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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

2010 temporada teste...

Estamos praticamente a finalizar 2010, falta pouco menos de um mês para que entre um Ano Novo e certamente uma nova vida, ou seja, um virar de página numa história contínua e de muitos episódios.


O ano taurino de 2010 pode-se considerar um ano de ensaio, pois perante uma grave crise que se instalou em Portugal esta temporada também foi um grande teste para todos, especialmente neste sector da sociedade que movimenta uma razoável quantidade de dinheiro e cria postos de trabalho (temporário, é certo) mas com valor significativo.

Felizmente, penso que se soube ultrapassar as dificuldades, tivemos praticamente o mesmo número de espectáculos e penso que tivemos mais público nas praças. No entanto parece que 2011 já não irá ser assim, pelo menos os sintomas dos taurinos assim o indicam, pois parecem estar todos com muito cuidado em montar os espectáculos e a equacionarem a sua realização, por isso aguardemos pelo próximo ano.

Relativamente ao nosso/vosso site, ” TOUREIO.COM”, tenho a convicção de que foi também um ano positivo, ao contrário do que muitos querem fazer querer; digo isto olhando para o que realmente ocorreu, não descemos no número de visitantes, pelo contrário até subimos o número de visitas diárias.

Mas neste ano de 2010 continuámos na linha da frente da informação, prova disso foi a recente divulgação das estatísticas, “ Toureio.com” , relativas à temporada 2010, publicadas no final da mesma, que em pouco se diferenciaram das estatísticas oficiais da Associação de Toureiros, no entanto alguém pôs isso em causa, ligando inclusive para a Associação… Prova ainda do bom desempenho de toda a equipa do “Toureio.com” , foi o facto de novamente sermos brindados com mais quatro troféus, a juntar aos de anos anteriores, portanto os detractores pensem e digam o que quiserem, mas como é óbvio quem deverá julgar-nos será o aficionado que dia após dia nos visita .

Porque afinal de contas é para o aficionado que trabalhamos, e ainda vos digo mais, é o aficionado que comprova esse bom desempenho, não é preciso estarmos sempre a dizê-lo. Na minha memória ficou uma expressão de um Eurodeputado Português que me dizia há dias, que “não vale a pena estarmos sempre a dizer que somos bons, basta uma vez, porque se o fizermos várias vezes todos percebem que afinal não o somos e é apenas uma questão de ilusão”.

Quanto às perspectivas para 2011, penso que vai ser novamente um ano muito difícil para a Tauromaquia, porque a crise vai agravar-se e a conjuntura pode complicar-se e por isso todos os intervenientes da festa vão ter de fazer cedências, aliás exigem-se cedências de todas as partes, no entanto a verdade do espectáculo terá de ser a primazia, pois caso contrário teremos apenas sol e moscas nas bancadas das nossas praças.

Relativamente ao “Toureio.com “, acredito que vai continuar no bom caminho, com a informação que o aficionado quer e merece, prometendo também que iremos ter completa a nossa base de dados com todos os intervenientes da Festa. E tal como acontece desde a sua criação, este site está sempre aberto a novos colaboradores, porque afinal de contas todos temos de começar uma vez e por acaso o “Toureio.com” até já deu alguns nomes da Imprensa Taurina actual, no entanto sempre primando pela qualidade, seriedade e imparcialidade.

E assim termino este meu editorial em jeito de balanço deste ano de 2010, para a semana estarei de regresso com mais um tema, até lá não se esqueçam de assinarem a petição lançada pelo Dr. Francisco Moita Flores a favor da Festa Brava.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Amadores de São Manços comemoraram 45º aniversário


A Praça de Touros de São Manços recebeu no passado dia 6 de Novembro um Festival Taurino onde para além de se comemorarem os 45 anos do Grupo de Forcados de São Manços, teve ainda um cariz solidário pois revertia a favor do Fundo de Assistência do referido Grupo.

Este festival que tinha sido adiado no dia 9 de Outubro devido ao mau tempo, contou com meia casa forte, com os aficionados a premiarem o Grupo de São Manços pela sua coragem de não terem desistido no dia 9 e querem levar para a frente este festival, marcando-o para uma data que podia ser de sol ou de chuva nesta época do ano.

Em praça estiveram seis cavaleiros que deram tudo de si, mas a sorte não sorriu a todos. José Manuel Duarte, viu o oponente ser devolvido aos currais por trazer um corno partido, tendo actuado em quinto lugar, numa lide regular que acrescentou pouco a este festival, Gilberto Filipe, realizou uma lide alegre mas sem nunca romper como se desejava, Filipe Gonçalves, foi o triunfador da noite, com uma lide correcta, alegre e sóbria, entrou pelo touro e deixou bons ferros, terminando a lide com um bom par de bandarilhas a duas mãos. Já João Soller Garcia teve uma noite para esquecer, pois foram muitas as precipitações. Tomás Pinto, esteve em bom plano, assim como Maria Mira, que enfrentou o maior astado da tarde e foi perante o touro que mostrou desembaraço.

Mas esta tarde era dos Forcados Amadores de São Manços, que comemoravam o seu 45º aniversário e para celebrar esta efeméride estiveram em praça antigos e actuais elementos, numa tarde em que houve a possibilidade de reviver o passado.

Pegaram nesta tarde André Azeda, Pedro Trindade, Vicente Maduro, João Fortunato, João Rocha e Paulo Banha.

Uma tarde bastante agradável e que foi dirigida pelo Sr. Francisco Farinha, assessorado pelo Dr. Matias Guilherme.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reflexões, factores e resultados

Apesar de há algum tempo já ter colocado um anúncio dando conta que brevemente haveria um editorial, só agora a minha vida profissional o permitiu e digamos que foi numa altura rica em matéria para a escrita.

Estando a temporada na sua recta final, chega a altura de começarmos o balanço e reflexão do que foram estes últimos 9 meses de Festa Brava.

Tal como disse há poucos dias a José Cáceres para o Arte e Emoção, esta foi uma temporada de sacrifícios, pois perante a crise que Portugal atravessou, e ainda atravessa, os agentes da festa tiveram de pensar em estratégias para ultrapassar estas grandes dificuldades. Uns conseguiram, outros nem por isso, mas na minha modesta opinião penso que aqueles que conseguiram ultrapassar a crise e tiveram praças cheias, foram aqueles que tiveram a inteligência de apresentar espectáculos com qualidade e que as pessoas apreciassem, isto porque em época de aperto de cinto, o público é selectivo e vai gastar o seu dinheiro em espectáculos com qualidade e de que goste. Aqueles que preferiram apresentar um espectáculo feito à pressão, sem qualidade e a pensar nos interesses das trocas e baldrocas, tiveram como resultado uma fraca assistência de público.

