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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Rouxinol e Parrita repartem triunfo em Albufeira


Realizou-se na Monumental de Albufeira mais um espectáculo desta temporada, no passado dia 28 de Julho, uma corrida intitulada de “Corrida Ruedo Ibérico Algarve” um cartel misto com as presenças dos cavaleiros Luís Rouxinol, Sónia Matias, o praticante Marcelo Mendes e o matador Sérgio Santos “Parrita” frente a toiros de 4 anos de Condessa de Sobral que deram jogo desigual, perante uma assistência que preenchia praticamente metade da lotação.

Luís Rouxinol nesta sua primeira presença em 2010 no tourodromo algarvio, teve duas actuações em redondo, no primeiro da noite esteve em patamar superior, logo na maneira como recebeu o seu oponente, dobrando-se com ele deixando-o colocado no centro do ruedo para de seguida deixar o primeiro ferro de nota muito alta, tendo toda uma lide de muito bom tom, rematando com o tão apreciado par de bandarilhas. No segundo do seu lote, Rouxinol voltou a estar simplesmente ao nível que nos tem habituado, fazendo com que cada lide seja um triunfo, com as bancadas rendidas ao toureiro de Pegões, pôde-se ver um Rouxinol alegre com toureria recebendo as mais fortes ovações.

Sónia Matias teve duas actuações algo diferentes, no primeiro do seu lote, Sónia acusou algum desacerto na hora de cravar, com alguns toques nas montadas e com alguns ferros a saltarem, não tendo direito a musica, num gesto de grande humildade e toureria cavaleira e forcado negaram dar a volta ao ruedo. No segundo que lidou, o menos colaborante da corrida, Sónia andou mais calma e com mais acerto, soube procurar os terrenos ao toiro, com uma lide muito agradável, rematando com um bonito “palmito” em sorte violino, obtendo o reconhecimento do digníssimo com forte ovação.

Marcelo Mendes, cavaleiro praticante enfrentou um “Condessa de Sobral” que não lhe criou dificuldades, no entanto o “cavaleiro do Oeste”, não foi feliz nas escolhas que fez das montadas, iniciando nos compridos com uma égua nova e utilizando novas montadas que não deixaram brilhar o seu toureio, uma lide muito morna sem direito a musica, estando bem Marcelo Mendes ao recusar dar a volta á praça, num gesto de reconhecimento da noite menos boa.

No toureio a pé, voltamos a assistir a uma lide enorme de Sérgio Santos “Parrita” estando correcto e com aprumo nos três tercios, de muleta andou mandão, aproveitando o toiro na perfeição até meio da lide, altura em que este acabou (rachou como se diz na gíria).

Noite agradável nas pegas, com ambos os grupos a mostrarem o sentido de responsabilidade e concentração, por parte dos Amadores de Cascais foram caras Joel Zambujeira à terceira, Bruno Cantinho à segunda e Luís Camões que dividiu a pega com os Amadores de Arronches à segunda. Pelos de Arronches foram solistas Manuel Cardoso à terceira e Fábio Mileu à primeira.

Este espectáculo na Monumental de Albufeira, foi dirigido pelo Sr. Pedro Reinard, estando a ferragem e embolação a cargo do Sr. José Paulo.

Como reparo nesta nossa reportagem a falta de conhecimentos e o excesso de zelo, por parte de alguns elementos da força de segurança presentes na trincheira, que a mando (???) da Médica de serviço e durante a lide do matador “Parrita”, fizeram com que os fotógrafos fossem obrigados a abandonar a teia para irem falar com a Srª Doutora, gerando grande movimentação e algumas cenas menos abonatórias no interior da teia. Todos mas todos devemos respeitar, saber respeitar e ser respeitado.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tarde insonsa na Póvoa de São Miguel


É tradição as Festas na Povoa de S. Miguel e por consequência as tradicionais corridas de Toiros, no sábado dia 3 de Outubro o “Maestro” João Moura levou muita gente à Povoa, no Domingo dia quatro o bem tratado tauródromo alentejano não conseguiu reunir mais que ¼ de casa envergonhada.

Abriu praça a cavaleira praticante (única no cartel) Alda Maria, uma lide correcta nos compridos, na ferragem curta a cavaleira de Vera Cruz andou distraída mais dialogante com as bancadas, perdendo por vezes a cara do seu oponente, recebendo forte derrote contra tábuas quando pedia mais um ferro, felizmente sem consequências para cavaleira, montada e peão de brega que ficou entalado contra a trincheira, depois deste percalço Alda limou arestas e teve uma lide correcta com sortes frontais.

Maria Mira, cavaleira amadora de bonito corte, voltou a estar correcta na Povoa deixando bom ambiente, a jovem cavaleira amadora, pecou pela excessiva velocidade em reuniões aliviadas mas sempre com cites frontais.

A mostrar evolução de actuação para actuação esteve Miguel Tavares, nós que temos acompanhado ao longo das suas actuações em Albufeira, vemos no cavaleiro pupilo de Paulo Jorge Santos alguma evolução, mais solto, com mais sentido e mais dialogante com o digníssimo, o jovem amador teve uma lide em crescendo na Povoa, deixando um excelente ambiente fruto do toureio apresentado.

