Mostrar mensagens com a etiqueta texto de Marco Gomes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta texto de Marco Gomes. Mostrar todas as mensagens

domingo, 8 de agosto de 2010

Regressaram ao Alvor as noites de touros


Passados alguns anos do empresário Fernando Santos, ter organizado corridas de touros e outros espectáculos de cariz taurino na vila de Alvor, estes regressaram no dia 5 com uma corrida de touros com cartel a fazer inveja a qualquer taurodromo fixo cá do burgo.

Cumpriram em apresentação os três hastados de Manuel e Mário Vinhas e em comportamento os de Conde Cabral.

Com casa quase cheia, a direcção eficiente de Lourenço Luzio, assessorado na pelo Dr. Salter Cid e a Banda da Sociedade Portimonense fizeram as cortesias os cavaleiros João Moura, Felipe Gonçalves e Brito Paes, acompanhados das quadrilhas de peões de brega e os forcados do Aposento da Moita.

João Moura (pai), em local algum facilita a vida aso seus oponentes e aos seus companheiros de cartel. Logo no que abriu praça sentiu o calor das ovações nas farpas e com o cavalo Villa, “marcou 6 golos” fazendo jus ao nome do cavalo e a fazer inveja ao jogador da selecção espanhola. Ladeando na cara do hastado, primando na brega para depois cravar com o acerto de uma mão sábia habituada a milhares de movimentos repetitivos de colocação de bandarilhas. Moura adornou-se nos remates, no segundo e quarto partiu recto (para calar alguns) e acabou com duas rosas. Com o touro Conde Cabral, aproveitou a doçura do mesmo e se com o Da Vinci esteve asseado, com o Merlim proporcionou mais uma vez um quadro impressionante de beleza, arte, poderio e domínio total do hastado no remate das sortes, expondo a montada à colhida com o toiro a encostar os cornos na espádua ou estribo do ginete de Monforte.

Se o próprio Moura tinha colocado a fasquia elevada a si próprio, difícil seria igualar ou superá-la, mas desenganem-se aqueles que davam o Moura como acabado, foi buscar Descarado, e descarado esteve Moura e a montada na colocação do curto e a rosa com o público rendido, entregue o ovacionou de pé.

Felipe Gonçalves, de cognome furacão ou ciclone do Algarve, fez jus ao seu nome, tornou-se um cavaleiro popular, sem correr o risco de ser popularucho, lida com alegria, consegue uma ligação com o público que faz necessária a sua integração noutros cartéis. Esta integração faria certamente a quebra da monotonia de certos cartéis e teria outra alegria a certas praças.

Saiu nos dois hastados com o Açúcar, esta montada permite-lhe dobrar-se bem com os brutos e colocar as farpas ao agrado do conclave.

No Chibanga (ferro Varela Crujo), “picado” pela actuação de Moura, Felipe não quis ficar em plano inferior, e não ficou, ladeou, deu distância o touro, aguentou os derrotes do Conde Cabral. Tal como Moura, Felipe obrigou-se a superar a si próprio, e para tal foi buscar o Zidane para colocar um par de bandarilhas de valor com o hastado nos médios deixando-se ver o cavaleiro e levantando o público das bancadas.

No quinto da ordem com o Universo (ferro Felipe Gonçalves), muito labor teve na lide do Vinhas (manso e encastado dando os arriões próprios dos desta qualidade), ladeou na cara do hastado (a duas pistas como dizem os espanhóis) e depois a cravar rematando as lides com primor. No quarto curto a pirueta que fez na cara do hastado foi fortemente ovacionado e Felipe viu-se obrigado à colocação de um violino e um ferro de palmo.

Brito Paes, perante o aperto em que estava metido, só teve de ter cabeça, gerir as duas lides por forma a não sair em plano inferior, e cumpriu, muito fruto da sua entrega, da quadra de cavalos e do bom calção que é fruto da escola que teve. Com o Actor (Herdade da Caniceira) coloca uma tira de fazer inveja aos mais puristas e com o Nordeste (Vinhas) as quatro cambiadas resultaram em outros tantos ferros, adorna a lide com o Zarco. A fechar praça com o Violino (Ascenção Vaz) cumpre nos compridos e depois com o Triunfador (Vinhas) aguenta com serenidade as investidas do Vinhas bruto e agressivo tendo no terceiro curto o melhor de todos, partindo recto, elevando bem o braço e num movimento quase em câmara lenta deixa o ferro no morilho do hastado. Perante os aplausos do público com o Sueste crava com ligeira batida ao piton contrário e o público sai satisfeito da tourada.

