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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Maestro Fernando dos Santos sem contactos...


Eles e os malditos telemóveis... Depois de o apoderado de João Moura, Abel Correia, ter estado cinco dias incontactável, à beira de um ataque de nervos, na Ilha Graciosa, porque o seu telemóvel Optimus não tinha ali rede (ó Abel, e o amigo João Mendonça não era homem para dar um jeitinho nisso, para pedir ao Belmiro de Azevedo que instalasse ali uma antena a correr?...), foi agora a vez do Maestro Fernando dos Santos, empresário da Monumental de Albufeira e ganadeiro de sucesso (já vão este ano duas voltas à arena!) perder o seu telemóvel, ainda por cima um aparelho "2 em 1" (daqueles que levam dois cartões de redes diferentes), tendo ficado também uns dias incontactável, isolado do mundo!...
Mesmo assim ainda conseguiu levar a efeito uma grande corrida na passada quarta-feira e a seguir, organizar no seu "palácio" algarvio (um luso asiático!) uma grande festa pelo aniversário do "genro" Tito Semedo! O que fora se ele tivesse telemóvel, sem ele já foi o sucesso que foi!

Foto João Dinis

"Como é possível?" - questiona Manuel Peralta...


A propósito deste menino, mascarado de toureiro, que ontem saltou à arena (se não tinha idade, o papá ou a mamã deviam ter sido detidos pela polícia - não é o que acontece aos espontâneos?...) do Campo Pequeno e deu escandalosamente a volta ao ruedo, a agradecer de montera em mão, ao lado do cavaleiro Bastinhas e do forcado de Santarém Grave de Jesus, sem que ninguém o tenha posto na rua, escreveu hoje Manuel Peralta (antigo forcado e autor de vários livros sobre Tauromaquia e sobretudo sobre personagens da arte de pegar toiros) na sua página do "Facebook" (com a foto que aqui adicionamos, com a devida vénia):
"Como é possível que na primeira Praça do país, na Monumental do Campo Pequeno, em Corrida de Aniversário, entrar um menino mascarado de toureiro após a lide do 2º toiro e dar a volta de agradecimento com o cavaleiro Joaquim Bastinhas e o forcado António Grave de Jesus?
"A Corrida de Toiros é um espectáculo sério e na primeira Praça do país ou em qualquer outra não se deve deixar entrar na arena meninos a mando dos papás. Em Madrid aconteceria isso?
"Por cá, mais nas Praças da Borda D'Água, lá vão entrando meninos e meninas recomendados pela família para darem voltas à arena. É um abuso e uma vergonha para a Festa!".
Subscrevo, senhor Peralta - mas "explico-lhe": sabe tão bem como eu que aqui vale tudo, infelizmente. Desaparecidas que andam aquelas duas maninhas vestidas de amazonas que davam a volta ao Campo Pequeno, apareceu agora este menino mascarado. Coitadito, que culpa tem ele? Mas os papás têm-na e não entendo porque o director de corrida, o diligente César Marinho, bem como o Bastinhas, a quadrilha e o forcado Grave de Jesus, permitiram semelhante ultraje à grandeza e à mítica que deve ter uma arena e uma praça de toiros - sobretudo a primeira do país. Espero (penso que não) que não seja filhinho de ninguém ligado à empresa. Do Rui Bento creio que não é...

Fotos D.R.

Aleluia! Aleluia! Valha-nos Nossa Senhora!

"Alvarenga, Alvarenga, andas a 'rénar'
com isto, qualquer dia chego-te
a roupinha ao pêlo!..."



Terminou ontem a Feira Taurina de Alcochete, por ocasião das tradicionais e sempre concorridas Festas do Barrete Verde e das Salinas - das festas mais portuguesas que existem!
O ciclo, na praça de toiros ribeirinha, foi composto por um espectáculo de oportunidade aos novos e três corridas de toiros - que resultaram na perfeição!
Casas bem compostas, bons resultados artísticos e sobretudo grandes toiros - com a seriedade e o respeito pelo público a que sempre nos habituou o empresário António Manuel Cardoso!
E desta vez, graças a Deus Nosso Senhor, o empresário "Nené" chegou são e salvo a casa todas as madrugadas, depois das touradas, sem sofrer nenhum assalto. E nem sequer precisou de "escolta" da minha rapaziada do Linhó...
Valha-nos Nossa Senhora! Aleluia!

