terça-feira, 10 de novembro de 2009

Duarte Pinto agradece e faz balanço


À semelhança o que aconteceu no decorrer desta temporada 2009, o cavaleiro Duarte Pinto vem no final da sua temporada agradecer a todos os que o ajudaram na temporada 2009, mas em especial ao público aficionado que sempre o acarinhou vibrou e o acompanhou nas 15 actuações em que toureou.

No comunicado que enviou à imprensa Duarte diz ainda que “Felizmente foram muitos os triunfos obtidos de Sul a norte dos país, que catapultaram e definitivo como um dos jovens a ter em conta para a temporada 2010.

Lembramos que Duarte Pinto, tomou a sua alternativa esta temporada no Campo Pequeno, numa cerimónia em que se juntaram em praça Luís Miguel da Veiga, Frederico Cunha, José João Zoio e seu Pai Emídio Pinto.

No mesmo comunicado seu apoderado Luís Miguel Pombeiro diz que “ É uma honra enorme trabalhar para um jovem, que com a sua vincada personalidade artística, de uma educação extrema, de uma lisura de comportamento dentro fora a praça, pelo que o dever se torna em prazer, em amizade e dedicação.”

National Geographic - The Sons Of Évora por Carlos Cazalis


Carlos Cazalis nasceu no México no seio de uma família profundamente ligada à tauromaquia. Era neto de um empresário e o seu tio-avó era "El Calesero", um lendário matador de toiro.Cazalis mudou-se para Espanha em 2003 com o ojectivo de retratar intimamente os intervenientes da festa brava, mas, segundo o próprio, os matadores de toiros estão envoltos em ego e machismo, mostram poucas emoções. Foi então que descobriu os forcados de Évora, tendo acompanhado o grupo durante cerca de quatro anos. Ao conjunto de fotografias obtidas deu o nome de The Sons of Évora.Este e outros trabalhos do mesmo autor podem ser apreciados em www.cazalis.org.

As respostas de Amorim Ribeiro sobre as bandarilhas de segurança


O Grupo de Forcados Amadores de Coruche foi um dos grupos que esteve presente,na pessoa do seu Cabo, Amorim Ribeiro Lopes, e de outros elementos, no teste levado a cabo pela ANGF às novas bandarilhas de segurança, em Évora, no passado dia 3 de Novembro.

A Tauromania foi ao encontro do Cabo ribatejano para lhe colocar algumas perguntas breves sobre o teste.


Tauromania (T) - O que achaste dos ferros? Diminuem realmente o risco de lesões nos forcados provocadas pelos ferros?

Amorim Ribeiro Lopes (ARL) - Todos os ferros que foram apresentados demonstraram que têm condições para diminuir o risco de lesão.


T - Qual a solução que achaste melhor?

ARL - Na minha observação achei que o ferro que nos pode vir a proteger mais das lesões é o do Sr. Carlos Estorninho.


T - Vendo de fora o que achaste ao nível da dificuldade aparente da colocação dos ferros?

ARL - No ferro do Sr. Carlos Simões achei que os cavaleiros ao partirem/puxar que mostrava alguma dificuldade em relação aos outros ferros que foram testados. Mas acho que é um pequeno detalhe que podem ser corrigido.


T - E em relação ao andamento dos toiros, notaste diferença?

ARL - Não achei nenhuma diferença. Acho que quem tira andamento ao toiro não são os ferros mas sim os bandarilheiros.


T - Vês alguns handicaps nestas novas soluções?

ARL - Qualquer das soluções apresentadas foi positiva. Não vejo nenhum impedimento.


T - Quais os próximos passos que pensas que devem ser dados?

ARL - Acho que já se deu um grande passo. Mas é importante realizar mais um ou dois testes como este de Évora também para ouvir a opinião de outros cavaleiros e bandarilheiros.

Tauroleve ainda não decidiu se exercerá o direito de opção em Vila Franca


A empresa Tauroleve, gerida por Ricardo Levesinho, com quem falámos ontem, terminou recentemente o segundo ano à frente dos destinos da Praça de Toiros "Palha Blanco".

Esta empresa tem até dia 30 de Novembro para se pronunciar sobre o direito de opção que lhe assiste para um terceiro ano à frente da castiça Praça Vilafranquense. Disse-nos Ricardo Levesinho que a empresa ainda está a ponderar qual a decisão a tomar acerca do exercício, ou não, do referido Direito de Opção.

No caso de não exercer o Direito de Opção a Misericórdia de Vila Franca, proprietária do centenário imóvel terá de levar a Praça a concurso

Mais uma edição do Jornal Olé!


Chega esta quarta-feira, 11 de Novembro, mais uma edição do Jornal de Tauromaquia Olé!, um jornal que todas as semanas lhe traz toda a actualidade taurina do interesse do aficionado.

Na edição desta semana, o grande destaque vai para o teste às bandarilhas realizado na passada semana na Arena D’Évora, onde Sara Teles faz a análise e ouve vários intervenientes.

Mas nesta edição poderá ainda ler uma entrevista ao cavaleiro praticante Tiago Carreiras, que anunciou para 2010 a sua alternativa.

Mas no jornal dirigido por Francisco Morgado, destaca-se o impasse do anúncio do apoderado do cavaleiro Joaquim Bastinhas.

Estes e outros temas a não perder esta quarta-feira no seu Jornal Olé!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Paco Velasquez em Espanha e no Mexico em 2010


O novilheiro Paco Velásquez continua a treinar com afinco e a preparar-se para dar início à sua temporada do próximo ano.

Entrará em praça com o pé direito em Mijas, Málaga, no primeiro dia do ano de 2010 actuando em solitário, e no dia 23 de Janeiro, estreando-se pelas Américas, mais propriamente em México DF , onde fará a sua apresentação num festival taurino a realizar no rancho “Nirvana”. Actuará ao lado do matador mexicano Alejandro Amaya e do espanhol Cesar Giron entre outros na lide de novilhos da ganadaria mexicana de Bernaldo de Quirós.

Luis Rouxinol a um passo das Sanjoaninas


Estão adiantadíssimas e "por um fio" as negociações entre os organizadores da Feira de São João em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira (as Sanjoaninas, que decorrem na segunda quinzena de Junho de 2010) e o apoderado do cavaleiro Luis Rouxinol, Mário Freire - revela o semanário "Farpas" na sua edição da próxima quinta-feira.
Rouxinol voltou este ano a liderar o escalafón de cavaleiros em Portugal, totalizando 51 actuações com a conquista de 9 prémios até ontem, acrescidos agora do décimo, atribuído pela Rádio Portalegre e anunciado precisamente ontem à noite.
Tiago Carreiras era até ao momento o único toureiro oficialmente contratado para as Sanjoaninas da Ilha Terceira, mas a hipótese de Rouxinol tomar também parte em duas corridas do certame é anunciada esta quinta-feira pelo semanário "Farpas" e confirmada pelo apoderado Mário Freire - que na próxima temporada cumpre o 20º aniversário como apoderado do cavaleiro de Pegões.

Foto João Dinis

José Tomás quase em Sevilha


O matador da moda, José Tomás, está quase confirmado em duas tardes na Real Maestranza de Sevilha na próxima temporada de 2010, a primeira das quais poderia ser a tradicional corrida de Domingo de Ressureição (Páscoa) a 4 de Abril e a segunda durante a Feira de Abril - anuncia hoje o site "burladero.com", que há uma semana revelou em primeira mão o bom andamento das negociações entre a empresa e o apoderado do diestro.
Tomás não toureou em Sevilha desde o seu regresso às arenas, tendo sido em 2002 a última vez que pisou o mítico ruedo da Real Maestranza.

Foto D.R.

"Ruedo Ibérico" regressa com periodicidade mensal


Depois de durante os últimos meses da temporada ter saído para as bancas quinzenalmente, a revista "Ruedo Ibérico", de Pedro Pinto, retoma no defeso a periodicidade mensal e acaba de dar à estampa a sua edição nº 57, com o cavaleiro praticante Marcelo Mendes na capa.
Nesta edição, destaque para a magnífica reportagem de Ana Serra sobre a Feira de Vila Franca, para o balanço da temporada da cavaleira Isabel Ramos e para as últimas corrida da época, nomeadamente no Campo Pequeno, Redondo, Vila Boim, Alcácer do Sal, Tomar e Marinhais, entre outras.
Destaque ainda para a nomeação dos triunfadores da temporada, eleitos por dez colaboradores da publicação e nos quais os leitores vão agora poder votar.

Nova tertúlia nasce em Estremoz e vai lutar pela reabertura da praça


No passado dia 31 de Outubro, um grupo de aficionados estremocenses reuniu-se com o objectivo de formar uma tertúlia taurina. Cidade com grandes taurinos e excelentes aficionados, com uma praça centenária fechada há vários anos, Estremoz sempre esteve no centro da actividade taurina alentejana. Este grupo de aficionados tem como objectivos defender e divulgar a Festa no concelho, promover a reabertura da praça de toiros com as entidades directamente envolvidas, realizar colóquios e intercâmbios com outras agremiações e tertúlias tauromáquicas e promover visitas às principais praças da Península.
"Tudo isto só será possível com o apoio das entidades e dos aficionados estremocenses", afirma o presidente da nova Tertúlia Taurina de Estremoz, o conhecido aficionado local João Margalho (na foto).

Foto M. Alvarenga

Esta 5ªfeira no "Farpas": conheça a nova ganadaria de Inácio Ramos



O semanário "Farpas" publica na próxima quinta-feira uma grande reportagem sobre a nova ganadaria do Engº Inácio Ramos, recentemente modificada com a compra da vacada do maestro António Chenel "Antoñete" (encaste Murube) e de dois toiros sementais das ganadarias de "Antoñete" e de "Niño de la Capea".
Trata-se de um novo encaste mais vocacionado para a lide a pé. Todas as novidades no "Farpas" desta semana - a não perder!

Fotos João Dinis

"Gestoiro" de Paulo e Rodrigo Tendeiro continua mais um ano em Moura


Contrariamente a notícias que têm circulado, a praça de toiros alentejana de Moura será gerida na próxima temporada (último ano do contrato) pela empresa "Gestoiro" - garantiu hoje ao "Farpas" Rodrigo Tendeiro, membro da equipa liderada por seu Pai, Paulo Tendeiro.
Os rumores de que a praça "das janelas floridas" iria mudar de mão deve-se, opina Tendeiro, ao facto de existirem, de facto, "movimentações de algumas empresas que queriam ficar com a praça, mas o nosso contrato é por mais uma temporada".

