quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Joaquim Grave no Burladero de Imprensa


O programa Burladero de Imprensa volta a ir para o ar esta Quarta-Feira, entre as 21 e as 22 horas, nos 93.5 e 100.6 FM da Rádio Voz de Alenquer e,...

O programa Burladero de Imprensa volta a ir para o ar esta Quarta-Feira, entre as 21 e as 22 horas, nos 93.5 e 100.6 FM da Rádio Voz de Alenquer e, para todo o mundo, através do endereço http://www.radioalenquer.com/ .

No serão de hoje, Catarina Bexiga vai estar à conversa com o ganadero Dr. Joaquim Grave, numa entrevista dedicada ao actual momento do ferro da Herdade da Galeana.

Mas fique também a par de todas as notícias que marcam a actualidade taurina em Portugal (Burladero de Imprensa esteve na Sexta-feira no Montijo e no Sábado em Salvaterra de Magos) e Além Fronteiras.
A não perder!

Arte & Emoção - Programa 16 de 2010


No próximo Arte & Emoção vamos assistir à reportagem da corrida de 30 de Julho em Montijo, onde Diego Ventura conseguiu...

SINOPSE
SÁBADO 7 DE AGOSTO ÀS 19.00 HORAS

No próximo Arte & Emoção vamos assistir à reportagem da corrida de 30 de Julho em Montijo, onde Diego Ventura conseguiu mais um notável triunfo.

Em Albufeira corrida mista com um bom curro de Condessa de Sobral – Luís Rouxinol e o matador Sérgio Parrita foram os que mais se destacaram.

Oportunidade ainda para confrontar o toureio a pé de hoje com o de antigamente – Mário Coelho e João Augusto Moura irão estabelecer o paralelismo entre passado e presente.

Na viagem sobre os principais encastes da raça brava de lide oportunidade para conhecer as particularidades dos toiros Atanasio.

Mas neste programa vamos ver o papel que os cães desempenham na ganadaria brava e ainda responder a uma interessante questão sobre os Açores.

Porque será?


Nos últimos anos tenho lido e ouvido as maiores asneiras que alguns, que se julgam donos do conhecimento, tem dito sobre a ANGF e sobre ao que aos Grupos de Forcados diz respeito.

Tenho retido o ruído que se faz sobre a ANGF, percebido o que estes pretendem fazer, que não é mais que, acabarem com a associação para, como faziam anteriormente a esta ter nascido, não cumprirem e não respeitarem a Figurado do Forcado. Não será necessário ser muito inteligente para perceber o que pretendem fazer.

Em todos este anos poucas vezes vim a público escrever ou dizer o que quer que seja, limitei-me a ler e a ouvir, impávido e sereno, as atordoadas de certas pessoas, por lhes darem ou terem meios para opinar, fazem sobre o assunto Forcados/ANGF.

Recentemente, dois empresários tauromáquicos não liquidaram os valores que acordaram e assinaram com os Grupos de Forcados que contrataram para as corridas que realizaram.

Esta situação, e de acordo com os estatutos e regulamento interno da ANGF faz com que os Grupos de Forcados deixem de aceitar pegar para quem não cumpriu com os seus compromissos. A mesma foi dada a conhecer em comunicado que a ANGF emitiu e enviou para os seus associados e, também, que publicou no seu site.

Desde que tal se tornou público verifiquei que, quando se trata de falta de pagamento do acordado e assinado para com os Grupos de Forcados, ninguém quer saber, nada se diz, tudo se omite, tudo se branqueia, todos se calam. Os que não cumpriram com os Forcados tem toda a razão, os Forcados por terem cumprido (pegado os toiros) e não terem recebido os valores para as suas despesas é que não têm razão. É isto realmente que se quer fazer passar.

O mesmo não acontece quando os empresários não cumprem com outros agentes da festa, quer seja com os profissionais, ganaderos, entre outros, e até com o pagamento das publicidades. Muito se diz, muito se escreve principalmente quando os próprios têm interesse em alguns dos valores em causa. Fazem-se ameaças, diz-se e escreve-se tudo e mais alguma coisa, que este deve, que aquele não paga, etc, etc.

O Forcado é amador e, como tal, os valores que os Grupos de Forcados recebem pelas suas actuações, servem para pagar as despesas num dia de corrida, tais como, as despesas de deslocações, as despesas com o hotel/pensão para se fardarem e a despesa do jantar. Se não se cumprir com o pagamento de actuação, como pagam os Grupos de Forcados estas despesas? Ficam a dever???

Na grande maioria, os Grupos de Forcados contam com cerca de 30 a 35 elementos, dos quais se fardam num dia de corrida, 16, 18 ou 20 Forcados, conforme o número de toiros que vão pegar. O valor das despesas serve para garantir a todos estes o que anteriormente foi mencionado.

Além das despesas que um Grupo de Forcados tem num dia de corrida, há outras mais, tais como o custo das jaquetas e o seguro, entre outras. Pouco ou nada que se consegue juntar como poupança e têm de ser os próprios Grupos a criar forma de arranjar verbas para suportar todos os custos.

A verdade é que todos os Forcados de um Grupo suportam, por sua conta e risco, os restantes custos pessoais, tais como, muitas vezes as despesas de deslocação, os calções, meias, sapatos, camisa, gravata, barrete e cinta, etc, etc.

Alguns Grupos de Forcados têm, em nome do Grupo, contratado um seguro de Acidentes Pessoais para os seus elementos. Infelizmente nem todos o podem fazer. Mas será que são os próprios Grupos de Forcados obrigados a ter que fazer o seguro de Acidentes Pessoais para a sua actuação numa corrida de toiros?

Não, a verdade é que, como é obrigatório pelo nº1 do Art.º 5 do DL 306/91, são as empresas tauromáquicas devem fazer os seguros.

Quando acontecem lesões, algumas que até obrigam a Internamento Hospitalar e a recuperação em termos de fisioterapia, quando se verificam Invalidezes dos Forcados e até mesmo a Morte em praça, que infelizmente já se verificou logo no primeiro ano da ANGF, são os Forcados e a família destes que suportam todos os custos respeitantes a estes acontecimentos. Onde andam as empresas? Qual a sua responsabilidade nestes casos? O DL 306/91 é bem explícito, basta saber ler, perceber o que se lê e tirar as devidas ilações.

Recordo-me de dois casos bastante graves que se passaram, em praça, desde que a ANGF começou.
- Na Arruda dos Vinhos faleceu a pegar um toiro o Forcado Pitó.
Havia seguro da empresa? Alguém pagou alguma indemnização à sua família? Quem era a empresa/empresário?

- Em Beja, Simão da Veiga quando ajudava a pegar um toiro é projectado para trás e bate violentamente com a cabeça no estribo de cimento e fica com a Invalidez que todos conhecemos.
Havia seguro da empresa? Alguém pagou alguma indemnização ao Forcado? Quem era a empresa/empresário?
Pelo que sei, foi o seguro do Grupo de Forcados de Montemor que suportou, até ao capital seguro, os custos do Internamento Hospitalar do Simão da Veiga, ficando muito mais valor a cargo da sua família.

Durante estes últimos anos muitos outros Forcados ficaram com Invalidezes para o resto da vida. Alguém pagou alguma coisa? E quem é que deveria pagar as Invalidezes dos Forcados?

Apenas a ANGF suportou os custos com os funerais dos dois Forcados que infelizmente morreram e também, suporta os valores que os Grupos não receberam quando os empresários não pagam.

Para terem uma pequena ideia, um Grupo de Forcados pode receber, como despesas, numa corrida o montante que varia entre os € 400,00 respeitante a um Grupo de 2ª (a) a pegar numa praça de terceira (b) e os € 1.750,00 relativos um grupo de 1ª (a) a pegar numa praça de 1ª (b).

