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sábado, 9 de julho de 2011

Noite emotiva em Portalegre...

A noite foi dos Forcados Amadores de Portalegre; Fernando Coelho passava nesta corrida o testemunho e a responsabilidade de Cabo a Francisco Paralta; encerraram-se com seis toiros de António Silva, fardando antigos e actuais elementos.

Abriu praça Artur Dominguez que depois de brindar ao Cabo fundador António José Batista executou uma grande pega á primeira tentativa; seguiu-se Nelson Batista que concretizou á segunda depois de uma rija primeira tentativa; o terceiro da noite foi para Fernando Coelho, brindou a todos os elementos, citou com tamanha alegria e querer que mais parecia que ia executar a sua primeira pega e não a última; a sua vontade e saber não permitiram outra coisa senão uma correcta e emotiva pega ao primeiro intento, para a qual contou com a primeira ajuda do seu filho Horácio. Depois no centro da praça despe a jaqueta e todos os elementos formam um círculo do tamanho da arena, que congregou no centro com o abraço colectivo e sentido ao cabo cessante; recebeu um forcado de ouro, certamente como prémio máximo de uma carreira recheada de êxitos.

Francisco Paralta estreou-se nas suas novas funções também com uma pega á primeira tentativa; Ricardo Almeida depois de um emotivo brinde ao céu, onde assistiam também elementos deste grupo, efectuou a pega da noite á primeira tentativa, uma daquelas pegas que vamos recordar para o resto da vida; com um toiro praticamente “inteiro”, Ricardo aguenta uma viajem de cortar a respiração, que apenas parou com ajuda das tábuas, continua, mas sempre com o grupo a acreditar e a ajudar com um querer enorme, e o toiro a levantar a cabeça investindo com uma força e uma vontade de meter medo, um pegão mesmo!; (quem é que disse que no Alentejo “não passa o TGV”??)

O último toiro da noite tinha um piton nitidamente partido pelo meio, saiu já assim á arena; isto influenciava a sua forma de investida, o que se veio também a reflectir no momento da pega, que certamente também contribuiu para que apenas se tivesse concretizado á terceira tentativa por intermédio de Luís Cabaço.

Um destaque elevado para o primeiro ajuda Horácio Coelho, filho de Fernando Coelho, que além da primeira ajuda que deu a seu Pai, deu mais duas de grande categoria, podemos dizer sem sombra de dúvidas que está entre os grandes primeiros ajudas deste País. Também destaque para os antigos elementos que participaram nesta corrida de forma bastante activa, intervindo sempre em quase todas as pegas; também o silêncio na altura das pegas foi enorme nesta noite, sinónimo de grande respeito e admiração por quem de forma puramente romântica executa essa nobre arte de pegar toiros; de peito aberto citando e abraçando esse nobre e belo animal que é o toiro bravo. Resta-me desejar ao Francisco a maior sorte; e que o seu Grupo nos continue a proporcionar tardes e noites como as de hoje.

A cavalo, Joaquim Bastinhas teve alegre e metidíssimo com o respeitável como é seu timbre; tem uma lide de garra que espevitou as bancadas, com destaque para o tradicional par de bandarilhas, colocado por dentro em terrenos de compromisso; apeou-se e recebeu os primeiros fortes aplausos da noite.

Rui Salvador veio a Portalegre para uma lide bem conseguida que veio de menos a mais, chegando forte ao público na parte final da lide, fruto do seu toureio de querer e de verdade.

Depois da porta grande de Lisboa, Luís Rouxinol não deixou os seus créditos por mãos alheias, e pudemos ver uma lide muito interessante; sacou o cavalo estrela; “Ulisses” (Prémio APSL melhor lusitano de toureio 2010) e com ele vimos excelentes momentos de brega e remate das sortes; termina com o inconfundível par de bandarilhas a duas mãos e debaixo de fortes aplausos.

Sónia Matias teve uma lide muito correcta, chegando bastante ao público; na parte final veio a exuberância do “Atrevido” para rematar uma boa lide mas desta vez não teve o resultado pleno, muito por motivo da colocação da ferragem.

João Moura Caetano não teve toiro esta noite, e quando assim é nada há a fazer; um manso perdido que não ajudou em nada o cavaleiro; ao contrário de todos os seus colegas, João não deu volta de agradecimento.