Fotos Emílio/Arquivo "Farpas" e João Dinis

Pedro Salvador queria ser... ministro das Finanças: "Não conheço nenhum que tenha ficado teso!"



Você não pode perder, amanhã, aqui no "Farpas Blogue", o regresso da coluna "Bisbilhotices" de Hugo Teixeira. Desta vez o entrevistado é o cavaleiro Pedro Salvador (que esta noite toureia na primeira corrida da Feira de Samora Correia, sua terra), que confessa, entre outras surpreendentes revelações, que gostava de ser ministro das Finanças... por "não conhecer nenhum que tenha ficado teso!".
Confissões a não perder! Boa sorte para logo em Samora, Pedro!

Fotos D.R. e Marco Silva/toureio.com

Grande tourada, à antiga, ontem no Campo Pequeno!

Deus gosto ver um cartel "à antiga". Tem outro sabor!
Moura abriu o livro com o "Merlin" e foi o que se viu!
Estar "à Bastinhas" é estar bem, pôr a praça em alvoroço!
António Ribeiro Telles toureou divinalmente, sobretudo o seu segundo toiro
A noite foi dura para os valentes Amadores de Santarém...
... mas defenderam com unhas e dentes a glória do seu passado!

"Estendi-me" de mais, talvez me tenha emocionado com o cartel (do meu tempo...) e com o êxito da tourada de ontem em Lisboa, mas acho que vão gostar de ler. Foi assim que eu vi a corrida do 119º aniversário do "meu" Campo Pequeno. Com a estreia no "Farpas" da jovem fotógrafa (promete!) Carlota Melo, que substituiu o nosso Dinis, em Alcochete a fazer um "directo" para o seu site.

Reportagem de Miguel Alvarenga e Carlota Melo (fotos)