Para aqueles que infelizmente não tiveram a assistência que desejariam no seu espectáculo, penso que deveriam reflectir sobre aquilo que correu menos bem, ou seja, questionando e procurando os factores que levaram a que o público não fosse á praça. Penso que são vários os factores em comum relativos aos diversos fracassos de bilheteira, e atenção que este ano ainda foram alguns e em algumas praças de importância.

Se me permitem vou mandar para o ar algumas “luzes” para que todos possamos reflectir. Primeiro que tudo tem de se começar a pensar em certos preços que se praticam em algumas praças, chega a ser incomportável para uma família ir a uma corrida de touros. É certo que algumas praças têm pouca defesa, mas é ai que entra o poder de negociação dos empresários para baixarem ao máximo o custo de uma corrida e consequentemente baixarem os preços dos bilhetes.

Depois de se pensar na questão monetária, há que se pensar noutro dos grandes investimentos que se tem de fazer numa corrida de touros, eu diria mesmo indispensável para que uma corrida seja um sucesso, a publicidade. Seja ela como for, tem é de ser feita e não me venham com a historia que uma corrida não precisa de muita publicidade porque é data forte, porque já era, agora os tempos são outros, é que muitos pensaram assim e olhem no que deu…

A publicidade é um dos elementos fundamentais numa corrida, mas ao que parece é onde se corta primeiro e depois dá no que dá. Há certos espectáculos em que a única publicidade que se vê é a que está colada na parede da praça, mas outro dos exemplos é a contratação do carro de som só para um dia e para tocar na própria terra, onde já toda a gente sabe do acontecimento, acham normal? Enfim…, um sem número de pormenores que juntando vão dar num facto grande, a falta de público.

Mas a crise é tão grande e cada vez há-de estar pior, que se tem de pensar em tudo. Já vos falei dos preços, da publicidade, mas muito haveria para falar , mas não vos posso maçar muito, terminando este meu pensamento por vos falar do ponto fulcral em que os empresários devem pensar, o cartel apresentado, pois é o primeiro aspecto que o público em geral vai analisar. Mas neste caso tem de se investir um pouco mais numa espécie de sondagem, ou seja, um empresário que fique com uma praça três anos, por exemplo, era bom que primeiro ficasse a saber os gostos dos aficionados e depois montar os cartéis. Mas o que acontece é montar os cartéis e depois espera-se que os aficionados gostem.

Mas a referida sondagem teria de ser seguida ou pelo menos teria de servir para reflectir. No entanto para que esta ideia funcionasse, não se podia cair nos erros que praticamente todos caiem, o de entrar em jogadas de trocas e baldrocas, interesses e afins, porque o público apesar de não saber o que se passa nos bastidores, gosta de seriedade e é isso que por vezes falta.

Em suma para que possamos ter praças sempre bem compostas há que pensar sempre nas pessoas que pagam o seu bilhete e que querem ver aquilo que gostam, bem como aquilo que as deixe satisfeitas. Se assim não acontecer vamos ver novamente muito cimento nas nossas praças.

E assim, deixei uma pequena reflexão sobre alguns dos factores que podem fazer a diferença nos resultados duma corrida de touros.

Antes de terminar este meu apontamento, fazia o apelo para assinarem a petição lançada pelo Dr. Moita Flores e participarem nas Jornadas taurinas de dia 23 e 24 em Santarém!!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Amareleja: A tarde foi dos jovens


A Praça de Touros da Amareleja, recebeu no passado dia 16 de Agosto um espectáculo de oportunidade aos mais novos e que resultou da melhor forma, com o público a comparecer e a preencher meia casa.

Em praça estiveram João Maria Branco, Maria Mira, Manuel Vacas de Carvalho e António Prates, bem como os Forcados Amadores da Amareleja, perante novilhos de Passanha, num espectáculo com o carimbo da empresa Gestoiro.

Comecemos pela ganadaria Passanha, na nossa opinião a triunfadora da tarde, pois enviou para a Amareleja quatro novilhos que deram bom jogo e permitiram aos jovens cavaleiros divertir-se.

No que diz respeito às lides, os jovens cavaleiros mostraram vontade de querer vingar nesta arte marialva.

João Maria Branco, aproveitou as boas condições do astado para realizar uma lide de menos a mais, terminando com bons ferros em sortes frontais. Maria Mira, também foi de menos a mais, com bons pormenores de toureio. Manuel Vacas de Carvalho, realizou uma lide de altos e baixos, culminando a lide com ferros de violino, que fizeram soar ovações por parte do público. António Prates, que com apenas 12 anos já mostrou um apurado sentido de lide, apesar de algumas imperfeições próprias da idade, deixou bons apontamentos nesta tarde.

No que diz respeito às pegas, a tarde não foi fácil por culpa da rapaziada de jaqueta de ramagens. Foram caras Márcio Zeferino, à segunda, Alberto Banha, à segunda, Dinis, à quarta e Duarte Gato, à primeira.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. Nuno Nery assessorado pelo Dr. João Infante.

domingo, 8 de agosto de 2010

Noite morna em Alpalhão


A noite estava quente propicia para ir aos touros e a empresa Gestoiro, de Paulo e Rodrigo Tendeiro, preparou para esta corrida uma corrida com os condimentos suficientes para o publico comparecer, foi isso que aconteceu.

¾ de casa preenchidos na Praça de Touros de Alpalhão para ver três mulheres Sónia Matias, Ana Batista e Joana Andrade, perante seis touros da divisa espanhola de Dehesa de Guadarrama, para serem pegados por dois grupos de Forcados da região, Amadores de Portalegre e Arronches.

Lidaram-se seis touros de Dehesa de Guadarrama, que saíram à arena bem apresentados e na generalidade foram mansos.

Sónia Matias, cavaleira mais velha de alternativa abriu a noite e teve pela frente um touro reservado, que se adiantava no momento da reunião e que dificultou a labor da cavaleira, que poderia ter dado um pouco mais de ligação e aí as coisas poderiam ter sido diferentes. O seu segundo touro, foi um pouco mais colaborador e Sónia aproveitou. Esteve correcta nos compridos, para nos curtos continuar em bom plano, especialmente nos primeiros curtos que cravou encerrando a lide com um ferro de violino e um de palmo.