Foto M. Alvarenga

"Farpas" distinguido pela Rádio Portalegre


O programa "3 Tércios" da Rádio Portalegre, que todos os domingos vai para o ar com a "assinatura" da dupla Lourenço Mourato/Hugo Teixeira, anunciou ontem os vencedores dos seus tradicionais troféus - que um ano mais distinguiram o jornal "Farpas" como o Prémio Imprensa. Estes XIV troféus da R. Portalegre serão entregues no primeiro sábado de Fevereiro do próximo ano, como é tradição, em local a designar oportunamente.
Os eleitos foram: João Moura (Máximo Triunfador), Luis Rouxinol (cavaleiro de alternativa), Tiago Carreiras (cavaleiro praticante), Miguel Moura (cavaleiro amador), Pedrito de Portugal (matador de toiros), João Augusto Moura (novilheiro), João Silva "El Juanito" (bezerrista), André Rodrigues, do Grupo de Forcados de Portalegre (forcado revelação), Amadores de Montemor (grupo de forcados), João Prates "Belmonte" (peão de brega), Pedro Gonçalves e Cláudio Miguel (bandarilheiro), Filipe Gonçalves (revelação cavaleiro de alternativa), Marcelo Mendes (revelação cav. praticante), Mateus Prieto (revelação cav. amador), Rui Fernandes e João Moura Jr. (prémio Internacional), "Aplaudir" (empresa), "Arte e Emoção" da RTP, jornal "Farpas", revista "Ruedo Ibérico" e site "toureio.com" (Imprensa).
Ficou deserto o prémio para a melhor ganadaria e foi ainda atribuído ao Maestro José Júlio o Troféu "Carreira", anunciando-se ainda homenagens ao cavaleiro Rui Salvador, às empresas "Toirolindo" (Inácio Ramos) e "Verónicas & Piruetas" (João Moura/Abel Correia), ao empresário Manuel Gonçalves e ao crítico e aficionado Marco Gomes, grande impulsionador da Festa em Alter do Chão.

TRÊS ANDAMENTOS - AGORA EM DVD


Na Primavera de 2009, a RTP 2 apresentou uma série inédita sobre a temática equestre - Três Andamentos.

Dois DVDs, com a duração total de aproximadamente 2h 30m, integram o conjunto dos cinco programas emitidos e mostram o que de mais importante se impõe saber sobre o cavalo e toda a actividade envolvente.

A equitação, o cavalo lusitano e a sua origem, as mais importantes raças existentes em Portugal, as coudelarias de referência, o maneio, o desporto equestre e muitos outros temas compõem esta obra.

Pelo conteúdo, diversidade e riqueza das imagens, trata-se de uma edição única e indispensável para os verdadeiros apreciadores e para o público em geral.

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Preço Único - 39.90? + despesas de envio (4.21? à cobrança)

Paco Velásquez - Inicia Temporada 2010 em Málaga e ruma a México


O novilheiro Paco Velásquez continua a treinar com afinco e a preparar-se para dar início à sua temporada do próximo ano.

Entrará em praça com o pé direito em Mijas, Málaga, no primeiro dia do ano de 2010 actuando em solitário, e no dia 23 de Janeiro, estreando-se pelas Américas, mais propriamente em México DF , onde fará a sua apresentação num festival taurino a realizar no rancho "Nirvana". Actuará ao lado do matador mexicano Alejandro Amaya e do espanhol Cesar Giron entre outros na lide de novilhos da ganadaria mexicana de Bernaldo de Quirós.

* Na imagem o novilheiro Paco Velásquez este ano na Monumental praça de toiros de Barcelona onde obteve um importante triunfo.

Sebastián Castella, triunfa em Monterrey


No passado Domingo, 08 de Novembro de 2009, realizou-se na Praça de Toiros de Monterrey (México), a segunda corrida da Temporda de 2009, a qual teve três quartos de público e teve o seguinte cartel:

Lidaram-se Seis toiros da Ganadaria de Mimiahuápam de boa apresentação, destacando-se os exemplares lidados em 4º. e 5º. lugares, tendo este último sido premiado com volta lenta à arena.

Eulálio López "Zotoluco - Ovação no primeiro e uma orelha no segundo.

Sebastián Castella - Ovação no primeiro e duas orelhas e um rabo no segundo.

Arturo Macías - Palmas depois de aviso no primeiro e uma orelha no segundo.

Pelo segundo ano consecutivo o Matador Francês Sebastián Castella, obtém um grande triunfo nesta Praça.

Os Bandarilheiros Sergio González. Curro Molina e Armando Ramírez, foi ovacionados.

Enrique Ponce, Fermín Spínola e Manolo Arruza, triunfam no México


No passado Domingo, 08 de Novembro de 2009, teve início a Temporada Grande de 2009-2010, na Monumental Praça de Toiros México, na Cidade de México, que contou com a presença de 25.000 pessoas nas bancadas, e uma tarde agradável.

Nesta Primeira Corrida, actuaram os Matadores:

Manolo Arruza - Cortou uma orelha no primeiro, e no segundo deu duas voltas à arena.

Enrique Ponce - No primeiro do seu lote cortou uma orelha, no segundo escutou palmas, e no que lidou como regalo foi ovacionado.

Fermín Spínola - No primeiro cortou duas orelhas com alguns protestos e no segundo cortou uma orelha.

No final do Paseíllo, o Matador Manolo Arruza, que se retirava das arenas, foi alvo de uma homenagem.

Lidaram-se 7 toiros da Ganadaria de San José. O sexto toiro, foi premiado com volta à arena.

Carlos Pegado faz para a Tauromania o balanço da temporada 2009


A Terra Brava tem levado a cabo um trabalho bastante valorizado pelos aficionados que assim têm correspondido com elevadas taxas de adesão aos espectáculos realizados em Évora, Alcácer e Alter, praças geridas por esta empresa.
Fomos falar com o empresário Carlos Pegado para nos fizesse o balanço da temporada que agora acabou.


Tauromania (T) - Este ano a Terra Brava voltou a apostar forte realizando algumas das corridas de maior relevo na temporada. Qual o balanço que faz? Fale-nos um pouco do percurso de cada uma das praças que leva ao longo das últimas temporadas.

Carlos Pegado (CP) - Começo por agradecer o vosso reconhecimento pelo facto de sentirem que a Terra Brava aposta forte.
Com efeito o nosso trabalho vai sempre no sentido de valorizar a qualidade dos espectáculos que apresentamos e tudo é muito cuidado, desde a apresentação da corrida - o cartaz - passando pelo enquadramento do espectáculo, a escolha dos artistas e finalmente dos toiros. Tentando sempre criar aliciantes para o público.
Nas últimas temporadas gerimos as praças de Évora, Alcácer do Sal, Alter do Chão e em Elvas, nos últimos 3 anos, temos levado a efeito uma corrida.
A Praça de Évora tem para mim um relevo especial e sinto-a duma forma diferente. Foi onde organizei a minha primeira corrida, no ano de 1996 - Tourada Real - nessa altura alugando a data à empresa Toiros & Tauromaquia, na pessoa do seu sócio Rogério Amaro (um bom amigo e excelente empresário). Posteriormente no ano 2000 ficámos com a gestão desta importante praça e desde o primeiro dia que percebi que tudo tinha que mudar pois a praça caminhava lentamente para a ruína em termos de edifício. Aí nasceu um longo processo que veio a dar os seus frutos quando tomou posse o Presidente da Câmara Dr. José Ernesto de Oliveira. É uma longa história que teve um feliz desfecho no dia 24 de Junho de 2007, quando reinaugurámos a requalificada Arena d'Évora.
A partir daí tentei transformar uma praça que abria as suas portas apenas duas vezes por ano numa praça de temporada onde se realizam oito espectáculos taurinos actualmente.
Não tem sido fácil, é um trabalho com base na continuidade. O balanço é positivo, mas há sempre muito para fazer e melhorar. Mas uma coisa é certa, hoje os aficionados locais podem orgulhar-se de ter uma praça moderna, confortável e também da seriedade que se vive dentro daquele espaço, que a torna numa praça exigente e entendida e que é uma referência para toureiros, forcados e ganaderos.
Em Alter do Chão estou há dez anos, primeiro com a empresa Aficionar e depois com o meu amigo Jorge de Carvalho, que há quinze anos está ligado a esta praça. É uma praça muito bonita e bem arranjada onde os aficionados aparecem com "sede" de toiros no dia 25 de Abril, Feira de S. Marcos. Apostamos sempre naqueles que mais se destacaram na temporada anterior a par com um bom curro de toiros e o público responde em força.
Desde o ano de 2004 que estamos à frente da Praça de Alcácer do Sal. É uma praça que teve grandes momentos de glória e que ultimamente se encontrava um pouco esquecida do roteiro das corridas importantes. Julgo que conseguimos reconquistar o público e o prestigio desta praça que carrega "só" o nome da maior figura de sempre do toureio a cavalo - Mestre João Branco Núncio. E foi precisamente instituindo um troféu com o nome de João Branco Núncio, que todos os toureiros actuais admiram e respeitam, e utilizando alguns métodos do marketing moderno que recuperámos uma data - a Feira de Outubro - que estava completamente esquecida no calendário taurino.
No renovado Coliseu de Elvas temos levado a efeito, nos últimos 3 anos, uma corrida de toiros.
Aqui é uma situação diferente, pois a gestão pertence à Câmara Municipal. No primeiro ano, a convite do Dr. Mata Cáceres, presidente da câmara de Portalegre, organizámos uma Corrida de Beneficência a favor da Cerci de Portalegre e, pela primeira vez, a lotação deste espaço esgotou completamente. No ano seguinte, a convite do cavaleiro Joaquim Bastinhas, fizemos a corrida comemorativa dos seus 25 Anos de Alternativa, que foi um êxito e que voltou a esgotar. E neste ano voltámos a organizar uma corrida na Feira de S. Mateus, desta vez a convite da Câmara e a praça encheu de novo.
Devo acrescentar que a maior preocupação da nossa parte, enquanto produtores de um espectáculo, é que o público que a ele assistiu saia satisfeito no final. Esse é o nosso objectivo principal. E, graças a Deus, isso já aconteceu muitas vezes.


T - A aposta na seriedade dos toiros tem sido sua imagem de marca desde os tempos da Aficionar. É uma aposta feita porque é assim que entende as Corridas ou isso também se deve ao facto de não termos toureiros taquilleros no nosso país?

CP - O elemento fulcral da tauromaquia é o toiro, sem dúvida nenhuma. Eu sou, antes de tudo um aficionado, depois manifesto e vivo a minha afición de várias formas. Vivo esta paixão pegando toiros, toureando num tentadero, assistindo a uma corrida, tirando umas fotografias de toiros, vivendo dias de campo, até mesmo cantando um fado que fale de toiros. E também dou largas à minha afición organizando espectáculos, que às vezes são mais do que uma corrida de toiros.
Na minha postura enquanto empresário, sinto que a base da Festa é precisamente o toiro. Sem a presença do toiro que imponha seriedade (pode ser manso ou bravo, mas tem que ser sério) o cavaleiro ou o forcado podem estar melhor ou pior, mas com o toiro sério em praça, temos quase sempre uma garantia de que a emoção estará presente. A Festa é feita de risco e emoção que nos é trazida pelo toiro. Os toureiros e forcados deverão provocar no público essa emoção... mas, com arte.
Assim todos têm a sua quota de importância no espectáculo, porém a emoção e o perigo só pode vir do toiro, daí a aposta que fazemos nas ganadarias que em princípio nos dão essas garantias. Algumas vezes não resulta e até nos enganamos nos toiros, ou mesmo nas ganadarias, mas isso já tem mais a ver com o mistério da bravura.
Concluindo: para nós o toiro é o elemento base da corrida de toiros.


T - Como vê a evolução dos jovens cavaleiros que tiraram a alternativa nos últimos 2, 3 anos? Estão no caminho de serem verdadeiras figuras?

CP - Eu desejo e acredito que sim, pois eles são o futuro. Claro que vai acontecer, julgo eu, o que aconteceu noutras épocas, ou seja, haverá só um ou dois que irão ocupar os lugares que todos ambicionam - os primeiros.
O importante é que haja competição forte entre eles. Que se queiram superar em todas as tardes. É isso que alimenta a paixão dos aficionados.
Penso que isso pode vir a acontecer. O que é um facto é que há muitos anos que não apareciam, num reduzido espaço de tempo, tantos jovens a tirar a alternativa e a quererem ser figuras do toureio.
Já isso é muito positivo, é um forte sinal de renovação e de vitalidade da festa.