Comemorar, afinal de contas sem comemoração nenhuma, os 119 anos do Campo Pequeno foi uma forma estratégica de "emoldurar" perante a opinião pública a corrida de ontem à noite em Lisboa. E resultou. A praça encheu. Não propriamente pelo aniversário (ninguém deu por ele...), acredito que mais pelo cartel. Com os novos a andar, a andar e a andar sem haver meio de disparar, o elenco de ontem, com três das maiores figuras dos últimos trinta anos da história do toureio português - Moura, Bastinhas e Telles - era, sem dúvida, a meu ver, um dos cartéis mais interessantes da temporada lisboeta. Tinha, pelo menos, um outro sabor. Um sabor mais de glória, mais de "antigamente". Sou um bocado "saudosista" nessas coisas...
Foi pena que o Campo Pequeno (não tem um gabinete de Relações Públicas, como agora está tanto na moda? Dantes tinha...) não tivesse assinalado com "qualquer coisa" o aniversário da praça. Ainda que não fosse uma efeméride "assinalável" (119 anos não são 100, nem 115, nem 120...), havia que ter feito uma brochura para oferecer aos aficionados, qualquer coisinha mais bonita, em vez do tradicional programinha ou mesmo um discurçozito (fazem-te tantos sem vir a propósito) que, se fosse rápido e conciso, certamente ninguém levaria a mal. Assim, passou-se pelo aniversário, que mais não foi que um chamariz, sem ninguém dar por ele. Nem que fosse o "parabéns a você" tocado pela banda a abrir ou no final, em vez daquela saloice do Hino a fechar praça...
Enfim, o Rui Bento, tão espertinho para tanta coisa (e insisto: continuo a dizer que é o homem certo no lugar certo), às vezes é um atadinho para outras. Ou era aniversário ou não era, assim não foi nada. Pronto, tenho dito.
Agora, a tourada (que é como se dizia e se escrevia antigamente e eu continuo a preferir este ao termo "corrida de toiros", até porque os toiros, só às vezes é que correm, estes correram, por acaso).
Começo pelos toiros de Passanha. Não entendo nada disso das castas de que tanto falam os "entendidos" - mas parece-me que estes não eram da linha "Murube", não eram da "casta nhoc-nhoc", eram antes da antiga linha dura dos verdadeiros Passanhas. Parabéns ao ganadeiro!
O primeiro adiantava-se barbaridades, era complicado. O segundo foi bom. O terceiro óptimo. O quarto belíssimo, bravo. O quinto bom e o sexto também, mas mais reservado e menos "claro" nas investidas.
João Moura, Joaquim Bastinhas e António Ribeiro Telles estiveram cada qual ao seu melhor estilo e ao seu melhor nível. Foi uma corrida "à antiga" - por muito que o pretendam "desmentir" certos e determinados miúdos que agora escrevem em sites que ninguém lê, que não eram nascidos quando estes toureiros começaram a subir os degraus que os levaram a onde hoje estão e continuam a estar, e que pretendem a todo o custo dar nas vistas escrevendo sempre negativamente de tudo o que vêem - se é que vêem alguma coisa!... Adiante.
Ao intervalo, pese embora a lide brilhante de Bastinhas, dentro do seu estilo alegre, comunicativo, mas, não podemos esquecer nunca, de bom toureiro (bom, mesmo!) e a lide menos regular, mas sempre éticamente correcta e bem delienada do clássico António, era João Moura o claro vencedor da "partida". Esteve genial o Maestro, na "onda" a que nos vem habituando nas últimas temporadas, de grande maestria e de eterna continuidade, como se tivesse 16 anos outra vez.
A fasquia estava alta. No segundo toiro, à saída de um dos primeiros ferros, o cavalo "Mel e Noz" "perdeu as patas" e "espalhou-se" nitidamente, arrastando na queda o cavaleiro... que já não tem propriamente vinte anos, embora a tourear pareça que os tem. Moura saíu fortemente combalido e a coxear foi até ao páteo de quadrilhas, amparado pelo jovem bandarilheiro António Telles Bastos.
Regressou montado no "Merlin". E regressou com a casta, a garra e a "toureria" que o fizeram sempre diferente. A seguir, abriu o livro e foi um verdadeiro "pandemónio" de bem tourear que desenhou na arena do Campo Pequeno, como que a prestar a maior das homenagens à "sua" praça, o palco de tantos e tantos triunfos.
Quem viu, viu - e foram muitos, certamente, já que a tourada estava a ser transmitida (e dizem-me que bem) pela RTP. Quem não viu, paciência. "Aquilo" não se descreve. É daquelas coisas que se vivem, se sentem e emocionam no momento. E de que não há depois palavras para descrever - Moura eterno, Moura ainda e sempre o rei! E o resto são cantigas...