O praticante João Maria Branco apresentou-se mais maduro e com a garra e saber que já o caracterizam; foi aquele que arriscou mais recebendo logo o seu oponente á porta gaiola, deixou um vibrante ferro comprido; experimentou vários terrenos e deixou ferros de grande nota; o público pediu-lhe mais um que é cravado aguentando uma enormidade a investida e que resultou num grande ferro, o que fez com que a corrida tivesse assim terminado da melhor e mais emocionante forma.

Os toiros de António Silva, algarismo oito, estavam bem apresentados e tiveram comportamento desigual com alguns a descaírem para tábuas, mas cumprindo de uma forma generalizada com excepção para o lidado em quinto lugar (desta vez mau); todos eles chegaram com enorme investida e vontade na altura da pegas, o que contribuiu também para que uma noite que era e foi da forcadagem tivesse sido de glória.

O público que preenchia mais de três quartos de casa saiu satisfeito desta agradável corrida.

domingo, 27 de março de 2011

Arronches: Um interessante festival que deveria ter enchido


Bancadas bem preenchidas; de figuras: Maestros João Moura, Paulo Caetano, Paço Ojeda, a quem João Augusto Moura brindou a sua lide, o Ganadeiro da Terra Francisco Romão Tenório e muitos outros; a qualidade superou a quantidade de público; caso para dizer sem sombra de dúvidas: “Poucos mas bons”, mas sendo o festival de beneficência a favor do fundo de assistência do Grupo de Forcados Amadores de Arronches, impunha-se uma casa cheia, o que não era pedir muito, pois a castiça praça de Arronches tem de lotação pouco mais de mil e seiscentos lugares.


Muito se fala sobre o altruísmo e entreajuda dos taurinos, sempre dispostos e bem, a ajudar seja quem for, exemplo disso o recente festival em Alcochete; mas não posso deixar de referir que quando se trata de “ajudar” forcados a coisa não funciona bem assim; a corrida para ajudar o Jovem Forcado do Grupo de Portalegre Pedro Nabiça o ano passado na Terrugem meteu pouco mais de meia casa, devia ter enchido. Esta que hoje falamos em Arronches meteu um terço se tanto, devia ter enchido. Assim em vez de alimentarem o seu fundo de assistência, os Forcados de Arronches tem sim, é que ser eles “assistidos”, mas em euros, para pagar as despesas inerentes do espectáculo que esforçadamente levaram por diante. Enfim…

Tito Semedo abriu praça com dois compridos correctos, perante um novilho de Infante da Câmara com escassez de forças, mas que não complicou; a lide nos curtos sobe de brilho a partir do segundo ferro baseando-se em ladeios ajustados, forma que o Ginete utilizou para acrescentar emoção á que faltava ao novilho, termina com um bom ferro de palmo, escutou música e deu volta.

Paulo Jorge Santos, mostrou-se uns furos abaixo daquilo que lhe vimos no Certame de Atarfe, onde aliás deveria ter sido o justo vencedor; algo nervoso e um pouco inseguro teve uma lide regular, abrilhantada por música logo a seguir ao segundo curto de boa nota; não podemos esquecer que o novilho de Infante da Câmara também não colaborou em nada com o Paulo. Estamos certos que este cavaleiro tem muito para dar á tauromaquia nesta temporada de dois mil e onze, excelentes montadas e capacidades elevadas para ir muito mais além.

O terceiro foi destinado á lide apeada, também com ferro (CV, Campos Varela) ou seja: Infante da Câmara, serviu, embora com falta de força, para que Sérgio Santos “Parrita” nos oferecesse uma lide interessante: esteve bem com o capote; seguiu para bandarilhas, onde está á vontade, e cravou três pares de boa nota, coloca mais um quarto que além de dispensável saiu sem brilho algum; na muleta apresenta-se confiante e valente, com uma boa série de derechazos inicial, segue logo por naturais e é desarmado, mas novilho e toureiro vem a cima, consegue duas séries ajustadas em redondo, dividiu toda a lide pelas duas mãos; termina com desplante toureiro: de joelhos, e sem “armas”, na cara do novilho, fortes aplausos e sabor a triunfo para este Jovem.

