terça-feira, 5 de maio de 2009

Furacão Diego Ventura em Moura dia 9 de Maio pelas 17:30


Sábado dia 9 de Maio às 17:30 apresenta-se pela primeira vez em Moura o renojeador luso-espanhol Diego Ventura.As exctativas são mais que muitas, não só para ver Diego Ventura, mas também para vermos a forte oposição de Rui Salvador e Francisco Palha, que certamente não irão desiludir a aficion Alentejana.Recordamos que para pegar um imponente curro Passanha estarão em praça os Amadores de Montemor e o Real Grupo de Forcados de Moura.Para reservar o seu bilhete basta ligar 965191890.

TOUREIO A CAVALO: De caras ao estribo


A rubrica "Ao Quite" deste mês pertence a Catarina Bexiga, conceituada crítica taurina, chefe de redacção da revista Novo Burladeroe responsável máxima pelo programa radiofónico, Burladero de Imprensa da Rádio Voz de Alenquer.Apaixonada pelo Toiro Bravo e pelo Cavalo Lusitano, brinda-nos com um texto com o título "TOUREIO A CAVALO: DE CARAS E AO ESTRIBO!" ---»


A história do Toureio a Cavalo está feita de evolução, à medida que o cavalo e o toiro foram apresentando transformações, sobretudo, em termos de capacidade dos primeiros, fruto do progresso da equitação; e em termos de comportamento dos segundos, graças ao avanço da genética.
No início do Século XX equacionava-se a possibilidade de cravar os ferros “De Caras”. Essa é hoje, uma possibilidade absolutamente superada.
Por outro lado, há escritos que questionavam a viabilidade de cravar os ferros em sortes ao “Piton Contrário” ou a “Câmbio”. Hoje essa é também uma questão completamente ultrapassada.
Em suma, são realidades de duas épocas separadas por 100 anos…
Para mim, cada sorte tem o seu valor: consoante as características do toiro, se se espera que arranque ou se se toma a iniciativa de ataque, os terrenos em que é executada, em tábuas, nos tércios ou nos médios, a proximidade ao adversário, a velocidade com que é efectuada, a posição cavalo/toiro no momento da reunião, etc, etc, etc…
Porém, na minha opinião, a sorte “De Caras” é a que apresenta maior dificuldade e, por lógica, a que oferece maior mérito.
O cite é a parte inicial de qualquer sorte. O cavaleiro deve colocar-se frente a frente com o toiro e deixar-se ver. Posteriormente, deve avançar com rectidão, num corredor formado, imaginariamente, por duas linhas paralelas, que saem dos pitóns do toiro até ao peito do cavalo. No momento oportuno, deve iniciar um movimento lateral para a esquerda, chamado de quarteio.
Ou seja: Quanto mais recto o cavaleiro caminhar em direcção do testuz do toiro; quanto maior for a proximidade entre o cavalo e o toiro; quanto maior domínio existir no impulso; quanto mais imperceptível for o quarteio; e quanto mais apertada for a distância entre os antagonistas no momento da reunião, maior valor tem a sorte!
Servem de apoio à minha “teoria” as palavras conhecedoras de Fernando de Sommer D’Andrade, que transcrevo com a devida vénia:
“Ora esta é a única sorte em que todos os tempos têm que estar bem presentes para sair perfeita; é a de maior risco, a mais difícil de conseguir por parte do homem e do cavalo, de acertar com o ferro, de encontrar toiro com moral para a suportar, porque também é a única em que o toiro não vê o cavalo a fugir-lhe, mas, pelo contrário, a investir também com ele, a atropelá-lo, e, por conseguinte, é nesta sorte onde ele, por vezes, se encolhe, faz o estranho que leva os artistas a falharem quantos dos que poderiam ser os seus melhores ferros” (…) “A sorte do toureio equestre é a sorte de caras. As outras podem ser devido à sorte. De facto a ser de caras é a única em que o espectador pode prever, rigorosamente, o seu traçado e, por isso, julgar se o cavaleiro a conseguiu ou não, ou, o que é o mesmo, determinar o melhor cavaleiro e o melhor toureiro pela maior frequência com que consegue praticá-la.”
Em relação à reunião, julgo essencial sublinhar que é o momento mais importante de qualquer sorte. É a reunião que define um bom e um mau ferro. Para a haver é necessário que os dois concorrentes à reunião marchem ao encontro um do outro. No momento de cravar, as espinhas dorsais dos dois animais devem fazer um ângulo agudo (menos de 90º) ou recto (igual a 90.º). A reunião deve acontecer com o toiro humilhado à altura do estribo, momento em que o cavaleiro deve cravar o ferro com toda a verticalidade. O remate é a parte final de qualquer sorte. É o acto de consolidação da mesma.
Neste capítulo específico volto a recorrer ao testemunho de Fernando de Sommer d’Andrade:
“A reunião é o momento culminante de todo o toureio, o momento mais difícil, o mais emocionante, o mais perigoso, aquele para a preparação do qual tende toda a lide; o momento que, afinal, é tudo em toureio.”
Faço votos para que em 2009 vejamos muitos ferros DE CARAS E AO ESTRIBO!
Catarina BexigaMaio de 2009

Tauromaquia volta hoje à Campanário



A Tauromaquia está esta noite de volta à Rádio Campanário - Voz de Vila Viçosa, pela voz de Hugo Calado, que das 21 às 22 horas, irá dar conta de tudo o que se passa na festa brava nacional e não só.

Assim, no programa que hoje vai para o ar ás 21 horas, na frequência de 90.6 ou na internet em http://www.radiocampanario.com/, Hugo Calado irá dar conta de toda a actualidade taurina e fazer as crónicas das corridas do passado Fim-de-semana.

Este será mais um programa a não perder, que será antecedido por fados e flamencos, das 20 ás 21 horas.
Relembramos ainda, que o programa Tauromaquia, será repetido todas as quartas às 19 horas

Campo Pequeno: corrida de 5ª feira não é televisionada


A empresa do Campo Pequeno desmentiu ontem rumores que circulavam segundo os quais a corrida de abertura da temporada, esta quinta-feira, seria televisionada.
O primeiro cartel do ano em Lisboa é composto pelos cavaleiros António Ribeiro Telles e Vitor Ribeiro e pelo rejoneador espanhol Pablo Hermoso de Mendoza, que se apresenta no nosso país depois de uma triunfal campanha no México e de alguns êxitos já conquistados na temporada espanhola, o último dos quais no domingo em Puertollano, onde cortou duas orelhas e saíu em ombros (foto).
Lidam-se toiros da ganadaria Passanha e pegam os Forcados de Lisboa e de Coruche.
Foto pablohermoso.net

5ª feira no "Farpas": miúda de 14 anos assume defesa dos Forcados de S. Manços


Joana Carvalho, de 14 anos, residente em Évora, escreveu uma carta-aberta ao director do "Farpas", acusando o jornal de ter revelado nas suas páginas assuntos internos do Grupo de Forcados Amadores de S. Manços e saltando em defesa desse agrupamento alentejano.
O "Farpas" publica na íntegra a carta da jovem aficionada e Miguel Alvarenga responde-lhe simpaticamente, elogiando-a por ter tido a coragem que nenhum elemento do referido grupo teve de vir a público esclarecer as polémicas que nos últimos meses, na verdade, marcaram a agitada vida dos seus elementos.
A não perder, esta quinta no "Farpas"!
Foto Emílio

5ª feira no "Farpas": polémico artigo de Jesus Lourenço


Figura de referência da forcadagem vilafranquense e antigo cabo do Grupo de Vila Franca, Jesus Lourenço publica esta semana no semanário "Farpas" um artigo polémico e contundente "em defesa dos moços forcados", intitulado "Contas com a Associação" e onde expressa algumas discordâncias com posições e decisões assumidas nos últimos tempos pela Associação Nacional de Grupos de Forcados.
Um documento importante para ler e meditar - esta quinta no semanário "Farpas"!
Foto D.R.