Desta vez não foram tanto assim, valha a verdade. Joaquim Bastinhas mantém ao longo de quase trinta anos de alternativa, um carisma e um lugar que jamais alguém alcançará, dentro do seu estilo. E quando se diz que "esteve ao seu estilo", não se quer dizer que tenha estado "assim assim". O seu estilo, defendido e imposto ao longo da sua gloriosa carreira, é um estilo alegre, popular, comunicativo, mas é acima de tudo um estilo de bom toureiro. Que arrisca, que se entrega, que é de um profissionalismo muito acima da média. Esteve "à Bastinhas", sim senhor, mas estar "à Bastinhas" é estar bem, é pôr o público de pé, é cravar aqueles pares de bandarilhas como só ele sabe, é "puxar" pelo público e obrigá-lo a "explodir" na bancada. E não se pode esquecer que o actual público do Campo Pequeno, tão diferente do sisudo e "entendidíssimo" conclave de outros tempos. Este público vibra, aplaude, colabora, faz a festa e deita os foguetes, ainda apanha as canas. É óptimo - mesmo que alguns escrevam e digam o contrário.
António Ribeiro Telles é há mais de vinte anos fiel a um estilo de toureio que muitos denominam "clássico". Mas não há toureio clássico e toureio moderno. Pode haver evolução, inovação - mas só há um toureio e uma forma de abordar o toiro na lide a cavalo (e a pé), que é com verdade. Há bons e maus toureiros. António está nos primeiros, obviamente. É muito bom toureiro.
Para lá do senão que foi a "nega" do espectacular cavalo "Santarém", obrigando-o a mudar de montada já em final de lide (compreende-se, penso, pelo cansaço de muitas touradas seguidas) e de um ferro que "espetou no ar" (acontece aos melhores!), António também se encastou e veio acima com mais dois ferros que levantaram a praça. Toureou divinalmente o Maestro da Torrinha - nesta que é uma das melhores e mais sólidas temporadas da sua importante trajectória.
Não houve triunfadores. Moura esteve mais regular no conjunto das duas lides, podia perfeitamente ser aclamado "vencedor" da noite, mas não seria justo, perante a tourada triunfal a que assistimos, com êxitos repartidos pelo ganadeiro (que ninguém chamou à praça, mas merecia!) e pelos três toureiros. Honra, assim, a João, a Joaquim, a António - que grande noite de toiros nos proporcionaram eles ontem!
Os Forcados Amadores de Santarém, também eles a caminhar a passos largos para a gloriosa comemoração do seu centenário, não tiveram noite fácil perante a agressividade dos Passanhas. Mas estiveram à altura das circunstâncias, dignificando o seu grande historial - numa corrida em que na trincheira, a acompanhar a nova rapaziada, vi dois antigos pilares do grupo, o ex-cabo Carlos Grave e aquele que para mim é, desde os meus tempos de miúdo aficionado, uma das maiores referências dessa arte única de pegar toiros, o grande Nuno Megre!
João Brito pegou bem, ao primeiro intento, o toiro que abriu praça; António Grave de Jesus pegou à segunda, depois de sair combalido da primeira tentativa e de se ter recomposto; João Goes (presumo que filho de outro bom forcado, o meu querido amigo Manuel Goes) substituiu o lesionado Luís Sepúlveda (que uma vez mais deslocou o ombro esquerdo, regressando à trincheira depois de assistido na enfermaria) consumou a pega do terceiro toiro da noite; António Imaginário fez a pega ao quarto toiro, uma grande pega, à primeira; seguiu-se João Vaz Freire à segunda e depois, a fechar, Ricardo Francisco, ao terceiro intento.
Nem sempre não pegar à primeira é "um desastre". A noite foi dura e teve emoções. Mas é com toiros difíceis que se vêem os forcados grandes. E o Grupo de Santarém continua em grande. Boas ajudas (belíssimas!), coesão de grupo e um rabejador sempre eficiente e artista, o valente David Romão.
Bons destaques de brega de todos os bandarilheiros: os consagrados Hugo Silva, João Ganhão e Diogo Malafaia, o jovem Ricardo Raimundo, João Neves Ribeiro "Curro" (um toureiro cada vez mais apurado e com maior sentido de oportunidade na hora de intervir - chama-se a isso classe, arte e, claro, veterania!) e António Telles Bastos - que se apresentava em Lisboa depois da alternativa nas Caldas e o fez apontando uma vez mais carreira de sucesso e com futuro - bem como o sempre eficiente Ernesto Manuel.
Muito bem dirigida a corrida pelo saber e pela experiência, mas acima de tudo pela afición e pelo sentido de festa e de se estar em directo na televisão, transmitindo alegria, ritmo e "imagem", do diligente e inteligente (no verdadeiro sentido da palavra) César Marinho. Olé também para si, Maestro!