João Agusto Moura lidou um novilho de Paulo Caetano; depois de o receber com excelentes verónicas, templadas e firmes de sitio; na muleta não teve grande sorte com o seu oponente, logo de inicio quando João Augusto se preparava para iniciar a faena, o novilho entrou por ele e aplica-lhe uma forte voltareta felizmente sem consequências. A lide nunca atingiu nível elevado, mas deu perfeitamente para avaliar o muito valor e toreria que este jovem novilheiro possui, o exemplo disso foi a série de naturais que ainda consegui tirar ao novilho; desejamos-lhe que as oportunidades apareçam, é bom para o João, e bom para nós aficionados que certamente nos vamos emocionar e deliciar com as Suas faenas.

João Domingues apresentou-se em Arronches para tirar a Sua prova de praticante, coube-lhe em sorte um novilho do Engenheiro Luís Rocha, que não lhe facilitou a vida, depois de algum desacerto nos compridos, nos curtos “desenrasca-se” sempre nos mesmos terrenos, com pouca criatividade para lidar, e com leque de soluções curto, conseguiu mesmo assim dar a volta por cima.

O Amador Miguel Moura, lidou ao contrário do habitual, o maior novilho da tarde, um acapachado e manso perdido que pertencia ao Ganadeiro local Francisco Romão Tenório; Miguel não pôde de forma alguma repetir o êxito conseguido na semana passada em Vila Viçosa; incansável na brega e preparação das sortes, coloca ainda quatro curtos de boa nota, mas sem matéria prima não era possível; estava bem patente a frustração deste Jovem, que vinha decidido a mais um grande tirunfo, mas que o seu oponente desta vez não lhe permitiu de todo.

Quatro Grupos de Forcados; abriram os da casa por Manuel Barradas á primeira tentativa, por Alter do Chão pegou João Tita também á primeira, Diogo Peças pelos de Monforte á segunda, e a pega da tarde foi executada por João Madeira do Grupo de Monsaraz á primeira tentativa.

Dirigiu com acerto o Sr António Garçoa, assessorado pelo Médico Veterinário Dr. José Guerra


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Lancho triunfa na segunda de Badajoz


A corrida do passado Domingo em Badajoz era uma oportunidade aos toureiros da casa menos “placeados” Ambel Posada, Israel Lancho e Júlio Parejo, todos feitos na Escola Taurina de Badajoz, que nos últimos anos tantos bons frutos tem dado.

Israel Lancho foi o triunfador, cortou uma orelha a cada um dos seus toiros; no primeiro começa com estatuários, segue com uma boa série pela direita, e monta faena com seriedade fixando terrenos que impunha ao toiro com mando e ofício, aproveitou com sabedoria e entrega tudo o que o toiro tinha para dar, pena a pouca transmissão do oponente, pois nobreza não lhe faltava. No segundo também resolve da melhor forma a papeleta, uma pêra doce para este jovem toureiro que tragou a dureza da corridas do Valle del Terror, nos arredores de Madrid; e ficou também demonstrado que superou o outro terror: o do “Vale da Morte”, que passou no ano passado também em Madrid. Foi merecedor das duas orelhas que cortou, e da saída em ombros pela porta grande, oxalá lhe sirva de impulso para a sua dura carreira.

Ambel Posada carrega o nome de uma das famílias mais antigas da história do toureio; é indiscutível que o nome trespassa gerações, o mesmo já não podemos dizer das condições para se ser toureiro, é verdade que os seus oponentes não lhe ofereceram garantias de sucesso (enquerençado e a descair para tábuas o primeiro), mas achamos que lhe falta aquela pitada de “atrevimento” para que possa dar o passo em frente, pouca ambição e nenhuma transmissão ás bancadas. No seu segundo deixa uma faena que veio de mais a menos, ficaram os detalhes mas era preciso muito mais, foi premiado com duas ovações.

Júlio Parejo lidou em primeiro lugar um toiro nobre mas bastante parado, foi nítido o esforço do toureiro em demonstrar trabalho mas viu-se impossibilitado muito por culpa do oponente, no seu segundo a história voltou a repetir-se e apenas levou na bagagem duas tímidas ovações.

Os toiros de Montalvo que vieram dos campos de Salamanca em nada contribuíram para a dignidade e elevação do espectáculo, escassos de força, a perder constantemente as mãos (todos levaram apenas uma vara, e alguns apenas um par de bandarilhas) Deixo uma ideia: Seria bom que as ganadarias se anunciassem alem do nome próprio, também com o “apelido”, Ex: Montalvo (Domeq) e assim o aficionado menos informado ficaria a saber que está sempre a comer o mesmo prato; como o Alentejano que foi a Lisboa e pediu “sopa Alentejana”, e lhe apresentaram Açorda, disse: mudam-lhe o nome mas eu bem te conheço!!!