T - É-lhe feita um pouco a critica de que aposta quase sempre nos mesmos Grupos de Forcados. Este ano deu mesmo um lugar destacado ao Grupo de Montemor, onde pegou, convidando-os a pegar duas corridas de 6 toiros em duas das suas principais praças. Considera esta uma critica justa? Com que critério faz as suas escolhas neste campo?

CP - Aceito todas as criticas, são elas que me ajudam a melhorar e dou-lhes sempre a máxima atenção e importância. Só não aceito a intriga, que nos prejudica a todos.
O critério que utilizo na escolha dos grupos de forcados tem a ver com a zona onde vou dar a corrida e com o momento de forma dos grupos.
O facto de dar alguma primazia na escolha do Grupo de Montemor tem a ver com dois factores que são inegáveis: primeiro é o meu grupo de coração, onde fui forcado muitos anos, e segundo, é um grande Grupo de Forcados em termos de qualidade e de garantias de proporcionar um bom espectáculo.
Mas se olharmos para o meu percurso concluímos que o factor mais importante na escolha é a região. Só para deixar alguns exemplos: em Coruche pegaram os Amadores de Coruche, Vila Franca, etc.; em Santarém pegaram os Amadores de Santarém, Vila Franca, Évora, etc.; em Elvas pegaram os Académicos de Elvas, Évora, etc.; em Alter pegaram os Amadores de Alter, Montemor, etc.; em Reguengos pegaram os Amadores de Montemor, Évora, São Manços, em Évora pegaram Évora, Santarém, Montemor, Vila Franca, Coruche, etc., etc.....
E como gostava de poder dar corridas a todos os Grupos e isso é completamente impossível, criámos um dia que se tornou no dia mais importante e mais bonito para todos aqueles que foram, que são ou querem ser forcados - A Festa do Forcado.


T - Em termos de apoderamentos o Carlos leva o João Moura Caetano. Fale-nos da sua temporada e do balanço que faz da mesma.

CP - O João, muito sinceramente, por circunstâncias várias fez uma temporada muita aquém das suas reais possibilidades.
Depois de tirar a alternativa em 2006, a sua trajectória foi sempre no sentido ascendente. Chegou até a surpreender nalgumas ocasiões pela sua precoce maturidade toureira e por momentos de rara beleza que algumas vezes proporcionou aos aficionados.
No entanto ainda encontro alguma irregularidade, nas suas actuações. Por vezes, coloca o melhor ferro da corrida, mas depois não termina de redondear a faena.
Enfim, o João apenas está no seu início, tem um longo caminho pela sua frente com muito trabalho e dedicação, tem um nome com dois importantes apelidos toureiros, tem o apoio de muita gente e uma estrutura muito boa.
Tem todas as condições para chegar a figura do toureio, assim Deus lhe dê sorte.


T - Quais os principais projectos para 2010? A Terra Brava pensa concorrer a mais Praças?

CP - O principal projecto da Terra Brava para a próxima temporada é unicamente continuar com as mesmas praças mantendo e, se possível, aumentando o seu prestígio. Não pensamos concorrer a mais praças, no entanto se nos aparecer algum projecto viável, estamos sempre prontos para o aceitar, sempre com o máximo profissionalismo.


T - O Carlos é um empresário activo e jovem e é um dos principais dinamizadores da APET. Como está esta Associação empresarial e como vê o papel das Associações na Defesa e Promoção da Festa?

CP - A tauromaquia, ao contrário daquilo que muita gente possa pensar, é um negócio que não é auto-suficiente. Como tal existe um clima de pouca saúde financeira, o que consequentemente vai criar uma vontade quase nula da maioria dos agentes profissionais da festa se preocuparem com os "problemas dos outros".
Na minha opinião, que defendo já há muitos anos e tive oportunidade de apresentar publicamente, no Congresso de Tauromaquia, que teve lugar há alguns anos em Salvaterra, numa tese sobre o associativismo e a criação de uma Federação Portuguesa de Tauromaquia, o "problema dos outros" deverá ser encarado como um problema de todos, porquanto está em causa a sobrevivência da Festa.
Numa altura em que assistimos a uma revitalização da tauromaquia em Portugal - excepto no toureio a pé, o que é pena - em que o público tem aderido com uma força como há uns anos não se via, é da máxima importância que todos reconheçam que a sua quota de responsabilidade tem de ser assumida.


T - No mundo actual a internet tem ganho cada vez maior importância sendo hoje uma ferramenta e um espaço decisivo na vida das empresas e das pessoas. Como analisa a importância da internet na Festa de Toiros e como a utiliza no seu dia-a-dia enquanto empresário e apoderado?

CP - É a uma das minhas principais ferramentas e penso que, a muito curto prazo, será a principal. Ainda está muito sub-aproveitada por todos, mas no futuro será o nosso principal meio de comunicação e divulgação. Consulto diariamente os sites taurinos, sendo da máxima importância para nos mantermos informados. Apenas poderiam, no geral, ter um design mais atractivo.
Aproveitando esta oportunidade queria deixar uma palavra de admiração e imenso respeito pelo vosso trabalho aqui na Tauromania, extensível a todos os sites que fazem a festa mais viva.
É também um trabalho de continuidade...

Campo Pequeno pondera lidar 2 ou 3 curros de Espanha em 2010


Na temporada de 2009, devido à crise mundial que afectou sobremaneira o país vizinho, realizaram-se em Espanha menos cerca de 400 corridas o que em números redondos resulta no excedente de 2400 toiros.

Devido a este facto já foi notória a realização de várias corridas em Portugal com curros espanhóis: Salvaterra, Montijo, Évora e também Lisboa são exemplos desta realidade.

Neste sentido, em entrevista que publicaremos na integra nos próximos dias, perguntámos a Rui Bento Vasques se a existência de uma enorme oferta de toiros espanhóis, logicamente a baixo preço, iria influenciar a escolha dos curros a lidar em Lisboa em 2010. Rui Bento respondeu-nos que "o Campo Pequeno vai manter a direcção que tem tido até agora e não vai fazer a temporada em função dos toiros que possam vir mais baratos de Espanha até por uma questão de ética". Completou no entanto esta afirmação referindo que isto "não quer dizer que não venham duas ou três corridas de Espanha pois a perspectiva empresarial do Campo Pequeno está sempre presente".

Efeméride do Dia 8 de novembro


Neste dia no ano de 1947 nascia em Lourenço Marques (Moçambique) Ricardo Chibanga.
Ricardo Chibanga veio tourear para Portugal com cerca de 20 anos pelas mãos de Manuel dos Santos e do empresário Alfredo Ovelha que pediram ao governador-geral de Moçambique para autorizarem a sua vinda para Portugal.
Desde o início fixou-se na Golegã onde ainda hoje vive.
Ricardo Chibanga pisou arenas de todo o Portugal, Espanha, França, México, Inglaterra, Venezuela, Canadá, EUA, Indonésia, China, Moçambique e Angola.
Com trabalho e perseverança recebeu alternativa de matador de toiros, em Sevilha , na Real Maestranza, em 15 de Agosto de 1971 e confirmou a alternativa em Madrid em 14 de Abril de 1974.
Actualmente aquele que foi um autêntico ídolo do seu tempo gere várias praças de toiros desmontáveis.

Enrique Ponce, "El Juli", José Tomás e outras Figuras Espanholas em Bogotá


Já são conhecidos os cartéis da próxima Feira Taurina, que terá lugar na Praça de Toiros de Santamaria de Bogotá na Colombia, a qual irá decorrer nesta Cidade entre os dias16 de Janeiro e 21 de Fevereiro de 2010.

Sábado, 16 de Janeiro:.

Novilhos da Ganadaria de Armerias, para os Novilheiros Triunfadores da Temporada Colombiana.

Domingo, 17 de Janeiro:

Toiros da Ganadaria de Santa Bárbara, para os Matadores Cristóbal Pardo, Ramsés e Manuel Lizardo.

Domingo, 24 de Janeiro:

Toiros ga Ganadaria de Ernesto Gutiérrez, para os Matadores Julián López "El Juli", David Fandila "El Fandi" e Juan Solanilla.

Domingo, 31 de Janeiro:

Toiros da Ganadaria de Dosgutiérrez, para os Rejoneadores Álvaro Montes, Sergio Domínguez e Jorge Enrique Piraquive.

Domingo, 7 de Fevereiro:

Toiros da Ganadaria de Mondeñedo, para os Matadores Sebastián Vargas, José Ignácio Uceda Leal e Matías Tejela.

Domingo, 14 de Fevereiro:

Toiros da Ganadaria de Alhama, para Enrique Ponce, "Julián López "El Juli" e Moreno Muñoz, que tomará a alternativa.

Domingo, 21 de Fevereiro:

Toiros da Ganadaria Las Ventas Del Espiritú Santo, para os Matadores Pepe Manrique, José Tomás e José Maria Manzanares.

Estará ausente desta Feira o Matador Colombiano, Luis Bolivar.

Todas as Corridas terão início às 15 horas e 30 minutos (hora local).

Recordamos que os Grandes Triunfadores da Feira Taurina de 2009, foram os Matadores de Toiros Espanhóis, José Tomás e José Maria Manzanares e o Matador Colombiano Sebastián Vargas.

Os triunfadores da Rádio Portalegre


O programa de tauromaquia da Rádio Portalegre, 3 Tércios, conduzido por Lourenço Mourato e Hugo Teixeira, anunciou ontem à noite os seus triunfadores referentes à temporada 2009.

Deste modo os triunfadores são:

- Cavaleiro de Alternativa – Luis Rouxinol

- Cavaleiro Praticante – Tiago Carreiras

- Cavaleiro Amador – Miguel Moura

- Matador de Toiros – Pedrito de Portugal

- Novilheiro – João Augusto Moura

- Bezerrista – João Silva “El Juanito”

- Forcado Relação – André Rodrigues – G.F.A. Portalegre

- Grupo de Forcados Amadores – Montemor

- Peão de Brega – João Prates “Belmonte”

- Bandarilheiro – Pedro Gonçalves / Cláudio Miguel

- Ganadaria – deserto

- Revelação Cavaleiro de Alternativa – Filipe Gonçalves

- Revelação Cavaleiro de Praticante – Marcelo Mendes

- Revelação Cavaleiro de Amador – Mateus Prieto

- Internacional – João Moura Jr / Rui Fernandes

- Imprensa – RTP (Arte e Emoção) / Ruedo Ibérico / Jornal Farpas / Toureio.com

- Empresa – Aplaudir

- Troféu Carreira – José Júlio

- Homenagens – Rui Salvador, Toirolindo, Verónicas e Piruetas, Manuel Gonçalves e Marco Gomes.

- Máximo Triunfador – João Moura



A XIV entrega de Troféus de Tauromaquia da Rádio Portalegre serão entregues numa unidade hoteleira a designar no primeiro Sábado de Fevereiro.

Ganadaria Palha em Azpeitia


A ganadaria portuguesa de Palha, regressará um ano mais à praça de touros de Azpeitia para lidar uma corrida de touros, no dia 30 de Julho.