O custo que os Grupos de Forcados têm num orçamento de uma corrida é dos mais baixos, considerando que abaixo deste está o custo com o Cornetim, a Taxa que se paga ao SNTP, os Porteiros, o Embolador e o Bilheteiro, logo a seguir vêm os Forcados.

Não nos podemos esquecer que os Grupos de Forcados são Cabeças de Cartaz.

Quando se fala da ferragem e do teste que a ANGF promoveu em Novembro de 2009, quer aos protótipos dos ferros compridos, quer das bandarilhas curtas de segurança, situação em que todos os envolvidos na tauromaquia acharam por bem serem utilizadas e até mesmo com a respectiva autorização da IGAC para que tal acontecesse, qual a razão das mesmas não serem utilizadas por todos os cavaleiros?

Também muito se fala das Enfermarias das praças de toiros e pouco se acerta.
O Decreto Regulamentar 62/91, trata no seu Art.º 23.º - Posto de Socorros e assistência Médica – identifica tudo o que é obrigatório existir.
Porém há que perguntar, as enfermarias são só para servirem os Forcados? E para os restantes intervenientes nos espectáculo? E para o público?

Sabemos todos que na tauromaquia à portuguesa, os Forcados são aqueles que só não se aleijam por sorte enquanto que todos os outros só se aleijam por azar. Mas terão de ser só os Forcados a preocuparem-se com as enfermarias?

Muito mais havia para dizer, mas ficará certamente para outra oportunidade, resta-me porém colocar as questões a todos os que se interessam pelo o que aos Forcados diz respeito:

A quem é que interessa acabar com a ANGF, aos empresários que cumprem ou aos que não cumprem com os Forcados?

Qual o motivo de não se falar da obrigação de existência de seguros para os Forcados em dia de corrida? E quem é que os tem que subscrever?

Quem eram os empresários das corridas onde aconteceram os mais recentes e trágicos acidentes com Forcados? Algum foi chamada à responsabilidade?

Porque é que não se utilizam já os ferros de segurança (compridos e curtos)?

Será que as enfermarias são só para serem utilizadas pelo Forcados?

Porque é que ninguém fala destes assuntos? Porque será?

Notas:
(a) - Os Grupos de Forcados foram divididos em duas categorias:
Grupo de 1ª – É um Grupo de Forcados que, em média, nos últimos três anos de actividade pegaram mais que 15 corridas.
Grupos de 2ª – É um Grupo de Forcados que, em média, nos últimos três anos de actividade pegaram menos que 15 corridas.

(b) - Praça de 1ª – Praças que levem mais que 5.000 espectadores;
Praça de 2ª – Praça que levem entre os 2.500 e os 5.000 espectadores:
Praça de 3ª – Praças Desmontáveis e as em Alvenaria que levem menos que 2.500 espectadores.

*José Fernando Potier é licenciado em Economia e trabalha no ramo dos seguros como Director-geral da Disegur, uma mediadora de seguros. Foi forcado do Grupo de Coruche e do Grupo de Montemor e é o actual Presidente da Direcção da Associação Nacional de Grupos de Forcados.
jpotier@tauromania.pt

Home | Notícias | Breves Breves O "Faenas" de hoje


Mais um programa "Faenas" na UltraFm.

"A emissão de hoje do Faenas vai divulgar a Festa Brava desde os grandes eventos taurinos, até ás corridas de toiros realizadas nas diversas aldeias de Portugal.

No programa de hoje vai poder ouvir três entrevistas, a primeira a António Manuel Cardoso, conceituado empresário taurino que organiza este mês as Corridas de Toiros inseridas nas Festas do Barrete Verde de Alcochete.

Conheça a carreira deste Homem dos toiros, Forcado, Apoderado, Empresário e acima de tudo um grande aficionado! Não perca em primeira mão, as novidades acerca dos toureiros contratados para a Feira da Moita 2010!

Em estúdio vai estar também Carlos Calado, antigo cavaleiro amador e actual empresário da Praça de Toiros da simpática vila da Terrugem, no concelho de Elvas.

E como no Faenas gostamos de divulgar e apoiar os novos valores, tempo ainda para uma entrevista à jovem cavaleira amadora Maria Mira! Que actua na sexta-feira em Alcochete e no sábado na Terrugem!

Motivos para não perder mais uma emissão do Faenas!

Hoje entre as 19h e as 20h, em 88.2 fm ou na Internet em www.ultrafm.pt

Pode ouvir o programa sempre que desejar, no blog faenasnaradio.blogspot.com

Até lá vá aos toiros, divirta-se e emocione-se!

Diogo Marcelino"

Conhecidos carteis de corridas de touros de Morte em Barrancos


Já são conhecidos os carteis das tradicionais corridas de touros de morte, que tradicionalmente se realizam no final de Agosto na localidade alentejana de Barrancos.

Assim, podemos avançar em primeira mão que no dia 29 de Agosto, pelas 18 horas, serão lidados dois touros de Couto Fornilhos pelos novilheiros Miguel Garcia “Miguellin” e Nuno Casquinha. Já no dia 30 de Agosto, à mesma hora, actuarão Carlos Ruiz e Francisco montero, perante dois touros de Couto Fornilhos. Por fim no dia 31, apenas se lidará um touro de Couto Fornilhos, por José Maria Lazaro.


Linhó num abrir e fechar de olhos...


Miguel Alvarenga - Depois de ter assistido sexta-feira passada à memorável corrida organizada por João Pedro Bolota no Montijo (foto) com a Rita, fui directinho pró Linhó e outra vez de Vespa. Já tinha acontecido aquando da tourada em Portalegre. Desta vez, passei um belíssimo dia na nova casa do meu querido amigo Bolota em S. Francisco (Alcochete), onde decorreram fantásticas peripécias na piscina (não percam as próximas edições do "Farpas"!) e onde se seguiu uma jantarada depois da corrida. Resultado: cheguei a casa já passava das cinco e meia da manhã. Se fosse dormir, não acordava e lá se ia o fim-de-semana do Linhó à vidinha... Assim, tomei um duche demorado, fiz a barba, arranjei a mochila, meti-me a caminho na Vespa e cheguei mais que a tempo. A casa continua diferente (renovada), falta o Germano. Faltaram muitos. É Agosto, o pessoal está de vacances...
Passei o sábado a dormir e no domingo ainda não tinha posto o sono em dia. Quer dizer: este fim-de-semana foi um autêntico abrir e fechar de olhos. Quando dei por ela, eram as nova horas da noite de domingo e o calvário chegara uma vez mais ao fim. As touradas à sexta-feira são fantásticas para fazer directa e passar o fim-de-semana a dormir no Linhó. Não deixem de as fazer, senhores empresários!

Foto João Dinis

Revistas taurinas nas bancas



Estão já nas bancas as edições de Agosto das revistas taurinas "Contra Barreira" (que destaca na capa a triunfal saída em ombros de Pablo Hermoso de Mendoza pela porta grande do Campo Pequeno) e "Novo Burladero", que chama à capa a despedida do matador de toiros José Luis Gonçalves no próximo dia 26 de Agosto em Lisboa.

Corrida "Flash"/Algarve hoje em Albufeira


Os cavaleiros Luis Rouxinol, Ana Batista e Manuel Ribeiro Telles Bastos, bem como os forcados de Évora e Alcochete, integram hoje à noite na Monumental de Albufeira o cartel da Corrida "Flash"/Algarve, com início às 22h15.
Lidam-se seis toiros da ganadaria das Sesmarias Velhas, de Fernando dos Santos.