Ana Batista teve inicialmente pela frente um touro algo reservado, mas ainda assim a deixar-se lidar e a permitir a cavaleira de Salvaterra recrear-se. Iniciou a lide com dois bons compridos, para nos curtos continuar em bom plano, a ir de frente para o touro e a deixar bons ferros. O seu segundo, era um manso perdido que pouco ou nada permitiu a Ana Batista, que a muito esforço tentou colocar a ferragem.

Completava o cartel a novel cavaleira de alternativa Joana Andrade, que foi a Alpalhão surpreender, pois vimos uma Joana mais calma e a querer fazer as coisas bem. Iniciou a primeira lide com uma sorte gaiola que resultou emotiva, a restante lide foi mais regular, pois o touro veio a menos. Na segunda lide, Joana andou a gosto perante um touro colaborador e que permitiu à cavaleira cravar bons ferros em sortes frontais.

Para as pegas estiveram dois grupos de forcados da região, Amadores de Portalegre e Arronches.

Por Portalegre foram caras Ricardo Almeida, à terceira tentativa, André Rodrigues, à segunda e Nelson Nabiça, à primeira. Já pelo Grupo de Forcados Amadores de Arronches foram solistas Paulo Florentino à segunda, Fábio Mileu, à primeira e Fábio Meira, também ao primeiro intento.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. Manuel Jacinto, assessorado pelo Dr. Francisco Barata


domingo, 1 de agosto de 2010

O 10º aniversário dos Amadores do Redondo


O Coliseu do Redondo foi o palco para a comemoração do 10º aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Redondo, isto no passado dia 30 de Julho. A noite estava quente e o público compareceu preenchendo ¾ de casa, num espectáculo que se previa de festa.

Comecemos por falar nos aniversariantes que tiveram uma noite positiva, apesar de não terem começado bem, a noite foi a mais. No primeiro touro foi tentada uma sorte de cernelha pela dupla Roberto Mataloto e João Silva, que não consumaram a sorte tendo o touro ido “vivo” para dentro. O segundo touro foi pegado á primeira por Rui Grilo, seguiu-se Nuno Oliveira, também à primeira. Já Roberto Mataloto, pegou o quarto da noite à segunda, sendo que João Azaruja e Luís Figueira, que pegaram ambos à primeira tentativa.

Regressando ao primeiro touro da noite, que não chegou a ser pegado de cernelha, isto porque o Delegado da IGAC mandou recolher o touro, sem que antes tenha dado qualquer aviso, facto que se estranha um pouco. No entanto, a palavra do Director de Corrida é soberana e mesmo que não seja a correcta, tem de se respeitar e as cenas que se seguiram não dignificaram a festa. Ainda assim, e felizmente não foi este episódio que estragou esta festa de aniversário.

Nesta noite, saíram á arena Redondense seis touros de Pinto Barreiros, bem apresentados, justos de força e dando jogo desigual, destacando-se pela negativa o primeiro da noite, que era parado e desinteressado.

Três cavaleiros entraram em praça com vontade de alcançar o triunfo, Rui Fernandes, Vítor Ribeiro e Marcos Tenório.

Rui Fernandes abriu a noite tendo pela frente um touro que logo desde inicio se parou no centro da arena e a custo de lá saia, demonstrando ainda desinteresse pela montada, com Fernandes a cravar dois compridos e dois curtos. A sua segunda lide foi bom diferente, pois lidou um touro bem mais colaborador que o primeiro, aproveitando-o da melhor forma. Deu primazia ao seu oponente e de frente deixar bons ferros, bem rematados com piruetas na cara do touro, saindo de baixo de forte ovação.

Também Vítor Ribeiro esteve em bom plano. A sua primeira lide iniciou-a da melhor forma, com dois bons compridos em que o touro se arrancava de largo, já nos curtos mexeu bem com o touro, mudando-o de terrenos, deu-lhe primazia e cravou bons ferros de boa nota. A sua segunda lide foi um pouco mais morna, pois teve pela frente um touro mais reservado, tendo sido o ponto alto ultimo ferro cravado a curta distancia e ao piton contrário.

Marcos Tenório, não teve nas suas noites, realizou duas lides algo irregulares. A sua primeira foi de mais a menos, esteve correcto nos compridos, enquanto nos curtos começou por cravar em sortes frontais, depois mudou de montada e tudo mudou pois os touro foi a menos e Marcos cravou ferros de violinos que não resultaram com o efeito desejado. A sua segunda lide não foi mesmo a desejada, pois sofreu vários toques na montada, perante um touro que se adiantava um pouco. Marcos esforçou-se, mas não conseguiu o brilhantismo de outras actuações.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. José Tinoca, assessorado pelo Dr. João Infante.

E assim foi a comemoração dos 10 anos de existência dos Forcados Amadores de Redondo.


sábado, 26 de junho de 2010

Noite morna em Arronches


A temperatura rondava os 25 graus e a lua brilhava bem na escuridão da noite alentejana e um cartel composto por touros de Aguadulce, pelos cavaleiros João Salgueiro, José Miguel Callejon e Gilberto Filipe e ainda os Forcados Amadores de Arronches.

Estavam os condimentos todos reunidos para que se presenciasse uma boa noite de touros, mas esta não começou da melhor forma, pois sem qualquer tipo de justificação as portas abriram já passavam alguns minutos das 22 horas, ainda assim o publico que preencheu mais de meia casa esperou sereno pela sua abertura.

Falando da corrida propriamente dita, voltámos a ver um curro de touros espanhóis que nada acrescentou à tauromaquia portuguesa e pouca emoção trouxe à arena de Arronches.

Iniciou a noite João Salgueiro, que começou regular nos dois compridos que cravou para nos curtos a historia ser pouca, pois o touro que tinha pela frente começou-se a parar e só com Salgueiro a pisar-lhe os terrenos lhe conseguiu sacar alguma coisa, destacando-se no terceiro ferro. Se a primeira lide pouca historia teve, a segunda muito menos teve pois o astado que teve pela frente fugia da luta e apenas permitiu a Salgueiro a cravagem da ferragem comprida e um ferro curto.

O rejoneador espanhol José Miguel Callejon veio a Arronches procurar um triunfo fácil. Teve pela frente dois touros que permitiam muito mais do que aquilo que Callejon realizou. O primeiro tinha uma investida suave e acudia ao engano, mas não foi entendido pelo rejoneador espanhol, que depois de muitas passagens em falso conseguiu cravar o primeiro ferro curto, depois para resolver cravou um ferro de violino, mudou de montada e as coisas mudaram, com Callejon a ir de frente, mas deixou a ferragem em sortes aliviadas. A segunda lide pouco se diferenciou da primeira, apenas há a destacar o primeiro ferro curto em que o rejoneador aguentou a investida do touro. Apesar de tudo o público levantou-se a aplaudir, respondendo à procura insistente de aplausos por parte de Callejon, este que ouviu musica nas duas lides cedo de mais. José Miguel sai assim de Portugal, certamente a pensar que aqui é tudo muito fácil.