Numa temporada que em a Feira Taurina de Azpeitia sofre uma ligeira alteração nas suas datas, passando a realizar-se nos dias 30 e 31 de Julho e Aida no dia 1 de Agosto.

Para além da ganadaria portuguesa da divisa branca e azul, serão ainda lidados touros de Dolores Aguirre e Hermanos Tornay.

O balanço da temporada de Moura Jr


De seguida apresentamos-lhe o balanço da temporada co cavaleiro João Moura Jr, um balanço feito pelo próprio cavaleiro:

"Chegado o término da Temporada 2009 é tempo de fazer um balanço, apurar os números e resultados com vista a um 2010 ainda mais auspicioso para o cavaleiro João Moura Jr.

Portugal, Espanha, França e Colômbia foram os países por onde João Moura Jr. Com um somatório de 45 Corridas, (16 em Portugal, 24 em Espanha, 4 na Colômbia e 1 em França marcando presença nas praças mais importantes de cada País, (Santarém, Évora, Moita, Figueira da Foz, Elvas em Portugal, Madrid, Sevilha, Saragoça, Mérida em Espanha, Bogotá, Cali e Manizales na Colômbia e Saint Marie de La Mer em França) Moura Jr elevou assim bem alto o nome que ostenta, e os resultados são prova disso mesmo.

Trinta e sete orelhas e um rabo são os troféus que obteve, mas a forma calorosa como foi aplaudido e reconhecido pelos aficionados do nosso País pelas praças onde passou, deixam sem qualquer sombra de dúvida a certeza de uma temporada triunfal, destacando-se por exemplo:

- A tarde de Santarém a 10 Junho dividindo cartel com seu pai Maestro João Moura e Diego Ventura onde mostrou que estar ao nível de qualquer figura do toureio mundial do momento. E onde se pôde presenciar uma praça completamente esgotada e Santarém apenas esgotou por 2 ocasiões até então, na Alternativa de João Moura em 1978 e na Corrida dos 6 Toiros de João Moura na tarde de 10 de Junho se 1979, precisamente à 30 anos.

- Évora, 10 Julho – Tourada Real transmitida pela RTP um triunfo importante perante um cartel jovem e na estreia na Arena de Évora.

- Figueira da Foz, 16 Agosto – Corrida da família Moura, numa tarde absolutamente memorável em que toda a família triunfou ao mais alto nível.

- Elvas, 25 Setembro – Novamente o coliseu Elvense cheio para acolher a família Moura, numa praça que cada vez mais se destaca no panorama taurino nacional.

A Passagem pelos Açores, a importante Feira da Moita, a actuação em Montemor o Novo, Abíul e Portalegre foram também algumas das tardes e noites mais importantes da Temporada 2009.

Em Espanha;

- Saragoça, 23 Abril – Tarde de muita importância com a conquista de 1 orelha, numa das praças mais importantes de Espanha, O Rojão de morte privou a obtenção de mais alguns troféus nesta praça de 1ª Categoria.

- Madrid, 31 Maio – Numa tarde maravilhosa em que João Moura Jr desenvolveu a lide mais completa e mais perfeita de todas as actuações na capital espanhola, Moura Jr viu o Presidente roubar-lhe os troféus inteiramente merecidos. Com o Castella e perante 2 mansos que lhe couberam em sorte, Moura Jr bordou o seu toureio, mas sem troféus no final.

- Sevilha, 03 Maio – A passagem pela Maestranza por si só revela a grandeza dos intervenientes, e Moura Jr marcou presença mais uma vez perante a afícion de Sevilha. Mas um toiro sonso e sem transmissão e a falha no uso do rojão de morte, impossibilitaram maiores êxitos.

- Mérida, 05 Setembro – Susto para Moura Jr aquando do primeiro toiro sofre aparatosa colhida, ficando debilitado do joelho. Porém o cavaleiro não quis sair de Mérida sem antes demonstrar mais uma vez o grande profissionalismo que demonstra e no seu segundo toiro saca 2 orelhas saindo em ombros pela porta grande.

- Plasência, Olivença, e Aranda del Duero, corrida televisionada pelo canal Castilla la Mancha.

Em França, a presença em Saint Marie de la Mer, e as duas orelhas obtidas por Moura Jr deixaram os Franceses com “água na boca”; numa tarde inserida na importante Feira do Cavalo.

No que respeita à Quadra a expectativa era enorme, saber como iriam reagir as novas montadas que dia após dia iam sendo trabalhadas; o resultado não podia ser melhor…

Dos novos cavalos destaque para o PERERA, XAROPE e MORENITO.

O Perera foi um cavalo que ao longo da temporada foi evoluindo de forma impressionante, que se apresentou diante dos toiros com uma facilidade de um cavalo maduro, permitiu bons momentos e agradou bastante aos aficionados.

O Xarope foi o cavalo mais usado de saída, muito regular a dobrar-se bem a receber e aguentar os toiros de forma segura, apesar do percalço de Mérida em que escorregou, mostrou sempre ser um cavalo de confiança e uma mais valia para a Quadra de Moura JR.

O Morenito, cavalo de ferro Espanhol “Rafael Peralta” usado por Moura Jr no último tércio, veio “refrescar” a quadra e possibilitar ao cavaleiro desenvolver outro tipo de sortes, nomeadamente os ferros curtos ao violino. A sua beleza conjugada com o facto de ser um “malabarista” fazendo a Pousada deixa as praças em pé em completo delírio.

Dos cavalos conceituados voltaram a ser fundamentais, o CASTELLA, o BELMONTE, o SALTEADOR, o BARBERO e o RIINCON.

O Castella voltou a demostrar uma agilidade fora do comum, permitiu-me uma grande faena em Madrid, e foi sublime em muitas outras tardes andando sempre em cima dos toiros,

O Belmonte, mais uma vez permitiu-me resolver os maiores problemas ao ir para cima dos toiros, e a tirar o que estes por vezes não tinham. Na Colômbia a faena com a Muleta fica para a história.

O Salteador, cada vez mais elegante, cada vez mais toureiro, a demonstrar toda a sua plástica e beleza, a permitir tardes de absoluta perfeição.

O Barbero, voltou a ser o cavalo de confiança para receber os toiros nas praças mais importantes, sempre seguro, nunca comprometeu, foi um gigante dentro das arenas.

O Rincon, mais uma vez permitiu-me alargar o meu lote de possibilidades, foi-me muito útil ao longo da temporada onde demonstrou um sítio cada vez mais apurado. A sua facilidade como galopa a duas pistas e a facilidade como permite cravar em tão curto espaço de terreno foram muito úteis.

Em 2009, lançámos uma nova página na Internet (www.joaomourajr.com) que contou com a visita de aproximadamente 30 mil cibernautas, recebemos centenas de mensagens de apoio, sugestões e críticas que registámos e que iremos ter em consideração para a próxima temporada.

Foram Publicadas fotos de 14 Corridas, o qual agradecemos a gentileza a vários fotógrafos, entre os quais: António Santos, Pedro Sampaio, Florindo Piteira, Miguel Alvarenga, Hugo Calado e Jorge Humberto Sampaio. Para 2010 estamos a preparar novas funcionalidades que esperamos ter a melhor aceitação dos nossos aficionados e amigos.

Após um final de 2008 com 18 corridas no México, e inicio de 2009 com a passagem pela Colômbia, e o inicio da temporada em Espanha e Portugal o balanço revela-se muito positivo e com excelentes indicações para um 2010 recheado dos maiores êxitos, com a esperança de um maior número de corridas, bem como a presença nas principais praças do mundo.

Agora é tempo de descansar, e ao mesmo tempo trabalhar, a preparação dos cavalos novos e a promoção da nova temporada irá ser iniciada muito em breve…

A todos os que de alguma forma contribuíram para o êxito desta Temporada o nosso OBRIGADO!"

Andrade Guerra lança o seu quarto livro


Decorrerá no próximo dia 1 de Dezembro o lançamento do 4º Livro de Andrade Guerra, intitulado "Cavaleiros - HERÓIS COM ARTE", cuja temática é uma simbiose de Tauromaquia e História, com Textos e Coordenação de Andrade Guerra e Direcção Fotográfica de Marques Valentim.

A apresentação, irá realizar-se em Lisboa, no Restaurante "Solmar" (a 100 metros do Parque de estacionamento dos Restauradores) , no próximo dia 1º de Dezembro (Feriado Nacional), a partir das 18 Horas, e será acompanhada de uma degustação de vinhos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Enrique Ponce, Triunfa em Guanajuato


Ontem Sábado, 07 de Novembro de 2009, numa Praça de Toiros Portátil, instalada na localidade de Guanajuato, actuaram os Matadores de Toiros:

Enrique Ponce - Uma orelha no seu primeiro, e duas orelhas e um rabo no seu segundo, depois de executar uma grande faena ao seu segundo toiro.

Arturo Macías - Escutou ovação no seu lote.

Mario Aguilar - Ovação no primeiro e silêncio depois de aviso no segundo.

Foram lidados Toiros da Ganadaria de Arroyo Zarco. O quarto toiro (segundo de Ponce), foi premiado com volta à arena.

Três quartos de lotação da praça.

Armando Jorge Teixeira e Verónica Cabaço terminam relação de apoderamento



O apoderado Armando Jorge Teixeira e a cavaleira amadora Verónica Cabaço deram por terminada a relação de apoderamento que os unia há dois anos. O fim da união ocorreu amistosamente e sem polémicas e ficou selado com um aperto de mão entre o ex-apoderado e Paulo Cabaço, conhecido equitador e pai da jovem cavaleira, no final da semana.
Armando Jorge Teixeira, que a meio desta temporada se separara também de José Manuel Duarte, tem já um largo historial como apoderado de toureiros e apostava forte na carreira de Verónica, que no início da próxima época tencionava levar à prova de praticante.

Fotos João Dinis e Pedro Batalha

"Michelito" debuta hoje com picadores


O pequeno bezerrista "Michelito" debuta hoje, domingo, com picadores na Feira del Señor de los Milagros, uma das mais importantes da América, na praça de toiros de Acho, em Lima, Perú.
Trata-se de um caso inédito no mundo, pois é a primeira vez que um toureiro de apenas 11 anos de idade faz o seu debute com picadores, depois de como bezerrista ter já participado em mais de 260 festejos.
Segundo Inácio Ramos Júnior, representante do toureiro no nosso país, "Michelito" apresentar-se-à definitivamente à afición portuguesa em 2010, depois de este ano o terem impedido de cá tourear por ter apenas 11 anos.
"Michelito" reparte cartel com Fernando Tendero, Juan del Álamo e Milagro Sánchez e lidam-se oito novilhos de Apostol de Santiago, ganadaria peruana.
Os aficionados de Portugal poderão ver a novilhada em directo, a partir das 20 horas (hora portuguesa, pela internet, através no link http://www.perudeporte.com/toros/noticias/toros en acho 311009.html

Efeméride do dia 7 de Novembro 2009


Nasce em Málaga Maria Paz Vega Jiménez a 7 de Novembro de 1974.
Virá mais tarde a ser a primeira mulher a tirar a alternativa de matadora de toiros em Espanha.
A cerimónia teve lugar numa corrida goyesca em Cáceres a 29 de Setembro de 1997, foi-lhe concedida a alternativa por
Cristina Sanchez e teve como testemunha António Ferrera.
Maria Paz lidou um toiro de nome Carpintero da ganadaria de José Luis Marca, cortando uma orelha ao seu oponente.
Ao fim de oito anos confirmou a sua alternativa em Las Ventas a 4 de Julho de 2005.