Hoje e 2ª feira: duas grandes corridas na Festa do Toiro-Toiro em Samora!



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Domingo: Sónia, Caetano e Guerra em Santo Aleixo (Monforte)

A sequência da aparatosa queda de João Moura ontem no C. Pequeno


A esmagadora maioria dos sites taurinos lusos não deram à estampa (ou simplesmente não captaram o momento ou preferiram "ignorá-lo", como se estes casos não fizessem parte do espectáculo e da Festa) imagens da aparatosa e impressionante queda do Maestro João Moura ontem no Campo Pequeno, quando iniciava a lide do seu segundo toiro, montando o cavalo "Mel e Noz".
As primeiras fotos, que reproduzimos com a devida vénia e os nossos agradecimentos, da autoria do repórter Rui Minderico (site de fotógrafos associados a-gosto.com), foram esta manhã dadas à estampa pelo site www.touroeouro.com, que ontem não tinha na trincheira de Lisboa o seu fotógrafo João Dinis (estava em Alcochete, a fazer o "directo" da última corrida da feira).
João Moura, como já anunciámos, apesar da forte lesão que sofreu no joelho, prosseguiu a sua actuação, encastando-se e desenhando faena magistral com o cavalo "Merlín". Posteriormente foi assistido na enfermaria da praça e ainda hoje deverá deslocar-se a Lisboa para fazer um exame médico (ressonância magnética), não toureando, como estava anunciado, na corrida nocturna de Santana da Serra - onde é substituído por seu filho João Moura Jr. naquilo a que se pode chamar um verdadeiro mano-a-mano, já que do cartel faz também parte seu irmão Miguel e ainda Tito Semedo e os Forcados de Cascais, na lide de toiros de Benjumea (Nuñez del Cuvillo).

Fotos Rui Minderico/a-gosto.com/cortesia www.touroeouro.com

Exclusivo: o provável cartel "da polémica" na Azambuja



Exclusivo "Farpas" - Depois de toda a polémica que nos últimos dias envolveu a formação do cartel do próximo dia 25 de Setembro para a corrida de inauguração da nova praça de toiros da Azambuja (uma obra impulsionada pelo aficionadíssimo presidente da Câmara Joaquim Ramos, na foto da direita), o "Farpas" adianta em primeiríssima mão a (muito) provável formação do cartel: seis toiros de Ortigão Costa (em tarde de homenagem à memória do ilustre ganadeiro e lavrador azambujense) para os cavaleiros António Ribeiro Telles, Rui Salvador, Moura Caetano, Duarte Pinto, Tiago Carreiras e o praticante Paulo D'Azambuja. Pegam os grupos de Forcados da Azambuja e de Alcochete.
O elenco, sublinhamos, não nos foi ainda confirmado ou desmentido pela empresa "Aplaudir", mas fonte segura adiantou-nos esta formação... caso, entretanto, não venha mesmo a existir acordo entre os toureiros Manuel Jorge de Oliveira e Ana Rita com a empresa de João Pedro Bolota - o que, neste momento do "campeonato", já parece de todo impossível, adianta a mesma fonte.

Fotos D.R.

Lesão no joelho sem melhoras: Cartagena dá por finda a temporada


O rejoneador Andy Cartagena anunciou a decisão de dar por finda a sua temporada, a conselho dos médicos, a fim de poder recuperar a cem por cento da lesão no joelho direito que se agravou em Julho passado e o impediu de tourear em Lisboa na Corrida TVI.
Cartagena fora novamente operado ao joelho no passado dia 12 de Julho no Hospital Quirón, em Barcelona.

Foto D.R.

Dois anos depois do acidente que o cegou de um olho: Salvação fez rija pega ontem em Alcochete


Dois anos depois do trágico acidente com uma bandarilha que o cegou do olho esquerdo (foto de baixo), o valente cabo dos Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde de Alcochete, João Salvação, voltou ontem à noite a brilhar na mesma arena, pegando com técnica e valentia o quinto toiro da nocturna que encerrava as festas do Barrete Verde e das Salinas (foto de cima).
A noite foi, aliás, de grande triunfo para o Grupo do Barrete Verde, que executou as três pegas à primeira - além do cabo, foram "caras" os forcados Pedro Bicho e Diogo Timóteo.
Pelos Amadores do Aposento da Moita, pegaram ontem na praça de Alcochete, naquela que foi a IX Corrida da "Casa das Enguias", Francisco Baltazar (à primeira), Diogo Gomes e José Maria Bettencourt, ambos ao segundo intento. O novilho lidado a abrir praça pelo amador Luis Rouxinol Jr. foi pegado por Marcelo Lóia "ex-aequo" pelos dois agrupamentos de forcados.
Como já referimos anteriormente, lidaram-se toiros nada fáceis de Ortigão Costa e actuaram os cavaleiros Luis Rouxinol, Manuel Lupi e João Telles Jr.