Depois de duas colhidas consecutivas, Gilberto Filipe veio a Arronches demonstrar as suas ganas. O seu primeiro touro, pouco lhe permitiu, pois era gordo e logo se parou no centro da arena. Gilberto esforçou-se para lhe sacar alguma coisa, mas pouca matéria-prima tirou. No seu segundo as coisas foram bem diferentes, talvez por ter um touro de uma ganadaria portuguesa pela frente, um Branco Núncio que permitiu a Gilberto uma lide regular. Mexeu com o touro e cravou bons ferros em sortes frontais.

No que diz respeito às pegas, a noite poderia ter sido melhor, pois os touros não complicavam e se a rapaziada comandada por Ricardo Nunes não tem cometido alguns erros, estaríamos a falar de seis pegas à primeira, mas assim não aconteceu. Foram caras David Carapinha, que consumou à segunda tentativa, visto que na primeira desequilibrou-se no momento da reunião; Luis Ventura, que concretizou a sua pega à terceira, sendo que nas duas primeiras tentativas não mandou na investida do touro; Filipe Redondo, poderia ter pegado á primeira se não fosse a falta de ajudas, mas corrigido o erro a pega foi concretizada á segunda; Fábio Meira, na primeira tentativa faltaram-lhe as ajudas, na segunda tentativa recebeu mal o touro, consumando a pega à terceira tentativa; Fábio Mileu pegou o quinto da noite à terceira tentativa, pois nas duas anteriores não aguentou os derrotes do touro; A ultima pega a noite foi consumada à primeira tentativa por Manuel Cardoso, que se fechou muito bem com o touro e realizou assim a pega da noite.

Quanto aos touros de Aguadulce, saíram à arena bem apresentados e com investidas suaves, no entanto com pouca transmissão. De salientar que o sexto touro da noite era o sobrero e pertencia á ganadaria de Branco Núncio.

Este espectáculo foi dirigido pelo Sr. Nuno Nery, assessorado pelo Dr. José Guerra.

domingo, 16 de maio de 2010

Touros sérios em Moura

O dia era de primavera e apetecível de ir aos touros, no entanto o elevado número de espectáculos realizados este fim-de-semana fez com que os aficionados se dispersassem e apenas meia casa forte se registou em Moura, perante um cartel que merecia mais neste dia 15 de Maio.


Anunciavam-se os cavaleiros João Moura, Ana Batista e Tiago Carreiras, bem como os Forcados Amadores de Santarém e Moura, perante um imponente curro de touros de Passanha.




A empresa Gestoiro, anunciava um soberbo curro de touros Passanha e não defraudou o público, pois os Passanhas saíram á arena muito bem apresentados, com os pesos a oscilarem entre os 560Kgs e os 615Kgs. No geral cumpriram, destacando-se os três primeiros. O quarto e o quinto foram mais reservados.



Abriu a tarde João Moura, que mais uma vez entrou em praça a dar tudo de si. Na primeira lide teve pela frente um touro que permitiu ao Maestro de Monforte recrear-se, estando bem na brega, cravou bons ferros em sorte frontais bem preparados e rematados. No segundo touro Moura teve de dar ainda mais de si, pois o touro era reservado. Mas a maestria de Moura fez com que nunca se desligasse do seu oponente e colocou no touro o que ele não tinha, sendo que os momentos altos chegaram quando sacou do “Merlin”.



Ana Batista, foi a Moura deixar a sua simpatia e a beleza do seu toureio clássico. A sua primeira lide foi de menos a mais, com a cavaleira a subir o tom na ferragem curta onde em sortes frontais deixou bons ferros, aproveitando da melhor forma as boas condições do hastado que tinha pela frente e andou a gosto. O seu segundo touro, o mais pesado da tarde, era bem mais parado e Ana teve de trabalhar mais para lhe sacar alguma coisa, resultando num desafio superado para a cavaleira de Salvaterra.



Completava o cartel o recém cavaleiro de alternativa Tiago Carreiras, o qual também não deixou os créditos por mãos alheias. Começou por se dobrar muito bem com o primeiro Passanha que lhe coube em sorte, para depois cravar duas boas tiras, tendo a lide, nos curtos, subido de tom, especialmente quando sacou o “Quirino” e aí Carreiras cravou bons ferros exemplarmente rematados, com o cavalo a dobrar-se muito bem na cara do touro. A sua segunda lide, foi menos popular e mais séria, com ferros em sortes frontais e a mexer bem com o touro.



No que diz respeito à forcadagem, a tarde não teve complicações de maior. Pelos Amadores de Santarém, foram caras Manuel Murteira e Nelson Ramalho, ambos à primeira e João Torres, á segunda.

Já pelos Amadores de Moura, pegaram David Verissimo, à primeira, Valter Rico, à segunda e Cláudio Pereira, à primeira.



O espectáculo foi dirigido pelo Sr. António José Martins, assessorado pelo Dr. Patacho de Matos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pombeiro apodera Tavares


O jovem Cavaleiro Amador Miguel Tavares que este ano se destacou nas actuações que teve em diversas praças de toiros do nosso país, elegeu para gerir a sua carreira o Apoderado e Gestor Tauromáquico, Luis Pombeiro.

Miguel Tavares , nascido em Lisboa, de familias oriundas do Ribatejo, da Chamusca e de Alpiarça, pretende desenvolver uma carreira bem alicerçada, tendo como objectivo ser Cavaleiro Profissional e conseguir singrar na dificil profissão que escolheu até alcançar o estatuto de Figura do Toureio.

Consciente das dificuldades, Miguel tem capacidade de sacrificio, é humilde e tudo faz para aprender cada vez mais para nunca defraudar o publico.

Com uma quadra completa e com cavalos novos para estrear, Miguel Tavares pretende ultrapassar a primeira meta a que se propôs já na próxima temporada, prestando Provas para Cavaleiro Praticante

sábado, 26 de setembro de 2009

Mais uma corrida insonsa em Elvas


Pelo segundo fim-de-semana consecutivo e também por ocasião da Feira de São Mateus, o coliseu José Rondão Almeida voltou esta sexta-feira a receber mais uma corrida de touros.