Jorge Teixeira deixa Verónica Cabaço


Uma fonte muito próxima de Jorge Teixeira confirmou-nos hoje o fim da relação de apoderamento deste com Verónica Cabaço.

Na quarta-feira passada, o pai da amadora despediu-se assim com um forte abraço de Jorge Teixeira, que ainda não deu a conhecer os motivos da separação.

Contactado pela equipa do TAURODROMO.COM, Jorge Teixeira confirmou a notícia que iria dar ao conhecimento geral depois da Feira da Golegã e afirmou que entre ambos ficou um bom ambiente "a relação de apoderamento terminou mas entre nós ficou tudo bem".

Terra Brava não concorrerá a mais Praças para 2010


Embora sejam várias as praças que irão a concurso, nomeadamente a Praça de Toiros Daniel do Nascimento na Moita, não é intenção da empresa Terra Brava concorrer a mais praças para 2010.

O empresário Carlos Pegado, em entrevista que publicaremos nos próximos dias, disse à Tauromania que a "Terra Brava concentrarar-se-á nas Praças que já gere não tendo intenção de concorrer a outras no próximo ano".

A Terra Brava tem a exploração das Praças de Évora, Alter-do-Chão e Alcácer do Sal e tem organizado uma corrida anualmente na praça de Elvas.

Entrevista a Bernardo Patinhas no final da sua primeira temporada como Cabo


Em Setembro de 2008 Bernardo Patinhas tornou-se o quarto Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Évora sucedendo a João Pedro Rosado. Ao finalizar a sua primeira temporada na chefia do Grupo Eborense fomos ouvir o seu balanço.


Tauromania (T) - Chegámos ao final da temporada. Qual o balanço geral que fazes da época do Grupo de Évora?

Bernardo Patinhas (BP) - O balanço que faço é positivo, foi a minha primeira época como cabo e considero que foi uma temporada bem conseguida, não pegámos demasiadas corridas mas pegámos corridas com qualidade e prestigio, factores que mais valorizo, o Grupo de Évora prefere qualidade a quantidade. Podíamos talvez ter feito mais duas ou três corridas mas infelizmente a tauromaquia portuguesa não valoriza o mérito mas sim os lobbies. Ganhar lobbies também tem o seu mérito, mas não é isso que procuramos.


T - Quais foram os momentos que destacarias?

BP - Destaco as corridas do Concurso de Ganadarias de Évora, pelo impacto que causa e o período intenso que tivemos, com três corridas consecutivas, duas delas televisionadas, Lisboa e Évora e finalizámos com seis touros. Foi duro mas um sucesso e julgo que estas três corridas, dias 9, 10 e 11 de Julho contribuíram para aumentar o interesse das pessoas pelo Grupo de Évora. Finalmente destaco a corrida de Miura pegada em Moura, que também foi um triunfo importante para nós.


T - Em termos estatísticos já tens alguns dados que nos possas dar?

BP - Nº de corridas realizadas: 19
Nº de toiros pegados 67
Média de tentativas por toiro: 2 tentativas
Os 5 forcados que pegaram mais toiros e quantos pegaram: Manuel Rovisco Paes; Vasco Fernandes; Nuno Lobo, Francisco Garcia e Gonçalo Mira, todos com 5 toiros pegados
Os 5 primeiros ajudas que deram mais primeiras: José Vacas; Miguel Saturnino Lopes, Francisco Abreu, José Maria Meneres, Luis Vilhena Nobre (ainda não sei precisar o número de ajudas de cada um porque ainda estamos a preparar os dados estatísticos finais).


T – Évora é uma praça de cariz nacional e que dá bastantes corridas por ano. Têm pegado na vossa terra vários Grupos de Forcados e por vezes ouvem-se rumores de algum mal-estar entre o GFAE e a empresa Terra Brava. Podes-nos explicar se é assim e porque razão isso acontece?

BP - Évora é de facto uma praça importante na nossa tauromaquia, é inegável. Todos os grupos de forcados gostariam e gostam de pegar nesta praça, no entanto não pode ser dada a mesma importância à praça de Évora como à praça do Campo Pequeno, como alguns defendem. Évora é uma praça de segunda categoria, com uma lotação muita limitada na minha opinião. Nessa condição e tal como todos os grupos de forcados que representam as suas cidades ou vilas, esta é a nossa praça, com a nossa afición. Não é intenção do nosso Grupo bloquear o acesso à praça de Évora a qualquer grupo de forcados, antes pelo contrário, pretendemos dar dignidade à mesma e se os grupos lá pegam têm de estar à altura, tal como nós próprios. O desafio é constante, estamos sempre à prova porque a afición eborense não é fácil.
Não há qualquer tipo de mal estar entre o Grupo de Évora e a empresa adjudicatária da praça, houve um mal entendido de comunicação relativamente a um episódio pontual, cada parte defendeu a sua posição, não há litigio, acontece que esse incidente pontual pode ter causado reminiscências a algumas pessoas externas que tentam entrar e alastrar fogos apagados que não são seus.


T - Como analisas o momento geral da tauromaquia?

BP - Do ponto de vista de aficionado, fico contente pois apesar de ter havido menos espectáculos, consequência directa da crise, aqueles que se realizaram encheram. As praças estiveram com um público cada vez mais jovem o que augura um bom futuro. As iniciativas em defesa da festa foram marcantes e vincaram a posição da tauromaquia. Para o público aficionado foi um ano positivo.
No plano artístico infelizmente fico um pouco desiludido porque não houve nada que considere de relevante, julgo que falta há já alguns anos alguém que cause impacto, que marque a diferença, uma figura do toureio. Fico também entristecido por sermos o mercado de escoamento das “sobras” de Espanha. Realizaram-se menos 460 espectáculos em Espanha este ano, o que significa menos 2100 touros lidados, muitos deles vendidos para Portugal, e para o ano mais haverá. Em Portugal existem tantas ganadarias com qualidade que não vejo necessidade nesta situação, nem mesmo do ponto de vista do marketing as nossas ganadarias tem prestígio suficiente para vender por si.


T - Existem actualmente mais de 40 Grupos de Forcados. O que achas desta realidade, é positivo ou negativo?

BP - Considero negativo, já o digo há vários anos. A oferta é imensa e a procura reduzida e menos criteriosa. Muitos destes grupos têm actuações esporádicas, houve inclusive grupos que tiveram eles próprios que organizar uma corrida para assim não perderem antiguidade. Terá isto prestigio? Não creio. Nesse universo de 40 grupos há excelentes forcados que em grupos com mais experiência poderiam aprender mais e tornar-se ainda melhores. Os empresários têm uma grande margem de manobra na contratação e independentemente das condições que colocamos enquanto associados sabemos perfeitamente que há maneiras de contornar regras e tudo se torna numa relação causa/efeito. O principal prejudicado é o espectador.


T - Como vês o papel da ANGF na Defesa dos Forcados e da Festa? O teu Grupo tem tido um papel activo na associação?

BP - Cada vez desempenha um papel mais preponderante e assim deve ser, devemos inclusivamente tomar medidas radicais para defesa dos nosso interesses, os males devem ser cortados pela raiz e o bem deve ser posto em prática em diálogo com as outras entidades representativas das classes existentes na Festa. O Grupo de Évora sempre teve e terá parte activa na Associação. Além de ser um dos nossos objectivos é, mais do que isso, uma missão.


T - A internet é hoje uma realidade na vida das pessoas. Mas na Festa ainda parece um pouco afastada. Como vês o papel da net no futuro da Festa? E como é que o teu Grupo a utiliza actualmente?

BP - Sem dúvida que a internet é um veículo preponderante na nossa sociedade e em particular na tauromaquia, como não poderia deixar de ser. Permitam-me discordar da vossa afirmação quando dizem que está afastada da Festa, pelo contrário vejo cada vez mais sites de tauromaquia, cada vez mais blogs de temas taurinos, o número de tertúlias virtuais é crescente, as empresas, ganadarias, toureiros e grupos de forcados estão ao alcance de um “click” e chegam a aficionados em todo o mundo. As transmissões online de feiras, corridas e eventos taurinos é real e permite-nos acompanhar de perto outras realidades tauromáquicas que, sem o apoio da internet, não estariam ao nosso alcance, por ex. a Feira del Señor de los Milagros 09, em Lima, Peru, será integralmente transmitida online, para nós aficionados é uma noticia excelente porque permite-nos aceder a uma das mais importantes feiras da América taurina, sem sair do conforto do nosso lar.
O Grupo de Évora, tentando acompanhar estas evoluções do ponto de vista tecnológico criou um blog informativo, neste informa os interessados das nossas actuações, treinos, ideias e crónicas das mesmas. Estamos contentes com o resultado, já conseguimos atingir 100.000 visitantes.

Hoje - Domingo - DIA HISTÓRICO PARA A TAUROMAQUIA MUNDIAL (pode ver em DIRECTO)‏

MICHELITO
DEBUTA COM PICADORES com apenas 11 anos
Os aficionados em Portugal poderão ver hoje em directo a partir das 20H (Hora Portuguesa) no link: http://www.perudeporte.com/toros/noticias/toros_en_acho_311009.html
Caso inédito no mundo taurino. Um jovem com apenas 11 anos debutará amanhã com picadores.
Desde que debutou como bezerrista já toureou mais de 260 festejos...
Feira del Señor de los Milagros - uma das mais importantes da América
Praça de Toiros de Acho (Lima) - Perú
8 Novilhos de Apostol de Santiago para Fernando Tendero, Juan del Alamo, Milagro Sanchez e MICHELITO.
Nos outros dias de Feira toureiam toureiros como El Juli, Sebastian Castella, José Tomás, Miguel Angel Perera, El Cid, José Maria Manzanares, etc...
Pode ver um vídeo de uma entrevista a Michelito -» http://www.mundotoro.com/auxiliar/mundotoro.tv/michelitoentrev.html
Em 2010 apresentar-se-à definitavamente à afficion portuguesa!

sábado, 7 de novembro de 2009

Efeméride do Dia de ontem - ultima corrida em Paris


Foi no ano de 1892 que se celebrou na cidade das luzes, Paris, na praça de toiros que estava situada na Rua Pergolese.
Esta praça foi inaugurada em 10 de Outubro de 1889 pelos matadores de toiros Francisco Arjona "Currito", Felipe Garcia, Ángel Pastor e pelos cavaleiros tauromáquicos Portugueses Tinoco e Dorrego.

Planeta Equestre desta semana


Sexta-feira - 22H40 - SPORT TV2, Sábado - 17H50 - SPORT Tv1 e Segunda-feira - 18H30, na SPORT TV2
Sexta-feira - 23H00 e Domingo - 14H30, na SPORT TV África

Os Cavaleiros Embaixadores têm um novo Campeão Nacional. O Tenente Coronel Mariz dos Santos foi o grande vencedor desta prova destinada exclusivamente a cavaleiros veteranos, que este ano contou com poucos participantes.

Dupla vitória para António Matos de Almeida no concurso nacional B de Matosinhos. O cavaleiro considera que 2009 foi o seu melhor ano de sempre.

Como nasce a paixão pelo hipismo? Numa altura em que os jovens têm à disposição dezenas de actividades desportivas, a escolha do hipismo é, na maior parte das vezes, motivada pelo amor aos animais ou por «influência» familiar. Alguns jovens cavaleiros contaram-nos, na primeira pessoa, a história da sua paixão.

