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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Em Maio haverá uma alternativa na Califórnia

Será no próximo dia 29 de Maio, que haverá uma alternativa de cavaleiro tauromáquico na Califórnia.


Será na praça de touros de Stivenssin, que o cavaleiro Sário Cabral irá tomar a sua alternativa de cavaleiro tauromáquico e irá recebe-la das mãos do cavaleiro Rui Salvador, tendo como testemunha Paulo Jorge Ferreira.

Nesta corrida onde se irá ainda comemorar os 35 anos do Grupo de Forcados Amadores de Turlock, serão lidados touros de Santo Cristo (3) e Açoreana (3).

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pinhal Novo um caso sério de aficion


Um ano mais rumámos ao Pinhal Novo na data da sua corrida anual, neste ano um fim-de-semana taurino, com variedades também no domingo. É curiosa a carga aficionada que se respira numa localidade cada vez mais cosmopolita e menos arreigada aos costumes rurais, como tem acontecido com toda a margem sul ribeirinha do Tejo.

Não é diferente o ambiente de interesse e entusiasmo que por ali se respira em relação á festa brava, do que é actualmente perceptível em localidades com mais historia e vizinhas, como a Moita, Montijo ou mesmo Alcochete. Com outros eventos a decorrer em simultâneo e gratuitamente, ano após ano a casa se compõem de sobremaneira. Se for possivel ajustar a questão das sobreposições, é certa a lotação esgotada de novo. Parabéns á Associação Amigos da Festa Brava de Pinhal Novo. Um exemplo !



Quanto ao espectáculo teve de tudo, bom andamento, movimento, alegria e oportunidades de rodagem com vista ao futuro para os intervenientes, perigo e emoção.



No plano ganadeiro, embora pequenotes, os novilhos de José Lupi mostraram codícia na generalidade, andaram levantados (comportamento próprio da idade) mas deram jogo e houve mesmo belíssimos colaborantes.



As lides a duo não tiveram história embora movimentadas e com os toureiros a procurar ligar o possível. Modalidade a reequacionar, para bem do espectáculo, actualmente em nada ajuda ao mesmo. Ficaram assinaladas negativamente pela aparatosa colhida sofrida por Gilberto Filipe no último, em que montada lhe rolou por cima com o novilho a investir sobre o conjunto, momentos de aflição e que fizeram com que terminasse aí a mesma, por impossibilidade em o cavaleiro continuar e o colega Tito Semedo (muito bem), também não a continuou, quando esta já estava em fase final.



Luis Rouxinol andou fácil e comunicativo, em particular nos curtos deixados com a égua Viajante. Tito Semedo desembrulhou uma alegria positiva, sóbria, ligada com o público e que falta faz no seu toureio, a rodar montadas teve actuação de bom nível, com impacto e a deixar bom ambiente. Gilberto Filipe seguiu na nota dos seus companheiros de alternativa e embora inferiorizado por mazelas de queda recente (outra viria nesta noite), andou de frente com domínio e no russo Coimbra deixou ambiente e contribuiu para a noite. Marcelo Mendes, embora com um toque ou outro, não desmoralizou, ante um toiro reservado e foi para cima dele, encontrou soluções para deixar a ferragem com asseio e sair por cima, em plano de muito agrado por parte da audiência entusiasta.



No capitulo das pegas a noite não foi tecnicamente a melhor (longe disso), sobretudo no que toca aos forcados de cara. Mas levemos em linha de conta que foi muita a juventude chamada á responsabilidade.



Nos Amadores de Alcochete, Vasco Pinto operou uma revolução táctica, deixando na bancada a totalidade da formação habitual em todas as funções e deixando em miúdos a responsabilidade de resolver a papeleta, corresponderam, embora existam pegas para rever sobretudo ao nível dos caras e do reunir bem, com mando (assim se aprende para poder corrigir). Hugo Silva à 1ª, Joaquim Quintela à 1ª e Tomás Vale à 3ª.