Se a corrida de Sábado passado tinha sido insonsa, esta não se ficou atrás. Se na primeira faltou a luz e touros, nesta a luz esteve sempre presente. Outro dos ponto que também tornou as duas corridas sem ambiente nenhum, foi a colocação da banda num sitio onde o som fica abafado com um vidro pela frente, o que faz com que o publico não aqueça, mas assim, sem a banda a ocupar lugares na bancada, mais bilhetes se venderam….

Nesta sexta-feira, anunciavam-se os cavaleiros João Moura, João Moura Jr e ainda o novilheiro João Augusto Moura, para lidaram quatro touros Conde Cabral e dois João Moura, estando as pegas destinadas aos Amadores de Montemor e Tomar e anunciava-se ainda um espectáculo de variedades com Miguel Moura.

A noite abriu com Miguel Moura, a quem agora cabe dar o mote, pois agora há uma nova lei que não permite os menores tourearem depois da meia-noite, assim, toureiam e vão-se logo deitar. A Miguel Moura, coube lidar um novilho de João Moura, muito bem apresentado e que permitiu ao jovem Miguel uma boa actuação. Miguel mostrou mais uma vez desembaraço e sentido de lide. Esteve correcto nos compridos, sendo que nos curtos elevou a fasquia, indo de frente para o novilho e deixando bons ferros, devidamente rematados.

O novilho lidado por Miguel Moura, foi pegado à primeira tentativa por Francisco Borges dos Forcados Amadores de Montemor.

Depois de mais umas cortesias, João Moura iniciou a corrida propriamente dita. Moura, viu o seu primeiro touro ser recolhido por deficiência de locomoção. A sua primeira lide, perante o segundo touro do seu lote, iniciou-a com sortes à tira para cravar dois compridos, nos curtos o cavaleiro de Monforte cravou a ferragem em sortes frontais, bem preparadas e rematadas. Destacando-se também na boa brega que realizou. A sua segunda lide, perante o sobrero, foi bem distinta da primeira, pois teve pela frente um manso perdido que logo cedo se fechou em tábuas e por nada de lá saía. Moura esforçou-se, mas nada conseguiu tirar do touro.

João Moura jr, teve também uma passagem discreta por Elvas, pois os touros que teve pela frente não permitiram mais. Na primeira lide Moura jr esteve correcto nos compridos. Na ferragem curta o jovem cavaleiro de Monforte entrou ligeiramente ao piton contrário para cravar cinco ferros, sendo que o ultimo foi em sorte cesgada. De destacar ainda a preparação das sortes. Na segunda lide a historia também não foi muita. Moura Jr deixou a ferragem em sortes frontais, para encerrar a sua actuação com um bom ferro de palmo.

João Augusto Moura, vinha com ganas de triunfar, depois do êxito na Moita do Ribatejo, no entanto o seu primeiro touro não lhe permitiu tal objectivo, pois tinha investidas bruscas e sempre com a cara por alto, ainda assim viram-se duas boas tandas pela direita, numa faena esforçada. A segunda faena foi bem diferente, pois o seu oponente permitiu mais. Foi uma faena variada por ambos os lados e onde o novilheiro andou a gosto, presenteando os presentes com bons momentos de toureio, fazendo soar olés. De destacar também a quadrilha de João Augusto, pelo bom tercio de bandarilhas que realizaram.

No que diz respeito à rapaziada de jaqueta de ramagens, a noite não teve complicações de maior. Pelos Amadores de Montemor, foram caras Francisco Manzarra, à primeira e Tiago Carvalho, à segunda.

Pelos Amadores de Tomar, pegaram Ricardo Silva, à primeira, na pega da noite e Luís Silva, também à primeira tentativa.

Quanto aos touros de Herdeiros de Conde Cabral, para a lide a cavalo, saíram à arena justos de força, casta e apresentação, o que condicionou o espectáculo, tornando-o enfadonho. Para a lide a pé, saíram dois touros de João Moura, bem apresentados e dando jogo desigual.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. Nuno Nery, numa noite que contou com mais de ¾ de casa e em que a embolação esteve a cargo de Diamantino Barriga.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tarde agradável em S. Bento do Cortiço


Muitas são as localidades portuguesas que não possuem praça de touros fixa, então para colmatar essa falta, recorrem às praças de touros portáteis para completarem as suas festas de verão com um festejo taurino. Foi o que aconteceu a São Bento do Cortiço, uma localidade do concelho de Estremoz, que recebeu no passado Domingo, 20 de Setembro, um festival taurino.

O publico alentejano, preencheu mais de meia casa, numa tarde solarenga e que contava com a presença de Joaquim Bastinhas, Francisco Cortes, Vasco Taborda Jr, Marcos Tenório e o amador Mateus Prieto, bem como, os Forcados Amadores de Monforte e Académicos de Elvas. Anunciavam-se cinco novilhos/touros de Marques da Graciosa, que foram substituídos por três Cunhal Patrício, um Marques da Graciosa e um de José Dias.

Abriu a tarde Joaquim Bastinhas, que realizou uma lide agradável, mas sem a alegria que lhe é característica, ainda assim, presenteou os presentes com bons momentos. No entanto não cedeu ao pedido do público, de cravar o par de bandarilhas a duas mãos.

Seguiu-se Francisco Cortes, que voltou a estar em grande plano. Concretizou uma lide com irreverência e conexão com o público. Cravou ferros emotivos a quiebro, que fizeram soar fortes ovação. Saiu assim em plano de triunfo de São Bento do Cortiço.

Vasco Taborda Jr, regressou às arenas pelo menos por um dia para matar o “bichinho” e surpreendeu, conseguiu dar a volta a um touro reservado e mostrou assim, que quem sabe nunca esquece.

Marcos Tenório, teve de porfiar para sacar alguma coisa ao hastado que tinha pela frente, pois logo cedo se fechou em tábuas. Marcos entendeu e a cesgo deixou a ferragem da ordem, numa lide que veio de menos a mais.

Completava o cartel o amador Mateus Prieto, que surpreendeu aqueles que ainda não o tinha visto actuar. Andou desembaraçado, com sentido de lide e será certamente um nome a ter em conta.

No que diz respeito ás pegas a tarde foi fácil, com as cinco pegas a serem concretizadas ao primeiro intento. Pelos de Monforte foram caras Pedro Neves e Ricardo. Já pelos Académicos de Elvas, pegaram João Sequeira e Gonçalo Machado. O novilho lidado por Prieto, foi pegado num misto dos dois grupos, tendo ido para cara Gonçalo Costa dos Amadores de Monforte.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. Ricardo Pereira, assessorado pelo Dr. José Guerra, tendo como cornetim Hélio Tique e na embolação Diamantino Barriga.