O Planeta Equestre acompanhou Francisco Rocha num passeio pela praia do Martinhal e durante os seus treinos no Centro Hípico de Belmonte em Portimão. O cavaleiro algarvio que consegue conciliar a competição com a vida de médico veterinário, falou-nos da sua carreira, sonhos e próximos objectivos.

A Academia Equestre João Cardiga serviu de palco para a 1ª Equimoda. Um desfile inédito que contou com a participação de 70 alunos. O objectivo foi promover a inclusão e a igualdade através do hipismo.

Quase 300 mil visitantes já visionaram o estilo original do cavaleiro português Vítor Gonçalves no Youtube. O vídeo da sua prestação nos Campeonatos de Cavalos Novos 2009, que decorreu no Sociedade Hípica, em Lisboa, lançou Vítor Gonçalves para a fama e para o centro de uma polémica sobre a arte de bem montar.

O Planeta Equestre rendeu-se ao Facebook. Visite-nos

RUEDO IBÉRICO Nº 57 NAS BANCAS DESDE A PASSADA SEGUNDA-FEIRA


Já está nas bancas a edição de Novembro da revista RUEDO IBÉRICO.

Neste número 57 o aficionado pode encontrar diversos temas de interesse:



Na capa vem o cavaleiro praticante Marcelo Mendes, que realça a sua temporada de êxitos e destaca-se também a Feira Taurina de Vila Franca de Xira, com 6 páginas, onde se pode encontrar uma magnífica reportagem fotográfica a preto e branco, da fotógrafa Ana Serra.

Outros destaques deste número são a Festa da revista “Ruedo Ibérico” no Redondo e a excelente festa em Vila Boim, depois do festival taurino ali realizado e o qual também destacamos.

Pode encontrar ainda um artigo sobre a brilhante temporada da cavaleira praticante Isabel Ramos.

Nesta edição apresentamos crónicas e apontamentos dos espectáculos realizados em Coruche, Sousel, Montijo, Santarém, Alcácer do Sal, Vila Boim, Redondo, Labrugeira, Tomar e Marinhais.

Fazemos ainda uma retrospectiva do mês de Outubro na Monumental de Albufeira e da última corrida da temporada no Campo Pequeno, sem esquecer a festa de campo da Tertúlia Nossa Senhora do Carmo de Sousel.

Nas rubricas “Momentos” e “Ruedos de Espadas”, recordamos os nomes de Joaquim José Correia “Quim Zé” e de Ricardo Chibanga, em duas colunas assinadas por Manuel Ribeiro.

A não perder as duas novas secções do “Ruedo Ibérico”, que são “Arte Equestre” e “Ruedo dos Leitores”; imperdíveis também são os “Curtos”, assinados pelo nosso director Pedro Pinto e também o seu editorial, sem esquecer o habitual artigo de opinião de Sónia Batista.

A terminar, destaque também para as “Nomeações dos Triunfadores da Temporada”, na óptica de 10 colaboradores da revista e nos quais serão os leitores a votar!



Tudo isto e muito mais, numa edição a não perder!

Dia de festa no museu Mário Coelho


Cerca de três dezenas de aficionados estiveram no passado dia 5 de Novembro na Casa Museu Mário Coelho, onde foi distinguido o 10000º. visitante daquele tão interessante espaço.

O galardão foi entregue pelo Vereador da Cultura da C. M. Vila Franca de Xira, actor João Carvalho, a Onélia Antunes, sócia-gerente da Pastelaria Mexicana, em Lisboa, e apoiante da Tertúlia Tauromáquica criada pelos frequentadores e amigos daquele conhecido estabelecimento.

João Carvalho mostrou regozijo pelo acto e sentiu-se sensibilizado pela Tauromaquia que encerra Cultura, Tradição e Espectáculo.

Aos presentes foi-lhes servido um aperitivo na residência do matador Mário Coelho, seguindo-se um almoço num restaurante da cidade, que decorreu em ambiente de muita cordialidade.

Livro sobre forcados apresentado dia 28


Será no próximo dia 28 de Novembro de 2009 (Sábado) com inicio as 14 horas m que decorrerá na Praça de Touros do Campo Pequeno a apresentação do livro “Forcados: os últimos românticos da festa!” que prima pelo trinómio, conhecimento, inovação e emoção;

Este livro da autoria de Eurico Lampreia, é uma obra literária que versa de uma forma exaustiva a temática dos forcados e a sua crucial relevância no contexto da corrida à portuguesa.

A concepção do livro alicerçou-se no pressuposto de legar um testemunho para as gerações vindouras, numa vertente de um manual de consulta técnica para a “classe” e numa evocação nominativa com recurso à imagem (fotografias) das individualidades que, de uma forma ou de outra, mais se destacaram ao longo da história da forcadagem.

A obra é composta por aproximadamente 800 páginas, profusamente ilustradas com cerca de 800 fotografias, estruturadas em 37 capítulos, repartidos por dois volumes. A obra em causa, dedica cinco páginas ao historial de cada um dos 45 grupos de forcados em Portugal, uma dezena de grupos do México e aos 4 grupos da Califórnia, incluindo também listagens nominativas de todos os praticantes da “classe”, desde os primórdios (1836) até à actualidade.

Na génese dos forcados esteve a 1ª geração, considerados referenciais que iniciaram as maravilhosas páginas da nossa história, constituindo a nossa fonte de inspiração, pelo facto de terem dado corpo, forma e vida aos princípios orientativos da modalidade.

A segunda metade do século XX, entre 1960 e 1990/1995, proporcionou o aparecimento da 2ª geração de forcados, porventura, mais dotados tecnicamente e com elevado sentido de toureio que aportaram à modalidade uma infinidade de processos evolutivos recheados de brilho e colorido na arte de pegar touros, na qual se destacaram forcados carismáticos, que marcaram a nossa cultura e a pátria aquém e além fronteiras, sendo considerada a “Geração d’Ouro”.

O final do séc. XX e inicio do séc. XXI, caracteriza-se pela eclosão da 3ª geração de relevantes forcados, expondo-se de “peito aberto” na arena aos desígnios da vida, alheios aos destinos pela vereda do perigo, a passo certo, arriscando a sua própria vida, em consonância com a lusa-valentia. Além do mais é graças à existência desta geração que a modalidade continua a projectar-se e a perpetuar-se no horizonte futuro.

Na cerimónia de apresentação, a nível nacional, da obra, serão atribuídas 188 distinções de honra, repartidas da seguinte forma:

1.- Galardoando as 92 individualidades que mais se distinguiram ao serviço da Festa, em todos os sectores

2.- Uma rubrica de “êxitos versus tragédias” que premeia os 20 “heróis” que “tombaram” na arena, no pleno desempenho da sua actividade e áqueles que ficaram incapacitados para sempre

3.- Os seis fotógrafos que faleceram de morte natural

4.- Os grupos de forcados de Portugal, México e Califórnia, num total de cerca de seis dezenas de agrupamentos, através das pessoas dos seus cabos

5.- Aos vinte e cinco fotógrafos (taurinos) em actividade, autores das fotografias constantes do livro;

6.- Os oito oradores que intervêm na sessão de apresentação;

7.- Uma poetisa;

8.- As duas sociedades filarmónicas que intervêm na animação ao vivo.

O programa incluirá, projecção em ecrã gigante das 800 fotografias, em “slide-show”, ao longo do evento de apresentação do livro.

São referenciadas as 25 “Dinastias”, famílias de forcados para quem a arte de pegar toiros é uma tradição, atingindo algumas delas 15 elementos.

O livro será editado em quatro idiomas, nomeadamente, Português, Castelhano, Inglês e Francês sendo apresentado em 12 países: Portugal, Espanha, França, México, Califórnia (USA), países lusófonos e em diversos países da América Latina.

Trata-se de uma autêntica obra de arte, produto da simbiose da mais-valia dos textos e do enquadramento na cor, brilho e estética das fotografias.

A aquisição deste livro constitui uma oportunidade única de enriquecer e valorizar a sua biblioteca pessoal, uma obra que reúne todos os condimentos para ficar na história, como uma referência na temática literária dos forcados e da festa brava.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Atentado aos cavalos dos Domecq: pai de Callejón condenado a prisão


José António Callejón Amorós, pai do rejoneador José Miguel Callejón, foi anteontem condenado pelo Tribunal de Toledo (Juzgado de lo Penal nº 2) a dois anos e três meses de prisão, assim como a indemnizar os irmãos António e Luis Domecq em 508.960,44 €.
O pai de Callejón foi sentenciado como autor do atentado que em Setembro de 2001 vitimou vários cavalos da quadra dos irmãos Domecq, por atentado bombista contra o camión que se encontrava estacionado junto de um restaurante, quando regressava a Jerez de la Frontera, depois de uma corrida em Las Ventas, Madrid.
Escutas telefónicas acabaram por tramar Callejón e incriminá-lo. O atentado foi praticado por engano. As camionetas de cavalos eram parecidas e o alvo eram os cavalos do rejoneador Sérgio Galán.

Foto D.R.

Pai de "Paquirri" entre a vida e a morte


Ricardo Relvas (correspondente em Espanha) - António Rivera, pai do saudoso matador de toiros Francisco Rivera "Paquirri" e avô dos actuais diestros Francisco e Cayetano Rivera Ordoñez, está internado em estado gravíssimo, entre a vida e a morte, no Hospital de Cádiz. A família espera a todo o momento o desenlace fatal.
António Rivera, o homem que fez do filho figura do toureio, pai também do ex-matador "Riverita" (irmão de "Paquirri") estava ultimamente aos cuidados da filha em Cádiz, já muito debilitado.
Na foto, António Rivera chorando a trágica morte de seu filho Francisco há 25 anos.

Foto D.R.

Enrique Ponce, abre Temporada Grande 2009-2010 no México


No próximo Domingo 08 de Novembro, tem início na Monumental Praça de Toiros do México, com capacidade para 50.000 pessoas, a Temporada Grande 2009-2010.

Cartel:

Toiros da Ganadaria de San José, para os Matadores Manolo Arruza (que se despede da afición mexicana), Enrique Ponce (grande triunfador da Temporada Grande de 2008-2009) e Fermín Spinola.

Quanto à composição dos próximos cartéis, no início ou no fim de cada uma das próximas Corridas, por conseguinte Domingo a Domingo, será divulgado o outro Matador que falta na composição dos cartéis já divulgados por nós.

"FERIA DEL SEÑOR DE LOS MILAGROS" 2009 - Lima - Perú


Breve apontamento da História da "Feira do Senhor dos Milagres": Depois da remodelação da Praça de Toiros de Acho, sita na Cidade de Lima, Perú, foi instituída esta importantissima Feria, que se realiza desde 1946.

A Feira foi criada graças à ideia do Crítico Taurino Don Fausto Gastañeta, e depois do seu falecimento por Don Manuel Solari Swayne "Zeño Manué". A expectativa em volta deste acontecimento, nasceu através da publicação de um artigo na Revista "Toros", assinado por este último Senhor, e com o título de: "Por qué no establecemos en Lima la Feria del Señor de los Milagros".

Aqui mencionamos os Cartéis para esta importante Feira, que terá o seu início já no próximo Domingo, 08 de Novembro de 2009, e terá o seu terminus a 06 de Dezembro (Domingo):

Domingo, 08 de Novembro:
Reses da Ganadaria de Apóstol Santiago, para os Matadores Fernando Tendero, Juan del Álamo, Milagros Sánchez "Milagros del Perú" e Michelino Lagrávere, que debutará com picadores.

