quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Entrevista a Paulo Pessoa de Carvalho ao finalizar a Temporada


Paulo Pessoa de Carvalho começou esta temporada dando uma pedrada no charco com a realização do Fórum do Mundo Rural e ao apresentar a marca Toiros & Cultura, nova chancela da sua actividade profissional. Ao chegarmos ao final da temporada fomos entrevistar o empresário que leva as praças das Caldas, Sobral e Cartaxo e que este ano realizou também várias corridas em praças desmontáveis ao mesmo tempo que apoderou diversos toureiros.




Tauromania – No início do ano apostou forte no lançamento da Toiros & Cultura, com o Fórum do Mundo Rural, no Plaza Ribeiro Telles, agora que esta a acabar o ano, qual é o balanço que faz da temporada?

Paulo Pessoa de Carvalho – O balanço não é aquele que eu esperava, foi um ano de muito trabalho e não tanto retorno.
A digressão do norte, por exemplo, uma aposta grande, mostrou-se muito trabalhosa, nalguns sítios claro investimento e noutros, atrevo-me a dizer, talvez uma perda de tempo. A certa altura da época cheguei até a dizer que seria o ultimo ano que eu andaria nos toiros a perder dinheiro. Na verdade a grande maioria dos empresários portugueses andam aqui porque são aficionados, porque se não fossem, eu estou convencido que não andavam cá. Isto não é encarado como um negócio puro que se dá dinheiro contínua, se não dá fecha a porta. Existe uma ilusão e uma paixão á volta disto que nos faz andar um bocadinho mais para a frente.
Na verdade foi um ano que, apesar de ter mais espectáculos e mais espectadores, teve que haver uma mexida grande nas bilheteiras e no caso das minhas organizações, houve um ajuste em baixa que fez com que não se reduzisse o número de espectadores, penso que nalguns casos até aumentou, mas reduziu-se receitas. No campo dos patrocínios também foi muito complicado, este ano houve muito menos dinheiro em apoios e patrocínios, houve portanto um conjunto de situações que não deixam o saldo ser aquele que se esperava ou que se gostava. Mas ainda vou cá estar em 2010, pelo menos, e aí perceber se é para continuar ou não.


T – Fale-nos agora dos Apoderamentos, levou alguns toureiros este ano, como é que foram as temporadas deles?

PPC – Os apoderamentos foi outra área que eu pensei desenvolver com alguma eficácia. Já levava o António Maria Brito Paes há 2 anos e este em 2009 fiquei a apoderar também a Ana Batista e o José Luis Gonçalves e ainda alguns praticantes e amadores.
Relativamente ao grau de satisfação para os objectivos propostos, no respeitante a cachets e número de corridas alcançámos a nossa meta, em particular com a Ana Batista e com o Brito Paes. O toureio a pé, foi para mim um falhanço, falhanço não pela capacidade de resposta do toureiro, para mim é o melhor toureiro português, mas porque o mercado não quer ver toureio a pé. Eu próprio andei a “inventar” corridas com toureio a pé para pôr o José Luis Gonçalves a tourear, o que não faz sentido nenhum. Para concluir, acho que em termos de objectivos com os toureiros, com excepção do José Luis Gonçalves, os mesmos foram claramente atingidos. No campo pessoal, esta ideia de criar uma estrutura, do apoderado não ser uma pessoa presente, não é fácil. O que eu percebi é que para o modelo de apoderado desejado, se calhar requer-se um bocado mais. Portanto eu vou reconsiderar o que se irá passar relativamente à temporada de 2010 relativamente a esta matéria.


T – E do ponto de vista artístico?