Com excepção na extraordinária pega ao último da noite pelo cabo Sandro Patraquim (a um toiro com muita pata e com o qual esteve perfeito a mandar e a receber, aproveitando bem a saída extemporânea do oponente à 1ª). Os Amadores do Pinhal Novo padeceram do mesmo problema, falta de mando a receber os novilhos e a reunir de forma ortodoxa. José M. Tonaco despediu-se das arenas à 2ª e Pedro Coelho à 1ª foram os outros solistas pelo Grupo da casa.



Dirigiu o Sr. César Marinho, auxiliado pelo Dr. Patacho de Matos e com ferragem e embolação de Carlos Simões e José Alcachão.



Nota para a homenagem ao intervalo promovida pela Organização a elementos que tem, ao longo dos anos, ajudado a mesma. Prática que vem de edições anteriores, de um dia de festa e aficion em Pinhal Novo e que merece o reconhecimento de toda a aficion.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Bandarilhas - recolha de dados


A temática do Forcado Amador é motivo de particular atenção dentro da temática taurina, de relevo e justa importância nas abordagens que fazemos á festa brava, seja por crónica, reportagem, artigos de opinião, interesse dos colaboradores e sobretudo dos leitores.

Desde sempre tenho vindo a dar relevo para que não caia no esquecimento, de quem tem capacidade para intervir na resolução do problema, ao flagelo das lesões provocadas por bandarilhas.

Com o sucedido com o "Ninan" está a acontecer o que no site já vínhamos prevendo, após as recentes lesões mais leves. Que quando surgisse uma mais grave todos parece que iriam acordar, lamentar, "chorar" (muitas de corcodilo), mas o tempo passará e nada acontecerá de efectivo, temo eu.

Um trabalho de recolha para analise estatística simples e juntando apenas os casos de lesões provocadas pelas bandarilhas desde sempre (as que os cabos e restantes elementos dos Grupos se lembrem, obviamente), poderá ser um contributo para sensibilização da opinião pública taurina, que ainda relativiza esta questão ou simplesmente nem imagina a quantidade de suturas e lesões, felizmente menos graves, que as bandarilhas causam, sem o eco que as mais graves protagonizam.

Bem como, para que os demais intervenientes no espectáculo e sobretudo quem o regulamenta ganhem igual consciência e sobretudo acção, em particular os que estão igualmente expostos ( embora em menor escala) ao mesmo risco.

É que ainda existe muita gente que acha que estas situações são normais e raras!

Numa iniciativa conjunta de www.toureio.com e Planície Taurina ( Rádio), Tomamos a liberdade de enviar, para os endereços electrónicos dos Grupos de Forcados (disponibilizados no site da ANGF) um ficheiro em Excell, quem pretende ser um repositório de resumo de casos ocorridos em cada Grupo, para que de forma simples o preencham e me devolvam pela mesma via. Basta responderem sim ou não e as datas de ocorrência. Caso queiram acrescentar algo por escrito, podem faze-lo na linha a seguir ao final do quadro. As identidades dos lesionados e locais de ocorrência não são pedidos, como sinal de que o objectivo não é invadir privacidade, mas trazer á luz do dia a realidade pela frieza dos números.

Inicialmente a data limite era 30 de Agosto, no entanto verifico que agora começam a chegar mais respostas. Férias e corridas ocupam nesta altura do ano muito tempo. Pelo que, os Grupos que ainda não o fizeram e julguem ser do seu interesse faze-lo, enviar o ficheiro anteriormente preenchido poderão faze-lo até dia 15 próximo.

Quanto maior for o numero de respostas maior será a qualidade e representatividade da amostra e rapidamente (enquanto ainda temos temporada) conseguiremos lançar um novo dado para discussão e esclarecimento/sensibilização de todos os envolvidos com esta questão.

Permitam-me o agradecimento aos Grupos de Forcados que já responderam a esta solicitação a prontidão da mesma e sobretudo as palavras de incentivo sobre a iniciativa. O incentivo maior é evitar que o flagelo continue... esse sim é crucial.

É que.... já depois de o primeiro envio de ficheiro aos Grupos (21 de Agosto), presenciamos uma lesão num Forcado dos Amadores de Arronches, com um impressionante golpe a escassos milímetros do olho. Foi com Fábio Mileu em Santana da Serra, num exemplo de estoicismo, em pega impressionante de querer e garra de todo o Grupo, a um “BOI” que lhes tocou.