Fotos João Dinis

3 de Setembro: "Aplaudir" dá mais uma corrida (mista) em Setúbal



O site "sol e sombra", de João Silva, acaba de anunciar a realização de mais uma corrida (mista) na noite de 3 de Setembro (sábado) na praça "Carlos Relvas", de Setúbal, este ano reaberta pela empresa de João Pedro Bolota, dando como certa a participação do matador Luis "Procuna" (na foto) como único espada.
A "Aplaudir" confirmou ao "Farpas" essa terceira corrida na praça de Setúbal, adiantando que "terá preços populares para a aficion encher a praça".
Actuam ainda dois cavaleiros - um dos quais, segundo a empresa, pode ser Rui Salvador - e provavelmente dois grupos de forcados.

Fotos D.R.

Jorge D'Almeida regressa às arenas para apadrinhar "prova" de David Gomes



Ultimamente arredado das arenas, o cavaleiro Jorge D'Almeida (foto da esquerda) projecta regressar ainda este ano às lides, num festival de final de época, para apadrinhar a prova de praticante do promissor David Gomes (foto da direita), seu pupilo e a viver actualmente em sua casa, em Almeirim, que este ano debutou e no qual deposita as maiores esperanças.
David Gomes já somou nesta primeira temporada sonantes triunfos em Vila Franca de Xira (foto), Alcochete e na Malveira, sua terra, onde ombreou no passado domingo com o Maestro Moura, com Telles Bastos e Marcelo Mendes. Proximamente, actuará em Montemor-o-Velho.

Fotos João Dinis e Duarte Chaparreiro

João Cortesão evoca Domingos Barroca, histórico forcado do Grupo de Lisboa, falecido na última semana

Domingos Barroca, à direita, com Nuno Salvação Barreto e José Pedro Faro
Foto D.R.
A rabejar, numa pega de cernelha com outro grande nome do Grupo de Lisboa: Horácio Lopes
Foto C. Brito/Arquivo



Amigo Domingos Barroca,
Quis o destino levar-te bem cedo, da mesma maneira que te marcou para toda a vida naquela corrida no Campo Pequeno.
Não tinhas inimigos e, como forcado, ou te admiravam muito ou muitíssimo.
Foste forcado de caras, ajuda, rabejador e cernelheiro - e em qualquer destas posições dentro do grupo foste extraordinário. Não se pode ser mais completo.
Tive o privilégio de me fardar contigo e de ser teu amigo, e na altura em que sofreste o acidente tinhas uma seara de melão pegada com uma de tomate que eu fazia por conta da casa Ortigão Costa e nessa época convivíamos diariamente e tive ocasião de calibrar os projectos que tinhas para o futuro e que se perderam nessa noite.
O tempo que passaste em coma profundo, durante o qual todo o grupo ou quase ia ao final da tarde, de romagem ao Hospital de S. José antes de seres transferido para outro hospital, foi um tempo de angústia e os momentos que passávamos com o teu cabo e padrinho Nuno Salvação Barreto à espera que o Prof. Vasconcellos Marques fizesse de viva voz o ponto da situação, mordiam cá dentro.
Quando fui para o Ultramar não disse aos meus pais que ia, mas fui contigo e com o teu primo Zé Eugénio a Coimbra despedir-me, sem que os meus pais pressentissem que embarcava dois dias depois. Já no regresso e atingido o cimo da ladeira do Vale do Inferno, olhei para trás, vi Coimbra ao longe e comecei a chorar. Acalmaste-me então com uma palmada de carinho na cara que me abriu o lábio. Só tu meu caro amigo...
Ouvir-te falar dos forcados do teu tempo dava a ideia que todos eram melhores que tu.
A satisfação de pegar só por pegar era em ti nítida e tinha a força da raça.
Para ti pegar em praças importantes de França, de Espanha ou numa desmontável dum canto recôndito do nosso país tinha a mesma importância. A tua humildade e singeleza faziam de ti um caso único num mundo onde as vaidades são naturais.
Nascido duma família de Campinos, a forma como te referias às lides de campo e o valor que lhes davas, ultrapassava a visão vulgar de quem as aprecia, mas não as sente por não as conhecer como tu conhecias.
Perante a situação em que ficaste depois da célebre colhida no Campo Pequeno (anos 70), ultrapassaste sempre o desespero que seria natural, porém, seguiste o destino com frieza e com a coragem e naturalidade dos homens grandes.
Disse um dia Georges Bernanos: " Para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero, porque quando chegamos ao fim da noite, encontraremos a Aurora".
É nessa Aurora do além, sem os condicionalismos de um mundo cão, que quero encontrar-te um dia, mas antes, escrevo-te esta carta - p'ra que a terra não esqueça!