A praça teve uma entrada de cerca de um quarto de casa forte, a crise não perdoa, muita falta de Espanhóis mas sobretudo uma ausência enorme dos aficionados Portugueses.

domingo, 20 de junho de 2010

Pablo e ventura em ombros em Badajoz

A palavra Murube começa a assustar-me, a causar-me náuseas, a dar-me sono, a preocupar-me; leva a questionar-me sobre o verdadeiro sentido do toureio, a duvidar do equilíbrio de forças que dignificam uma luta, que a fazem justa e que lhe dão sentido, tudo o que se passou hoje em Badajoz me fez mergulhar num mar de dúvidas, que espero sinceramente não se venha a provar serem a extinção da verdadeira essência da festa brava.

Entre cavalos e toiros houve uma distância abismal, ficou a ideia de que qualquer um faz aquilo, o perigo ficou em casa, a emoção foi de férias, a verdade foi dar uma volta e não mais apareceu.



Estou convicto que qualquer um dos três rejoneadores tem condições de sobra para lidar qualquer tipo de toiros, sobretudo bravos, encastados, que levem emoção ás bancadas, isso só ia acrescentar quilates ao valor que sem sombra de dúvidas qualquer um deles possui.



Fermin Bohorquez pagou a factura mais cara da tarde, como ganadeiro e como toureiro; foi silenciado nos dois toiros que lidou, no segundo antes de entrar a matar o toiro apaga e deita-se, logo devia ser apuntilhado e não tentar que se levantá-se a todo o custo para tentar com o rojão, depois de uma enormidade teve efectivamente que ser apuntilhado.



Pablo ganhou a partida, apresentou um toureio mais qualificado, mais honesto e mais maduro, cortou uma orelha no primeiro toiro e duas no segundo; coloca um par de ferros de palmo onde escuta os maiores aplausos da tarde.



Diego Ventura logo depois do primeiro e único rojão de morte que colocou no seu primeiro, faz uma entrada por dentro em que entre toiro e tábuas havia apenas sítio para passar a montada; ora isto justifica em parte o inicio da crónica; perante uma lide bastante confiada e inócua, ainda assim a pitada de perigo está sempre presente, assim o cavalo Distinto sofreu uma cornada felizmente sem gravidade. No seu segundo toiro Diego vem por todas, extremamente confiante e decidido escuta logo fortes aplausos no primeiro ferro curto que coloca, com o público na mão e mostrando todo o seu valor consegue que com a sua lide tivesse-mos assistido aos momentos de maior emoção da tarde, corta duas orelhas e acompanha Pablo na saída pela porta grande.



O público que encheu meia casa, foi de certo modo paciente; resta saber até quando; pois é ele mesmo que é o juiz principal de tudo isto, aquele que dita as regras, aquele que manda; aquele que paga, o patrão dos toureiros e ganadeiros; o exemplo disso mesmo foi hoje quando Diego Ventura se preparava para cravar o segundo rojão de morte no seu segundo toiro, perante quatro ou cinco convictos assobios, pediu calma e afinal já não cravou o segundo rojão; afinal o público manda, e de certo só se vai deixar enganar se quiser.

È antagónico mas verdadeiro, perante o facto de se terem cortado cinco orelhas e dois toureiros terem saído pela porta grande, apresentar um mar de criticas. Pois escrever sobre toiros com verdade, por vezes também é inversamente proporcional a fazer “amigos” no Facebook.

sábado, 12 de junho de 2010

Agradável festival em Santa Eulália


Festival taurino em Santa Eulália (Elvas) a favor da Associação Humanitária de Santa Eulália, era também homenageado neste festival o Toureiro, o Ganadeiro e o Homem: José Luís Sommer d’Andrade, pelos seus quarenta anos de alternativa.

Quis-nos brindar com uma agradável lide no toiro que abriu praça, e deixou provado mais uma vez que quem sabe nunca esquece, apesar da idade ultrapassou da melhor maneira o objectivo que se propôs, rematando com um ferro curto de grande nível, o qual obteve a melhor nota dos três que cravou.