Manuel Comba, cavaleiro de aficion, foi “vitima” da festa que temos, um Espectáculo de Variedades Taurinas em que se pagava dez euros para assistir à lide de 4 novilhos, não tinha sobrero, não vamos falar do regulamento mas numa altura em que há muita gente a denegrir a nossa “Festa” não poderemos ser nós a denegri-la, e, de certa forma foi o que aconteceu na Povoa, o ultimo “Santa Maria” ao sair dos curros (e nós vimos) ao vir de recuas deu a volta e aí partiu um piton, entrando em praça diminuído, e segundo o Médico Veterinário Dr. Matias Guilherme, o mesmo só foi lidado e deixado cravar quatro ferros porque não existia sobrero, (quanto a nós e a quem paga bilhete só existe duas coisas ou existe condições de lide ou não, meias verdades não pode existir), Manuel Comba fez o que pôde e não lhe foi permitido seguir com a lide, quem pagou o seu bilhete sentiu-se defraudado.

Nas pegas estiveram os Amadores do Redondo que por intermédio de Luís Figueira á primeira e Hugo Figueira à segunda não tiveram dificuldades em executar as duas pegas a que foram chamados, os Amadores da Povoa de S. Miguel com Márcio Carrilho numa valente pega ao primeiro intento e Paulo Pombinho e José André que pegaram de cernelha á segunda entrada o novilho lesionado.

Dirigiu o espectáculo o Sr. César Marinho auxiliado pelo Dr. Matias Guilherme (com nota baixa) a festa precisa de quem ajude e, negar mais um ferro a um praticante ou amador quando há apenas quatro novilhos para lidar, não ajuda e o regulamento (tempo) não serve de desculpa, fora o resto que já falamos, estando a embolação a cargo de Diamantino Barrigas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Salgueiro volta a triunfar no Algarve


Com três quartos de casa bem preenchida realizou-se esta quarta, cinco de Agosto mais uma corrida de toiros na Monumental de Albufeira. Em praça os cavaleiros Rui Salvador, João Salgueiro e Francisco Palha na lide de seis novilhos da Herdade das Sesmarias com o numero seis na espádua e um com o sete, com pesos a rondar os quatrocentos e setenta quilos, de boa apresentação e a darem jogo regular. Nas pegas os Amadores de Évora e Aposento da Chamusca.
Rui Salvador começou por cravar dois compridos correctos, nas bandarilhas andou aceado escolhendo bem os terrenos, para depois deixar a ferragem cravada ao estribo. No segundo do seu lote, um novilho de pouca investida mas que não dificultava, permitiu ao cavaleiro do Nabão uma lide bastante do agrado do público, com bons momentos de brega.
João Salgueiro, depois do triunfo de há quatro dias em Tavira, voltou ao Algarve com ganas de triunfo, moralizado e a atravessar um bom momento, Salgueiro começou por receber o seu oponente com dois compridos à tira e, a bronca deu-se, António José Martins director deste festejo, dá ordem para que o novilho seja recolhido (um novilho com o numero sete cravado, com dois anos e 460 kg) perante a admiração de cavaleiro e dos restantes intervenientes da corrida, Salgueiro sai da arena, mas perante a indefinição da direcção da corrida quase cinco minutos sai não sai, regressa novamente Salgueiro sobre forte ovação das bancadas, para rubricar uma lide sempre em crescendo, com boa brega e cites frontais, perante uma assistência ruidosa a pedir musica e a atribuir forte vaia ao director por este não a permitir. No quinto da noite e segundo do seu lote, Salgueiro já com o digníssimo com ele, não defraudou as expectativas, puxando por toda a sua toureria, recebeu o seu oponente com a colocação da ferragem comprida em su sitio para elevar ainda mais alto a sua actuação nas bandarilhas com sortes frontais, rematando com adornos tanto do agrado do digníssimo, numa noite certamente para repetir em Albufeira.
Francisco Palha, depois da sua Alternativa no Montijo e, apresentando-se como cavaleiro profissional, esperava-se um pouco mais, no seu primeiro andou aliviada, deixando a ferragem um pouco dispersa, merecendo nota positiva os dois últimos ferros deixados em médios e cravados à meia volta. No que encerrou a noite, Palha andou mais toureiro, com uma lide mais templada, preparando as sortes, num tipo mais clássico voltou a mostrar que tem valor e que as coisas podem correr bem.
Nas pegas os Amadores de Évora, comandados por Bernardo Patinhas, não tiveram dificuldades consumando as três pegas por intermédio de António Moura Dias, José Miguel Lopes e Ricardo Casas Novas ambas ao primeiro intento. Pelos Amadores do Aposento da Chamusca comandados por Tiago Prestes, foram solistas Orlando Silva (segunda), Alexandre Mira à segunda depois de decisão acertada do grupo em repetir a pega e João Vinagre também à segunda.
Dirigiu este espectáculo o Sr. António José Martins.