Agustín de Espartinas e Fandiño em ombros em Estella


O matador Agustín de Espartinas, apoderado por António Pascual (ex-apoderado de Pedrito de Portugal) saíu em ombros na corrida de domingo passado em Estella (Navarra), onde acuava a substituir o lesionado Rafaelillo.
Cortou duas orelhas no seu primeiro toiro e foi silenciado no segundo. Alternou com Iván Fandiño (que também saíu em ombros após cortar uma orelha em cada toiro do seu lote) e Paco Ureña (ovação e silêncio), frente a toiros de Cebada Gago.

Foto D.R.

Júlio Aparício reapareceu em Pontevedra


Dois meses depois da grave e impressionante cornada sofrida em Madrid, Júlio Aparício reapareceu domingo em Pontevedra, sendo ovacionado com petição de orelha no primeiro toiro e dando aplaudida volta ao ruedo no segundo.
Alternou com Alejandro Talavante (ovação e orelha) e Daniel Luque (orelha com petição da segunda no seu primeiro toiro e duas orelhas no segundo).
Os toiros pertenciam à ganadaria de Lagunajanda.

Foto D.R.

Pablo e Manzanares em ombros na segunda feira em Estella, Telles corta orelha


Pablo Hermoso de Mendoza (duas orelhas e rabo no primeiro toiro e mais duas orelhas no segundo) e Manuel Manzanares (orelha e orelha) sairam na segunda-feira em ombros na corrida realizada em Estella (Navarra) e onde o cavaleiro português António Ribeiro Telles cortou uma orelha no seu segundo toiro, depois de ter sido ovacionado no primeiro.
A praça encheu e os toiros, de excelente nota, pertenciam à ganadaria portuguesa de Rosa Rodrigues.

Foto www.pablohermoso.net

Setembro no Montijo: Figuras do toureio mundial na homenagem a Zoio



Grandes figuras do toureio equestre mundial como Álvaro Domecq (foto da direita), José Samuel Lupi (foto da esquerda), José Maldonado Cortes, Luis Miguel da Veiga, Frederico Cunha e Emídio Pinto participarão nas cortesias na corrida do próximo dia 25 de Setembro na Monumental do Montijo, onde se prestará homenageam nacional à memória de José João Zoio.
O cartel, que já aqui anunciámos, é formado por 12 cavaleiros que lidarão 6 toiros a duo e por 3 grupos de forcados.

Fotos Emílio/Arquivo "Farpas" e D.R.

Grandes corridas na Margem Sul



João Cortesão - O número de corridas dadas em Alcochete, Montijo e Moita, a que podemos somar Pinhal Novo, S. Francisco e Setúbal e a existência de oito grupos de forcados, mais bandarilheiros, matadores e cavaleiros, mostram-nos a vitalidade desta região: a Margem Sul. No fim-de-semana passada houve corridas no Montijo (sexta-feira) e em Setúbal (sábado).
No Montijo, praça cheia e bom espectáculo. Ventura (foto da direita) ao seu melhor nível; Francisco Palha mostrando enormes progressos e Paulo Caetano, que com toda a dignidade assumiu encabeçar este cartel, lidou um lote sem perigo, mas não colaborante, de Guiomar Moura, assumindo a linha clássica, repousada, em contraste com a moda actual. Três grandes pegas dos Amadores de Alcochete em noite de êxito para o grupo chefiado por Vasco Pinto (que foi na assembleia-geral da ANGF o único cabo a opôr-se ao veto à Corrida "Farpas" - para que conste!).
Em Setúbal, com mais de meia casa em praça portátil, assistiu-se a uma boa corrida, antes da qual foi guardado um minuto de silêncio em memória de Jorge Pereira dos Santos (o saudoso empresário da praça "Carlos Relvas") e de solidariedade para com os aficionados da Catalunha.
Luis Rouxinol esteve bem, não sabe tourear mal. Sónia Matias actuou com a garra que lhe é reconhecida, conseguindo duas boas prestações. De salientar a forma como se está a utilizar do cavalo arabizado com que remata as lides. João Moura Caetano (foto da esquerda), triunfador da corrida, tal como já tinha acontecido oito dias antes na Nazaré, teve nesta noite as actuações mais conseguidas da temporada, marcadas solenemente pelos terrenos que pisa em curto, que acentuam, hoje por hoje, um estilo peculiar. Boa prestação dos forcados Amadores de Alcochete e de Setúbal.
Bom curro de Paulo Caetano, que valeu ao ganadeiro uma merecida volta à arena.
Subjacente a estes espectáculos pairou a figura do empresário João Pedro Bolota e o empenho do PCP em que se desse a corrida na cidade do Sado.

Fotos João Dinis

Montijo, 28 de Agosto: grupo do Pinhal Novo contratado pela "Aplaudir"


O Grupo de Forcados Amadores do Pinhal Novo, recentemente excluído da Associação Nacional de Grupos de Forcados, está contratado pela empresa "Aplaudir" para pegar os imponentes toiros de Arrucci (com mais de 600 quilos) na corrida do próximo dia 28 de Agosto na Monumental do Montijo, em competição com os grupos da Tertúlia do Montijo e Amadores do Montijo.
O cartel é formado pelos cavaleiros António Ribeiro Telles, Manuel Ribeiro Telles Bastos, Duarte Pinto e Tomás Pinto.

Foto João Dinis

"Caso ANGF": Bolota esclarece


Do empresário João Pedro Bolota ("Aplaudir") recebemos o seguinte comunicado, que passamos a transcrever na íntegra:

"A propósito de uma notícia saída no 'Farpas Blogue' sobre o apoio ao empresário João Duarte, cumpre-me informar que enquanto empresário não interfiro em problemas que dizem respeito às associações, como é o caso da ANGF ou outras. Espero apenas por uma reunião da APET (Associação Portuguesa dos Empresários Tauromáquicos) com a ANGF (Associação Nacional de Grupos de Forcados) para resolver questões emergentes emanadas da última Assembleia-Geral da ANGF e que tocam directamente a contratos e acordos estabelecidos em princípio de temporada, relacionados com a minha empresa e Grupos de Forcados".

João Pedro Bolota


Foto João Dinis

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Novo Burladero - Edição 261 já à venda

Já se encontra nas bancas a revista NOVO BURLADERO N.º 261, referente ao mês de Agosto, cuja capa é dedicada ao matador de toiros José Luís Gonçalves, que fará...

Já se encontra nas bancas a revista NOVO BURLADERO N.º 261, referente ao mês de Agosto, cuja capa é dedicada ao matador de toiros José Luís Gonçalves, que fará a sua despedida no próximo dia 26, na praça de toiros do Campo Pequeno.

Bem perto da nossa fronteira alentejana, Villanueva del Fesno vai inaugurar uma nova praça de toiros no próximo dia 22 de Agosto, construída sobre aquela que ali foi construída há precisamente 100 anos e se encontrava desactivada desde finais da década de 70 no séc. passado. A NB foi a Villanueva del Fresno, fez reportagem sobre a nova praça e apresenta um desenvolvido historial da praça antiga, muito em particular sobre a relação que a mesma teve com os nossos aficionados e os nossos toureiros.

O V Galardão João Alberto Faria, disputado este ano na praça de toiros Daniel do Nascimento, na Moita, coincidindo com as comemorações do 60.º aniversário daquela arena -- onde o português Joaquim Ribeiro Cuqui se sagrou triunfador -- mereceu uma alargada reportagem nas páginas da NB, já que se trata de uma das raras iniciativas promocionais do toureio a pé em Portugal.

Também a Semana da Cultura Tauromáquica de Vila Franca de Xira, recheada de manifestações culturais e actividades taurinas plenas de interesse, mereceu a melhor atenção através de uma reportagem de duas páginas.

Nas corridas celebradas em fins de Junho e durante o mês de Julho, a NB esteve nas que se realizaram em Évora, Almeirim, Vila Franca de Xira, Campo Pequeno, Montijo, Moita e Póvoa de Varzim.