Ironia do destino, ou não; neste mesmo dia a primeira página do Jornal Público (assim como interessante artigo no interior) era dedicada também a este Senhor, mais propriamente ao cavalo do Sorraia (Cavalo primitivo), de que Sommer d’Andrade tem sido um dos únicos que o tem preservado através de enorme trabalho e do efectivo que possui na sua herdade de Font’alva em Santa Eulália, no concelho de Elvas.



Joaquim Bastinhas teve uma das lides da tarde, com a sua transmissão natural e a sua entrega, escutou os maiores aplausos da tarde, e depois duma emocionante lide, rematou a pedido do público com o tradicional par de bandarilhas.



Rui Salvador mostrou algum desacerto com as montadas no início da lide, mas depois a coisa afinou e rubricou também um agradável labor.



Sónia Matias também colheu um dos grandes triunfos da tarde, numa lide bastante completa e emotiva, em que chegar ao público foi sem dúvida tarefa fácil, fruto da sua simpatia e acima de tudo do seu trabalho, mostra que está embalada para a época que agora começa a apertar.



Marcos Tenório continua numa trajectória de grande nível, e com uma constante obsessão em fazer bem feito, pena foi o toiro não permitir mais, ainda assim focou a essência do seu prefume.



Fazia apresentação em Portugal o Cavaleiro praticante Venezuelano José Luís Rodriguez, esteve correcto e acertado; no entanto pensamos que um pouco apático com o público, sem contudo enveredar pela excessiva simpatia forçada de alguns, se desenvolver este aspecto de certeza colherá mais frutos nas suas próximas actuações.



A forcadagem por Portalegre coube a António Cary á segunda tentativa e o Nuno Miranda á primeira.

Por Alter do Chão pegaram George Nagy á primeira e João Tica á segunda.

Os Académicos de Elvas foram os triunfadores da tarde com duas pegas á primeira tentativa, bastante emocionantes e executadas por forcados bastante jovens, o que lhe acresce em valor, e foram eles Afonso Bulhão Martins e Paulo Barradas Maurício, na pega da tarde.



Os toiros pertenciam ao homenageado, tinham o seis na espádua e pecaram apenas pela apresentação.



Gostámos de ver na bancada o Exmo Sr Presidente da Câmara Municipal de Elvas, aliás, cumprindo o seu dever como autarca no apoio ás causas nobres das suas freguesias, contudo estranha-mos que acerca de poucas semanas atrás se realizou numa aldeia do mesmo Concelho (Terrugem) uma corrida de beneficência a favor do Jovem Forcado Pedro Nabiça, e não nos foi possível ver presente o Sr Presidente da Câmara de Elvas, o mesmo se passou no Festival a favor da ABAT em Abril, em que também não esteve presente, fica o reparo e a interrogação.



Perante três quartos de casa fortes, dirigiu com categoria o Exmo SR Pedro Reinhard coadjuvado pelo Médico Veterinário Dr José Guerra

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bom espectáculo em Santa Eulália


A castiça Praça de Touros de Santa Eulália recebe esta quinta-feira, 10 de Junho, um festival taurino a favor da Associação Humanitária de Santa Eulália e onde se comemorou os 40 anos de alternativa de José Luis Sommer D’Andrade.

Apesar de o tempo estar instável, o público encheu mais de ¾ de casa presenciando um espectáculo agradável com os cavaleiros José Luis Sommer D’Andrade, Rui Salvador, Marcos Tenório e José Luis Rodriguez a realizarem boas lides, destacando-se os cavaleiros Joaquim Bastinhas e Sónia Matias.

Lidaram-se novilhos/touros de José Luis Vasconcellos e Souza D’Andrade, que no geral cumpriram e permitiram também aos Forcados Amadores de Portalegre, Alter-do-Chão e Académicos uma tarde fácil.

Não perca em breve a crónica deste festival.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Enorme lição do Maestro Moura em Veiros


Quando ouvimos dizer que certas figuras do toureio, principalmente Espanholas exigem sempre um toureiro para sair pela frente a abrir praça, gostaríamos que estivessem este Domingo em Veiros para “se curarem desse mal”, ou seja: Que fariam essas “figuras” depois de verem uma lide a “abrir praça” como a que fez Domingo o Maestro João Moura, em que colocou a fasquia num ponto praticamente inalcançável? Foi impressionante assistir á lide de Moura; com um conhecimento de toiro e de terrenos enorme, com uma ligação perfeita e continuada, não houve um segundo durante a lide em que o Maestro não estivesse a tourear, a sua garra arrepiava, o seu profissionalismo atinge valores elevadíssimos, João Moura toureou em Veiros como se estivesse a tourear em Madrid.