PPC – Do ponto de vista artístico houve resultados distintos. Eu, com toda a sinceridade, tinha maior expectativa relativamente ao resultado final. Acho que a Ana Batista correspondeu na generalidade. Acho que é claramente a melhor toureira que temos: tem classe, tem sítio, tem os cavalos bem-postos, é a única cavaleira que para mim tem um toureio sério. Se calhar podia ter sido ainda melhor ela como toureira e eu também podia ter estado melhor como apoderado mas atingiu as expectativas, diria que se atingiram bons resultados para o que se tinha projectado.
Quanto ao Brito Paes, acho que é um toureio com qualidade, está muito bem a cavalo, acabou o ano de 2008 em plena alta, não tendo o início desta temporada sido tão fulgurante, teve provas de fogo concretas e importantes: teve Évora, Campo Pequeno ainda em Maio… Na verdade o António Maria Brito Paes no principio da temporada tinha imensos contratos que não se mantiveram com igual frequência no seu desenrolar, isto reflecte de alguma forma o que se passa na praça. Houve muito contraste entre actuações boas com menos conseguidas e o que poderá ser de alguma forma mais preocupante, em jeito de critica, é por vezes a pouca transmissão ao público, do que de facto se passa relativamente à sua entrega em praça que tem que ser total …, o Brito Paes tem que trabalhar e melhorar esse campo. Eu tenho a consciência do seu empenho, mas isso tem que transpirar cá para fora, sabemos que não é com circo, não é com folclore, não é com números artísticos, mas é com um sentimento que tem que ser transmitido ao público com mais garra, com mais calor, qualidades essas que o toureiro tem e tem que as deixar transpirar!


T – Em relação às praças que leva, em especial as Caldas, Cartaxo e Sobral, como é que tem sido a evolução ao longo dos anos: em termos de empresa e em termos da resposta do público?

PPC – O Cartaxo, é a praça que tem sido mais difícil destas 3. As Caldas é um sucesso, que pode ainda ser melhorado. Penso que com as coisas boas e más que fiz, mas com a minha persistência e toda a envolvente que se deu à praça, as Caldas hoje é uma praça muito boa, e aqui digo sem falsas modéstias, que reconheço ser um mérito meu, com trabalho, com ajudas pontuais de gente que esteve ligada a mim, com o factor sorte, com coincidências, com tudo isso um pouco, mas de facto hoje as Caldas é uma praça que vale em termos financeiros, em termos de imagem, em termos de referência, em termos de preferência de cavaleiros e dos ganadeiros cá quererem vir. Para concluir também digo, a praça das Caldas está para mim como eu estou para ela, sou e serei a pessoa que melhor a poderá gerir!
O Sobral tem sido uma agradável surpresa. Tenho bons parceiros, nomeadamente a New Holland (Auto Agrícola Sobralense), através dos senhores Francisco e Pedro Penedo, meus grandes apoios e Amigos. O Sobral é uma praça cheia de potencial e com um encanto muito grande à sua volta, aliás tem uma Tertúlia que é muito viva e que promove a festa! Uma Tertúlia quando tem a dinâmica que esta tem, é logo um incentivo acrescido para qualquer empresário.
O caso do Cartaxo é mais uma ilusão. Como praça tem um problema muito grande que é ter Santarém (com os preços que sabemos) ali ao lado e também tem um histórico complicado. É uma praça que teve, anteriormente algumas gestões danosas. Depois esteve lá o Eng. José Gomes da Silva que iniciou um bom trabalho, com alguma ilusão de fazer recuperar a mística do Cartaxo mas não correu como ele queria. Nestes anos tenho tido uma estreita colaboração com a Câmara Municipal, embora a autarquia não tenha avaliado bem a questão relativa à adjudicação da praça, pois os contratos são anuais dificultando bastante a gestão da mesma. De qualquer maneira, tem sido um trabalho progressivo. Estou interessado em continuar com esta praça, e penso que tenho boas condições de com a autarquia desenvolver um trabalho sério, metódico, persistente, para continuar este projecto e encontrarmos em conjunto a receita mágica para o sucesso, é uma praça que pode após três anos de investimento, começar a produzir resultados em 2010, talvez…


T – As Caldas e o Cartaxo são duas praças que estão situadas no meio das respectivas localidades. Há projectos para remodelar as mesmas? Praças novas? Multiusos?