Francisco Zenkl, filho daquele que foi um popular cavaleiro tauromáquico, o austríaco Gustav Zenkl, vai tomar a alternativa nas Caldas da Rainha a 20 de Agosto. Entrevistado antes do “doutoramento”, Francisco Zenkl dá-se a conhecer.

Como o Ribatejo continua em festa, a NB esteve em Vila Franca de Xira acompanhando de perto as tradicionais celebrações do Colete Encarnado.

Para além de tudo isto, podem-se ler as habituais rubricas: Taurocultura e Álbum de Memórias (Vítor Escudero), Tertúlia “NB” (David Leandro), Da Barreira (Carlos Martins), Recordações a Preto e Branco (António José Zuzarte), História do Toiro Bravo (José Henriques), Fotografias com História (Duarte Chaparreiro), as actuações dos portugueses no estrangeiro e o mais completo Cartaz de Toiros.

Mais uma NB feita com muita afición a pensar em todos os fiéis aficionados que mensalmente a lêem.

Visite a NB deste mês em: www.novoburladero.com

Jornal Olé! - Edição 196 amanhã nas Bancas


Conheça os principais destaques da edição 196

O Jornal Olé! Desta semana foi aos toiros a Albufeira, Montijo, Cabeço de Vide, Nisa, Salvaterra, Setúbal e à Praia da Vitoria nos Açores.

Como principal destaque conheça o porquê do êxito de Diego Ventura no Montijo, o triunfo da Ganadaria de Paulo Caetano, as Cartas ao Olé e o êxito de Salgueiro da Costa na Cidade da Praia.

Não perca amanhã nas bancas.

Victor Ribeiro triunfa no Redondo

Um interessante cartel e o desafio do grupo de forcados amadores locais de enfrentar, sozinho, um curro de Pinto Barreiros, fizeram com que...

Um interessante cartel e o desafio do grupo de forcados amadores locais de enfrentar, sozinho, um curro de Pinto Barreiros, fizeram com que o público comparecesse no Coliseu Redondense em força.

O curro de Pinto Barreiros, rematado e de excelente apresentação, embora escassos de força, no geral cumpriu, com excepção para os lidados em primeiro e sexto lugares.

Rui Fernandes diante do primeiro da ordem, um manso ordinário, limitou-se a despachá-lo cravando apenas 2 ferros compridos e 2 curtos. Julgo que podia ter-se esforçado um pouco mais. O público merecia! Diante do segundo do seu lote esteve em bom plano e o público reconheceu. Desenvolveu uma lide ao seu estilo com ladeios, piruetas e cites balanceados, deixando ferros de bom nível e emotivos.

Victor Ribeiro foi, sem dúvida, o grande triunfador da noite no conjunto das duas lides. Na primeira correctíssimo, sempre ligado, escolhendo bem os terrenos, citando frontalmente, dando vantagem ao touro e deixando ferros de nota muito alta e carregados de emoção. E o público sentiu. No segundo por manifesta debilidade do touro, registada desde o início, o cavaleiro não conseguiu atingir o brilhantismo da lide anterior. Ainda assim, realizou uma lide bastante correcta e muito do agrado do público que lhe exigiu a cravagem de mais um ferro, que viria a resultar em pleno, o que nem sempre acontece.

A Marcos Bastinhas tocou-lhe a fava, que é como quem diz, o pior lote da noite. O primeiro com uma investida incerta e irregular, fez com que o jovem cavaleiros elvense tivesse, no início da lide, algumas dificuldades em acoplar-se. No entanto, sem nunca baixar os braços, foi aos poucos construindo uma lide bastante agradável, rematada com um violino e um ferro de palmo, que o público aplaudiu. O segundo do seu lote foi um manso que se adiantava uma barbaridade, sempre colocado perto de tábuas não se deixando mudar de terrenos, tirando ao Marcos qualquer hipótese de luzimento, pese embora todo o seu esforço e empenho.

Quanto aos Forcados Amadores de Redondo, a comemorarem o seu 10º Aniversário, conseguiram superar sem dificuldades de maior o desafio de grupo único nesta corrida. Embora não tenham começado da melhor maneira, ao não conseguirem consumar, através de Roberto Mataloto e João Silva, uma cernelha ao primeiro da noite, nos restantes, Rui Grilo consumou à 1ª; Nuno Oliveira 1ª; Roberto Mataloto 2ª; João Azaruja 1ª e Luís Figueira (a fechar com chave de ouro) 1ª.

Dirigiu esta corrida o Sr. José Tinoca, assessorado pelo Dr. João Infante.

Dia 8 há touros em Morais


Morais, uma pequena localidade no Concelho de Macedo de Cavaleiros, irá receber no próximo domingo, 8 de Agosto pelas 17h30, a 2ª Grande Corrida de Toiros em honra de Nossa Senhora da Oliveira.

O cartel é de luxo e é constituído pelos cavaleiros João Salgueiro, Marco José, Marcelo Mendes e Alda Maria, que irão enfrentar um poderoso curro de toiros de Arcádio Albarrán, com mais de 550kgs, que será pegado pelos forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica do Montijo e de Arronches.

Os preços serão a partir de 15 € e já estão à venda na sede da Junta de Freguesia.

Emigrante homenageado esta quinta no Campo Pequeno


O mês de Agosto é por excelência o do breve regresso de milhares de emigrantes a Portugal para o matar saudades da família, dos amigos, do sol, da praia e também das tradições que, apesar da distância, mantêm bem vivas nos seus corações.

Porque a corrida de toiros é uma das tradições mais firmes e arreigadas da diáspora portuguesa, a empresa do Campo Pequeno, indo ao encontro desse sentimento, instituiu a primeira corrida do mês de Agosto como uma Homenagem ao Emigrante.

Na corrida de quinta-feira, realça-se também a importância crescente que a mulher tem vindo a assumir no panorama tauromáquico português de há uma década a esta parte, com a presença no cartel das cavaleiras Ana Batista (a comemorar dez anos de alternativa) e da promissora praticante Isabel Ramos, que alternarão com o consagrado Joaquim Bastinhas e com Marcos Bastinhas, um jovem que em cada corrida conquista o seu espaço no panorama do toureio equestre.

As pegas estão a cargo de 3 três grupos de forcados: Real Grupo de Forcados Amadores de Moura, Académicos de Elvas e Amadores do Redondo capitaneados, respectivamente por Pedro Garcia Acabado, Ivan Nabeiro e João Filipe Santos.

Serão lidados seis bonitos toiros da ganadaria de David Ribeiro Telles. Esta ganadaria tem antiguidade 9 de Maio de 1929, na Chamusca. Pasta na Herdade da Torrinha, procede das ganadarias Pinto Barreiros e António Silva, sendo o seu encaste actual Pinto Barreiros e Parladé (Domecq).

Cachapim apoia cruzada anti-ANGF

O empresário José Manuel Ferreira Paulo "Cachapim" (foto da esquerda) também apoia a cruzada lançada por João Duarte (foto da direita) contra a Associação Nacional de Grupos de Forcados e também participará na reunião da próxima quinta-feira.
Em declarações esta manhã ao "Farpas Blogue", Ferreira Paulo toma posição: "Também apoio essa revolta contra a prepotência da ANGF, porque uma das primeiras vítimas fui eu. Esperei 6 meses para que resolvessem o problema do Grupo de Beja e nada resolveram, tendo sido eu prejudicado, uma vez que o grupo fez a sua apresentação numa praça desmontável, quando eu tinha uma corrida na praça de Beja, na qual a ANGF não autorizou a inclusão do referido grupo da terra".
Entretanto e segundo o empresário João Duarte, a ANGF "legalizou-se à pressa em finais de 2008, mas o seu site oficial data de 2005, o que, para já, evidencia três anos de actividade ilegal. Tem número fiscal desde o final do ano de 2008, segundo já apurou a PJ e sede social, imaginem, no Casal do Vale Formoso, na Chamusca, residência oficial do cabo do grupo do Aposento da Chamusca, Tiago Prestes, que contactado por mim disse... desconhecer esse facto!".
"Apesar disso - acrescenta João Duarte - continuam a ser ilegais os contratos assinados com as empresas, facto para que alertei em comunicado e continua a ser ilegalíssimo o facto de os grupos fazerem depósitos dos seus cachet's em contas particulares, recebendo depois um cheque particular do titular da conta, deduzindo os 5% que têm que pagar à associação. É crime e dá prisão".