Domingo, 15 de Novembro:
Toiros da Ganadaria de La Ahumada, para os Matadores Juan Carlos Cubos, Fernando Roca Rey e Alfonso Simpson.

Domingo, 22 de Novembro:
Toiros da Ganadaria de Montegrande e La Ahumada, para os Matadores Julián López "El Juli", Manuel Jesús "El Cid" e Miguel Ángel Perera.

Domingo, 29 de Novembro:
Toiros da Ganadaria de Montegrande e La Ahumada, para os Matadores de Toiros, Enrique Ponce, Sebastián Castella e José Maria Manzanares.

Domingo, 06 de Dezembro:
Toiros da Ganadaria de Roberto Puga, para os Matadores Juan Serrano "Finito de Córdoba", José Tomás e Miguel Ángel Perera.

Triunfo na Azambuja convenceu Pombeiro a apoderar Miguel Tavares


Foi o triunfo conquistado no festival do passado dia 25 na praça da Azambuja que convenceu por fim Luís Miguel Pombeiro a aceitar o apoderamento do cavaleiro amador Miguel Tavares.
"Tem qualidades para ir em frente e eu raramente me engano", disse Pombeiro ao "Farpas". O apoderado e assessor de João Pedro Bolota na empresa "Aplaudir" continuará a apoderar Duarte Pinto, que este ano recebeu a alternativa e em quem acredita como futura figura do toureio.
O apoderamento de Miguel Tavares, que no início da próxima temporada prestará provas para cavaleiro praticante, ficou decidido depois do festival da Azambuja.

Foto D.R.

Opinião de um Empresário, um Forcado e um Aficionado


Relativamente ao teste realizado na passada terça-feira em Évora (ver reportagem), recebemos de Paulo Pessoa de Carvalho o seguinte texto de opinião que transmitimos na integra, estando dividido nas tres vertentes que o destacam na Festa: Empresário, forcado e aficionado.

"O Empresário

Começando pela primeira, devo dizer que gostei bastante da iniciativa e apoio-a incondicionalmente. Este dia foi para mim importante, acima de tudo por perceber que com possíveis inconvenientes (mínimos) que esta nova tecnologia possa trazer aos toureiros, os benefícios são tão mais fortes, que terá que ser consensual num curto espaço de tempo a obrigatoriedade destas bandarilhas.

No entanto e para mim, foi clarividente que a partir desta data, não deixarei que numa corrida por mim organizada outros ferros sejam utilizados que não estes. Como empresário assumirei com toda a certeza e convicção, que estas bandarilhas (qualquer uma das três apresentadas serve) não prejudicam a normal lide de um toiro e acima de tudo o mais importante, é que minimizam substancialmente o risco de acidentes para os forcados!

Como pessoa consciente, que no entanto defende a verdade “da e na” festa, encontro nesta solução reunidos os requisitos para que continuem a existir a emoção e todas as características únicas da tourada à portuguesa, por isso assumir e anunciar aqui publicamente esta minha decisão.

O Forcado

Gostei muito do que vi, gostei acima de tudo de ver a actividade da ANGF atingir resultados, quando ouvimos tanta conversa e vimos tão pouca acção! Mas no meio desta minha satisfação pessoal, esperava com sinceridade a presença (ou representação) de todo o universo de grupos associados, não estiveram mais que 25 grupos de forcados representados, que corresponde a pouco mais de metade do que a ANGF representa. Teria sido obrigatório que todos os grupos se fizessem representar, este é um assunto acima de tudo e em primeira linha que interessa aos forcados, não é aceitável nem compreensível para mim como forcado, que alguém falte a uma acção destas quando se trata de interesses de risco e de segurança para o forcado. Somos amadores, mas temos que ser responsáveis, um cabo é responsável pela vida e segurança de muitos jovens, tem que fazer tudo para defender esses valores!

O Aficionado

Nesta última categoria mas não menos importante, mais uma vez gostei naturalmente, mas acima de tudo perceber que a festa vai continuando viva, que há agentes seus que continuam a “lutar” pelo seu melhoramento, que os forcados são figura impar desta festa, que toureiros se disponibilizaram sem que isso nada de mais lhes trouxesse, para ajudar o FORCADO a ter melhores e mais condições no desempenho da sua actividade amadora. Contrastando com algum amadorismo e com uma organização a pedir maior profissionalismo, o evento decorreu genericamente bem, foi muito positivo, deu para no final (sem que isso estivesse previsto) ouvir alguns comentários interessantes e oportunos, até houve espaço para alguns dos habituais “cromos” darem umas bocas, teve contornos de evento taurino português!

Para mim terminou muito bem, acabei por jantar bem e comer alguns petiscos alentejanos, boa conversa e matar saudades de Amigos, é isso que os toiros têm de tão positivo, a bravura lusitana, a alma portuguesa, a raça e a amizade!

Paulo Pessoa de Carvalho"

Efeméride do Dia


Corria o ano de 1993 neste dia. Em Bilbão faleceu Fernando Achúcarro, por ventura o criador da maior filmoteca e videoteca taurino a nível mundial.

José Paulo, um embolador de dinastia


José Paulo, 69 anos de idade, natural de Belas (Sintra) onde reside numa casa típica desde que nasceu e onde se localiza a sua oficina, o ‘atelier das bandarilhas’, é um dos mais importantes emboladores do panorama taurino actual.

Esta arte faz parte integrante da festa, sem ela as corridas de toiros não se poderiam realizar, pois os toiros para o toureio a cavalo tem que ser embolados em Portugal. Os famosos ferros das mais variadas cores e formas, os chamados curtos, compridos, palmitos e rosinhas são feitos com um talento e gosto único pela festa brava que o define de forma clara, assim como esta tradição com uma história impar na cultura portuguesa.

Tem como preciosa ajuda neste árduo trabalho que tão poucas vezes é reconhecido, a sua neta, Ana Salomé também aficionada e eximia decoradora das ditas bandarilhas que desde cedo se dedicou na ajuda das artes do avô. Uma dupla extremamente humilde que faz do seu saber e da experiência contada em inúmeras histórias que nos fazem esquecer do tempo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Paulo Caetano apresenta 2ª edição do seu livro


Depois do sucesso da primeira edição do livro “De costas voltas para o mar” da autoria do cavaleiro Paulo Caetano, a tão esperada segunda edição irá ser apresentada no próximo dia 11 de Novembro, pelas 17h:30m, no Equspolis, na Golegã.

Este livro é uma pouco de autobiografia de Paulo Caetano, tendo um parte sobre equitação, toureio e selecção de cavalos e toiros

O cavaleiro convida todos os aficionados ao cavalo e ao toiro a estarem presentes nesta apresentação.

Entrevista a Paulo Pessoa de Carvalho ao finalizar a Temporada


Paulo Pessoa de Carvalho começou esta temporada dando uma pedrada no charco com a realização do Fórum do Mundo Rural e ao apresentar a marca Toiros & Cultura, nova chancela da sua actividade profissional. Ao chegarmos ao final da temporada fomos entrevistar o empresário que leva as praças das Caldas, Sobral e Cartaxo e que este ano realizou também várias corridas em praças desmontáveis ao mesmo tempo que apoderou diversos toureiros.




Tauromania – No início do ano apostou forte no lançamento da Toiros & Cultura, com o Fórum do Mundo Rural, no Plaza Ribeiro Telles, agora que esta a acabar o ano, qual é o balanço que faz da temporada?

Paulo Pessoa de Carvalho – O balanço não é aquele que eu esperava, foi um ano de muito trabalho e não tanto retorno.
A digressão do norte, por exemplo, uma aposta grande, mostrou-se muito trabalhosa, nalguns sítios claro investimento e noutros, atrevo-me a dizer, talvez uma perda de tempo. A certa altura da época cheguei até a dizer que seria o ultimo ano que eu andaria nos toiros a perder dinheiro. Na verdade a grande maioria dos empresários portugueses andam aqui porque são aficionados, porque se não fossem, eu estou convencido que não andavam cá. Isto não é encarado como um negócio puro que se dá dinheiro contínua, se não dá fecha a porta. Existe uma ilusão e uma paixão á volta disto que nos faz andar um bocadinho mais para a frente.
Na verdade foi um ano que, apesar de ter mais espectáculos e mais espectadores, teve que haver uma mexida grande nas bilheteiras e no caso das minhas organizações, houve um ajuste em baixa que fez com que não se reduzisse o número de espectadores, penso que nalguns casos até aumentou, mas reduziu-se receitas. No campo dos patrocínios também foi muito complicado, este ano houve muito menos dinheiro em apoios e patrocínios, houve portanto um conjunto de situações que não deixam o saldo ser aquele que se esperava ou que se gostava. Mas ainda vou cá estar em 2010, pelo menos, e aí perceber se é para continuar ou não.


T – Fale-nos agora dos Apoderamentos, levou alguns toureiros este ano, como é que foram as temporadas deles?

PPC – Os apoderamentos foi outra área que eu pensei desenvolver com alguma eficácia. Já levava o António Maria Brito Paes há 2 anos e este em 2009 fiquei a apoderar também a Ana Batista e o José Luis Gonçalves e ainda alguns praticantes e amadores.
Relativamente ao grau de satisfação para os objectivos propostos, no respeitante a cachets e número de corridas alcançámos a nossa meta, em particular com a Ana Batista e com o Brito Paes. O toureio a pé, foi para mim um falhanço, falhanço não pela capacidade de resposta do toureiro, para mim é o melhor toureiro português, mas porque o mercado não quer ver toureio a pé. Eu próprio andei a “inventar” corridas com toureio a pé para pôr o José Luis Gonçalves a tourear, o que não faz sentido nenhum. Para concluir, acho que em termos de objectivos com os toureiros, com excepção do José Luis Gonçalves, os mesmos foram claramente atingidos. No campo pessoal, esta ideia de criar uma estrutura, do apoderado não ser uma pessoa presente, não é fácil. O que eu percebi é que para o modelo de apoderado desejado, se calhar requer-se um bocado mais. Portanto eu vou reconsiderar o que se irá passar relativamente à temporada de 2010 relativamente a esta matéria.


T – E do ponto de vista artístico?

PPC – Do ponto de vista artístico houve resultados distintos. Eu, com toda a sinceridade, tinha maior expectativa relativamente ao resultado final. Acho que a Ana Batista correspondeu na generalidade. Acho que é claramente a melhor toureira que temos: tem classe, tem sítio, tem os cavalos bem-postos, é a única cavaleira que para mim tem um toureio sério. Se calhar podia ter sido ainda melhor ela como toureira e eu também podia ter estado melhor como apoderado mas atingiu as expectativas, diria que se atingiram bons resultados para o que se tinha projectado.
Quanto ao Brito Paes, acho que é um toureio com qualidade, está muito bem a cavalo, acabou o ano de 2008 em plena alta, não tendo o início desta temporada sido tão fulgurante, teve provas de fogo concretas e importantes: teve Évora, Campo Pequeno ainda em Maio… Na verdade o António Maria Brito Paes no principio da temporada tinha imensos contratos que não se mantiveram com igual frequência no seu desenrolar, isto reflecte de alguma forma o que se passa na praça. Houve muito contraste entre actuações boas com menos conseguidas e o que poderá ser de alguma forma mais preocupante, em jeito de critica, é por vezes a pouca transmissão ao público, do que de facto se passa relativamente à sua entrega em praça que tem que ser total …, o Brito Paes tem que trabalhar e melhorar esse campo. Eu tenho a consciência do seu empenho, mas isso tem que transpirar cá para fora, sabemos que não é com circo, não é com folclore, não é com números artísticos, mas é com um sentimento que tem que ser transmitido ao público com mais garra, com mais calor, qualidades essas que o toureiro tem e tem que as deixar transpirar!