Arte e Emoção este Domingo na RTP2


O próximo Arte & Emoção irá para o ar, excepcionalmente, domingo por volta das 20 horas.O programa vai mostrar-lhe a imponência dos toiros Grave e o momento por que passa esta ganadaria.A festa do forcado que teve lugar em Évora irá estar em destaque.Foi uma tarde repleta de grandes momentos e emoções, vividas neste mega concurso de cernelhas e que contou com a participação de quase todos os grupos de forcados.Oportunidade ainda para ver o triunfo de Ana Batista a 1 de Maio no Cartaxo e as grandes actuações de Rui Salvador e dos forcados de Vila Franca,no passado domingo na Palha Blanco, frente a toiros de Pégoras.

Cuqui triunfa em Espanha


O jovem novilheiro sem picadores, Cuqui esteve presente numa novilhada de Jaime Sebastian de Erice, que se realizou em Corte de Peleas (Badajoz) no dia 3 de Maio.
Perante casa cheia, o jovem português cortou duas orelhas e saiu em ombros.Ao longo do último mês, Cuqui esteve presente em diversas ganadarias espanholas, inserido na Escola de Toureio de Badajoz.

Rádio Clube Português teve debate sobre touradas


Segunda-feira dia 4 de Maio, pelas 10H00 no espaço "Minuto a Minuto" da Rádio Clube Português falou-se de Tauromaquia.
Pela tauromaquia estiveram presentes Paulo Caetano e José Fernando Potier.
Pode ouvir o debate no link:http://podcastmcr.clix.pt/rcp/rubricas/minuto_a_minuto/actualidade/actualidade_2009-05-04.mp3
Pelas 11h30, abriu-se um Fórum e, das 10 chamadas recebidas, 8 dos ouvintes manifestaram serem aficionados.
Foi uma rotunda vitória da Tauromaquia, não só no debate em si, mas também e principalmente, pela forma espontanêa com que os aficionados expressaram a sua voz no Fórum representando, repetimos, 80% do total das chamadas.

Os carteis da Feira de Santarém


Tal como é do conhecimento de todos, a praça de touros Celestino Graça em Santarém, receberá nos dias 6, 10 e 14 de Junho, a já tradicional Feira de Santarém.

Assim, o Toureio.com, apresenta-lhe em primeira mão os carteis para esta tão importante feira taurina portuguesa.

No dia 6 de Junho, será a primeira corrida das Rádios Taurinas, onde pelas 17 horas actuarão os cavaleiros João Salgueiro, José Manuel Duarte e João Telles Jr que irão lidar um imponente curro de touros de São Torcato, já as pegas estarão os Forcados Amadores de Santarém e Moura.

Já no dia 10, actuarão João Moura, Diego Ventura e João Moura Jr, perante touros de Passanha que serão pegados pelos amadores de Santarém e Alcochete.

A finalizar esta feira, lidar-se-ão seis touros da ganadaria alentejana de Murteira Grave pelos cavaleiros António Telles, Sónia Matias, Manuel Telles Bastos, Duarte Pinto, Francisco Palha e Salgueiro da Costa. As pegas estarão a cargo dos Amadores de Santarém.

Ao que conseguimos apurar, os preços voltarão a ser baixos, desde cinco euros

Canal Taurino a partir de quinta-feira




Depois de várias batalhas, debates e até mesmo proibições, a Tauromaquia volta a ganhar pontos. a partir da próxima quinta-feira a ZonTvcabo contará com um canal taurino, estando na posição 29 da grelha de programação.






segunda-feira, 4 de maio de 2009

Beja: Avalanche de Joões em tarde de José


Meia casa, com predominância nos sectores de sombra, presenciou a Corrida Ovibeja 2009. Homenagem ao Ganadeiro José Batista Cruz e Crujo, singela, tendo em conta a grandeza deste homem quer para a festa quer para a Região, deveria ter tido outra envolvência, quer de publico, quer de actos por parte das entidades com responsabilidade para tal, para além do descerrar puro e simples, de um lápide evocativa, no Pátio Amaro Lameira da Praça José Varela Crujo.

O curro apresentado ostentou o cinco na espádua direita, estava muito no tipo da ganadaria, bem rematado e cuidado. Desigual de jogo, sendo de maior interesse os da segunda parte do espectáculo. Nota mais alta para as condições evidenciadas pelo quarto da ordem, de extrema nobreza e com motor e para o crescendo do último da corrida claramente de menos a mais.

João Moura, regressou a Beja e encontrou o melhor lote da corrida, lidou como quis o primeiro que lhe tocou, uma verdadeira tourinha. Gostámos mais da sua segunda actuação, mais ligada com um oponente que pedia mais lide e critério, puxou dos galões e justificou o porque de ser figura em três décadas. Entendeu o oponente na perfeição, bregou com critério e foi com seriedade para os ferros, que rematou com ladeios em cima a aproveitar o carregar do castanho churreado, nos remates. Chegou às bancadas e mereceu o prémio para Melhor cavaleiro em praça, tendo em conta o global das duas lides.

Tito Semedo, cavaleiro que tinha no Sr. José Crujo um Pai, deixou desde cedo transparecer o significado da data e quis desde inicio que, a mesma tivesse a sua marca. O imponente comprido a aproveitar a saída á praça do seu primeiro foi disso exemplo, e correspondeu á primeira reacção calorosa do publico. A lide registou depois altos e baixos. Um bom curto com batida ao píton contrario, parecia lançar uma actuação grande, mas o sentido do oponente tirou brilhantismo aos dois outros iguais, que quis deixar. Trocou de montada e de estratégia e terminou em bom plano. No seu segundo, um toiro que incomodava e apertava nas reuniões com muita casta, esteve sublime, na forma como o entendeu, como o levou sempre contrariado e como bregou e cravou em sortes cingidas, sem um toque, num toiro que procurava o cavaleiro com mangada alta na reunião. Apreço para a forte ajuda que foi o Descarado, um ruço de seu ferro a seguir com atenção. Se o prémio fosse atribuído ex-aequou não desluziria. Se fosse para a melhor lide da tarde teria de ser para a segunda de Semedo. Justificou outros voos em 2009.

António Brito Paes, foi “presenteado” com o lote de menor potabilidade. O seu primeiro foi o mais manso do “encierro”, desde cedo se tapou e investia aos arreões. “Mia” não lhe deu a volta e ficou com pouco que contar a primeira actuação. O seu segundo, pouco claro de inicio, cresceu ao longo da lide, especialmente depois de cuidado no capote de seu irmão, durante a troca de montada. O cavaleiro percebeu-o na perfeição e rubricou actuação correcta, de comunicação com as bancadas, onde se viram bons ferros, com critério de colocação e domínio das sortes e remates. Dava a impressão que o toiro ainda ia a mais e o toureiro com ele. Bonito fecho para uma tarde em que, não foram precisas martingalas de adorno para se ter boas e sobretudo, interessantes lides. O nosso Olé para o profissionalismo dos três cavaleiros, infelizmente nem sempre reconhecido pelo publico, na medida justa.

Os nossos aficcionados começam a precisar de um refrescamento de conceitos artísticos taurinos!!

No capitulo das Pegas, quem olha para a estatística e vê 14 tentativas para seis toiros e só dois á primeira, ficava com a ideia que era um curro de “assassinos”. Nada disso, era um curro de Toiros a sério, só isso. Os forcados foram os “culpados” em várias ocasiões de terem que “ir lá” mais que uma vez, numa tarde em que os ajudas de ambos lados “resolveram” a papeleta, sempre que tiveram ensejo de o fazer.
Pela positiva, a postura e maneira de estar diante dos toiros em todos os aspectos de forcados de cara e restante Grupo, nas pegas ao segundo da tarde por João Fialho de Beja e ao terceiro por João Caldeira de Montemor.
Este ganhou merecidamente o prémio da melhor pega, pela maior impetuosidade e exigência do Varela Crujo, que o tentou tirar de má maneira no seu caminho, quando viajava para dentro do grupo, depois de uma saída a empregar-se e de luta.
Viu-se um exemplo de que são os toiros que dão as pegas. E como os Grupos não pegam os mesmos toiros, não faz sentido (numa lógica de Justiça) que se insistam em prémios para a melhor pega. Faz sentido a melhor actuação de Grupo, desde que se peguem no mínimo três toiros por grupo, para que a análise seja consistente. Não se trata de uma critica a quem instituiu os prémios da tarde, mas a uma recorrente instituição de prémios de melhor pega em muitas corridas, quando o que faz mais sentido é sem duvida, a melhor actuação de Grupo. E já agora.... ao Grupo mais regular da Época. Sendo aí mais aberrante a escolha de o melhor forcado, como tem sido prática por várias instituições de prémios de época. Pergunto eu...existe algum júri que consiga ver todas as actuações de forcados de uma época, para analisar e atribuir um prémio desses com consistência?

