, com o grupo a ajudar bem.

O Mais e o Menos
+ Mais uma casa cheia.
- O comportamento dos toiros.
- A Direcção da corrida que permitiu a lide do primeiro toiro que se encontrava visivelmente diminuído.
- Luís Rouxinol que se apressou a colocar o primeiro ferro comprido ao 1º toiro da noite e que saiu logo após a colocação do 2º ferro curto, num toiro em que a diminuição física foi bem visível desde que saiu à arena.

Sem comentários:

Enviar um comentário