Tiago Ribeiro comandou bem os seus rapazes, fez rodar jovens forcados, mostrou disciplina e estar a conduzir um grupo que se afirma e cimenta em cada temporada.

Tininho (João Garcia) 2ª, Vítor Epifânio 1ª e volta para o primeiro ajuda José Maria, Salvador Coelho 1ª, Frederico Morais 1ª com o grupo bastante homogéneo nas ajudas, Rui Pedro 3ª, Gustavo Murteira 1ª.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Parabéns Piriquita....


Ainda há cheiro a sardinha assada na rua e a arraial, já estão montadas as barracas da massa frita e os jovens finalistas do Externato Faria vendem esferográficas para angariação de Fundos, a banda toca pelas ruas, há Festa na Arruda.

É assim que se promove a festa de toiros em Portugal com oportunidade aos jovens, entradas livres, grande esforço de organização da Tertúlia Tauromáquica “O Piriquita” e o resultado casa praticamente cheia e um espectáculo agradabilíssimo. Eu como aficionado, apenas digo OBRIGADO PIRIQUITA.

O impulsionador Dr. Pedro Faria, apaixonado pelo toureio a pé, e muito tem feito por ele, organizou em conjunto com os restantes elementos, uma aula prática de toureio onde teve o aliciante de reunir os jovens promessa da Tauromaquia.

Tiago Martins, o mais rodado de todos os ginetes não esteve no seu melhor, sofreu demasiados toques na sua montada num novilho que lhe pediu contas. Acabou por alcançar os melhores momentos nos dois violinos que colocou e no ferro de palmo.

João Maria Branco, tem feito progressos significativos em ralação à temporada passada, aproveitou o bom hastado que lhe tocou e se cumpriu nas farpas, nos curtos o 2º e 5º foram merecedores de grande registo atacando o touro de frente, para depois ao sovaco colocar o ferro numa boa reunião.

Manuel Vacas de Carvalho, o menos rodado, nem por isso o menos vistoso. Pratica um toureio clássico dentro do que o seu mestre lhe ensina, e esse mestre tem “só” o nome de Sr. Luís Miguel da Veiga. Caso o Manuel continue aceitando as orientações do seu mestre, e praticar o toureio clássico vai ter sempre espaço no panorama tauromáquico. Esteve correcto na cravagem dos compridos e vistoso nos curtos.

Paco Velásquez (Escola de Sevilha), não teve matéria-prima para brilhar, mesmo assim esboçou pormenores com o capote e só pelo lado direito pôde mostrar algo com a flanela.

Cuqui (Escola de Badajoz) recebeu com uma larga farolada e mostrou quietude com o capote. Ainda com o percal esteve correcto no quite por chiquelinas cingidas. Tem facilidade em bandarilhas, e com a flanela esteve toureiro em muletazos largos e templados. É variado no seu toureio, tanto ao natural como derechazos. Realizou em semi circulares invertido com a consequente mudança de mão que o público muito aplaude e já no fim uma série de manoletinas muito aplaudidas. Este Cuqui tem mesmo pinta de toureio.

Miguel Murtinho (Escola José Falcão), apertado pelo Cuqui, foi receber o novilho à porta dos sustos de joelhos no chão provocando logo uma forte ovação do público. Bandarilhou com raça e começou a sua faena de muleta com um passe cambiado pelas costas para depois embalar para uma boa faena com passes cheios de alma toureira. Murtinho recreou-se ainda nos naturais com plástica e estética toureira.

Forcados da Arruda com pegas a cargo de Carlos Carvalho (1ª), David Silva (2ª) e Bruno Cruz (1ª).

Novilhos de José Luís Cochicho cumpriram na generalidade com destaque para o 5º de elevada nobreza e muito merecidamente volta para o ganadero e o novilho ovacionado na recolha.

Na brega destaque para Ernesto Manuel e soberbo como são os grandes toureiros David Antunes.

Nota alta à Banda da Santa Casa da Misericórdia da Arruda dos Vinhos.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Touros, pó e comentários


Ali no café bebendo uma água fresca, e escutando os comentários em Castelhano, Portunhol e Português, fui sabendo que o Paco Serra estava doente, e por isso era substituído por um “espanhol”.