Voltando ás pegas em Beja. Por Montemor abriu o experiente e valente João Mantas, não esteve nas suas tardes, consumou á terceira numa viagem descomposta depois de boa reunião (na primeira faltou braço, esperemos que não tenha a ver com a lesão sofrida o ano passado com fractura de um braço num toiro de Miura, na segunda, o toiro humilhou muito e o forcado ficou preso debaixo). Filipe Mendes saiu lesionado na cara com gravidade na única tentativa que fez e foi dobrado por João Romão, que consumou á segunda com decisiva ajuda a compo-lo na cara do oponente (ambos tiveram que entrar muito nos terrenos do toiro e não recuaram o suficiente para sair de lá e mandar nas reuniões, o que associado ao derrote violento e por alto que o toiro tinha de entrada, levou a duas tentativas sem sucesso).

Por Beja foi quase mais do mesmo no toiro de Ricardo Soares, fez tudo bem, menos receber o toiro sentado na primeira tentativa e este descompôs a reunião, indo procurá-lo por cima, na segunda melhorou um pouco e aguentou viagem por alto muito bem ajudado. Alcides Coxilha fechou a tarde á quarta ( a meias com a decisão de Jeremias Lencastre que abraçou o toiro e o seu colega de cara), depois de três tentativas em que não mandou na reunião, calado, não alegrou um toiro que tinha de vir “à voz” para contrariar a tendência, para ir buscar o forcado pelas “chinelas”.

Uma palavra de apreço à ética evidenciada pelos intervenientes, que se recusaram a dar volta arena por não terem estado bem. E um comentário em jeito de alerta (sem qualquer tipo de presunção). Continuo a não perceber porque é que os forcados não dão volta á arena, quando cumpriram a sua função com dignidade e bem, sempre que o cavaleiro de turno não quer dar por motivo oposto. Como aconteceu com João Caldeira de Montemor. Brito Paes entendeu e bem não dar volta e Caldeira tinha dado, porque era merecida e justa, a tal ponto de ter sido premiada. É certo que o publico não insistiu, mas...cabe também aos artistas educá-lo e formá-lo....


No final, João (mais um) Marujo Silva “El Juanito”, lidou extra espectáculo uma bezerra do homenageado, fechando uma tarde com graciosidade e caminho apontado ao futuro pela juventude, aquela que sempre teve em José Crujo um incondicional companheiro.

Dirigiu sem problemas António dos Santos assessorado pelo Dr. João Andrade a primeira corrida da época do Centenário da Praça José Varela Crujo ( que só irá para o chão quando uma nova estiver concluída), com embolação e ferragem a cargo dos Irmãos Pinheiro e abrilhantada pela Banda da Sociedade Filarmónica Capricho Bejense.

Rui Fernandes corta orelha de peso em Sevilha


A habitual matinal de rejoneio que se dá no último dia da Feira de Sevilha, este ano contou com três portuguêses.Rui Fernandes que cortou uma orelha de peso, abrindo assim caminho para outros possíveis contratos, Diego Ventura (Orelha), mas que segundo o próprio merecia duas, e logo decidiu armar birra em plena Maenstranza, desrespeitando os milhares na praça e os milhões que assistiam via TV, não dando a volta à arena e João Moura Jr. que foi ovacionado.Actuaram ainda os espanhois António Domecq (ovação), Andy Cartagena (orelha) e Leonardo Hernandez (2 orelhas).Lidaram-se toiros de Benítez Cubero.

Foto: Arjona

INAUGURAÇÃO DA TEMPORADA NO CAMPO PEQUENO


Da empresa do Campo pequeno recebemos um comunicado que transcrevemos na integra.
"Continua em excelente ritmo a venda de bilhetes para a corrida de inauguração da temporada, no Campo Pequeno, no dia 7 de Maio, às 22 horas, com um cartel de figuras, digno da “Catedral do Toureio Equestre”.
A empresa desmente, por esta via, todos e quaisquer rumores que circulam, segundo os quais a corrida seria televisionada. A corrida não será televisionada.
Do cartel, recordamos, faz parte o rojoneador espanhol Pablo Hermoso de Mendoza, grande figura mundial do toureio, que se apresenta em Lisboa após uma triunfal digressão pelo México e um início de temporada europeia em grande. Ainda no domingo, triunfou rotundamente em Puertollano, ao cortar duas orelhas, saindo em ombros no final.
Para o que se espera venha a ser uma importante competição entre a “Arte de Marialva” e o “Rojoneio” estarão também em praça os cavaleiros António Ribeiro Telles e Vitor Ribeiro. Enquanto António Telles é o expoente máximo de uma forma de tourear cujas regras foram fixadas há mais de dois séculos, pelo Marquês de Marialva, Vítor Ribeiro representa a evolução desta arte sem transigência com os seus princípios básicos, assumido, contudo, laivos de modernidade.
Pegam os valorosos grupos de Forcados Amadores de Lisboa e de Coruche, capitaneados respectivamente por José Luís Gomes e Amorim Ribeiro Lopes e serão lidados seis imponentes toiros da ganadaria Passanha."

Últimos dias - Compre já antes que esgote!


A Arena d´Évora recebe mais uma vez uma das principais corridas de toiros do calendário nacional. O concurso de ganadarias da cidade de Évora é um dos de maior tradição e prestígio.
A pensar em si, a Tauromania disponibiliza a sua bilheteira on-line( http://www.tauromania.pt/loja.php ) para que você reserve já o seu lugar.
Corrida de Toiros

50º Concurso de Ganadarias
Data: 17 de Maio - 17h00

Cavaleiros: João Moura, António Telles e António Brito Paes

Grupos de Forcados: Amadores de Montemor e Évora

Ganadarias Portuguesas: Palha, Grave e Passanha

Espanholas: Vitorino, Miura e Partido de Resina (Pablo Romero)

Só serão aceites encomendas com pagamentos por transferência bancária até ao dia 12 de Maio.A encomenda é confirmada via e-mail ou telefone após a recepção da transferência.
Para mais informações contacte-nos:rodrigovccs@tauromania.ptTel. 913058146
Compre já, antes que esgote.

Toiros Vaz Monteiro para Salvaterra


Regressam à ribalta os toiros da ganadaria Vaz Monteiro, a ganadaria mais antida de Portugal.
Fundada em 1840, é na actualidade a única da antiga casta portuguesa, procedente de Marquês de Vagos, patrimonio genético de incalculável valor, e a merecer preservação e carinho.Toiros de estampa antiga e selvagem, fortes de terço anterior e altos de silhueta, com cornos veletos e bastante desenvolvidos, agéis de movimentos e violentos de investida, a infundirem respeito a quem se lhes opõem, eis o panorama que o aficionado poderá desfrutar no próximo 10 de maio em Salvaterra de Magos.Lembramos que em praça estarão os Cavaleiros António Telles, Rui Salvador e ainda o Cavaleiro Praticante João Salgueiro da Costa, bem como os Forcados Amadores de Alcochete e Salvaterra.Pode ver as fotos dos toiros na secção de galerias.