Noite insonsa em Elvas


Mais uma vez, o Coliseu José Rondão Almeida em Elvas, engalanou-se para receber uma grande corrida de touros à portuguesa, levada a efeito pela empresa Terra Brava, de Carlos Pegado. Anunciava-se fados e toiros em conjugação, numa noite em que actuavam Joaquim Bastinhas, Vítor Ribeiro, Marcos Tenório, Tiago Carreiras e João Soller Garcia, perante touros de Ascensão Vaz, estando as pegas a cargo dos Amadores de Évora e Académicos de Elvas.

Os aficionados compareceram, preenchendo mais de ¾ de casa, numa noite que se tornou fria e onde a falta de luz, marcou a noite.

Abriu praça Joaquim Bastinhas, que pisou a arena da praça da sua terra para realizar uma boa lide, com seriedade e com a alegria que lhe é característica. Começou com dois bons compridos à tira, sendo que nos curtos a lide subiu de tom, com o cavaleiro elvense a dar a volta a um touro que logo cedo se fechou em tábuas. Bastinhas pisou-lhe os terrenos, conseguindo tirar do touro aquilo que não tinha. Uma lide á Bastinhas, que já há algum tempo não víamos.

Seguiu-se Vítor Ribeiro, que veio até Elvas, enfrentar um Ascensão Vaz, manso e justo de força, o que dificultou o labor do cavaleiro, ainda assim, Vítor Ribeiro deu-lhe a volta e conseguiu realizar uma lide de menos a mais, sendo na ferragem curto que mais se evidenciou, indo de frente para o touro e deixando bons ferros.

Marcos Tenório deparou-se com uma dificuldade que já lhe tinha acontecido anteriormente naquela praça, um apagão, ficando a praça completamente às escuras, ainda assim, o cavaleiro continuou a tentar tourear ás escuras. No entanto Marcos realizou uma boa lide, aproveitando as boas condições do astado.

Tiago Carreiras, voltou a alcançar o plano do triunfo no Coliseu de Elvas, esteve bem nos compridos, para nos curtos sacar do “Quirino” e fazer delirar o público, especialmente com os remate das sortes, com o cavaleiro a dobrar-se na cara do touro. Nota de destaque também para a sensibilidade do cavaleiro em saber sair da arena no momento certo.

Completava o cartel João Soller Garcia, que rubricou uma lide de altos e baixos, mas ainda assim, denotou-se o desembaraço, destacando-se em dois ferros em sortes frontais e cingidas, entrando recto.

A noite fechou em beleza, com um grande lide a duo de Bastinhas Pai e filho. Os dois cavaleiros realizaram uma lide em que se entenderam na perfeição e aproveitando as boas condições do astado. Uma lide de grandes momentos de toureio, em que fizeram soar a maior ovação da noite.

No que diz respeito ás pegas a noite também foi fácil, com seis pegas ao primeiro intento.

Pelos Amadores de Évora, foram caras Ricardo Casas-Novas, Manuel Rovisco e Francisco Abreu. Enquanto que pelos Académicos de Elvas, pegaram Bruno Ameixa, Tiago e Joaquim Guerra.

Quanto aos touros de Ascenção Vaz, saíram á arena de Elvas, bem apresentados, escassos de força e casta.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. César Marinho, assessorado pelo Dr. José Guerra e na embolação José Paulo. Numa noite que contou com fados pela voz de António Pinto Basto, Carlos Pegado e Matilde Cid.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Boa tarde de touros em Vila Viçosa


Tal como é tradição já há vários anos, a Praça de Touros de Vila Viçosa abre as suas portas para receber a corrida de touros por ocasião das Festas dos Capuchos e este ano não fugiu à regra. A empresa de Mestre David Ribeiro Telles, montou um cartel com a família Telles, António, Manuel e João Jr, perante touros David Ribeiro Telles. As pegas estiveram a cargo dos Amadores de Vila Franca, num dia em que se fardaram antigos e actuais para homenagear o antigo forcado João Costa “Platanito”.

No que diz respeito ao publico, preencheu mais de meia casa, estando assim bem composta a castiça e bem cuidada praça de touros de Vila Viçosa.

Nesta tarde em que as trovoadas ameaçavam, saíram à arena cinco touros de David Ribeiro Telles e um Vale Sorraia(5º), que no geral saíram bem apresentados e dando bom jogo, proporcionando assim um bom espectáculo na “princesa do Alentejo”.

Abriu praça António Telles, que veio a Vila Viçosa deixar a sua classe e maestria. Realizou duas lides de grande nível, aproveitando da melhor forma as qualidades dos astados. Realizou o toureio clássico que lhe é característico, indo de frente para os touros, em sortes bem preparadas e rematadas, deixando a ferragem de alto a baixo e ao estribo.

Também Manuel Telles Bastos, veio a Vila Viçosa mostrar a sua classe. Realizou duas lides correcta, a entender os seus oponentes e sempre com a preocupação de lhe mudar os terrenos. Deixou ferros de boa nota, também eles de alto abaixo e ao estribo. Na segunda lide, o Vale Sorraia que tinha pela frente saltou as tábuas, o que fez com que o publico desviasse a atenção da lide de Manuel.

João Telles Jr, não quis ficar atrás do seu tio e do seu primo. Foram duas lides com grande ligação com o publico e com o touro. Em ambas as lides movimentadas e alegres, indo recto para o touro e cravando bons ferros culminando a primeira lide com um par de bandarilhas a duas mãos e a segunda com um ferro de palmo.

No que diz respeito à forcadagem, a tarde foi de boas pegas. Foram caras Ricardo Castelo, à primeira, Nuno Compridos, à terceira, Rui Godinho, à terceira, Pedro Henriques, à primeira, numa pega emotiva, em que o touro e forcados entram pela trincheira dentro. Foram ainda caras Bruno Casquinha, à primeira e a terminar Bruno Tome e Carlos Silva, numa cernelha á primeira entrada. Nesta cernelha há que salientar o excelente trabalho dos campinos, que no final também foram chamados à arena.