Fotos João Dinis

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PJ investiga actividade ilegal da ANGF


Como era previsível, a Associação Nacional de Grupos de Forcados assinou a sua própria sentença de morte ao decidir, quinta-feira passada, vetar o empresário João Duarte - que amanhã mesmo chega a Lisboa para encetar aquela que promete ser a mais dura e decisiva das batalhas contra a prepotência e a ilegalidade que nos últimos seis anos, pelo menos, caracterizou a actividade da ANGF.
Em comunicado emitido ontem - e, curiosamente, ignorado pela esmagadora maioria dos sites taurinos - o empresário alertou todas as empresas para a "ilegalidade dos contratos que assinam com os forcados e onde não é descriminada a sede social da associação nem o seu (inexistente) número fiscal", anunciando que deu já entrada na Direcção-Geral de Combate ao Crime Económico da Polícia Judiciária uma queixa-crime contra os dirigentes da associação. Em causa, entre muitas outras coisas, estão os 5% descontados nos últimos seis anos pelos grupos de forcados para a ANGF, sem recibos nem qualquer outra documentação.
Entretanto, João Duarte promove já na próxima quinta-feira num hotel da capital uma reunião que bem pode ser interpretada como o embrião para o nascimento de uma nova associação de forcados. O empresário conseguiu o apoio dos empresários João Pedro Bolota ("Aplaudir"), Fernando dos Santos e António Manuel Gonçalves e já tem assegurada na reunião a presença de vários - vários, mesmo - cabos de grupos associados, descontentes com a ANGF e que pretendem abandoná-la e integrar a nova, para além, evidentemente, de todos os cabos dos grupos descriminados (anticonstitucionalmente) pela ANGF.
A reunião da próxima quinta-feira em Lisboa - onde estarão presentes advogados e, que apurámos, também dois inspectores da PJ - constitui a primeira pedra (até que enfim!) para o fim do reinado da prepotente, ilegal (íssima) e anticonstitucional associação presidida por Potier.

Corrida da Semana Cultural das Velas


Escolher um cartaz de recortadores espanhois para uma Ilha onde só há duas corridas de toiros por ano, foi uma decisão infeliz do...

Escolher um cartaz de recortadores espanhois para uma Ilha onde só há duas corridas de toiros por ano, foi uma decisão infeliz do nosso amigo Alvarinho Amarante. Poderia ter investido na prata da casa, como bem provou a corrida da Madalena do Pico.

Os recortadores espanhois eram muito fracos e assim os aficionados (poucos ainda) de São Jorge perderam a oportunidade de verem verdadeiros artistas num redondel tão bonito como aquele por cima das Velas.

A segunda corrida, bem montada, foi manchada pela falta de bravura dos toiros, que até estavam muito bem apresentados para aquela feira. Isto da bravura tem muito que se lhe diga. Outro dia ouvi o Joaquim Avila na webpage deste jornal, descrever as estatísticas das Corridas de Madrid, e é de pasmar a quantidade de toiros que não "funcionaram" como todos queremos.

O Alvarinho Amarante para o ano irá fazer o seu melhor para proporcionar duas boas corridas em São Jorge. Os toiros, como sempre e em qualquer lugar, serão uma incognita, mas é isso que dá beleza à festa brava. Ver se um toureiro fazer de um toiro manso, um toiro lidável é o supra sumo da aficion.

Seria justo que a população de São Jorge respondesse melhor ao esforço que a malta aficionada tem feito para manter viva uma aficion taurina, numa terra que viu a sua primeira tourada à corda em 1934.

Quer Rui Fernandes, Filipe Gonçalves e José Luís Gonçalves fizeram o seu melhor perante toiros que não lhes facilitaram a vida.

Houve uma prestação muito positiva dos Forcados Amadores de Turlock nesta Feira Taurina.

Nova Direcção na Tertúlia de Sousel


Conheça os novos representantes da Tertúlia Nossa Senhora do Carmo de Sousel

Chega-nos à redacção o comunicado da Tertúlia Tauromáquica de Sousel a dar conhecimento do novo corpo gerente da Tertúlia.

Das várias propostas para a Assembleia Geral, Direcção e Concelho Fiscal, foram eleitos no passado dia 5 de Julho os novos representantes dos corpos sociais referidos, que já entraram em funções.

Assembleia Geral
- Paulo Jorge Peças ( Presidente)
- António Ganhão
- Joaquim Malanho

Direcção
- João José Ganhão ( Presidente)
- João Pedro Candeias
- Filipe Casqueiro
- Jorge Carvalho
- Luis Lavado
- Helder Carapinha

Conselho Fiscal
- Marcelino Carreiras ( Presidente)
- A. Domingos Pereira
- Bruno André

Grupo Forcados do Aposento Barrete Verde de Alcochete festejam no próximo dia 10 de Agosto 45 anos de existência

No próximo dia 10 de Agosto, em Alcochete, o Grupo de Forcados do Aposento Barrete Verde de Alcochete irá festejar os seus 45 anos de existência.

Como apresenta o próprio Grupo de Forcados, "Sendo um Grupo onde o espírito de entreajuda e amizade se cultivou desde o primeiro momento durante estas 45 épocas de actividade consecutiva, a Direcção do Aposento e o Departamento do Grupo achou por bem festejar esta data importante com todos os elementos que passaram por esta casa, dignificando o nome do Aposento e de Alcochete."

Convida também a Direcção do Grupo, "a todos os elementos retirados para voltarem a envergar a jaqueta de ramagens no dia 10 de Agosto em Alcochete."

Para que os antigos elementos possam regressar por um dia e conviver com todos os que já se fardaram pelo Grupo de Forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete, devem contactar Nuno Damiães - telemóvel 938139608, Miguel Caninhas - telemóvel 969832600, da sede do Aposento - telefone 212340148 ou através do cabo João Salvação (Ninan) - telemóvel 913062835.


Fotografia: Miguel Vidal Pinheiro


Forte triunfo de Marcelo Mendes em Herrera del Duque


O cavaleiro português Marcelo Mendes, alcançou este Domingo – 1 de Agosto – um forte triunfo na localidade espanhola de Herrera del Duque (Badajoz), depois de ter cortado quatro orelhas e dois rabos, a touros de El Quintanar.

Com Marcelo Mendes alternou José Miguel Callejón, que obteve quatro orelhas e um rabo.

Portugueses triufam em Marbella


A localidade espanhola de Marbella (Málaga), recebeu este Domingo – 1 de Agosto – recebeu uma corrida de rejoneo, que contou com forte presença portuguesa.

Nesta corrida lidaram-se touros de El Cahoso que permitiram a Curro Bedoya, palmas e silencio, João Moura Jr, palmas e duas orelhas e Francisco Palha, orelha e palmas.

Moura jr corta duas orelhas em Casas de los Pinos


O cavaleiro português João Moura jr, actuou no passado Sábado (31 de Julho) num festival taurino que se realizou na localidade espanhola de Casas de los Pinos (Albacete).