Solange Pinto faz a retrospectiva da semana mais intensa da temporada

Pablo Hermoso com o "Ícaro" na quarta-feira em Coruche
Foto www.pablohermoso.net
SOLANGE
PINTO
David Gomes foi a surpresa no dia 14 na Malveira
Foto Solange Pinto



Esta foi uma intensa semana de toiros... Abundaram os espectáculos integrados nas típicas festividades de Verão. Agosto é tradicionalmente, o mais taurino mês do ano... A tradição mantém-se!

Dia 14 de Agosto, a Malveira serviu de palco a um bonito e agradável espectáculo, encabeçado pelo Maestro Moura, que, em tarde inspirada, deu show de toureio, dentro do seu cunho pessoal. Bons ferros e remates ladeados com a marca de "Merlín".
Na mesma jornada, actuaram Telles Bastos e Marcelo Mendes. O primeiro com duas actuações, regulares, pautadas pelo classicismo, o segundo com duas exibições de repercussão mais popular, fruto de tourear na sua terra. Mas há que dizê-lo, a primeira actuação de Marcelo foi coesa, diversificada e com bons momentos de toureio.
Mas a surpresa da tarde esteve por conta do jovem amador David Gomes. Também ele da Malveira, David emocionou os seus paisanos ao triunfar de forma rotunda. Protagonizou lide com distintas fases, onde não faltaram dois "violinos" de grande nota.
Os astados de Cabral Ascensão deixaram-se lidar...
As pegas foram efectuadas de boa forma pelos Amadores de Lisboa, que nesta tarde comemoravam o 67º aniversário, e pelos de Cascais.
Da Malveira a Reguengos... toureiros diferentes, actuações distintas, sobretudo marcadas pelas dissemelhantes condições de lide dos oponentes, desta feita da ganadaria espanhola de José Luís Pereda.
Salgueiro, a quem coube abrir praça, exibiu um cheirinho daquilo que pode e sabe fazer. Depois de regular actuação, cresceu proporcionando uma segunda lide de nível elevado.
Sem toiro no primeiro e sem luz no segundo, não houve muito de Vitor Ribeiro que pudesse vir na retina... Telles Júnior andou bem ao seu estilo alegre e comunicativo, vivendo momentos de apuro, com uma impressionante colhida contra as tábuas, que o lançou directamente para a trincheira.
As pegas estiveram por conta dos rapazes de Montemor e Aposento da Moita, que, com ofício efectivaram as suas funções.
Se na Malveira houve casa cheia, em Reguengos meia praça ficou com cimento à vista...
De Reguengos saltamos para outra corrida com o selo da "Toiros & Tauromaquia". Dia 16 em Alcochete, estiveram em praça Moura, Salvador e Ribeiro. Houve grandes actuações dos três cavaleiros. Sem imitações nem confusões, o trio de artistas desenvolveu lides interessantes, triunfais, sobretudo se tivermos em conta o jogo dado pelos 'inimigos' (das ganadarias de Lupi e Contreras).
Além dos Amadores de Alcochete, os reis da festa foram os forcados mexicanos de Mazatlán... Bem nas consumações!
Desta meia casa forte, aos três quartos de Coruche, onde foi Pablo quem mais ordenou. Com "Chenel" e "Ícaro" armou o taco frente ao segundo do seu lote, levantando o público dos seus lugares.
Salgueiro, sem matéria-prima a abrir praça, apenas se valeu do segundo para evidenciar as suas potencialidades de figura, da figura que é!
Telles Júnior goza do poderio de ser filho de uma terra que o acolhe de forma incondicional. Mas na verdade, a sua primeira prestação mereceu bem a ovação que os coruchenses lhe tributaram.
Lidaram-se toiros Salvador Domecq e Passanha. Os três espanhóis menos rematados...
Semana intensa, que promete continuar sem dar tréguas! A Festa está viva e recomenda-se!