Nesta tarde em que foi homenageado João Costa “Platanito”, o espectáculo foi dirigido pelo Sr. José Tinoca assessorado pelo Dr. Salter Cid, tendo como cornetim Hélio Tique.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Noite dura no Campo Pequeno


O mês de Agosto é propicio aos portugueses irem de férias depois de um ano de trabalho, no entanto nesta temporada 2009 esse fenómeno não se tem notado na Praça de Touros do Campo Pequeno, pois tanto no passado dia 6 como nesta quinta-feira (20 de Agosto), o tautódromo lisboeta tem registado boas entradas de publico. Ainda assim, as férias apenas se têm notado nas manifestações anti-tourada, ao que parece a defesa das boas causas é só quando já jeito.
Quanto á corrida em si anunciava-se um cartel de oportunidades, Ana Batista, Filipe Gonçalves, Manuel Caetano, Manuel Telles Bastos, Marcos Tenório e o praticante Tomas Pinto, bem como, os Forcados Amadores de São Manços, Turlock e Cuba, que disputavam um concurso de pegas. Os touros pertenciam a Manuel Assunção Coimbra.
Comecemos pelos touros de divida preto e branco de Manuel Assunção Coimbra, que saíram á arena do Campo Pequeno, bem apresentados e dando jogo desigual. Foi uma corrida dura, destacando-se o primeiro touro que foi bravo, arrancando-se de todos os terrenos e que na nossa opinião merecia volta à arena.
A noite abriu com uma cerimónia de confirmação de alternativa, a de Filipe Gonçalves, este que veio do Algarve com ganas de triunfar. Teve pela frente o melhor touro da noite, que se arrancava de largo e permitiu a Filipe realizar a lide que certamente desejava para o Campo Pequeno. Iniciou com dois compridos de execução correcta. Nos curtos começou por falhar um ferro, que rapidamente emendou e a partir dai a lide começou a subir de tom, indo de frente e ao piton contrário deixar ferros de grande emoção, depois de mudar de montada terminou a lide com dois violinos e um ferro de palmo, saindo assim da arena do Campo Pequeno em plano de triunfo.
Seguiu-se mais uma cerimónia de confirmação de alternativa, a de Manuel Caetano. Começou por receber o touro à porta gaiola, para depois nos compridos ir recto com o touro e deixar a ferragem, esta que resultou algo dispersa. Nos curtos a lide resultou algo morna, em que o cavaleiro de Vila Franca foi de frente para o touro, abrindo o quarteio no momento da reunião. Terminou a lide com dois ferros de violino e um de palmo.
Ana Batista, foi ao Campo Pequeno deixar a sua classe. Esteve correcta nos compridos, assim como nos curtos, onde a cavaleira de Salvaterra deixou bons ferros em sortes frontais, perante um touro algo reservado.
A Manuel Telles Bastos coube o pior touro da noite, que logo cedo começou a descair em tábuas e a demonstrar desinteresse pela montada. Manuel teve de porfiar para lhe conseguir sacar alguma coisa. O cavaleiro da Torrinha cravou ferros de mérito indo para cima do touro a cesgo e ai deixar a ferragem.
Marcos Tenório, teve também uma passagem morna pela capital. Deixou a ferragem comprida à tira, sendo que nos curtos foi de frente, perante um touro reservado e que não permitiu ao cavaleiro de Elvas a lide que certamente desejaria.
Por fim, o jovem praticante Tomas Pinto, que foi até à capital dar o ar da sua graça. Deu a volta a um touro que era complicado. O jovem praticante realizou uma lide séria, executando sortes bem preparadas, bragando bem o touro.
No que diz respeito às pegas a noite também foi dura, tanto por culpa dos touros, como por culpa dos forcados. Em certos casos não mandaram na investida dos touros, noutras situações faltam ajudas.
Pelos Amadores de São Manços, nesta que foi a última corrida com Rui Pieira como cabo no Campo Pequeno, foram caras Nuno Leão, que concretizou a sua pega á primeira tentativa e Pedro Fonseca, à terceira.
Pelos Amadores de Turlock, que se estrearam na na Monumental Lisboeta, foram caras Michael Lopes, à terceira, este que venceu o troféu para melhor pega e Donald Mota, à segunda.
Já pelos amadores de Cuba foram caras Luís Calado, que à terceira tentativa foi dobrado por Célio Santos, que à sua segunda foi dobrado por uma dupla que tentaram a cernelha , mas sem frutos, tendo o touro sido recolhido aos currais, e por fim pegou José Horta, à segunda tentativa.
O espectáculo foi dirigido pelo Sr. António José Martins, assessorado pelo Dr. Matias Guilherme, numa corrida que contou com mais de meia casa e que durou mais de três horas.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Boa tarde de toiros no aniversário da Toirolindo


Se por vezes criticamos as empresas por praticarem preços altos, penso que quando acontece o contrário e o publico não corresponde ao esperado, há que criticar também os aficionados, pois a empresa ToiroLindo, que comemorava 10 anos, praticou preços desde 9 euros e apenas meia casa estava preenchido.
O cartel era aliciante, João Moura, António Telles, Rui Fernandes e Isabel Ramos, bem como, um curro de touros de Passanha e ainda o Grupo de Forcados Amadores de Coruche, que se encerravam com seis touros.
Comecemos pelos touros enviados pela Ganadaria Passanha, que saíram á arena da capital do Sorraia, bem apresentados, mas sem transmissão e insonsos.
Abriram a tarde dois maestros, João Moura e António Ribeiro Telles, que rubricaram uma lide sem história, pois o touro Passanha que tiveram pela frente não permitiu muito, era reservado e faltava no momento da reunião, o que dificultou o labor de ambos os ginetes.
Seguiu-se Rui Fernandes, que começou por receber o seu oponente à “porta dos sustos”, mas o touro não correspondeu como esperava, não se ligado logo à montada. Esteve correcto nos compridos, mas foi nos curtos que Fernandes deu o ar da sua graça, encurtou distâncias e aí cravou ferros com emoção que fizeram soar fortes ovações.
Isabel Ramos, realizou uma lide com altos e baixos, sendo os momentos altos predominaram na lide. Esteve acertada nos compridos, enquanto nos curtos a jovem cavaleira foi recta para o touro e deixou bons ferros, no entanto conseguiu alguns toques na montada.
Depois de um intervalo, veio João Moura para uma lide a sós. Teve pela frente outro touro reservado, a que deu a volta na perfeição. Bem nos compridos, sendo nos curtos que se destacou, montado no “Merlin”, deixou bons ferros preparados e superiormente rematados.
Também António Telles, não quis deixar os créditos pró mãos alheias, começou por receber o seu oponente à porta gaiola, resultando numa bonita sorte que levou a emoção às bancadas. Cravou a ferragem comprida à tira, para nos curtos ir recto ao touro e deixar bons ferros.
A terminar a noite a lide a duo de Rui Fernandes e Isabel Ramos, que tal como a primeira lide a duo, resultou sem história. Mas como nota de registo fica o bom entendimento entre os dois cavaleiros.
Para as pegas estiveram em solitário os Amadores de Coruche. Abriu praça o cabo Amorim Ribeiro Lopes, que concretizou a sua pega ao primeiro intento. Seguiu-se Nuno Feijoca, à segunda. Já Ricardo Dias, concretizou a sua pega, à terceira tentativa, sendo que António Macedo e Rui Godinho, concretizaram as suas pegas ao primeiro intento. Fechou a tarde Pedro Crispim, à quarta.
O espectáculo foi dirigido correctamente pelo Sr. Francisco Farinha. De salientar ainda que no inicio da corrida foi aguardado um minuto de silencio em memória dum jovem elemento do Grupo de Coruche recentemente falecido e cantou-se ainda os parabéns à empresa Toirlindo pelos seus 10 anos de existência, parabéns cantados pelas vozes de Toy, Nelson Rosado e Mariza Mota.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Agradável festival na Casa Branca