Dia 7 de Maio - Campo Pequeno - Encontro do Aficionado



Dia 7 de Maio abre a temporada de 2009 na praça de toiros do Campo Pequeno.
Junto do Governo Civil de Lisboa, foram solicitadas manifestações de apoio à Festa dos Toiros junto da Praça de Toiros do Campo Pequeno.
Este “Encontro do Aficionado” será a forma actual mais dignificante de os aficionados exprimirem a sua Aficion.
Convidamos todos os aficionados para, a partir das 19H00, começarem a juntar-se em frente à Praça de Toiros do Campo Pequeno que, pelas 20H00, terá o seu grande momento.
Em todas as datas de corridas do Campo Pequeno, vamos expressar desta forma a nossa aficion, neste “Encontro do Aficionado”.
Se é dos Toiros e pelos Toiros apareça por lá.
O "Encontro do Aficionado" conta com a colaboração da:AMVAT (Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas),ANGF (Associação Nacional de Grupos de Forcados),APCTL (Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide),APET (Associação Portuguesa de Empresários Taurinos) eSNTP (Sindicato Nacional de Toureiros Portugueses).

CONTAMOS CONSIGO, APARECA POR LÁ.VAI VER QUE SE VAI DIVERTIR E ENCONTAR MUITOS AMIGOS QUE DESTA FORMAM VÃO VIVER A TAUROMAQUIA

A encerrona de Joana Andrade supera expectativas


Quanto há umas semanas atrás se anunciou um festival Taurino para a localidade alentejana de Bencatel (Vila Viçosa), em que a cavaleira praticante Joana Andrade se iria encerrar com seis touros, muita foi a expectativa que se gerou no meio taurino.

Para além dos seis touros de David Ribeiro Telles para Joana Andrade, anunciavam-se ainda os Forcados Amadores de São Manços, Redondo e Bencatel.
O Público, que era outra das incógnitas desta tarde, preencheu cerca de meia casa para assistir a um espectáculo de solidariedade a favor da Cáritas de Vila Viçosa.

Comecemos pelos novilhos/touros de David Ribeiro Telles, que saíram à arena daquela castiça praça alentejana bem apresentados, o que por vezes é difícil de encontrar em festivais e praças como esta, quanto ao jogo dado pelos astados, foi bom, com o ganadero a ser premiado com volta ao ruedo ao quinto da tarde.

Quanto à cavaleira Joana Andrade, surpreendeu muita gente, pois encerrar-se com seis touros é sempre um acontecimento de responsabilidade.
Iniciou a tarde com uma lide de menos a mais, frente a um nobre Telles começou com dois compridos à tira que resultaram algo traseiros, mas nos curtos a lide subiu de tom com a cavaleira a aproveitar as boas condições do astado, destacando-se no segundo ferro em que cravou de alto abaixo e ao estribo.
No segundo da tarde, Joana realizou uma lide regular, perante também um colaborador novilho, que permitiu, o mesmo aconteceu perante o terceiro da tarde, onde Joana andou desembaraçada, tentando sempre fazer as coisas bem-feitas.
No quatro da tarde Joana cravou a ferragem da ordem em sortes frontais, bregando bem o seu oponente e voltando assim a aproveitar as boas condições do astado.
No quinto da tarde deu oportunidade ao cavaleiro Marcelo Mendes, que estava em Bencatel como sobressalente. Marcelo mostrou estar moralizado, presenteou os presentes com bons momentos de toureio, recriando-se e bregando bem o touro.
O ultimo novilho da tarde, também de David Ribeiro Telles, complicou o labor da jovem cavaleira. Joana realizou assim uma lide regular cravando a ferragem da ordem.
No que diz respeito ás pegas a tarde foi fácil. Pelos Amadores de São Manços pegaram Paulo Banha, à primeira e Sérgio Santos, também à terceira. Pelos Amadores do Redondo, foram caras Roberto Espigão e Helder Galgado, ambos à primeira. Já pelos Amadores de Bencatel, foram solistas Bruno e Nelson Aldiagas, ambos à primeira tentativa.
O espectáculo foi dirigido pelo Sr. César Marinho assessorado pelo Dr. José Guerra, tendo como cornetim Hélio Tique.

Cunhal Patrício substitui Infante da Câmara em Azambuja


Os dois novilhos Infante da Câmara anunciados para a novilhada em Azambuja para o dia 17 de Maio, foram substituídos por dois da ganadaria Cunhal Patrício,ficando assim os seis Novilhos desta ultima Ganadaria.O cartel composto por Tiago Martins, Tiago Moreira, Gonçalo Fernandes e Tiago Lucas.Pegam os grupos de Forcados Amadores de Azambuja e S. Manços.

Em Montemor, tarde de competição


- Praça de Toiros de Montemor-o-Novo

- Data: 03 de Maio de 2009, pelas 17.00 horas

- Empresa: Montemor é Praça Cheia

- Ganadarias: Casa Prudêncio, José Lupi, Fernandes de Castro, Murteira Grave, Jorge de Carvalho e Herdade de Pégoras

- Cavaleiros: Luís Rouxinol, António Maria Brito Paes e o praticante Francisco Palha

- Grupo de Forcados Amadores: de Santarém e Montemor, capitaneados por Diogo Sepúlveda e José Maria Cortes, respectivamente.