Nesta tarde lidaram-se novilhos de Los Chospes, que permitiram a João Moura Jr, duas orelhas, Manuel Amador, orelha, Sebastian palomo, duas orelhas e rabo, Miguel Tendero, duas orelhas e rabo e ainda o novilheiro, José Maria Arenas, duas orelhas e rabo.

Miguel Murtinho dia 7 em Espanha


O aluno da Escola de Toureio José Falcão, Miguel Murtinho, actuará no dia 7 de Agosto, na localidade espanhola de Tielmes (Madrid).

Murtinho irá lidar dois novilhos de José Miguel Arroyo “Joselito”, nesta que será uma novilhada inserida na Federação Internacional de Escolas Taurinas.


Nisa: Triunfo de Marcelo Mendes e Bruno Cantinho


Grande triunfo do praticante Marcelo Mendes no último toiro da corrida, Marcelo aproveitou da melhor maneira a única oportunidade que dispunha, demonstrou conhecimento dos terrenos e do toiro que lidou de forma correctíssima, logo no inicio da lide escutou fortes aplausos; ferros variados, de cites frontais e rematados como mandam as regras, sempre com emoção e risco;

o público gostou do violino e pediu mais, ao que o cavaleiro acedeu com um magnífico par de bandarilhas terminando de forma apoteótica e festiva a sua actuação. Deixou bom ambiente e vontade de assistir-mos ás suas actuações.

Rui Salvador teve duas lides um pouco distintas; na primeira perante um toiro bastante parado, teve que esforçar-se para colocar a ferragem da ordem, depois de dois curtos clássicos, deixa como recurso dois ferros em sorte de violino, o último em terrenos apertados e por dentro, labor que o público reconheceu com fortes aplausos; na sua segunda lide a coisa veio a mais, e foi nítido o esforço e a garra que Salvador imprimiu á sua lide, é de salientar a obsessão pela perfeição e pelo triunfo que este cavaleiro demonstra, e quando assim é o artista sai sempre de consciência tranquila e o público também; “não defraudar nunca” é o lema que nós atribuímos a Rui Salvador.

O cavaleiro João Cerejo, teve um lote um pouco complicado, isto aliado á sua pouca rodagem reflectiu-se em duas actuações que não atingiram certamente o brilhantismo que público e toureiro queriam, no entanto fica a grande afición e querer deste artista, que apesar de tudo deixou em Nisa pinceladas de toureio, assim como o reconhecimento do público que soube valorizar correctamente as suas actuações consoante as capacidades do ginete.

Filipe Vinhais demonstrou um pouco a falta de “placeamento”, andou bastante aliviado e sem nunca encontrar sentido para a sua lide, é primordial saber as “regras” para que as possamos cumprir; falta um pouco de escola a este jovem, esta correcção certamente será resolvida com mais oportunidades.

Anunciava-se um concurso de pegas, que foi ganho por Bruno Cantinho doa Amadores de Cascais, a outra pega deste grupo foi executada por José Maria Rocha á quarta tentativa.

Pelo Grupo de Portalegre, que fazia a sua segunda corrida este dia, pegou; Luís Real á terceira tentativa, e Francisco Peralta que depois de duas tentativas foi dobrado por Ricardo Almeida que consumou á segunda tentativa a sua segunda pega deste dia, pois já tinha pegado um toiro na corrida da tarde em Cabeço de Vide.

Pelos forcados de Alter do Chão depois de três tentativas de Magalhães, foi pegado á primeira por Nuno Basso; o seu segundo toiro foi pegado á segunda tentativa por Elias Santos.

De destacar o bem apresentado curro de toiros de Vila Galé, que alem da excelente apresentação para a praça em questão, imprimiu á corrida a emoção que tanta falta faz hoje nas nossas praças.

Grande entrada de público; com mais de três quartos de casa preenchidos, e grande ambiente de festa nas bancadas, com o público saudavelmente interventivo, numa data fora de qualquer actividade festiva que suporte a afluência de público, leva-nos a crer que em Nisa a aficion está de boa saúde, fazendo lembrar os tempos de glória desta velhinha praça onde ao longo dos anos passaram as maiores figuras do toureio fazendo dela uma das mais carismáticas do Norte Alentejano.

Dirigiu o Exmo Sr António Garçoa coadjuvado pelo Médico Veterinário Dr José Guerra

Tarde quente em Cabeço de Vide


Tarde de muito calor e de pouco público (meia casa) em Cabeço de Vide.

Lidaram-se toiros de Rodolfo André Proença (1º,3º e 4º) e de João Moura os lidados em 2º e 5º lugar. Nota positiva para os de João Moura, os Proença apesar de bem apresentados demonstravam algum sentido, o que além de dificultar o trabalho dos artistas, tira o necessário brilho ás lides.

João Moura teve uma primeira lide regular dentro daquilo que o toiro permitiu, cravou quatro curtos de boa nota e rematou com duas rosas de palmo, no seu segundo tem uma lide mais interessante, depois de receber com emoção um toiro com bastante pata, foi buscar o Merlin logo no inicio dos ferros curtos e a coisa resultou; contudo hoje em Cabeço de Vide o Maestro Moura apresentou com uma das suas montadas um “número” que tanta controvérsia tem criado entre os defensores da arte de Marialva; apresentou um cavalo que tentava morder no toiro.

Desde que me conheço como aficionado e desde que ouço falar de toiros que sempre ouvi que João Moura é e sempre foi uma referência para todos, inclusive já ouvi da boca de Pablo Hermozo de Mendonza dizer isto mesmo; acredito que tenha sido apenas uma brincadeira, pois se há cavaleiro que não precisa destes “números” é precisamente João Moura.

António Maria Brito Paes teve uma primeira lide bastante agradável, deixou quatro ferros compridos de categoria e rematou com dois de palmo de igual calibre, mostrou que merece mais oportunidades. No seu segundo, um toiro mais reservado e com sentido em que o cavaleiro se esforçou bastante para lhe tirar alguma lide, contudo não rompeu e quanto a nós prolongou um pouco demais o seu labor perante um toiro que não queria de todo colaborar.

O amador Miguel Moura saiu a arena de Cabeço de Vide com a garra dos Mouras, lidou um novilho de seu Pai, e deixou ferros de grande categoria e emoção, podemos dizer que escutou os maiores aplausos da tarde, assim como a maior percentagem de triunfo foi para ele mesmo.

Os forcados de Portalegre pegaram Miguel Zagalo á primeira, José Ferreira á segunda, Ricardo Almeida á primeira, Manuel Cary á terceira, com uma excelente ajuda do Cabo Fernando Coelho que perante a ineficácia dos ajudas nas duas tentativas anteriores teve que saltar a arena para dar o exemplo e resolver assim o problema, o novilho lidado por Miguel Moura foi pegado á primeira por André Neves.

Dirigiu com normalidade e acerto o Exmo Sr Nuno Néry.


domingo, 1 de agosto de 2010

Salvaterra, Corrida do Melão

Noite agradável em Salvaterra de Magos com 1/3 de casa.

Compunha Cartel Ana Batista, João Telles Jr. e Tiago Carreiras, Forcados de Vila Franca de Xira e de Salvaterra de Magos com a Ganadaria de Vinhas.

Tivemos um curro da Ganadaria de Vinhas manso, com pouca força e sempre a procurar tábuas.

Ana Batista no primeiro teve um toiro completamente imóvel, sempre a procurar tábuas, a cavaleira teve de exercer um esforço extra para lidar o seu oponente, fez o que foi possível. No seu segundo Ana Batista em ano de Comemoração de 10 anos de Alternativa brindou a lide a seu pai. Teve pela frente mais um toiro reservado mas que a cavaleira entendeu e na sua crença natural arrancava para o cavalo e assim a cavaleira foi conseguindo proceder á cravagem dos ferros da ordem, de destacar o seu ultimo curto (4º) de boa nota apesar de ter sido o único ligeiramente traseiro.