Mais uma vez a Tertúlia Tauromáquica Nossa Senhora do Carmo de Sousel voltou a demonstrar a sua aficion, levando a efeito mais um festival taurino naquele concelho alentejano.
A noite estava quente e o publico aderiu preenchendo ¾ de casa.
Nesta noite lidaram-se cinco novilhos de Francisco Luís Caldeira, que saíram bem apresentados, cumprindo no geral. Destacou-se o novilho lidado em quarto lugar. No final do festejo o ganadero deu volta ao ruedo.
Para além do bom ambiente que se viveu, esta noite ficou ainda marcada pela reaparição de Jorge D’Almeida, que depois de quatro anos afastado das arenas, regressou demonstrando que quem sabe nunca esquece. Realizou uma lide de menos a mais, começando um pouco irregular nos compridos, para nos curtos D’Almeida preparar bem as sortes e de frente deixar bons ferros.
Seguiu-se Francisco Cortes, que voltou a mostrar que merece mais oportunidades. Esteve bem nos compridos, mas foi nos curtos que mais se evidenciou deixando a ferragem a quiebro, fazendo ouvir fortes ovações, especialmente em dois ferros em que levou a emoção às bancadas.
A Gilberto Filipe coube o pior novilhos desta noite, pois era distraído e ao longo da lide foi descaindo em tábuas, mas Gilberto superou a dificuldades, tentando sempre ligar o touro à montada. Deixou bons apontamentos de toureio tanto em sortes frontais como a cesgo.
Gonçalo Fernandes veio até ao Alentejo substituir Nelson Limas. A Gonçalo coube na nossa opinião, o melhor astado da noite e Gonçalo soube aproveitar da melhor forma essas boas condições. Iniciou com sortes á tira nos compridos, para nos curtos ir de frente e deixar bons ferros.
Completava o cartel o jovem João Soller Garcia que também não quis deixar os créditos por mãos alheias. Realizou uma lide correcta e sóbria, tanto nos compridos como nos curtos, deixando também ele bons pormenores.
No que ás pegas diz respeito a noite não teve complicações de maior. Pelos Amadores de Portalegre pegaram Tiago Parreira, à primeira, assim como André Neves, já Carlos Miranda foi dobrado por André Rodrigues, tendo a pega sido consumada à quarta tentativa.
Já pelos Amadores de Alter-do-Chão, foram caras André Milheiro, à segunda e Andrei Nagy, à primeira.
O espectáculo foi dirigido por Alberto Bartissol, assessorado pelo Dr. José Guerra, estando a embolação a cargo de Diamantino Barriga.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A encerrona de Joana Andrade supera expectativas


Quanto há umas semanas atrás se anunciou um festival Taurino para a localidade alentejana de Bencatel (Vila Viçosa), em que a cavaleira praticante Joana Andrade se iria encerrar com seis touros, muita foi a expectativa que se gerou no meio taurino.

Para além dos seis touros de David Ribeiro Telles para Joana Andrade, anunciavam-se ainda os Forcados Amadores de São Manços, Redondo e Bencatel.
O Público, que era outra das incógnitas desta tarde, preencheu cerca de meia casa para assistir a um espectáculo de solidariedade a favor da Cáritas de Vila Viçosa.

Comecemos pelos novilhos/touros de David Ribeiro Telles, que saíram à arena daquela castiça praça alentejana bem apresentados, o que por vezes é difícil de encontrar em festivais e praças como esta, quanto ao jogo dado pelos astados, foi bom, com o ganadero a ser premiado com volta ao ruedo ao quinto da tarde.

Quanto à cavaleira Joana Andrade, surpreendeu muita gente, pois encerrar-se com seis touros é sempre um acontecimento de responsabilidade.
Iniciou a tarde com uma lide de menos a mais, frente a um nobre Telles começou com dois compridos à tira que resultaram algo traseiros, mas nos curtos a lide subiu de tom com a cavaleira a aproveitar as boas condições do astado, destacando-se no segundo ferro em que cravou de alto abaixo e ao estribo.
No segundo da tarde, Joana realizou uma lide regular, perante também um colaborador novilho, que permitiu, o mesmo aconteceu perante o terceiro da tarde, onde Joana andou desembaraçada, tentando sempre fazer as coisas bem-feitas.
No quatro da tarde Joana cravou a ferragem da ordem em sortes frontais, bregando bem o seu oponente e voltando assim a aproveitar as boas condições do astado.
No quinto da tarde deu oportunidade ao cavaleiro Marcelo Mendes, que estava em Bencatel como sobressalente. Marcelo mostrou estar moralizado, presenteou os presentes com bons momentos de toureio, recriando-se e bregando bem o touro.
O ultimo novilho da tarde, também de David Ribeiro Telles, complicou o labor da jovem cavaleira. Joana realizou assim uma lide regular cravando a ferragem da ordem.
No que diz respeito ás pegas a tarde foi fácil. Pelos Amadores de São Manços pegaram Paulo Banha, à primeira e Sérgio Santos, também à terceira. Pelos Amadores do Redondo, foram caras Roberto Espigão e Helder Galgado, ambos à primeira. Já pelos Amadores de Bencatel, foram solistas Bruno e Nelson Aldiagas, ambos à primeira tentativa.
O espectáculo foi dirigido pelo Sr. César Marinho assessorado pelo Dr. José Guerra, tendo como cornetim Hélio Tique.