- Assistência: ¾ de casa

- Delegados da IGAC: delegado técnico tauromáquico Sr. Agostinho Borges, assessorado pelo médico veterinário Dr. Matias Guilherme.
Muitos aliciantes para a 1ª Corrida de Toiros Logística Florestal: um cartel que misturava veterania e juventude e um concurso de ganadarias para a disputa da tradicional Barra de Ouro entre os Grupos de Santarém e Montemor, no ano em que este grupo comemora 70 anos. Três prémios em disputa: melhor toiro, melhor lide e melhor grupo de forcados.
A abrilhantar a corrida a sempre agradável de ouvir Banda de Música do Samouco.
Saiu em 1º lugar um exemplar da Casa Prudêncio, marcado com o 5 na espádua e 460kg de peso. De boa apresentação, com trapio, sem, contudo, estar rematado. Em termos de comportamento, revelou-se bravo, a investir e sem crenças. No final viria a ganhar o prémio para o melhor toiro (deduzimos nós que este prémio se referia à bravura…).
O 2º da tarde, da ganadaria de José Lupi, também do mesmo ano de ferragem e 450 kg estava bem apresentado, mas algo “pequenote”. Doeu-se ao castigo e andou a trote durante a maior parte do tempo. Contudo, serviu para a lide.
Em 3º lugar saiu um toiro da ganadaria Fernandes de Castro. Marcado com o 4 e 640 kg, de excelente apresentação e trapio, um toiro muito sério e também muito complicado em termos de comportamento, bem no tipo do encaste desta ganadaria.
O quarto da tarde, da ganadaria de Murteira Grave, com 4 anos e 500 kg de peso, também bem apresentado e com trapio, adiantava-se ligeiramente, mas emprestava alguma emoção no momento de reunir.
O quinto da ordem, da ganadaria de Jorge de Carvalho, também com 4 anos e 550 Kg de excelente apresentação, muito gordo (em demasia, pensamos nós), saiu a parar-se nas reuniões, mostrando, por vezes, desinteresse pela montada, mas foi vindo a mais com o decorrer da lide.
O último, um exemplar da Herdade de Pégoras, de excelente apresentação e trapio, com 4 anos de idade e 530 kg de peso, revelou desde início alguma predilecção pelos terrenos de tábuas, mas serviu perfeitamente os desígnios da lide.
Abriu praça o cavaleiro Luís Rouxinol, que, com duas lides ao seu estilo não conseguiu chegar às bancadas como é seu apanágio. No primeiro toiro deixou três ferros compridos correctos, sendo o segundo mais aliviado na reunião, numa lide de mais a menos. Nos curtos abusou na colocação de ferros (nada mais nada menos do que nove!!), sendo de destacar os segundo e terceiros, de boa nota. Nos pares de bandarilhas, deixou primeiro meio par para, em repetição, concretizar a sorte na sua plenitude. Na lide do seu segundo toiro, também a vir a menos, deixou dois compridos de boa nota, tendo o terceiro sido colocado após falhanço na primeira tentativa. Nos curtos a lide subiu de tom. Dois curtos de excelente nota, com destaque para o primeiro, colocado em reunião frontal, de alto a baixo e ao estribo, com remate a condizer. A finalizar deixou um ferro de palmo já a cilhas passadas.
António Maria Brito Paes conseguiu duas lides muito correctas, com bom critério na escolha dos terrenos para colocação do toiro e rematando as sortes como mandam as regras. No seu primeiro, após colocação de dois compridos correctos, brindou o público com quatro ferros curtos de excelente nota, precedidos de batida ao pitón contrário, com destaque para o último, de frente e ao estribo, com reunião no centro da arena. A sua segunda lide, embora menos conseguida, foi também uma lide muito correcta, sem “números”. Dois ferros compridos a abrir e cinco curtos de boa nota, com o senão de no segundo ter permitido um toque na montada, encerraram esta sua passagem por Montemor.
Francisco Palha teve duas lides bastante irregulares, com muito bons e muito maus momentos. No seu primeiro, um toiro muito complicado, com muito sentido e que se adiantava uma enormidade, deixou três ferros compridos, dos quais de destaca o segundo, de praça a praça e reunião ao centro, tendo, no terceiro, sofrido um violento toque na montada, felizmente sem consequências. Nos curtos, os dois primeiros foram colocados sem citar, à meia-volta e com alguma precipitação. Tendo o director de corrida mandado tocar música, sem que nesta altura a lide o justificasse, colocou então o cavaleiro um excelente ferro curto, em reunião emotiva e frontal. O quarto ferro curto pecou pela colocação algo dianteira e o quinto foi de colocação emotiva, em terrenos de compromisso. A sua segunda lide foi claramente de menos mais. Nos compridos começou por sofrer um violento toque na montada na colocação no seu primeiro ferro, tendo colocado o segundo em sorte sesgada, mas com correcção. Nos curtos, a ir de encontro ao toiro, encurtando distâncias e a cravar num palmo de terreno deixou ferros com reuniões emotivas, com destaque para o segundo. Muito boa a segunda parte desta sua lide…
Pelo Grupo de Forcados Amadores de Santarém, em tarde de competição, abriu praça o seu cabo Diogo Sepúlveda. Citou de largo, de frente para o toiro, com o grupo a dar vantagens, carregou a sorte e reuniu bem para uma boa pega, bem fechada pelos restantes elementos, que demonstraram coesão nas ajudas. Para o terceiro da tarde – um toiro muito complicado – o cabo optou pela realização da pega de cernelha, tendo saltado a trincheira para a tentar a dupla Ricardo Tavares/David Romão. Apesar do esforço de campinos e forcados, o toiro, que denotava um enorme sentido, nunca se deixou encabrestar, não se conseguindo consumar a sorte. Esgotado o tempo, o director mandou recolher os cabrestos para que fosse tentada a pega de caras. Os forcados saltaram de imediato, sem permitirem a recolha dos cabrestos e, por intermédio de João Torres, tentaram a pega de caras, o que conseguiram à terceira entrada ao toiro, mas tudo feito mais com o coração do que com a cabeça, num momento de nítida precipitação. Para pegar o quinto da ordem, saiu Gonçalo Veloso, que, após um cite sereno, a interessar o toiro, carregou de largo, com o toiro a arrancar com muita pata e reuniu bem para uma boa pega, bem ajudada pelo grupo.
O Grupo de Forcados Amadores de Montemor, iniciou a sua actuação por intermédio de João Tavares, que, depois de um bom cite, com o grupo a dar vantagens, reuniu de forma correcta para uma boa pega, com boa ajuda do grupo. Pedro Santos citou de largo, fixou bem o toiro e conseguiu uma pega sem dificuldades ao quarto toiro da tarde. A encerrar a corrida, o cabo do grupo, José Maria Cortes, brindou a pega a todas as mães de forcados – neste dia que se celebrava o Dia da Mãe. Citou também ele de largo, com o toiro de frente e o grupo bem cá atrás, carregou a sorte, reuniu muito bem e conseguiu uma excelente pega, muito bem ajudado pelo grupo, com destaque para o 1º ajuda António Corrêa de Sá.
No final da corrida, foram entregues os prémios para o melhor toiro à Casa Prudêncio, para a melhor lide (ficámos sem saber qual foi a lide…) ao cavaleiro Luís Rouxinol e para o melhor grupo de forcados ao Grupo de Forcados Amadores de Montemor.
O MAIS E O MENOS

+ O espírito de competição entre os intervenientes no espectáculo

+ A banda de música do Samouco

- A falta de critério do Director de Corrida na concessão de música, que foi feita sempre após a colocação do segundo ferro curto, independentemente da forma como decorria a lide.

O terceiro festejo da Feira da Comunidad


Foi com meia casa que a Praça de Touros de Las Ventas em Madrid, recebeu o terceiro e ultimo festejo da Feira da Comunidad, no dia 3 de Maio.
Lidaram-se seis touros de Dña Adelaida Rodriguez Garcia, encaste Lisardo-Conde La Corte. Saíram Bem apresentados, sendo o 5º, 1º e 6º nobres, sendo os restantes desencastados.

Jose Calvo, foi silenciado no seu lote. Realizou duas faenas sem historia, apenas dizer que confirmou a sua alternativa e matou os dois touros de uma estocada e cinco descabellos.

Lopez Chavez, obteve silencio e ovação. Não soube aproveitar as nobres investidas do quinto touro. Matou o primeiro de uma estocada e um descabello e o segundo de um pinchazo e um descabello.

Andres Palacios, foi silenciado no seu lote. Houve momento muito templados, tanto no capote como na muleta. Mata o primeiro com uma estocada e 3 descabellos. o segundo foi de uma estocada e um descabello.
E assim terminou a Feira, sendo que no dia 7 iniciar-se-á a Feira de San Isidro

domingo, 3 de maio de 2009

Tarde entretida no 1º de Maio no Cartaxo


O dia apresentou-se convidativo para uma tarde de toiros bem passada. A Praça de Toiros do Cartaxo apresentou uma excelente moldura humana.Em praça perfilaram os cavaleiros João Salgueiros, Ana Batista e o praticante Francisco Palha.As pegas estavam a cargos dos Amadores de Santarém e Aposento da Moita para pegarem um curro de Cunhal Patrício, toiros esses que tinham um peso que oscilava entre os 460 e os 505 kg. Apesar de bem apresentados demonstraram alguma falta de força e não deram problemas de maior aos artistas.Começou a função João Salgueiros com a colocação de dois ferros compridos e após de mudar de montada para a ferragem curta, o cavaleiro de Valada deu ao seu oponente uma lide alegre com bonitas passagens na cara do toiro com adornos da sua montada. No segundo toiro com 505 kg, João Salgueiros deu-lhe uma lide idêntica à sua primeira, com bons pormenores de lide a cavalo e com boa transmissão com as bancadas.Ana Batista foi ao Cartaxo com ganas de triunfar mas os seus oponentes não a deixaram brilhar como certamente pretendia. No seu primeiro toiro com 470kg colocou dois compridos à tira e depois de trocar de montada para os curtos o toiro fixou-se no centro da arena sem carregar muito sobre o cavalo, a lide terminou com um ferro de palmo de boa nota. No seu segundo toiro a cavaleiro de Salvaterra pôde brilhar mais um pouco frente a um toiro de 485kg que até foi colaborante. E após colocar a ferragem da ordem terminou a lide com o seu ferro da tarde, com a cavaleira a aguentar a investida do toiro para a colocação de um excelente ferro.Francisco Palha poderá vir a ser um caso no panorama da tauromaquia nacional, porque mostra querer e ganas de triunfar, mas a sua irreverência e a necessidade de fazer as coisas bem feitas por vezes por vezes prejudica-o. No seu primeiro toiro de 460kg recebeu bem o toiro com a colocação de três bons ferros compridos, na serie dos curtos a lide veio a menos com o toiro a parar a investida a partir da colocação do primeiro curto. No seu segundo toiro de 480 kg colocou dois compridos um pouco descaídos, após de mudar de montada para os curtos colocou ferros de belo efeito mas a permitir dois violentos toques na montada, com o cavalo a sair tocado. Após trocar de novo de montada colocou mais dois ferros mas aí a mostrar alguma precipitação na lide.No capítulo das pegas a tarde não teve dificuldades de maior.Pelos amadores de Santarém pegaram João, João Torres Pereira à primeira com destaque para o segundo a citar o toiro praticamente em cima dele e “Pauleta” à terceira tentativa a um toiro que saía solto.Pelos Aposento da Moita todas as pegas foram à primeira tentativa intermédio de Diogo Gomes, Bruno Inácio e José Maria Bettencourt que assim que citou o toiro, este arrancou com muita pata mas com o forcado a fechar-se bem com a ajuda do grupo.Nesta Corrida do Cartaxo temos a realçar a excelente moldura humana na Praça, que para quem não sabe é uma réplica de uma antiga praça de toiros de Badajoz e o excelente acolhimento feito pelos responsáveis da empresa TOIROS & CULTURA.