Fiquei contente quando por duas ou três vezes fui questionado porque é que o “meu Juanito” não vinha ali tourear. Tive o cuidado de explicar que o Juanito ainda só tinha 11 anos, por isso não lhe permitia entrar neste tipo de espectáculo por força da legislação, quanto ao “meu” tive o cuidado de dizer que a pertença do Juanito é da Ana e Hugo Silva, “meu” só amigo.

Nos cafés tudo se sabe, lá fui ouvindo os preços que praticam na Festa no que a touros diz respeito, conjecturas na montagem dos cartéis, etc. etc.

Durante o espectáculo.

(I parte na bancada)

Após insistência por quatro vezes do director de corrida (Sr. Alberto Bartisol) lá começou o espectáculo (17.25mn). O Comba era a grande atracção, logo gritos de gente de meia idade atrás de mim irromperam pela praça gritando: “Força Comba, força Comba”.

A meu lado, uma senhora devorando pipas, lá me ia “ofertando” as cascas para cima das calças e camisa, e fazia adeus ao filho, como este não reparava, recorreu-se das tecnologias (telemóvel) e vá de dizer onde estava.

Do outro lado, um fulano simpático oferecia-me uma cervejinha, a que amavelmente agradeci dizendo que preferia consumir a minha água (ao terceiro novilho contei-lhe oito cervejas). O pó vindo da arena entranhava-se nas narinas, qual cocaína da mais refinada, e o homem que não se calava dizendo: “Quando vem o Comba, esse é que alegra tudo”.

Mais junto de mim uma “entendida de Lisboa” explicava tudo o que se passava e até dizia que “se o touro tivesse os cornos para cima, então é que o cavalo as levava”.

Terceiro novilho, lá entrou o Manuel Comba, e o velho homem gritava “Dá-lhe Comba, dá-lhe”, e eu por momentos questionava o que é que o Comba poderia dar a um bruto com cornos de arranque violento.

(II parte na trincheira)

Nervos e mais nervos no grupo feminino, entretanto o grupo de Arronches já tinha experimentado a dureza dos brutos, um rapaz tentava acalmar as jovens valorosas.

Prova de bandarilheiros praticantes, sinónimo de espectáculo mais tipo charlotada, até que o “velhinho Praxedes” teve de mostrar aos moços como se coloca um par de bandarilhas.

Lide por parte dos novilheiros, interessante a do Jerez de los Cabaleros, e os novos bandarilheiros que prestavam prova para praticantes mostravam ansiedade sem saber se tinham ou não passado na prova.

Ainda faltava um novilho, e lá ouvi o homem já de voz rouca perguntar se o Comba ainda actuava, isto é que é uma adoração pelo cavaleiro.

Quase no fim do espectáculo exaltaram-se os ânimos, o grupo feminino (misto) pegou com garra (Olé grande Suzana Frieza, a fazer inveja aos homens), pega consumada recolha a trincheira. Divisão de opiniões, um homem da bancada dizia que a Suzana não tinha ficado na cara do novilho, e por conseguinte, no entender dele deveria repetir-se a pega, de imediato um coro de feministas se levantou e se insurgiu contra o homem, chamando-lhe “palavras doces”.

Muitos, mas muito mais comentários, este vosso escriba poderia enumerar, mas certamente interessar-vos-á aquilo que se passou na arena de Santo Amaro (Sousel) no dia 30 de Maio.

Filipe Vinhais, dos hastados que saíram foi o que teve o menos colaborante e o jovem muito se teve de empregar para ter uma lide positiva, com destaque no terceiro curto.

Gonçalo Fernandes, a um passo da alternativa, mostrou ser o mais rodado. Aproveitou bem o novilho que foi colaborante e cresceu ao longo da lide, como certeiro esteve e recto nas sortes, tendo o cuidado de as rematar, terminou com um ferro de palmo muito aplaudido.

Manuel Comba, caso de popularidade e sucesso. Cavaleiro de fácil ligação ao público e que conta com uma Penha Taurina (estavam só dois elementos), mas é uma Penha Taurina. Tocou-lhe um novilho de investida forte e só a mão de Deus evitou por várias vezes o pior. Cada actuação sua é no limiar do risco, e só a enorme aficion que ele tem é já motivo para receber as palmas do público.