João Telles Jr. calhou-lhe um toiro Mogon que foi devolvido aos curros tendo que tourear o segundo que lhe calhou em sorteio, também demonstrou mansidão mas deixou-se tourear, tendo um 2º curto bom e um terceiro de boa nota. No seu segundo toiro que não foi o sobrero, como seria de esperar, voltou o que era o seu primeiro toiro mas desta vez mais bem embolado e que passou despercebido da maioria do público presente. O cavaleiro da Torrinha esteve mais decidido na sua lide tendo colocado dois bons ferros compridos e um 3º e 4º curto de boa nota.

O primeiro toiros que calhou a Tiago Carreiras, foi um toiro com um pouco mais de investida, mas a faltar toiro na hora da reunião, de destacar o seu 4º e 5º curto de boa nota. No último da noite, um toiro mais voluntarioso que seus irmãos, Tiago Carreiras esteve bem na cravagem comprida e um 3º e 4º curto de boa nota.

Forcados de Vila Franca de Xira teve uma noite fácil, tendo pegado os seus oponentes pela ordem á 1º tentativa, 2º tentativa e 2º tentativa.

Forcados de Salvaterra de Magos pegaram todos os seus oponente á 1º tentativa.

S.C.

1 de Agosto


O cabo dos forcados amadores de São Manços Joaquim Branco está hoje de parabéns.
O bolasetetouradas.blogspot.com deseja-lhe um feliz dia de aniversário e que conte muitos.

Corrida de Toiros em Celorico da Beira


No Centro do País, também existem aficionados

Domingo, 08 de Agoto de 2010 em Celorico da Beira (Distrito da Guarda), às 17 horas - 2ª. Grande Corrida de Toiros.

Cartel:

António Raul Brito Paes

Manuel Ribeiro Telles Bastos

Gonçalo Fernandes, cavaleiro praticante

Grupo de Forcados Amadores de Santarém, do qual é cabo Diogo Sepúlveda.

Seis Toiros da Ganadaria de Dias Coutinho do Alentejo.

Toiro da ganadaria Palha dá volta no arraste


O toiro nº 607, de nome Espaldilho, da centenária ganadaria portuguesa Palha deu volta no arraste na passado sábado dia 31 de Julho de 2010, na segunda corrida da Feria de San Ignacio em Azpeitia

Na generalidade os toiros saíram bem apresentados e tiveram comportamentos distintos. Destacaram-se o sexto, com bom comportamento, o quarto com comportamento exigente (que deu volta) e o primeiro com mobilidade.

Com uma entrada forte de público, que quase enchia a Praça de Toiros de Azeitia, o curro de Palha foi lidado pelos matadores de toiros Rafaelillo, Alberto Aguilar e Javier Cortés.

O resultado da corrida:
- Rafaelillo- Ovação (no único que toureou, pois sofreu uma voltareta no seu primeiro não regressando da enfremaria e tendo sido encaminhado para o Centro Clínico de Donosti)
- Alberto Aguilar - Silêncio (depois de um aviso), Orelha e Orelha (toureou o segundo do lote de Rafaelillo)
- Javier Cortés - Silêncio (depois de um aviso) e Silêncio

Os bandarilheiros Juan Navazo, Fernando Téllez e José Mora, agraderecam com montera ao público depois da colocação dos seus pares de bandarilhas.

Alberto Aguilar, por ter cortado duas orelhas saíu em ombros.

Passou um “furacão” pelo Montijo, em noite “não” de Paulo Caetano


- Praça de Toiros: Amadeu Augusto dos Santos, no Montijo
- Data: 30-07-2010
- Empresa: Bravura e Tradição
- Organização: Aplaudir
- Ganadaria: Maria Guiomar Cortes Moura
- Cavaleiros: Paulo Caetano, Diego Ventura e Francisco Palha
- Grupos de Forcados Amadores: de Santarém e de Alcochete, capitaneados por Diogo Sepúlveda e Vasco Pinto, respectivamente.
- Assistência: Casa cheia
- Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico o senhor António Barrocal, assessorado pelo médico veterinário Dr. Patacho de Matos
- Banda: Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo
- Cornetim: José Henriques
- Embolador: Estorninho

Nesta corrida comemoravam-se os 30 anos de alternativa de um dos maiores clássicos do toureio a cavalo, Paulo Caetano e os 95 anos dos Forcados Amadores de Santarém. (No intervalo, a empresa homenageou os “aniversariantes” em plena arena.)

Para tal, a Aplaudir trouxe-nos um curro de toiros da ganadaria de Maria Guiomar Cortes Moura, que tem antiguidade reportada a Setembro de 1963, em Portalegre e encaste Murube – Urquijo.
Os toiros vinham ferrados com o número 7, portanto eram novilhos, bem apresentados, mas com jogo desigual, sendo o último o pior: manso, querendo fugir a todo o custo e investindo mais com o intuito de arranjar forma de sair dali. Anunciados com pesos entre os 510 e os 570 quilos, pareceu, nalguns casos, algo inflacionado, o peso anunciado.

Abriu a contenda um dos homenageados, Paulo Caetano.
Esta não era a sua noite!
No primeiro, começou por ouvir assobios ao não conseguir partir o segundo comprido, com um toiro que não ajudava, distraído, ora andava a chouto, ora não arrancava, ora dava arreões.
Com muita técnica e muito saber, consegue pôr a ferragem da ordem, na interpretação do saber lidar, mas sem chama, sem a centelha que chega ao público. Contudo, resolveu a papeleta com cites picados, encurtando distâncias, conseguindo tourear um toiro que era tudo menos fácil.
Como não se achou a gosto, não queria dar a volta, mas o público reconhecendo a árdua tarefa que teve pela frente, obrigou a que mudasse de ideias.
No seu segundo, um pouco melhor, mais colaborador, começou igualmente sem partir um dos compridos, mas nos curtos, descobriu as distâncias e os terrenos, embora sem chegar ao público, desenvolveu uma lide asseada, com ferros de frente, sempre com verdade como é seu apanágio. Volta a agradecer.
Digno de registo, o facto de muito raramente usar a mão direita nas rédeas. Um exemplo a seguir por muitos jovens.~

Em seguida, veio o alvoroço e Diego Ventura montou o espectáculo!
Era para isso que o povo enchera a Monumental do Montijo. Depois de dois compridos à tira, o segundo algo aliviado, começou o espectáculo, onde para além de recortes toureiros e adornos a condizer, se viu toureio de verdade, com sortes de frente, a receber ao piton contrário, pares de bandarilhas no centro da arena, enfim, uma panóplia de recursos com cavalos extremamente bem-postos. Um espectáculo em ambos os toiros, os melhores da corrida, diga-se, mas que pôs o conclave em alvoroço e no ar o “broá” dos triunfos.
Resultado: duas voltas em cada toiro, sendo passeado em ombros no final.

Francisco Palha, depois de uma alternativa menos conseguida, há um ano, vinha mostrar o que evoluiu daí até agora. E a diferença é abismal! Sabendo que faz tudo, com muito mais calma, ainda exagerando nalguns casos – o segundo palmito, já sem toiro na primeira lide e o segundo violino, na segunda, não acrescentaram nada e podiam ter estragado o que de bom foi feito.
O seu toureio é uma mescla de clássico com a novidade do seu mestre, Diego Ventura.
Foi bom ver este jovem a subir na qualidade que apresentou, e em especial, quando utilizando o Califa, de Diego, cravou palmitos em terrenos onde dói, que o público gostou e aplaudiu forte.
Volta em ambos os toiros.