PPC – Nas Caldas a praça é privada e por isso esses projectos só poderiam ser feitos por decisão dos proprietários. Tendo eu a perfeita noção do potencial daquela praça, até era capaz de comprar a praça se me saísse o euromilhões! Mas não sendo o seu dono, nem sendo rico, o único projecto que poderia ter, seria fazer uma manga exterior para descarga dos toiros, pois a forma actual de descarregamento é arcaica, de uma emoção e perigo constantes. A praça das Caldas tem sofrido algumas benfeitorias, a meu ver curtas e ainda tem muito a fazer, mas a pouco e pouco têm sido efectuadas essas referidas benfeitorias, que têm na IGAC servido de exemplo para idênticas situações por esse país fora, isso também me serve de motivação, sei que de certa forma sou por tal responsável.
Relativamente à praça do Cartaxo, a mesma é capaz de sofrer algumas alterações. A Câmara tem projectos para os espaços envolventes, querendo fazer um centro de lazer, não vou adiantar mais porque na verdade não sei quais os projectos em concreto…


T – Sendo o Paulo Pessoa de Carvalho um dos principais dinamizadores da APET, como é que vê o papel da APET e deste tipo de organizações na defesa da festa?

PPC – A APET anda devagarinho, infelizmente, é muito, muito, mas mesmo muito difícil encontrar um consenso, mas mais difícil ainda é, apesar do consenso não ser atingido, sentir que se está a deixar de se fazer algum trabalho essencial para a imediata defesa dos nossos valores capitais, principalmente naqueles pontos em que não há dúvida que todos temos de estar de acordo. Na verdade alguns empresários associados não fazem e têm medo que os outros façam, e isso é muito complicado. Cada vez que temos uma assembleia-geral da APET, e eu posso confidenciar pois isto não faz mal que se saiba, podendo até ajudar a perceber o lento ritmo com que certas coisas andam, há vários sentimentos que nos vêm à cabeça. Em primeiro o sentimento de expectativa enorme, “será que hoje vamos dar um passo em frente?”, depois de repente, perante a realidade e os problemas criados há ali uma altura de desânimo e de perguntar “o que é que eu estou aqui a fazer?”, mas depois de “racharmos muita lenha” chegamos á conclusão que existe alguma luz ao fundo e saímos dali a achar que estamos no caminho da luz, mas que ele é longo…
Por fim a verdade é que na Festa e também no seio dos empresários há uma desmobilização grande que leva à desmotivação dos mais empreendedores. De facto são sempre poucos a puxar muitos, e os muitos não têm a consciência disso, parece que quase nos fazem um favor, ao deixarem-nos puxar pelas coisas. Portanto, há aqui também uma sensação de falta de reconhecimento e consciência do verdadeiro estado das coisas. Muitas vezes o que apetece é olhar exclusivamente para o Paulo Pessoa de Carvalho e para a Toiros & Cultura, e não querer saber da APET para nada, com toda a verdade e peço desculpa pela franqueza, se não fosse no intimo, por formação e convicção, penso que funcionava como autêntico free-lancer e sem ter preocupações colectivas!
Tudo é muito lento e a dificuldade da APET, assim como das outras Associações da Festa é que as pessoas não conseguem deixar as questões e os interesses pessoais de parte e isso limita a acção do conjunto. Mas eu acredito que a APET vai andar. Aliás, tem de andar! A APET juntou-se mais nesta fase, nas questões eminentes, como a questão da Plataforma essa também essencial na defesa e promoção da festa, estou também por isso, com uma esperança reforçada!
Não queria de todo deixar aqui um ar de negativismo ou de pessimismo, falei sobre este assunto de coração aberto, peço que leiam a mensagem positiva que aqui está e tenham maturidade de perceber que quando falamos, também temos que contar certas verdades e os problemas que sentimos, para de alguma maneira sermos compreendidos e até encontrarmos auto motivação para continuar, e ela às vezes falta …!


T – Não acha que para o aficionado tudo isso é um bocado incompreensível? O aficionado paga bilhete, suporta a Festa e depois não compreende como a Festa é tão pouco defendida pelos próprios profissionais?