Joana Andrade brilha em Bencatel


Foi brilhante e excedeu mesmo todas as expectativas a "encerrona" de Joana Andrade ontem à tarde em Bencatel, onde lidou seis novilhos-toiros de Ribeiro Telles, brilhando de forma admirável em todos eles e evidenciando estar, de facto, pronta para os grandes desafios da temporada.
João Anão, o famoso coudeleiro do Redondo onde Joana está sediada desde a temporada passada, disse ao "Farpas" que a cavaleira "esteve sublime" e ontem mesmo esteve ao telefone com Rui Bento, apesar de não ter conseguido sensibilizar o gestor do Campo Pequeno para esta temporada a apresentar em Lisboa.
Excelentes participações também nesta corrida dos grupos de forcados de São Manços, do Redondo e de Bencatel.
Foto Emílio/Arquivo

Os toiros para esta tarde em Las Ventas




Ricardo Relvas (correspondente em Espanha) - São estes os seis exemplares da ganadaria de Dª Adelaide Rodriguez (encaste Lizardo e Conde de la Corte) que esta tarde serão lidados na Monumental de Madrid na quarta e última corrida da Feira de la Comunidad.
Actuam os matadores José Calvo (que confirma a alternativa), Lopez Chaves e Andrés Palácios.
Fotos Ricardo Relvas

Sevilha: Leonardo triunfador


Leonardo Hernández cortou duas orelhas e foi o grande triunfador da corrida desta manhã na Real Maestranza de Sevilha, onde Rui Fernandes cortou uma orelha e João Moura Júnior foi apenas ovacionado, sem obter troféus. Diego Ventura, cuja repetição em Sevilha era aguardada com imensa expectativa, cortou uma só orelha e igual troféu obteve Andy Cartagena.
Eis o resultado final:
António Domecq - palmas
Rui Fernandes - orelha com petição da segunda
Andy Cartagena - orelha
Diego Ventura - orelha
João Moura Jr. - ovação
Leonardo Hernández - duas orelhas
Lidaram-se toiros de Benítez Cubero.
Foto Ricardo Relvas/Arquivo

Corrida da juventude dia 16 em Reguengos


Tal como já aqui havíamos noticiado a praça de touros de Reguengos de Monsaraz, receberá no próximo dia 16 de Maio uma corrida de touros á portuguesa, que se intitula a corrida da juventude.

Em praça estarão os cavaleiros António Maria Brito Paes, Manuel Lupi e ainda o praticante João Salgueiro da Costa, que irão lidar um imponente curro de touros da ganadaria Santiago.

Quanto às pegas estarão a cargo dos Amadores de Évora e São Manços, capitaneados respectivamente por Bernardo Patinhas e Rui Piteira.

5ª feira no Campo Pequeno: todos pela Festa Brava!


Está marcada para as 19 horas da próxima quinta-feira, 7 de Maio frente à porta principal da praça do Campo Pequeno (dia da inauguração da temporada em Lisboa) uma manifestação denominada "Encontro do Aficionado" - a que ninguém deve faltar, para que demonstremos de uma vez por todas a nossa força e a razão dessa mesma força!
A louvável manif é promovida pela Associação de Médicos Veterinários Tauromáquicos (AMVAT), pela Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF), pela Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), pela Associação Portuguesa de Empresários Taurinos (APET) e pelo Sindicato Nacional dos Toureiros Portuguueses (SNTP).

Rui Fernandes corta orelha em Sevilha


Rui Fernandes cortou uma orelha na corrida matinal de rejoneio que neste momento se está a realizar em Sevilha e onde falta ainda actuarem Ventura, Leonardo Hernández e João Moura Júnior.
Andy Cartagena foi também contemplado com uma orelha e António Domecq foi aplaudido.
Foto Inácio Ramos Jr./Arquivo

Terceira: Ferra na Coudelaria Lima Duarte




Realizou-se ontem a ferra dos novos poldros da Coudelaria Lima Duarte, de João Duarte e Helena Lima, na Ilha Terceira, Açores.
Na foto, uma das novas estampas da famosa coudelaria de Lusitanos dos Açores.
Fotos D.R.

Campo Pequeno anuncia os nomeados para os Galardões 2008


O Campo Pequeno anunciou, por fim, os três nomeados em cada categoria para os Galardões da Temporada 2008, cujos vencedores serão conhecidos na próxima quinta-feira, 7 de Maio, depois de nova e decisiva reunião do júri, sendo os troféus entregues em cerimónia privada no Salão Nobre da praça de toiros, às seis e meia da tarde, antes da corrida que nessa noite abre a temporada lisboeta.
Fique de seguida a conhecer os nomeados:
Cavaleiros: João Moura, António Telles e Luis Rouxinol.
Matadores: "El Cid", Eduardo Gallo e António João Ferreira-
Novilheiros: João Augusto Moura, Manuel Dias Gomes e Gonçalo Montoya.
Cavaleiros praticantes: Salgueiro da Costa, Francisco Palha e Tiago Carreiras.
Forcados: Amorim Ribeiro Lopes (Coruche, cabo), Márcio Francisco (V. Franca) e Nuno Marques (Chamusca).
Bandarilheiros: "El Boni", Pedro Gonçalves e João Pedro (Juca).
Peões de brega: "El Boni", David Antunes e João Prates (Belmonte).
Toiros: "Andaluz" (ganadaria de João Moura), "Junco" (Engº Luis Rocha) e "Esmolo" (José Lupi).
Ganadarias: Passanha, Engº Luis Rocha e José Lupi.
Grupos de Forcados: Coruche, Vila Franca e Chamusca.
Foto Guilherme Alvarenga

Popular "Balé" há um mês hospitalizado


O popular "Balé", carismático aficionado montijense, está há um mês internado no Hospital do Barreiro com problemas respiratórios e em estado que ainda inspira cuidados, embora estável.
Viúvo da saudosa fadista Maria Lepoldina da Guia e pai de dois grandes antigos forcados, Pedro (Santarém) e Miguel Afra Rosa (Aposento da Moita), "Balé" é uma das figuras mais queridas da afición portuguesa, companheiro inseparável de José Lupi e também ele antigo pegador de toiros.
O bolasetetouradas.blogspot.com, deseja-lhe rápido restabelecimento, "Balé" faz falta nas nossas praças!