24 de Setembro: Abel prepara cartel do Montijo



O empresário Abel Correia está neste momento a ultimar o cartel da corrida de encerramento da temporada na Monumental do Montijo, que se realizará no sábado, 24 de Setembro, à tarde.
João Moura será o cabeça de cartaz. Hoje mesmo, Abel Correia deverá tratar da contratação de Luis Rouxinol - segundo apurámos. O terceiro cavaleiro pode ser Manuel Lupi ou João Telles Jr.
Três grupos de forcados (não designados, mas de que deverão fazer parte os dois grupos montijenses, Amadores e Tertúlia Tauromáquica) e provavelmente toiros de Francisco Romão Tenório.
A Monumental do Montijo, inaugurada em 1 de Setembro de 1957 (foto da esquerda), a cumprir a sua 54ª temporada, abrirá ainda as suas portas, como já anunciámos, a 9 de Outubro, para o festival de homenagem e a favor do forcado Luis Branquinho.

Fotos D.R. e João Dinis

Dois grandes cartéis no adeus à Monumental de Barcelona



A Casa Matilla anunciou ontem a formação dos dois últimos cartéis - 24 e 25 de Setembro - na Monumental de Barcelona, que a partir do próximo ano fecha as portas, a menos que se dê um volte-face na proibição das corridas de toiros decretada pelo Parlamento catalão...
Dia 24, frente a toiros de Nuñez del Cuvillo, actuarão Morante de la Puebla, "El Juli" e "Manzanares".
No dia 25, com toiros de El Pilar, toureiam Juan Mora, José Tomás e o matador catalão Serafín Marín.
Em jeito de homenagem, recordamos a notícia da "Ilustração Portuguesa" onde se fazia eco do triunfo do grande Manuel dos Santos na antiga praça de Barcelona, na sua campanha de novilheiro.

Fotos D.R.

Paulo Caetano: toiros de Madrid dia 26 em Arronches


São estes os seis toiros da ganadaria de Paulo Caetano que chegaram a estar "apartados" para a Monumental de Madrid e que na próxima sexta-feira, 26 de Agosto, vão ser lidados na arena de Arronches numa corrida anunciada como de "exaltação ao forcado".
Pegam três grupos de forcados, os Amadores de Portalegre, de Arronches e do Ramo Grande (Ilha Terceira), que disputarão quatro troféus num inédito concurso de pegas: melhor pega, melhor grupo, melhor primeiro-ajuda e melhor rabejador.
O cartel é formado pelos cavaleiros Marco José e Moura Caetano e o praticante João Branco. Preços desde 13 euros até 25 (barreiras de sombra - que à noite tanto faz...). A corrida terá início às 22 horas.

Fotos D.R.

3 corridas em 5 dias: Forcados do Ramo Grande no continente


O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, fundado há cinco anos na Praia da Vitória, Ilha Terceira e comandado por Filipe Pires, está no continente para uma importante "prova de fogo": três corridas em cinco dias!
Os forcados terceirenses, que deslocam ao continente dezoito elementos nesta digressão, pegam os toiros espanhóis de Dolores Aguirre na próxima segunda-feira, dia 22, em Samora Correia, ombreando com os Amadores da Moita e de Salvaterra de Magos; na terça estarão em Baião para pegar toiros do ganadeiro de Coimbra Santos Silva, ao lado dos Amadores do Ribatejo e de Coimbra e, por fim, de hoje a oito dias, 26 de Agosto, pegam em Arronches, numa corrida de "exaltação ao forcado", os seis imponentes toiros de Paulo Caetano que estavam destinados a Madrid, em competição nessa noite com os grupos de Portalegre e de Arronches.
Sorte para a rapaziada da Terceira! - um grupo ainda jovem, mas já com muitas cartas "deitadas" em arenas de destaque e que ainda este ano brilharam em Atarfe, no seu debute em Espanha.

Foto D.R.