No passado dia 28 em Santo Aleixo da Restauração, um segundo ajuda, Cláudio Perfeito de seu nome, do Real GFA Moura foi perfurado no tórax com rompimento da pleura, pelo arpão de outra bandarilha encontrando-se ainda hospitalizado, mas já livre de perigo.

Ou seja, por mais duas ocasiões em apenas uma semana estivemos todos (uns de forma sincera, outros porque “fica bem”) a uma nesga de se gerar mais uma onda de lamentação....e a origem do problema continua incólume, mesmo que se anunciem, mais de duas dezenas de espectáculos neste momento.

Não pode continuar a “no pasar nada”...no que pudermos não o deixaremos...oxalá nos deixem!!

Bem Hajam

domingo, 16 de agosto de 2009

Parabéns Luis Cruz


Casa cheia em Cabeça Gorda na homenagem ao cavaleiro Luis Cruz na celebração do seu 20º. Aniversário de alternativa e integrada nas Festas anuais em Honra de S. Luis. Justiça feita à comissão de festas e junta de freguesia em não ter pejo em assumir, publicamente e na comunicação social, ser a corrida o ponto alto das mesmas. O nosso....Olé!
Público entusiasta, disposto a divertir-se e a exigir de todos o maior empenho e profissionalismo. Os artistas sentiram isso mesmo, e sobretudo a amizade pelo amigo e o respeito pelo toureiro. Constantemente brindado por todos, atrevemo-nos a dizer que teve uma festa mais bonita e de um carinho e entusiasmo das suas gentes maior do que se previa. Não faz mal, bem pelo contrário, acreditamos que a data de Agosto em Cabeça Gorda pelas suas festas de S. Luis poderá ter ganho consistência para o futuro, data essa que as sucessivas empresas gestoras das temporadas da Varela Crujo deixaram cair e não reavivaram no seu calendário.
O curro de Condessa Sobral, muito no tipo Torrestrella, estava rematado, deu bom jogo na generalidade, sendo mais mansos os dois últimos.
O destaque maior vai para o homenageado. Luis Cruz nem pareceu que estava arredado das arenas há mais de 15 anos, andou desembaraçado, assumindo ele o domínio da situação, com critério e conhecimento, lidou e deixou ferragem no estilo antigo que sempre o caracterizou e que hoje quase não se vê. Com mando e sentido de lide, triunfou com força e por momentos deixou a todos a sensação de que estava a desfrutar o momento como ninguém, sempre dentro da maior sobriedade. Sem qualquer tipo de demagogia ou polimento de circunstancia, não hesitamos em classificá-lo como o triunfador da noite.
Joaquim Bastinhas mostrou na sua actuação, sem comprometer, mas conforme as regras. Deixou a ferragem de forma artística e correcta, com o condão de aquecer o ambiente logo no primeiro toiro.
Tito Semedo teve uma actuação claramente de montanha russa, dois compridos magníficos e com poder, sem duvida dos melhores que temos visto, puseram a fasquia alta, o primeiro curto a quiebro com vantagem ao toiro, arrebatou o publico, só que o Sobral depois não quis mais quiebros em mais duas sortes, a lide arrefeceu e foi preciso o “Descarado” para a trazer de novo para cima e fechar em plano de importância.
Marcos Bastinhas, raça, domínio dos tempos da lide, aproveitou o Condessa, deu-lhe a lide que trazia, com sobriedade de frente e colocação em bom plano, embora com um outro ferro pescado. Chegou ao conclave depois de receber e para o toiro com grande domínio, asseado nos curtos, terminou com duas rosas de grande impacto.
Para Joana Andrade a noite foi aziaga. Tocou-lhe a fava, um manso perigoso que investia com muitos pés e a querer colher quando via que o podia fazer. As montadas não lhe conseguiam ganhar o píton e ajudar a toureira na colocação. Teve sempre o carinho do publico e dois fortes encontrões, com rotura de ligamentos no tornozelo e assistência no Hospital são o recuerdo da noite de Joana. O caminho continua, melhores montadas é o que falta, porque querer e raça há de sobra.
Tomás Pinto, “tem pinta“ de toureiro velho, irrepreensível a cavalo, raramente pôs a s duas mãos nas rédeas, bregou muito, porfiou até encontrar a forma de enganar o manso que lhe tocou e pouco o ajudava, se não fosse o ultimo ferro a mais e pontuado por forte encontrão, diríamos que tinha sido de êxito a noite. Muito importante foi com toda a certeza. Apostamos nele!
No capitulo das pegas o que começou como noite de “rodagem” para os mais novos terminou com os mais rodados a puxarem dos galões.
Não que os toiros fossem muito duros, mas empregavam-se e pediam muitas contas a todos, não eram propriamente para juvenis, apesar dos três anos. Estiveram bem os dois Grupos, apenas duas notas adicionais: uma para a seriedade do Grupo do Pinhal Novo, ao repetir uma pega em que o forcado de cara não estava fechado na córnea do mesmo (mesmo sem que o público tivesse exigido, não tendo o forcado de cara e muito bem dado volta, foi no quarto da ordem por Rui Pragana, à terceira tentativa). Outra nota, mais uma e nada se faz, aqui vamos alertando (esperamos não ter de lamentar algo mais grave por este assunto), mais dois forcados feridos por bandarilhas, e vão quatro em apenas um mês e apenas dos vistos por nós.
Não nos calaremos e oxalá não venham um dia mais tarde lamentar, enviar mensagens de apoio aos forcados e aos grupos, aqui d’el rei dirão outros já se devia ter feito, etc... Sem bandarilhas com sistema de protecção/minimização de risco não há pegas e ponto final. Srs. Cabos (TODOS).....
Pelos Académicos de Elvas, Diogo Fernandes à 2ª, Pedro Pimenta à 1ª e Roberto Ameixa à 1ª.
Pelo GFA Pinhal Novo, Igor Varela 1ª, o já referido Rui Pragana e o cabo Sandro Patraquim à 2ª, já com o toiro desembolado depois de derrotar em tábuas.
Dirigiu o Sr. Ricardo Pereira, com sobriedade e sem problemas de maior