Hugo Carvalho, primeira actuação em público, demonstrou algum nervosismo inicial (perfeitamente aceitável) mas com trabalho, dedicação e afinco pode melhorar as suas prestações. Terminou a sua actuação com um vistoso violino, e soube terminar no momento exacto, mesmo com o público a pedir “mais um ferro”.

Sofia Almeida, o 2º, 3º e 5º curto foram os que mais se distinguiram na sua actuação, aproveitando a “entrada pelo corredor” e consequente investida do novilho, levantou o braço bem de cima a baixo para deixar su sitio.

Jaime Martinez, suave com o percal e desembaraço com a munheca. Melhor nos derechazos do que nos naturais. A rever este jovem novilheiro.

Vicente Forero, com 3 espectáculos já marcados para Portugal, apresentou maneiras, mas muito dependente das orientações de Paco Duarte. Apontou pormenores que me farão deslocar a uma sua próxima actuação.

Forcados Amadores de Arronches, Luís Ventura 2ª, Manuel Cardoso 2ª a dobrar Diogo Henrique, Ricardo Martins à 2ª, Fábio Mileu à 3ª a dobrar Manuel barradas.

Grupo de forcados feminisnos de Benavente: (4 rapazes + 4 raparigas), destaque para a gana de Suzana Frieza.

Novilhos: cumpriu o de Rodolfo André e os 6 restantes da ganadaria do Conde de Arriaga (Herdade da Camoeira) e pertença do Dr. Caetano Oliveira Soares, apresentaram bom comportamento alguns mostrando elevada nobreza. Quanto ao trapio, imquestionável para a idade, só lamentando serem alguns extremamente cabanos.

Dirigiu Sr. Alberto Bartisol assessorado pelo Dr. Carlos Santos.

No que respeita aos peões de brega coadjuvaram as lides dos cavaleiros e novilheiros, cumprindo a sua função, embora algumas vezes com trapadas a mais, e tentando desempenhar funções de cabo de grupo de forcados!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Êxito dos erales de Canas Vigouroux em Vila Franca


Momento alto para a ganadaria Canas Vigouroux pela qualidade dos hastados que saíram à arena de Vila Franca, sendo o 1º e 6º (ovacionado) na recolha aos currais e o maioral chamado à praça no que encerrou função.


Novilhada composta por jovens a querer despontar e a entregarem-se aos erales que tiveram por diante, proporcionando um bom espectáculo.


Alberto Pozo (Albacete), certamente o que mais festejos já tragou desde que abraçou a arte de Montes. Teve tal como os colegas um inicio inimigo – o vento.

Mostrou facilidade em bandarilhas e na muleta no primeiro, porque a nobreza do novilho assim o permitiu, as duas tendas realizou com grande diligência ficando uma série de naturais e derechazos bem executados. Faena variada onde os molinetes e os circulares também tiveram lugar. No 2º, com o percal ainda esboçou algumas verónicas e partilhou o tércio de bandarilhas com o Tiago Santos.

Aproveitou a sorte que lhe tocou no sorteio, pois teve o melhor lote de erales. Voltou a evidenciar entrega e em muletazos largos e de boa plástica deixou vontade de o voltar a ver.

Francisco Javier Sandez (Salamanca) não sendo um novilho fácil porque não se ficava, exigia um toureiro mais posto. O jovem fez o que soube e pôde, mas foi pouco, pelo que não escutou música e ouviu apenas ovação. No quinto da novilhada, tocou-lhe um eral sério (400kg?), intimidou o jovem que novamente não teve o engenho necessário para sacar o que este exemplar trazia dentro. Mesmo assim, uma actuação positiva na parte final da faena onde esboçou algumas tendas pelo lado direito.

Tiago Santos, (Portugal – Escola José Falcão), embora de um escalão inferior relativamente aos seus colegas (Bezerristas), o jovem não se deixou intimidar por essa condição. No primeiro com o percal deixou em 3 lances boa impressão. Com a muleta começou por estatuários e depois empregou-se numa faena em que com o novilho a revolver-se num palmo de terreno, o jovem conseguiu entendê-lo e acabou ovacionado e com a música a tocar. Nem mesmo as voltaretas que sofreu nas duas faenas que executou o desmotivaram em qualquer altura. No que encerrou praça conseguiu uma faena mais ligada com a facilidade em mudar de mão no decorrer da faena. Tem figura fina de toureiro, é fácil nas bandarilha e deixou bom ambiente em Vila Franca.