T – Em relação às praças que leva, em especial as Caldas, Cartaxo e Sobral, como é que tem sido a evolução ao longo dos anos: em termos de empresa e em termos da resposta do público?

PPC – O Cartaxo, é a praça que tem sido mais difícil destas 3. As Caldas é um sucesso, que pode ainda ser melhorado. Penso que com as coisas boas e más que fiz, mas com a minha persistência e toda a envolvente que se deu à praça, as Caldas hoje é uma praça muito boa, e aqui digo sem falsas modéstias, que reconheço ser um mérito meu, com trabalho, com ajudas pontuais de gente que esteve ligada a mim, com o factor sorte, com coincidências, com tudo isso um pouco, mas de facto hoje as Caldas é uma praça que vale em termos financeiros, em termos de imagem, em termos de referência, em termos de preferência de cavaleiros e dos ganadeiros cá quererem vir. Para concluir também digo, a praça das Caldas está para mim como eu estou para ela, sou e serei a pessoa que melhor a poderá gerir!
O Sobral tem sido uma agradável surpresa. Tenho bons parceiros, nomeadamente a New Holland (Auto Agrícola Sobralense), através dos senhores Francisco e Pedro Penedo, meus grandes apoios e Amigos. O Sobral é uma praça cheia de potencial e com um encanto muito grande à sua volta, aliás tem uma Tertúlia que é muito viva e que promove a festa! Uma Tertúlia quando tem a dinâmica que esta tem, é logo um incentivo acrescido para qualquer empresário.
O caso do Cartaxo é mais uma ilusão. Como praça tem um problema muito grande que é ter Santarém (com os preços que sabemos) ali ao lado e também tem um histórico complicado. É uma praça que teve, anteriormente algumas gestões danosas. Depois esteve lá o Eng. José Gomes da Silva que iniciou um bom trabalho, com alguma ilusão de fazer recuperar a mística do Cartaxo mas não correu como ele queria. Nestes anos tenho tido uma estreita colaboração com a Câmara Municipal, embora a autarquia não tenha avaliado bem a questão relativa à adjudicação da praça, pois os contratos são anuais dificultando bastante a gestão da mesma. De qualquer maneira, tem sido um trabalho progressivo. Estou interessado em continuar com esta praça, e penso que tenho boas condições de com a autarquia desenvolver um trabalho sério, metódico, persistente, para continuar este projecto e encontrarmos em conjunto a receita mágica para o sucesso, é uma praça que pode após três anos de investimento, começar a produzir resultados em 2010, talvez…


T – As Caldas e o Cartaxo são duas praças que estão situadas no meio das respectivas localidades. Há projectos para remodelar as mesmas? Praças novas? Multiusos?

PPC – Nas Caldas a praça é privada e por isso esses projectos só poderiam ser feitos por decisão dos proprietários. Tendo eu a perfeita noção do potencial daquela praça, até era capaz de comprar a praça se me saísse o euromilhões! Mas não sendo o seu dono, nem sendo rico, o único projecto que poderia ter, seria fazer uma manga exterior para descarga dos toiros, pois a forma actual de descarregamento é arcaica, de uma emoção e perigo constantes. A praça das Caldas tem sofrido algumas benfeitorias, a meu ver curtas e ainda tem muito a fazer, mas a pouco e pouco têm sido efectuadas essas referidas benfeitorias, que têm na IGAC servido de exemplo para idênticas situações por esse país fora, isso também me serve de motivação, sei que de certa forma sou por tal responsável.
Relativamente à praça do Cartaxo, a mesma é capaz de sofrer algumas alterações. A Câmara tem projectos para os espaços envolventes, querendo fazer um centro de lazer, não vou adiantar mais porque na verdade não sei quais os projectos em concreto…


T – Sendo o Paulo Pessoa de Carvalho um dos principais dinamizadores da APET, como é que vê o papel da APET e deste tipo de organizações na defesa da festa?

PPC – A APET anda devagarinho, infelizmente, é muito, muito, mas mesmo muito difícil encontrar um consenso, mas mais difícil ainda é, apesar do consenso não ser atingido, sentir que se está a deixar de se fazer algum trabalho essencial para a imediata defesa dos nossos valores capitais, principalmente naqueles pontos em que não há dúvida que todos temos de estar de acordo. Na verdade alguns empresários associados não fazem e têm medo que os outros façam, e isso é muito complicado. Cada vez que temos uma assembleia-geral da APET, e eu posso confidenciar pois isto não faz mal que se saiba, podendo até ajudar a perceber o lento ritmo com que certas coisas andam, há vários sentimentos que nos vêm à cabeça. Em primeiro o sentimento de expectativa enorme, “será que hoje vamos dar um passo em frente?”, depois de repente, perante a realidade e os problemas criados há ali uma altura de desânimo e de perguntar “o que é que eu estou aqui a fazer?”, mas depois de “racharmos muita lenha” chegamos á conclusão que existe alguma luz ao fundo e saímos dali a achar que estamos no caminho da luz, mas que ele é longo…
Por fim a verdade é que na Festa e também no seio dos empresários há uma desmobilização grande que leva à desmotivação dos mais empreendedores. De facto são sempre poucos a puxar muitos, e os muitos não têm a consciência disso, parece que quase nos fazem um favor, ao deixarem-nos puxar pelas coisas. Portanto, há aqui também uma sensação de falta de reconhecimento e consciência do verdadeiro estado das coisas. Muitas vezes o que apetece é olhar exclusivamente para o Paulo Pessoa de Carvalho e para a Toiros & Cultura, e não querer saber da APET para nada, com toda a verdade e peço desculpa pela franqueza, se não fosse no intimo, por formação e convicção, penso que funcionava como autêntico free-lancer e sem ter preocupações colectivas!
Tudo é muito lento e a dificuldade da APET, assim como das outras Associações da Festa é que as pessoas não conseguem deixar as questões e os interesses pessoais de parte e isso limita a acção do conjunto. Mas eu acredito que a APET vai andar. Aliás, tem de andar! A APET juntou-se mais nesta fase, nas questões eminentes, como a questão da Plataforma essa também essencial na defesa e promoção da festa, estou também por isso, com uma esperança reforçada!
Não queria de todo deixar aqui um ar de negativismo ou de pessimismo, falei sobre este assunto de coração aberto, peço que leiam a mensagem positiva que aqui está e tenham maturidade de perceber que quando falamos, também temos que contar certas verdades e os problemas que sentimos, para de alguma maneira sermos compreendidos e até encontrarmos auto motivação para continuar, e ela às vezes falta …!


T – Não acha que para o aficionado tudo isso é um bocado incompreensível? O aficionado paga bilhete, suporta a Festa e depois não compreende como a Festa é tão pouco defendida pelos próprios profissionais?

PPC – Claro que o aficionado às vezes compreende pouco, é difícil compreender o quão pouco é feito… As empresas andam aqui, infelizmente, muitas vezes com projectos ao dia pois é difícil ter projectos de médio e longo prazo, e é um bocadinho esta incapacidade de haver uma projecção mais séria e a pensar no futuro que faz com que os empresários não sintam a necessidade de participar mais na APET, não sintam uma necessidade de combater os ataques que a Festa tem sido vítima por parte dos chamados “anti-taurinos”. A sensação que me dá é que os meus pares (na generalidade) não estão preocupados com o dia de amanhã… esta realidade é um bocado consequência de má cultura que temos enquanto povo, mas também se deve ao facto de muitos na Festa não encararem isto como actividade principal: toureiros, ganaderos, empresários.
É evidente que o aficionado, ao analisar as coisas, vai achar a menos as Empresas que operam e os Agentes da Festa que existem, sendo os Forcados um caso que considero à parte, pois têm um estatuto diferente e até são os mais activos e persuasivos na luta para as coisas seguirem em frente. Ora isto é a Antítese do que devia ser. Se as pessoas repararem em quem são os motores das coisas que acontecem na Festa Brava vêem que os forcados acabam por ter um papel de liderança que não lhes compete, isto sem desprimor algum para com os forcados. Não lhes compete porque deviam ser os que têm interesses financeiros e económicos a terem esse papel, eles é que vivem disto: os toureiros, os ganadeiros, as empresas, etc.
Claro que se o aficionado pensar nisto, deita as mãos á cabeça. Mas a mensagem que quero deixar aqui aos aficionados é que tenham paciência, mais ainda do que já tiveram, porque as coisas não são tão simples como às vezes parecem e pode ser que haja desenvolvimentos positivos e a bem da Festa nos próximos tempos.


T – A internet é hoje uma ferramenta importante na vida das empresas e das pessoas, às vezes não tanto na vida das empresas e pessoas da Festa, mas como é que analisa a Internet no dia-a-dia, como empresário e como apoderado?

PPC – No dia-a-dia, utilizo muito frequentemente a Internet, recorro ao computador por necessidade e acho que cada vez será mais importante. Mas tenho noção que ainda existe um grupo de pessoas resignado, que são renitentes com esta “nova” tecnologia, mas este grupo tende a diminuir a ao mesmo tempo aumenta o grupo das pessoas interessadas e que procuram informação variada na internet. Eu próprio no passado, dizia que a internet era o futuro mas não sabia avaliar o potencial. Hoje em dia recorro diariamente, e a primeira coisa que faço quando ligo o computador é ligar-me á Internet, acho fundamental. A net tem um papel muito importante nos dias que correm e terá um papel cada vez maior! Não digo que vou deixar de colar cartazes, mas já ando diariamente com uma “pen” no bolso, e mesmo quando vou para o campo tenho meios para ver um site, enviar um e-mail. Se calhar ainda estamos a 15% ou 20% do potencial da Internet na sua utilização. Nos toiros talvez menos ainda mas já começa a ter a sua força. Por exemplo, cada espectáculo meu tem um filme promocional no site Toiros & Cultura, o ano passado eu não tinha newsletter e este ano já faço o envio periódico da minha, envio regularmente para cerca de 1200/ 1300 contactos.


T – Estamos a que distancia, cá em Portugal, de termos toureiros e apoderados preocupados com a informação online em cima da hora como por exemplo faz o Pablo Hermozo cujo staff faz chegar fotografias e resumos das actuações menos de uma hora depois das mesmas terem acabado?

PPC – Estamos a uma distância abismal! Não existem Apoderados profissionais em Portugal para que isso aconteça. A questão desse cuidado tido pelo staff do Pablo é uma preocupação global de gestão que não existe em Portugal. Hoje, um toureiro, deve ser gerido como é gerida uma empresa e de facto essa gestão não existe cá. Nem eu, tão, pouco, cheguei perto disso. Investi, tive a ilusão dos sites, falhei em imensas coisas, mas depois uma pessoa começa a achar que não é percebido, que o seu trabalho não é reconhecido, que não atinge os objectivos. Esse grau de profissionalismo está a milhas… e não vamos ver tão depressa esse profissionalismo por cá, não faço mesmo ideia se acontecerá algum dia em Portugal esse tipo de forma de trabalhar “global”, tenho as minhas sérias dúvidas.