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Campo Pequeno esgotou esta quinta


Foi com casa esgotada que a praça de touros do Campo Pequeno recebeu esta quinta-feira um cartel aliciante onde se anucnaivam Pablo Hermoso de Mendoza, Vitor Mendes e Pedrito de Portugal.
Pablo Hermoso de Mendonza andou regular, perante dois touros Passanha que sairam insonso. Vitor Mendes, andou valente, tendo sido agarrado mas sem consequencias, voltando mais uma vez a destacar-se nas bandarilhas. Já Pedrito de Portugal, esteve regular no seu primeiro, para no segundo alcançar o triunfo perante um nobre touro de Falé Filipe, que permitiu a Pedrito triunfar.
Nesta corrida actuaram ainda os Forcados Amadores de Vila Franca de Xira.
Não perca em breve a reportagem desta corrida.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Maratona na Vidigueira


A já tradicional Corrida da Feira de S. Tiago em Vidigueira registou 2/3 de lotação preenchida. Num horário pouco usual, 19horas, mas que se revelou interessante na medida em que o publico acorreu e não tivesse sido excessiva duração do espectáculo 3 horas e 40 minutos ( muito por culpa da demora verificada nas preparações e actuações de fadistas ao intervalo, é bonita a ideia mas pouco prática) poderíamos dizer com maior certeza que é uma boa opção, especialmente em corridas associadas a festas e feiras tradicionais de Verão.
Os novilhos/toiros de S. Martinho estavam irrepreensivelmente bem apresentados, muito acima do que se vê sair em praças mais importantes em muitos espectáculos. Deram jogo desigual, foram cómodos os dois primeiros, mansos de solenidade os terceiro e quarto, voluntarioso o quinto e muito codicioso e encastado o último.
Antonio Telles teve uma tarde no seu timbre clássico e de toureiro. Tocou-lhe um primeiro cómodo ao qual deu lide apropriada, muito ligado a ele, entendeu-o na perfeição e deixou ferragem correcta em bom plano. O seu segundo, manso a procurar tábuas, exigiu oficio para a colocação da ferragem, muito labor de brega a tentar contrariar o oponente e para deixar a ferragem de forma aceitável, conseguiu lide importante, embora sem a espectacularidade que o publico mais valoriza, mas em que o oficio e a raça do da Torrinha ficaram bem patentes, sobretudo no magnifico sesgo com que entrou toiro dentro e disse ao S. Martinho que tinha ganho a luta, na assinatura da actuação.
Vitor Ribeiro parece-nos estar a acusar o menor ritmo de corridas que tem tido em 2009, no entanto tem duas lides quase de treino, ante o melhor lote da tarde. O primeiro, andarilho e sem chama não emprestou emoção, veio a menos e com ele o ambiente da lide, séria, de muita brega e preparação das sortes, que resultaram sempre frontais mas pouco impactantes. O seu segundo de maior nota, ajudou mais e Ribeiro, conseguiu então deixar alguns curtos com a sua marca característica, de frente, em quarteios cingidos e de alto a baixo com garra. Actuação positiva.
