segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Que foi feito da aficion de Cuba?


A corrida da feira anual de Cuba 2010 registou meia casa na Praça de toiros semi-fixa da vila de Colombo. Cartel com muito interesse do ponto de vista taurino e que se antevia de espectáculo. Assim foi e resultou num bom espectáculo.

Lidou-se um bem apresentado curro de novilhos-toiros de Veiga Teixeira, colaborantes, muito encastados, com som e andamento, apesar do forte calor que se fez sentir. O segundo da ordem foi extraordinário de comportamento, ficou vontade de o ver com o barómetro real da bravura (as varas) para o aquilatar final da sua condição de eventual futuro reprodutor.

João Salgueiro preocupou-se em bregar muito e tentar andar sempre “em cima” dos oponentes. Os melhores momentos surgiram no seu segundo, em que deixou entusiasmo, num toiro manso a procurar tábuas. Salgueiro deu a volta ao assunto com mestria e ferros de valor e colocação poderosa, remates vistosos a rodar o piton e a justificar o prémio de melhor lide. No seu primeiro, o tal “bravo” parece-nos que se tivesse aproveitado a nobre e bonita investida do oponente, dando-lhe maior vantagem, o resultado teria sido de maior impacto e triunfo. De qualquer forma alcançou boa actuação.

Rui Salvador apareceu dominador, com critério, entendeu bem os seus dois oponentes e alcançou duas actuações correctas, muito semelhantes e que chegaram ao público com agrado. Passagem correcta e de maturidade por Cuba.

Francisco Palha mostrou ofício em ambos toiros, o seu primeiro foi o mais difícil da tarde, sempre com a cara por cima dificultava a reunião, com asseio deu a volta ao “assunto”. No seu segundo mais cómodo andou diligente e fácil, culminando a tarde com o público na mão depois de colocação correcta e de explorar a “praça” que tem. Foi pena que se tenha precipitado no curto final em tentar dois violinos, quando o toiro já não ajudava, em falso, acabando depois por colocar um bom curto em recurso que deveria ter sido opção inicial. Respeite-se o espírito de sacrifício de visivelmente inferiorizado fisicamente não se ter coibido de dar cara ao compromisso e sobretudo às regras de bom profissional. Foi premiado com o troféu da melhor lide.

Os Amadores de Cascais e Beja valorizaram o espectáculo. Tiveram tarde positiva de interessante e saudável competição, aqui e ali pontuada por altos e baixos, maior acerto e coesão nas ajudas evidenciada pelos primeiros. Os Teixeiras foram bons parceiros de festa, e o tal nobre e fácil segundo foi bem aproveitado por João Fialho de Beja para arrecadar o troféu de melhor pega, numa execução tecnicamente perfeita.

Por Cascais pegaram Bruno Cantinho à 1ª, Joel Zambujeira à 2ª e José Maria Rocha à 1ª.

Por Beja, além de João Fialho, Ricardo Soares à 4ª e Luis Eugénio a dobrar Hugo Santana, em duas tentativas.

Dirigiu Antonio Garçoa, embolação e ferragem de José Paulo.

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