Javier San José sofreu aparatosa colhida em Madrid


Ricardo Relvas (correspondente em Espanha) - O rejoneador Javier San José sofreu ontem uma aparatosa e impressionante colhida na Monumental de Las Ventas, Madrid, quanto, apeado, tentava matar com o descabelho o seu toiro, que não lograra matar com três rojões. O toiro arrancou-se e pregou-lhe a incrível voltareta que a imagem documenta. San José, que actuava como único cavaleiro na Corrida Goyesca da Feira de la Comnunidad, recolheu à enfermaria e sofreu contusões no ombro esquerdo e no abdomen, além de múltiplas escoriações de prognóstico reservado.
Foto Ricardo Relvas

Tomás Campuzano em Beja


O antigo matador de toiros Tomás Campuzano marcou ontem presença na trincheira da praça de toiros de Beja, onde asssitiu na companhia de Manolo Márquez (actual representante da ganadaria Varela Crujo) à corrida onde se homenageou a memória do ganadeiro José Cruz e Crujo, a quem o ligavam fortes laços de amizade.
Foto M. Alvarenga

Ontem em Beja: tarde dura para a forcadagem




Um curro sério e duro da ganadaria Varela Crujo (em tarde onde se prestou homenagem à memória do saudoso ganadeiro José Cruz e Crujo) fez ontem a "vida negra" aos Forcados de Montemor e de Beja na tradicional corrida das Ovibeja, realizada na centenária praça de Beja e que não registou mais de meia casa.
Estiveram superiores os Forcados de Beja, mesmo assim o troféu em disputa foi conquistado pelos de Montemor, na única pega brilhante do grupo. A decisão do júri foi alvo de protestos do público.
João Moura evidenciou toda a sua maestria, esteve enorme na lide do quarto da tarde e venceu justamente o troféu para a melhor lide. Mas a estrela da tarde foi o cavaleiro local Tito Semedo, bem montado, moralizado e a "pedir" entrada no Campo Pequeno. Já merece. Brito Paes esteve a léguas de si próprio no terceiro toiro da corrida, mas emendou-se no último e provou que, afinal, também estava ali!
António dos Santos dirigiu com a usual afición. Ao intervalo foi descerrada uma lápide perpectuando a memória do ganadeiro José Crujo.
Miguel Alvarenga
(texto e fotos)

O peso dos touros para Vila Franca


Os toiros da divisa montemorense da Herdade de Pégoras já se encontram nos currais da Centenária Praça de Toiros Palha Blanco onde foram avaliados a fim da noite de ontem.

É um curro de enorme imponência, com peso médio de 570 kilos, e onde predomina a pelagem castanha.

De seguida deixamos os dados dos sete toiros da divisa azul e branca que serão lidados esta tarde pelos cavaleiros Rui Salvador, Ana Batista e Manuel Caetano, bem como os forcados amadores de Évora e Vila Franca.

Número: 136 - Pelagem: Negro - Ano: 2005 - Peso: 535

Número: 98 - Pelagem: Castanho - Ano: 2005 - Peso: 600

Número: 170 - Pelagem: Castanho - Ano: 2005 - Peso: 510

Número: 175 - Pelagem: Castanho - Ano: 2005 - Peso: 540

Número: 172 - Pelagem: Castanho - Ano: 2005 - Peso: 575

Número: 165 - Pelagem: Castanho - Ano: 2006 - Peso: 550

Número: 141 - Pelagem: Castanho - Ano: 2006 - Peso: 570

sábado, 2 de maio de 2009

Manuel Caetano por Duarte Pinto amanhã em Vila Franca


O cavaleiro praticante Duarte Pinto será substituído na corrida que amanhã, dia 3, se realiza na Centenária Praça de Toiros Palha Blanco em Vila Franca de Xira pelo cavaleiro de alternativa vila-fraquense Manuel Caetano.

A razão desta substituição prende-se tal como refere o atestado enviado à empresa que Duarte Pinto “se encontrar impossibilitado de comparecer a evento tauromáquico no dia 3.5.09, por motivos de doença”.

Corrida da União das Misericórdias: João Duarte emite comunicado


Do empresário João Duarte, organizador da Corrida da União das Misericórdias, dia 21 de Maio em Alter do Chão, recebemos o seguinte comunicado, que publicamos na íntegra:
"A pedido da Direcção da União das Misericórdias, dignamente presidida pelo Exmo. Sr. Dr. Manuel de Lemos, venho expor o seguinte:
A corrida a favor da União foi criada por mim com o apoio imediato do então Presidente, Padre Dr. Vitor Melícias. No sistema em que o referido evento tem sido organizado, a União nunca teve prejuízo e até, dado o contributo do cavaleiro João Moura em 1997, o Centro de Deficientes Profundos de Viseu (João Paulo II) tem uma sala com o nome de João Benito Moura (irmão do cavaleiro).
A exemplo dos anos anteriores, a União não é empresa, porque não pode ter prejuízos, estando desde já salvaguardada esta situação.
O cavaleiro João Moura não participa nesta corrida (dia 21 de Maio em Alter) por se ter comprometido, anteriormente, com a corrida de 25 de Abril na mesma praça, estando contudo sempre ao dispor das Misericórdias.
Este comunicado tem unicamente a finalidade de esclarecer algumas mentes perversas e, como tal, medíocres e incompetentes".
João Duarte

Empresário Levesinho sofre colhida


O empresário Ricardo Levesinho, da praça "Palha Blanco", está internado no Hospital de Vila Franca depois de esta tarde ter sofrido uma violenta colhida quando assistia no campo de Vila Franca ao apartado de novilhos-toiros que adquiriu recentemente.
Segundo Rui Levesinho, seu irmão, "foi agarrado e colhido, mas graças a Deus não sofreu nenhuma cornada. Foi internado no Hospital de Vila Franca, tem costelas partidas e várias escoriações na perna esquerda, mas tenciona recuperar a ponto de domingo estar na praça na corrida inaugural da temporada na Palha Blanco".
Na foto, Levesinho ontem em Las Ventas, Madrid, com o novilheiro Nuno Casquinha, de que é apoderado.

O bolasetetouradas.blogspot.com deseja a Ricardo Levesinho pronto restabelecimento.
Foto Ricardo Relvas

Galardões Campo Pequeno 2008


A empresa do Campo Pequeno deu hoje a conhecer os nomeados para os Galardões "Campo Pequeno 2008"São eles na categoria de cavaleiro: António Telles, João Moura e Luis Rouxinol.Matador: El Cid, Eduardo Gallo e António João Ferreira.Novilheiro: João Augusto Moura, Manuel Dias Gomes e Gonçalo Montoya.Cavaleiro Praticante: Salgueiro da Costa, Francisco Palha e Tiago Carreiras.Forcado: A. Ribeiro Lopes, Márcio Francisco e Nuno Marques.Bandarilheiro: El Boni, Pedro Gonçalves e João Pedro "Juca"Peão: El Boni, David Antunes e J. P. Belmonte.Toiro: Andaluz (João Moura), Junco (Luís Rocha) e Esmolo (José Lupi).Ganadaria: Passanha, Luis Rocha e José Lupi.Grupo de Forcados: Coruche, Vila Franca e Chamusca.O júri voltará a reunir a fim de proceder à eleição dos triunfadores, a quem serão entregues os prémios, na quinta-feira,dia 7 de Maio, às 18h30, no Salão Nobre do Campo Pequeno.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Onde está a liberdade em Viana do Castelo?