Ana Batista viu-se e desejou-se para despachar a ferragem no solene manso sem lide encostado a tábuas, que lhe saiu por diante no lote. O seu segundo foi de muita nobreza e picante, ajudava ao ferro pela forma como investida e transmitia nas reuniões, depois de lhe encontrar a distancia, deixou ferragem de bom nível e com correcção rematada com bonitos adornos, terminando em bom plano a sua passagem por Vidigueira.
No que toca á forcadagem, os grupos tiveram uma noite de saldo positivo, que decorreu em clima de saudável competição e entrega.
Por S. Manços, Manuel Vieira à segunda (na primeira faltou maior coesão nas ajudas) e Joaquim Branco à primeira (embora reunião não tenha sido perfeita emendou-se depois).
Por Cuba, Valter Guerreiro à primeira (embora não tenha mandado na reunião o que levou a que resultasse descomposta e dando a sensação que teria saído da cara do toiro na pega, o que não aconteceu). Célio Santos à segunda (desequilibrou-se na cara do tiro na primeira) perfeito a mandar na saida e reunião, fechou-se com decisão numa pega emotiva que ganhou o prémio Antonio Maltez em disputa para “a melhor pega”, algo que persiste em vez de serem para a melhor actuação de grupo.
Os Amadores de Beja tiveram a fava do sorteio no seu primeiro, um toiro reservado que era tardo na saída e pedia muitas contas, mas sobretudo um forcado que se dobrasse com ele e fosse rápido a fechar-se, o encarregado de o fazer, Olavo Baião, nunca o conseguiu e só consumou à quarta já com ajudas carregadas.Dentro do tal clima competitivo, João Fialho deu vantagens ao último da noite, que saiu com muita pata e poder, aguentou-o e tentou fechar-se com abnegada ajuda de Jeremias Lencastre, acabaram lesionados e recolhidos á enfermaria, o ajuda na primeira e o cara na segunda tentativa. Resolveu Mauro Lança à terceira, sua primeira, com muita alma e querer e ajuda em cima do Grupo.
Apenas uma nota para algo persiste na mais pura e incrível apatia de todos, dos principais lesados inclusive. Por incrível que possa parecer, continuam a ocorrer lesões com bandarilhas nos forcados. Mais uma, felizmente sem gravidade de maior, nesta corrida. Mas o que será preciso fazer para que se minimize substancialmente este mal, quando já existem bandarilhas “à espanhola”?
Alguém sabe esclarecer porque é que não se usam sempre e em definitivo?
Quem não as quer? Os toureiros (alguns, porque existem os que não abdicam delas)? Os ganaderos? As empresas? Os forcados? Ou pura e simplesmente assobia-se para lado porque é um problema dos forcados? Srs. Cabos, todos, não estaria na altura de “por os pés á parede” e tomar medida de força, sem bandarilhas dessas não há pegas e ponto final?
Que tenha presenciado, em menos de dois meses, já vi dois forcados furados. Para além dos exemplos de lesões sérias, com incapacidades permanentes e até mortes, causadas pelas bandarilhas, que toda a gente lamenta quando acontecem, mas que ninguém se mobiliza para evitar ou minimizar.....mesmo assim, tudo na mesma...porquê? Custa a entender?
Dirigiu acertadamente o Sr. José Bartissol com auxilio do Dr. João Infante.