PPC – Claro que o aficionado às vezes compreende pouco, é difícil compreender o quão pouco é feito… As empresas andam aqui, infelizmente, muitas vezes com projectos ao dia pois é difícil ter projectos de médio e longo prazo, e é um bocadinho esta incapacidade de haver uma projecção mais séria e a pensar no futuro que faz com que os empresários não sintam a necessidade de participar mais na APET, não sintam uma necessidade de combater os ataques que a Festa tem sido vítima por parte dos chamados “anti-taurinos”. A sensação que me dá é que os meus pares (na generalidade) não estão preocupados com o dia de amanhã… esta realidade é um bocado consequência de má cultura que temos enquanto povo, mas também se deve ao facto de muitos na Festa não encararem isto como actividade principal: toureiros, ganaderos, empresários.
É evidente que o aficionado, ao analisar as coisas, vai achar a menos as Empresas que operam e os Agentes da Festa que existem, sendo os Forcados um caso que considero à parte, pois têm um estatuto diferente e até são os mais activos e persuasivos na luta para as coisas seguirem em frente. Ora isto é a Antítese do que devia ser. Se as pessoas repararem em quem são os motores das coisas que acontecem na Festa Brava vêem que os forcados acabam por ter um papel de liderança que não lhes compete, isto sem desprimor algum para com os forcados. Não lhes compete porque deviam ser os que têm interesses financeiros e económicos a terem esse papel, eles é que vivem disto: os toureiros, os ganadeiros, as empresas, etc.
Claro que se o aficionado pensar nisto, deita as mãos á cabeça. Mas a mensagem que quero deixar aqui aos aficionados é que tenham paciência, mais ainda do que já tiveram, porque as coisas não são tão simples como às vezes parecem e pode ser que haja desenvolvimentos positivos e a bem da Festa nos próximos tempos.


T – A internet é hoje uma ferramenta importante na vida das empresas e das pessoas, às vezes não tanto na vida das empresas e pessoas da Festa, mas como é que analisa a Internet no dia-a-dia, como empresário e como apoderado?

PPC – No dia-a-dia, utilizo muito frequentemente a Internet, recorro ao computador por necessidade e acho que cada vez será mais importante. Mas tenho noção que ainda existe um grupo de pessoas resignado, que são renitentes com esta “nova” tecnologia, mas este grupo tende a diminuir a ao mesmo tempo aumenta o grupo das pessoas interessadas e que procuram informação variada na internet. Eu próprio no passado, dizia que a internet era o futuro mas não sabia avaliar o potencial. Hoje em dia recorro diariamente, e a primeira coisa que faço quando ligo o computador é ligar-me á Internet, acho fundamental. A net tem um papel muito importante nos dias que correm e terá um papel cada vez maior! Não digo que vou deixar de colar cartazes, mas já ando diariamente com uma “pen” no bolso, e mesmo quando vou para o campo tenho meios para ver um site, enviar um e-mail. Se calhar ainda estamos a 15% ou 20% do potencial da Internet na sua utilização. Nos toiros talvez menos ainda mas já começa a ter a sua força. Por exemplo, cada espectáculo meu tem um filme promocional no site Toiros & Cultura, o ano passado eu não tinha newsletter e este ano já faço o envio periódico da minha, envio regularmente para cerca de 1200/ 1300 contactos.


T – Estamos a que distancia, cá em Portugal, de termos toureiros e apoderados preocupados com a informação online em cima da hora como por exemplo faz o Pablo Hermozo cujo staff faz chegar fotografias e resumos das actuações menos de uma hora depois das mesmas terem acabado?

PPC – Estamos a uma distância abismal! Não existem Apoderados profissionais em Portugal para que isso aconteça. A questão desse cuidado tido pelo staff do Pablo é uma preocupação global de gestão que não existe em Portugal. Hoje, um toureiro, deve ser gerido como é gerida uma empresa e de facto essa gestão não existe cá. Nem eu, tão, pouco, cheguei perto disso. Investi, tive a ilusão dos sites, falhei em imensas coisas, mas depois uma pessoa começa a achar que não é percebido, que o seu trabalho não é reconhecido, que não atinge os objectivos. Esse grau de profissionalismo está a milhas… e não vamos ver tão depressa esse profissionalismo por cá, não faço mesmo ideia se acontecerá algum dia em Portugal esse tipo de forma de trabalhar “global”, tenho as minhas sérias dúvidas.