Os cavalos sentem a alma e a vontade do toureiro e não hesitam em exprimi-la, o Merlin foi exemplo disso, fez-nos mais uma vez “tocar o céu”.

Bastinhas rubricou uma lide alegre como é seu apanágio, deixa quatro compridos de boa nota, remata com um de palmo, e o inevitável par de bandarilhas a pedido do público.

António Telles não esteve nos seus melhores dias, consentiu alguns toques na montada, mas ainda assim deixou ares de bom toureio, deixa cinco ferros curtos com destaque para o último que foi de enorme valor.

Francisco Cortes monta alvoroço na praça de Veiros; as suas lides cheias de movimento e garra dão um tempero especial a qualquer corrida, e fazem despertar qualquer aficionado menos emotivo, não fosse algum desacerto na colocação da ferragem e estaríamos aqui a falar de rotundo êxito.

Marcos Tenório não teve sorte no novilho que lhe coube, pois este saia solto depois da cravagem dos ferros, o que retirava algum brilhantismo ás sortes, contudo; e prova do grande ofício que já tem, soube sempre dar a volta por cima e foi também um dos triunfadores da tarde.

Extra corrida, toureou o Amador Miguel Moura, com a garra e toreria própria dos Moura, aí estava ele para conquistar mais um triunfo na sua embrionária mas promissora carreira, vamos em frente toureiro.

A forcadagem teve tarde para rodar malta nova; por Setúbal pegaram: Rui Ferreira á primeira tentativa e Hélder Rosado á terceira.

Monforte pegou Pedro Peixoto á primeira e Gonçalo Costa á segunda.

Os Académicos de Elvas resolveram as duas á primeira por: Paulo Barradas Maurício e André Bandeiras.

Os toiros pertenciam a José Luís Sommer de Andrade, que cumpriram na generalidade, e Francisco Romão Tenório o primeiro que foi lidado por João Moura, toiro este que demonstrou qualidades bastante elevadas e que o maestro aproveitou da forma como acima referimos.

Abrilhantou a corrida, a Banda da Sociedade Filamónica Veirense.

Grande ambiente se viveu esta tarde em Veiros, está de parabéns a organização (Veirenses Aficionados ao Cavalo e ao Toiro), que viu a praça encher por completo, esteve presente nesta corrida o Exmo Sr Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sr Luís Mourinha, que esperamos tenha comprovado mais uma vez com esta enchente a grande aficion á festa brava que existe no seu Concelho, e assim desenvolva rapidamente esforços com vista á rápida recuperação da praça de toiros da sua Terra.

Quando ouvimos dizer que certas figuras do toureio, principalmente Espanholas exigem sempre um toureiro para sair pela frente a abrir praça, gostaríamos que estivessem hoje em Veiros para “se curarem desse mal”, ou seja: Que fariam essas “figuras” depois de verem uma lide a “abrir praça” como a que fez hoje o Maestro João Moura, em que colocou a fasquia num ponto praticamente inalcançável?

Foi impressionante assistir á lide de Moura; com um conhecimento de toiro e de terrenos enorme, com uma ligação perfeita e continuada, não houve um segundo durante a lide em que o Maestro não estivesse a tourear, a sua garra arrepiava, o seu profissionalismo atinge valores elevadíssimos, João Moura toureou em Veiros como se estivesse a tourear em Madrid.

Os cavalos sentem a alma e a vontade do toureiro e não hesitam em exprimi-la, o Merlin foi exemplo disso, fez-nos mais uma vez “tocar o céu”.

Bastinhas rubricou uma lide alegre como é seu apanágio, deixa quatro compridos de boa nota, remata com um de palmo, e o inevitável par de bandarilhas a pedido do público.

António Telles não esteve nos seus melhores dias, consentiu alguns toques na montada, mas ainda assim deixou ares de bom toureio, deixa cinco ferros curtos com destaque para o último que foi de enorme valor.

Francisco Cortes monta alvoroço na praça de Veiros; as suas lides cheias de movimento e garra dão um tempero especial a qualquer corrida, e fazem despertar qualquer aficionado menos emotivo, não fosse algum desacerto na colocação da ferragem e estaríamos aqui a falar de rotundo êxito.