No final o ganadeiro ofertou o sobrero aos três participantes que o lidaram entre si.

Na brega destaque para João Pedro e Pedro Paulino (China).

Dirigiu o Sr. António Barrocal, assessorado pelo Dr. José Manuel Lourenço sem problemas.

Nota final aos cabrestos e campinos da Casa Palha, que demonstraram o que infelizmente pouco existe nas diferentes actividades – Profissionalismo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Paulo Caetano apresentou 2ª Edição


Golegã, 11 de Outubro, no edifício da Equuspolis foi apresentada a 2ª edição do livro “Paulo Caetano de costas voltadas para o mar”, esta 2ª edição, impressa na Tipografia Persistente, revela pormenores de acabamento que tornam esta obra indispensável a qualquer aficionado.

Na cerimónia de apresentação, Francisco Morgado apresentou o autor, com palavras sábias de um homem que os seus cabelos brancos são sinónimos de sabedoria.

Depois o autor, visivelmente emocionado com a presença de familiares, amigos e admiradores falou da obra, dos seus projectos e deixou todos deliciados com a ante visão do que será o seu próximo livro a lançar no início do ano.

Por agora deliciamo-nos com estas “… costas voltadas para o mar…”, onde Paulo nos delicia com uma viagem pelo mundo dos cavalos, o ensino do cavalo Lusitano, os seus amigos (onde Raul do Nascimento é recordado com o carinho que merece), o touro bravo e a fazer as delícias de todos quanto lerem este livro a celebre corrida de touros “às escuras” na praça da Nazaré em 23 de Agosto de 1997.

Aguardamos pois com ansiedade este segundo livro de Caetano, bem como o seu regresso agora que vai assinalar 30 anos de alternativa.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Nem a chuva arrefeceu o festival do Cano



Mais uma vez está de parabéns a Tertúlia tauromáquica de Nossa Senhora do Carmo de Sousel, por ter levado a efeito mais um festival no dia 28, que desta vez face às condições meteorológicas poderia ter optado pela posição mais confortável que era de suspender ou anular o espectáculo. Muitas empresas com pergaminhos no nosso panorama taurino certamente o teriam feito, em troca dum chorudo seguro, ou não arriscariam uma bilheteira que poderia ser catastrófica. Pela afficion e seriedade que esta Tertúlia tem demonstrado, aguentou o Festival até ao seu inicio, e nem mesmo a forte chuva que caiu às 17.30h fez desanimar a organização e os actuantes.

Foram lidados novilhos pertencente à ganadaria de Francisco Luís Caldeira, escassos de apresentação mas a cumprirem muito acima da média na forma como investiram para as montadas do ginetes, daí ser justo a chamada do representante da ganadaria no quarto novilho da tarde.

Quanto aos cavaleiros Marco José abriu função conseguindo uma boa lide no timbre daquelas que tem habituado os espectadores que acompanham a sua carreira. Praticou uma lide séria com destaque nas duas farpas e nos três curtos em sortes frontais para terminar com o já célebre Girassol a cravagem de dois ferros em sorte de violino que face às condições climatéricas foram um tónico para aquecer o público nas bancadas. A deixar antever que mais uma vez o cavaleiro de Caldas da Rainha se encontra preparado para uma temporada em que poderá partilhar cartel com qualquer outro colega, e lidar qualquer tipo de toiro. Assim, boas são as perspectivas para Moura e S. Marcos .

Marcelo Mendes voltou a protagonizar uma lide agradável, pautando-se pela serenidade e tentar fazer de cada actuação uma lide perfeita. Esteve correcto na ferragem curta e no ferro de palmo que cravou. Terminou a sua actuação com um vistoso par de bandarilhas.

A cavaleira Alda Maria que prestou prova para cavaleira praticante, acusou um pouco a responsabilidade desta tarde, no entanto não deslustrou a sua actuação salientando-se pela positiva o terceiro e quarto ferro curto. Está pois de parabéns a nova cavaleira praticante.

O jovem Mateus Prieto teve uma actuação de menos a mais. Se nos compridos não foi feita história, já na ferragem curta conseguiu animar o público com um toureio fácil, necessitando apenas de diminuir um pouco a velocidade das suas montadas. Foi uma actuação conseguida e o público retribuiu-lhe com uma forte ovação na volta à arena.