Viana do Castelo, Quinta, 30 de Abril de 2009


O programa dos festejos da Romaria da Senhora d’Agonia, que tiveram lugar no ano passado, incluiu a realização, no dia 24 de Agosto, de uma tourada, no redondel da Argaçosa, caracterizando-a nos seguintes termos: “A qualidade deste “cartel inédito” é a garantia de continuidade do bom-nome de que gozam as “TOURADAS D’AGONIA””.
Entretanto, por vontade do presidente da autarquia vianense e decisão recentemente tomada pela maioria da vereação, não haverá mais lugar em Viana dos Castelo a espetáculos taurinos, alegadamente por falta de tradição tauromáquica e o reduzido uso que é dado àquela praça. Por conseguinte, os próximos festejos da Senhora d’Agonia já não incluirão a realização da tourada que, como era referido, gozavam de bom-nome.
A avaliar pelas razões invocadas, desconheço se a proibição estabelecida se estende ainda, a título de exemplo, à realização de concertos de música clássica e a espetáculos de ópera – em relação aos quais sou mais aficionado! – uma vez que, à semelhança do que sucede com o espetáculo tauromáquico, também estes não possuem tradição em Viana do Castelo onde, aliás, nem sequer existe orquestra, companhias de teatro nem sala de espetáculos adequada para o efeito.
Entendo que é absolutamente respeitável a opinião daqueles que consideram a tourada como um espetáculo execrável e uma forma de tortura sobre os animais. É mesmo lícito que procurem convencer a sociedade portuguesa a abandonar tais tradições. Talvez esses militantes anti-touradas pretendam que os ponte-limenses esquecerem a “vaca das cordas” ou até, quem sabe, procurem persuadir os monçanenses a deixarem de torturar a coca…
Contudo, até ao presente, o espetáculo taurino ainda não foi proibido em Portugal. A não ser, claro está, em Viana do Castelo. Para além das dezenas de praças de touros espalhadas um pouco por todo o país, existem ainda as largadas no Ribatejo, as capeias com forcões na Beira Baixa, as chegas do Barroso, as corridas à corda em Sintra e nos Açores e até os “touros de morte” em Barrancos”. E, seguramente, não é pelo facto de tais práticas estarem em uso e serem consentidas por lei que faz dos portugueses um povo menos civilizado e bárbaro, como pretendem aqueles que discordam de tais tradições e vêm impor aos outros os seus pontos de vista.
Pelo contrário, quando alguém que, pelos cargos que ocupa, deveria dar o exemplo de vivência democrática e, ao invés, procura impor as suas próprias ideias sem respeito pelas opiniões contrárias, então estamos perante responsáveis políticos que revelam atitudes que se encontram desfasadas do tempo e não se coadunam com uma sociedade tolerante como aquela em que vivemos e prezamos. Podem, os senhores vereadores vianenses que tomaram a decisão de proibir o espetáculo tauromáquico, discordar da realização de touradas – mas, em situação alguma, devem impedir aqueles que o apreciam de dispor de inteira liberdade para assistir ao mesmo, incluindo em Viana do Castelo!
Não está em causa a utilização de uma estrutura que tinha reduzida utilização e, por esse motivo, a autarquia vianense decidiu dar-lhe outro destino. O que se questiona é o direito de alguém, pese embora tenha sido eleito pelos munícipes, decidir aquilo que os cidadãos – e não só os vianenses! – podem ou não fazer em Viana do Castelo, sem infringir a própria Lei. Ninguém é obrigado a assistir a um espetáculo que claramente não lhe agrada mas também não possui o direito de impedir os outros de usufruir de um direito que lhes assiste.
É certo que Viana do Castelo possui uma autarquia democraticamente eleita para gerir os destinos municipais – mas não dispõe de uma assembleia com poderes legislativos para limitar aos cidadãos direitos que lhes não estão vedados pelas leis do país. Muito menos, o seu presidente está investido de poderes para ditar a Lei!

Fernandes triunfa em Campanário


Rui Fernandes cortou duas orelhas, uma em cada toiro, na corrida de rejoneio que ontem à tarde se realizou em Campanário, Badajoz e onde alternava com Raúl Martín Burgos (ovação no seu primeiro, duas orelhas e rabo no segundo) e El Cartagenero (orelha no primeiro e duas no outro).
Lidaram-se toiros da ganadaria de Arucci, que evidenciaram bom jogo.
Foto Inácio Ramos Jr./Arquivo

Montijo: Comandante Laginha internado


O Comandante dos Bombeiros Voluntários do Montijo está internado depois de ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica.
Ao Comandante Laginha - na foto, visitado esta semana por Possidónio Matias - simpática figura muito acarinhada pelos aficionados montijenses da Festa Brava, desejamos rápido restabelecimento.
Foto D.R.

Ventura tem novo site


Foi esta semana apresentada no Hotel Vincci La Rábida, em Sevilha, a nova página web do rejoneador Diego Ventura (www.diegoventura.com).
O toureiro da moda renova assim o seu espaço na net com uma página completamente actualizada e moderna, que pretende responder às necessidades tecnológicas e informativas dos aficionados, profissionais da Comunicação Social e os muitos adeptos do cavaleiro.
Na foto, Ventura com José Enrique Moreno, director da agência de comunicação taurina "Toromedia", e dois colaboradores, no acto de apresentação da nova página.
Foto Toromedia

João Curto continua internado


É estável o estado do bandarilheiro moitense João Curto, vítima de grave cornada de uma vaca quando participava no passado dia 26 num treino no tentadero do cavaleiro João Moura, em Monforte (Quinta de Santo António).
Curto foi atingido no recto e nos testículos e está internado no Hospital de S. José, em Lisboa, depois de ter sido inicialmente assistido no de Portalegre.
Os médicos esperam que a ferida estabilize e só o vão operar dentro de um mês - o que vai condicionar fortemente a temporada do valoroso bandarilheiro, que este ano se estreava na equipa de João Moura, depois de ter passado pelas quadrilhas, entre outros, de Sónia Matias e Vitor Ribeiro.
Foto M. Alvarenga

Portugueses no estrangeiro


Esta tarde actuou em Campanario, provincía de Badajoz o cavaleiro Rui Fernandes (orelha e orelha), toureou também na mesma corrida, Raúl Martin Burgos (Ovação, duas orelhas e rabo) e El Cartagenero ( orelha e duas orelhas), lidaram-se novilhos da ganadaria de Arucci.Por sua vez em Madrid, Las Ventas, perante novilhos de Moreno Silva toureou o novilheiro Nuno Casquinha (palmas e silêncio), que compartiu cartel com Julián Simón (silêncio e silêncio) e José Carlos Venegas (volta e silêncio).

Revista Novo Burladero - N.º 246 - Maio de 2009


Já se encontra nas bancas a mais recente edição da revista NOVO BURLADERO, referente ao mês de Maio. Destaque especial para os Toiros do 50º Concurso de Ganadarias de Évora, Vaz Monteiro e Jorge de Carvalho em CAMADAS 2009, e Herdade do Pinheiro em COUDELARIAS TOUREIRAS

SUMÁRIO



AL ALIMÓN - 5A superioridade do... Toureio!

CURTAS

- 6NOTICIAS

- 8TAUROCULTURA

- 10João Lopes

TERTÚLIA “NB”

- 11A propósito da Sorte de Varas

FEIRAS DE ESPANHA

- 12Madrid - San Isidro e Feira do Aniversário

SAIBA QUE...

- 12CARTAZ DE TOIROS

- 14 / 54O roteiro mais completo

HISTÓRIA DA TAUROMAQUIA - 16 / 17XV

- A época de “Manolete”DA BARREIRA...

- 18Ser clássico

PORTUGUESES NO ESTRANGEIRO - 18CORUCHE,

29.3 - 19Com sabor agridoce...TOIROS PARA ÉVORA

- 21Os toiros do 50.º Concurso de Ganadarias

TENTADEROS - 22 / 23Em La Dehesilla, de José Luís Pereda

ALCOCHETE, 5.4 - 24António Telles abriu-nos o apetite...

À BOCA DO BURLADERO - 26E a nós, quem nos põe loucos?

5.ª COLUNA - 26Sobre os Miuras

CAMADAS 2009 - 28 / 31Jorge de Carvalho

CICLO DE NOVILHADAS DA FEDERAÇÃO

INTERNACIONAL DE ESCOLAS TAURINAS - 32 / 33

Desta vez, Vila Franca foi mesmo diferente!

ÉVORA, 11.4 - 34 / 35Noite e quente e frio, histórica para os de Mazatlán

II FESTA DO FORCADO - 36Repetiu-se o êxito, com triunfo da parelha açoriana!

TERRUGEM, 11.4 - 37

Duarte Pinto em crescendo!

SERPA, 11.4 - 38

José Luís Gonçalves encantou...

SÃO MANÇOS, 12.4 - 40

Tarde sem ambiente...

CAMADAS 2009 - 41 / 43

Vaz Monteiro

SOBRAL MONTE AGRAÇO, 25.4 - 44 / 45

Só Juan del Álamo aqueceu a tarde fria

COUDELARIAS TOUREIRAS - 46 / 51

Herdade do Pinheiro

RECORDAÇÕES A PRETO E BRANCO - 52S

alvaterra de Magos, 1977

ÁLBUM DE MEMÓRIAS - 53

Vila Franca no coração...

HÁ 27 ANOS - 54