Marcos Tenório não teve sorte no novilho que lhe coube, pois este saia solto depois da cravagem dos ferros, o que retirava algum brilhantismo ás sortes, contudo; e prova do grande ofício que já tem, soube sempre dar a volta por cima e foi também um dos triunfadores da tarde.

Extra corrida, toureou o Amador Miguel Moura, com a garra e toreria própria dos Moura, aí estava ele para conquistar mais um triunfo na sua embrionária mas promissora carreira, vamos em frente toureiro.

A forcadagem teve tarde para rodar malta nova; por Setúbal pegaram: Rui Ferreira á primeira tentativa e Hélder Rosado á terceira.

Monforte pegou Pedro Peixoto á primeira e Gonçalo Costa á segunda.

Os Académicos de Elvas resolveram as duas á primeira por: Paulo Barradas Maurício e André Bandeiras.

Os toiros pertenciam a José Luís Sommer de Andrade, que cumpriram na generalidade, e Francisco Romão Tenório o primeiro que foi lidado por João Moura, toiro este que demonstrou qualidades bastante elevadas e que o maestro aproveitou da forma como acima referimos.

Abrilhantou a corrida, a Banda da Sociedade Filamónica Veirense.

Grande ambiente se viveu esta tarde em Veiros, está de parabéns a organização (Veirenses Aficionados ao Cavalo e ao Toiro), que viu a praça encher por completo, esteve presente nesta corrida o Exmo Sr Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sr Luís Mourinha, que esperamos tenha comprovado mais uma vez com esta enchente a grande aficion á festa brava que existe no seu Concelho, e assim desenvolva rapidamente esforços com vista á rápida recuperação da praça de toiros da sua Terra.


sábado, 6 de março de 2010

Olivença: Salvou a tarde Juan del Alamo


Perante a tarde cinzenta e chuvosa que esteve hoje em Olivença, esperava-se a alegria, a garra e o triunfo dos jovens novilheiros, para inverter e colorir com os tons que todos desejava-mos o quadro que tanto ansiamos neste início de temporada.





Paço Chaves, o novilheiro Pacense que em 2009 esteve em protesto á porta do Ayuntamiento de Badajoz para pedir uma oportunidade na sua terra, teve-a hoje perante muita da sua gente; no seu primeiro insistiu em tirar do toiro aquilo que ele não tinha, alongou eternamente uma faena em que nunca encontrou sítio (se o havia) aborrecendo o toiro e consequentemente o público ganhando uma voltareta, aviso e silêncio.

No seu segundo não encontrou novamente colaborante; e na ânsia de triunfo consegue uma boa série pela direita esfumando a coisa por aí; escuta um aviso e é novamente silenciado. Ficam de positivo os tércios de bandarilhas que protagonizou em ambos os novilhos e onde recebeu os maiores aplausos de todo o seu labor.

Juan del Álamo recebe à porta gaiola com uma larga afarolada de joelhos, seguindo com verónicas de classe e rematando com duas meias de boas nota, brinda ao ganadeiro da tarde Ricardo Gallardo, mas nada pode fazer perante um oponente pouco colaborante e escasso de forças; abreviou e foi silenciado.

Cumprindo a velha máxima; hoje o quinto foi mesmo o melhor e Juan soube aproveitá-lo da melhor maneira, recebe com classe no capote com bem desenhadas verónicas, inicia com duas boas séries pela direita remata com dois naturais e houve os primeiros grandes aplausos da tarde, experimenta com a da verdade e resulta, crescendo e cimentando assim uma faena que teve ligação emoção e ofício; foi premiado com duas orelhas e saída pela porta grande sagrando-se o triunfador da tarde.

Túlio Salguero, um jovem novilheiro de Valverde de Leganes, Filho do Ex-Maioral de Los Espartales e agora picador de Alejandro Talavante, não teve sorte no seu primeiro, um manso descastado que cedo se fechou em tábuas, recebeu com muita classe com o capote, mas as duas varas que levou acusaram determinantemente na muleta e estava queimado assim o primeiro cartucho.

Com o último da tarde veio também a forte chuvada; depois de no capote mostrar pouca nobreza, o novilho saia solto nos primeiros passes de muleta mas ia ganhando forma pouco a pouco, saindo solto ao fim de três passes seguidos, ainda assim fica uma boa série de naturais e a entrega do novilheiro, que não fosse o desacerto com o descabelho teria cortado uma orelha.