Encerrou o Festival o cavaleiro amador Manuel Comba que cravou três farpas e quatro curtos, gozando de grande popularidade nas bancadas, certamente por ser oriundo destas bandas. Foi uma lide em que cavaleiro e público bastante se divertiram, mas o toureio praticado a merecer alguns reparos.

Estiveram presentes os Forcados Amadores do Montijo e Aposento do Alandroal que aproveitaram para rodar jovens valores. Pelos primeiros foram caras Rui Gomes (à terceira tentativa porque nas duas anteriores tecnicamente não esteve correcto), Hélio Lopes também pegou à terceira tentativa pelas razões idênticas do seu colega e Fábio Siquinique à primeira tentativa com raça e determinação. Pelo grupo do Alandroal, Alexandre Lopes e Mário Pinto à primeira tentativa.

Dirigiu o espectáculo com a competência que lhe é característica, o delegado do IGAC, Sr. José Tinoca, assessorado pelo Dr. José Guerra.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Em dia de elevado calor, a Tauromaquia esteve presente em Marrazes



Paulo Pessoa de Carvalho, sócio-gerente do projecto Toiros e cultura está de parabéns pela seriedade com que monta os seus espectáculos, no que aos curros tem escolhido. Mais uma vez, até na localidade de Marrazes, uma praça de toiros desmontável, mas houve respeito pelo público ao levar para aquele taurodromo um sério curro de hastados pertencentes à ganadaria de António Lampreia. Quanto à bravura não foram por aí além – cumpriram no geral, mas bem rematados de carnes com peso acima do que é pedido para praças com esta característica, de pelagem divergentes (negro mulato, castanho e até um malhado) e com cara (excepção para o sexto).

Se o dia já estava quente (35 graus às 17.30h), a boa prestação da Banda Filarmónica da Nazaré aqueceu bastante o conclave e animou as boas prestações dos artistas.

Com a direcção do espectáculo a cargo de Ricardo Pereira, Luís Rouxinol, Ana Batista e João Caetano, acompanhados das respectivas quadrilhas de peões de brega e os forcados amadores de Alcochete e Caldas da Rainha fizeram as cortesias, dando assim inicio à I Corrida de Toiros do Clube Desportivo daquela localidade.

Luís Rouxinol, duas actuações em bom nível. No que abriu praça três farpas meritórias e dois curtos frontais a ficarem na retina do aficionado. No quarto da corrida um toiro mais à sua medida Luís esteve mais alegre e desinibido. Crava quatro curtos com destaque para o segundo e terceiro a ir ao piton e a terminar com “a marca da casa” o par de bandarilhas que resultou em pleno, agradando bastante ao público.

Ana Batista com o cavalo Manolete toureou na integra o seu primeiro toiro, coisa rara nos dias de hoje onde por vezes saem à arena quatro e cinco cavalos no mesmo toiro, o que quebra o ritmo da lide. Não sendo um hastado fácil, Ana esteve por cima do oponente com ênfase no terceiro curto recto com vistoso remate da sorte. No quinto da tarde, um castanho chorreado, a lide foi alegre profeando o toureio frontal (duas farpas à tira e três curtos), a pedido do público dois palmos que resultaram de forma positiva.

João Caetano, com duas actuações distintas. No que fechou a primeira parte da corrida João esteve igual a si próprio – irreverente e toureiro, bem na brega para depois partir em sortes ao piton contrário que o público muito aplaudiu. A encerrar praça dois compridos de boa nota, e nos curtos só depois de mudar de montada, conseguiu impor o seu estilo e mexer com o público que lhe retribuiu uma forte ovação.

Quanto à actuação dos forcados, pela seriedade do curro, os moços das jaquetas de ramagens tiveram de se empregar. Por Alcochete, Daniel Esteves pegou à quarta tentativa, por não estar correcto tecnicamente nas outras anteriores, João Sousa à primeira tentativa, segurando-se à córnea e Ricardo Mota a fazer aquela que foi a pega da tarde. Pelas Caldas da Rainha, Mário Cardeira à primeira tentativa fechando-se com raça, Francisco Mascarenhas à segunda tentativa e Guilherme silva à segunda tentativa.