Os Cortes Moura, não vieram para dar tréguas aos forcados e, se apertaram nos cavalos, tinham energia de sobra para os rapazes das jaquetas de ramagens.
Pelos de Santarém, para pegar o primeiro da noite saltou Manuel Roque Lopes. Deixando as ajudas longe, citou sereno, mas o toiro arrancou com pata, e nem deu tempo a que o forcado se fechasse. À segunda, mais correcto e com o grupo a ajudar a tempo, consumou, aguentado ainda alguns derrotes já no seio do grupo. Volta por insistência do público.
Para o seu segundo, terceiro da noite, foi escalado Gonçalo Veloso. Com os vagares que se lhe conhecem, conseguiu calar um público barulhento, que não faz silêncio nos cites. O toiro saiu violento e o forcado não conseguiu pôr os braços da melhor forma, vindo a ser vítima de um derrote para baixo, que o tirou. À segunda também não teve êxito, pelos mesmos motivos, saindo mal tratado pela porta dos cavaleiros; contudo, voltou com mais raça, para pegar com toda a garra já com as ajudas mais carregadas. O público exigiu que desse a volta, embora não quisesse.
Luís Sepúlveda foi encarregado de fechar a noite, para os de Santarém. Citou a alegrar o toiro, mandando na investida e recebeu a preceito. O toiro entrou com força, saiu do grupo, que com a propósito ajudou a consumar uma das melhores pegas da noite, dando a merecida volta.

Vasco Pinto mandou que Daniel Silva abrisse as actuações do grupo de Alcochete. Citou de largo dando vantagens, mandou na investida, carregou a sorte, mas o toiro que parecia mal visto, arrancou a apalpar, e ensarilhou no momento da reunião; no entanto, o forcado soube esperar o momento para ficar, bem ajudado. Volta no final.
Para o quarto da noite, saltou Vasco Pinto, que brindou ao seu colega de Santarém, e fez a pega da noite. Com as ajudas bem longe, citou como é seu timbre, calmo mas alegre, interessando o toiro, mandado na investida, definiu os tempos, reuniu e aguentou fortes derrotes, numa viagem longa, mas o grupo ajudou como um todo e consumou, talvez, a melhor pega da noite. Volta merecidíssima.
Para Nuno Santana, estava guardada a fava da corrida. O toiro não se fixava, queria fugir, tentou saltar várias vezes e não deixava que o grupo formasse.
Quando foi possível, o toiro arrancou para o forcado mal o viu, este recuou, mas o danado vinha para fazer mal e não deixou que o grupo ajudasse, tirando o forcado e desbaratando o grupo.
À segundo, com um coração do tamanho do mundo, ficou com vontade e ajuda do grupo. Volta no final.

O Mais e o Menos
+ As duas lides de Diego Ventura e o ar de “furacão “ que fica.
+ A evolução de Francisco Palha
- A demora inexplicável pela entrada dos cavaleiros para as cortesias. Já estavam todos os restantes intervenientes na arena, e de cavaleiros, nem vê-los. Foram precisos três avisos do cornetim para que entrassem.
- Continua a entrada de público durante a primeira lide. Paulo Caetano teve que desmanchar a sorte, porque o toiro se distraia.
- O local para onde são relegados os órgãos de comunicação. Longe de tudo e com dificuldade em sair para cumprir o seu papel.

Dia 21 de Agosto há touros em Sobral de Adiça


Tal como noticiamos em primeira mão no inicio deste ano, a empresa Toiros e Tauromaquia e Tauromaquia, irá nas próximas temporadas gerir a Praça de Touros de Sobral da Adiça e anunciou hoje o cartel para esta temporada de 2010.

Assim, no dia 21 de Agosto, pelas 18h:30m, estarão em praça Luis Rouxinol, João Salgueiro e Gilberto Filipe.

As pegas estarão a cargo dos Forcados Amadores de Moura, Safara e Amareleja, perante seis touros de José Luis Pereda e La Dehesilla.

Os Arucci para o Montijo

No dia 28 de Agosto, a empresa Aplaudir anuncia para a Monumental Amadeu Augusto dos Santos uma grande corrida de touros, esta que será a 1ª a Favor da Cruz Vermelha Portuguesa.

Em praça estarão os cavaleiros António Telles e Ribeiro Telles Bastos, bem como Duarte Pinto e Tomás Pinto.

Para as pegas estarão os forcados Amadores da T.T. do Montijo, Amadores do Montijo e Amadores do Pinhal Novo.

Nesta corrida lidar-se-á um imponente curro de touros da ganadaria Espanhola Arucci, os quais lhe apresentamos em primeira mão:

O 10º aniversário dos Amadores do Redondo


O Coliseu do Redondo foi o palco para a comemoração do 10º aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Redondo, isto no passado dia 30 de Julho. A noite estava quente e o público compareceu preenchendo ¾ de casa, num espectáculo que se previa de festa.

Comecemos por falar nos aniversariantes que tiveram uma noite positiva, apesar de não terem começado bem, a noite foi a mais. No primeiro touro foi tentada uma sorte de cernelha pela dupla Roberto Mataloto e João Silva, que não consumaram a sorte tendo o touro ido “vivo” para dentro. O segundo touro foi pegado á primeira por Rui Grilo, seguiu-se Nuno Oliveira, também à primeira. Já Roberto Mataloto, pegou o quarto da noite à segunda, sendo que João Azaruja e Luís Figueira, que pegaram ambos à primeira tentativa.

Regressando ao primeiro touro da noite, que não chegou a ser pegado de cernelha, isto porque o Delegado da IGAC mandou recolher o touro, sem que antes tenha dado qualquer aviso, facto que se estranha um pouco. No entanto, a palavra do Director de Corrida é soberana e mesmo que não seja a correcta, tem de se respeitar e as cenas que se seguiram não dignificaram a festa. Ainda assim, e felizmente não foi este episódio que estragou esta festa de aniversário.

Nesta noite, saíram á arena Redondense seis touros de Pinto Barreiros, bem apresentados, justos de força e dando jogo desigual, destacando-se pela negativa o primeiro da noite, que era parado e desinteressado.

Três cavaleiros entraram em praça com vontade de alcançar o triunfo, Rui Fernandes, Vítor Ribeiro e Marcos Tenório.

Rui Fernandes abriu a noite tendo pela frente um touro que logo desde inicio se parou no centro da arena e a custo de lá saia, demonstrando ainda desinteresse pela montada, com Fernandes a cravar dois compridos e dois curtos. A sua segunda lide foi bom diferente, pois lidou um touro bem mais colaborador que o primeiro, aproveitando-o da melhor forma. Deu primazia ao seu oponente e de frente deixar bons ferros, bem rematados com piruetas na cara do touro, saindo de baixo de forte ovação.

Também Vítor Ribeiro esteve em bom plano. A sua primeira lide iniciou-a da melhor forma, com dois bons compridos em que o touro se arrancava de largo, já nos curtos mexeu bem com o touro, mudando-o de terrenos, deu-lhe primazia e cravou bons ferros de boa nota. A sua segunda lide foi um pouco mais morna, pois teve pela frente um touro mais reservado, tendo sido o ponto alto ultimo ferro cravado a curta distancia e ao piton contrário.

Marcos Tenório, não teve nas suas noites, realizou duas lides algo irregulares. A sua primeira foi de mais a menos, esteve correcto nos compridos, enquanto nos curtos começou por cravar em sortes frontais, depois mudou de montada e tudo mudou pois os touro foi a menos e Marcos cravou ferros de violinos que não resultaram com o efeito desejado. A sua segunda lide não foi mesmo a desejada, pois sofreu vários toques na montada, perante um touro que se adiantava um pouco. Marcos esforçou-se, mas não conseguiu o brilhantismo de outras actuações.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. José Tinoca, assessorado pelo Dr. João Infante.

E assim foi a comemoração dos 10 anos de existência dos Forcados Amadores de Redondo.