Alem de Juan del Álamo o grande triunfador da tarde foi sem dúvida o público que perante a forte chuvada não deixou de encher a bonita praça de Olivença.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sábado houve touros na Terrugem


António Telles veio à Terrugem apresentar a sua fotobiografia; de louvar esta iniciativa de descentralização que foi uma aposta ganha; o público aderiu e o centro cultural esgotou a sua lotação, ouvi-mos palavras do seu autor, do cavaleiro e uma emotiva intervenção de seu primo, Dr Francisco Palha Botelho Neves que acompanhou a sua carreira desde o seu nascimento, para a vida e para o toureio até aos dias de hoje, rematou a sua “faena oratória” dizendo que António Telles “já não é o cavaleiro que todos conhece-mos, mas sim O Maestro; concorda-mos em pleno.
Pela noite o António quis retribuir ás Gentes da Terrugem o carrinho que recebera pela tarde, e brindou todos os presentes com duas excelentes lides na perfeição do toureio clássico a que à muito nos habituou. Há um facto que ainda enriquece mais a obra deste toureiro; é que nesta corrida teve a tarefa de abrir praça por duas vezes, na primeira lide e na segunda, pois houve um inusitado intervalo de dez minutos que arrefeceu o ambiente nas bancadas, mas António com a sua arte rapidamente acordou o público fruto do seu desempenho de elevado nível artístico.
Sónia Matias tem grande cartel aqui pela Terrugem, uns anos atrás esta praça esgotou para a ver pela primeira vez; nesta corrida no seu primeiro toiro a cavaleira mostrou-se decidida a triunfar, cravou dois compridos de boa nota e curtos com correcção remata a lide com um emotivo violino a pedido do público. No seu segundo sofre uma aparatosa queda no inicio da lide de que podia ter resultado algo sério, o cavalo escorrega e Sónia fica á mercê do toiro e quase debaixo do cavalo, sai combalida mas recompõe-se e com garra e apoiada pelo público deixa bons ferros com destaque para o último.
Rui Santos deixou muito boa impressão aqui na Terrugem, no seu primeiro desenvolve uma lide de menos a mais com três bons ferros compridos e curtos como mandam as regras, terminando com dois de palmo. Na sua segunda as coisas ainda correram melhor e rubrica uma excelente lide em que o público se entregou com razão, remata com dois violinos sendo o último em terrenos apertados e por dentro o publico reconheceu e tributa-lhe fortes aplausos.
A forcadagem esteve bem, Setúbal foi o melhor conjunto, com duas boas pegas á primeira tentativa por Álvaro Pinto e Sérgio Espada.
Os de Monforte por Rui Russo à segunda tentativa mas que foi a pega da noite, com emoção e o forcado pelas alturas, rematando o grupo com grande coesão, Carlos Lopes executa uma correcta pega á primeira como mandam as regras e o grupo a demonstrar mais uma vez eficiência nas ajudas.
Por Monsaraz no seu primeiro o forcado Miguel Queimado escorrega da cara do toiro mas consegue-se recompor, a pega é dada como válida, mas o cabo resolve pedir ordem para repetir, a repentina saída dos campinos não permitiu que tal acontecesse, fica a intenção do grupo em querer limpar qualquer dúvida. No segundo Armando Gonzalez executa uma pouco ortodoxa mas muito emotiva pega, com voltareta completa do toiro em que o forcado nunca se largou e assim ficou na cara do toiro, recebeu os maiores aplausos da noite pela emoção que causou assim como pelo perigo de que o forcado airosamente saiu.
A bravura dos toiros de Sommer d’Andrade foi premiada com uma justa volta á arena do maioral da ganadaria, pese embora em comparação com o curro do ano passado a apresentação estivesse um nível abaixo do desejado, o que se reflectiu também nalguma falta de força dos astados.
A praça teve uma excelente entrada de público passando os três quartos; nesta corrida em que se cumpriam trinta anos desde a sua construção efectuada por um grupo de Amigos com o intuito de servir a obra social da associação ABAT, sonho cumprido e a associação é hoje uma referencia a nível local e regional com lar de terceira idade, centro de dia e infantário.
Dirigiu com acerto o Exmo. Sr. José Tinoca coadjuvado pelo Medico Veterinário Dr. José Manuel Lourenço.