1º de Novembro no Cartaxo


- Praça de Toiros: Cartaxo
- Data: Domingo, 1 de Novembro de 2009 pelas 16:00
- Empresa: Paulo Pessoa de Carvalho
- Ganadaria: 6 toiros de Dias Coutinho
- Cavaleiros: José Manuel Duarte, Ana Batista, Antonio Maria Brito Paes, Manuel Telles Bastos, Duarte Pinto, Francisco Palha
- Grupos de Forcados: Amadores da Azambuja e de Coruche, capitaneados respectivamente por Fernando Coração e Amorim Ribeiro
- Assistência: ¾ de casa
- Delagados da IGAC: Dirigiu a corrida o Delegado Tauromáquico Sr. Nuno Nery, auxiliado pelo médico veterinário Dr. José Luís Cruz

O já tradicional encerro oficial da temporada “1 de Novembro”, no Cartaxo, levou a cabo a XII corrida de toiros da Casa de Pessoal da EPAL. Em disputa estavam os Troféus para a Melhor Lide e para a Melhor Pega. Esta tarde foi também de alternativa para os bandarilheiros João Bretes e Marco Sabino.

Os toiros de Dias Coutinho acusaram uma média de peso de 470 kg. Serviram sem levantar grandes obstáculos aos intervenientes, com excepção do 5º da ordem que, ao contrário do velho ditado”não há quinto mau”, foi manso e com más intenções.

José Manuel Duarte poderia também ter vencido o prémio de triunfador da tarde, pois soube entender na perfeição o seu oponente que saiu algo desinteressado. Esteve bem o toureiro a preparar e a lidar, cravando superiormente três curtos de elevada nota.

Ana Batista, após uma cravagem dos compridos algo desacertada, conseguiu sair por cima do seu oponente, colocando a ferragem curta com emoção, pondo o toiro a cara “cá em cima” no momento da reunião.

António Brito Paes foi o triunfador da tarde, tendo sido premiado com o Troféu para a Melhor Lide. Recebeu o seu oponente com uma sorte de gaiola, deixando assim o seu primeiro comprido. Executou uma lide com toreria, na forma como preparava adornando-se e rematando os ferros, cravando com temple tendo proporcionado dos melhores momentos da tarde com o seu cavalo Morante, terminando com um bom ferro de palmo.

Manuel Telles Bastos cravou com acerto e rematou correctamente as sortes, com destaque para os seus últimos ferros de palmo.

Duarte Pinto executou uma lide de valentia, colocando a ferragem de forma ajustada e com algum perigo, em sortes por dentro, face a um oponente manso.

Francisco Palha viu a iluminação da praça ir abaixo após a colocação dos compridos, o que causa alguma instabilidade. Mesmo assim, debaixo de chuva e com todos estes contratempos, o cavaleiro realizou uma boa actuação, de realçar a cravagem de bons ferros curtos com o tricórnio na mão.

Quanto aos forcados, abriu praça pelo Grupo de Forcados Amadores de Coruche, Gonçalo Cardoso, que se despediu das arenas na sua terra natal, com uma pega tecnicamente perfeita, à primeira tentativa, contando com a 1ª ajuda do seu cabo. Gonçalo ajudou ainda os restantes toiros do seu grupo. Para o 2º toiro foi o forcado António Macedo que, realizou uma rija pega ao segundo intento, após uma primeira tentativa em que sofreu um violento derrote. Fechou praça pelo Grupo de Coruche Miguel Raposo, que concretizou ao primeiro intento, sem dificuldade.

Pelo Grupo de Forcados da Azambuja abriu praça André Miranda ao primeiro intento, após uma reunião menos conseguida. Para o segundo toiro foi o forcado Ricardo Carvalho, que frente a um toiro com défice na visão, esteve bem ao primeiro intento. Fechou praça pelo Grupo da Azambuja, António Lourenço, com uma vistosa pega à primeira tentativa, tendo o toiro fugido ao grupo, e o forcado suportou a viagem até que os companheiros chegassem. Esta última pega foi premiada com o Troféu para a Melhor Pega.

O Mais e Menos
+ As lides de Brito Paes e José Manuel Duarte.
- Por duas vezes a iluminação da praça foi abaixo, sem que de pronto respondesse.

Fotografia: João Costa Pereira

Pombeiro apodera Tavares


O jovem Cavaleiro Amador Miguel Tavares que este ano se destacou nas actuações que teve em diversas praças de toiros do nosso país, elegeu para gerir a sua carreira o Apoderado e Gestor Tauromáquico, Luis Pombeiro.

Miguel Tavares , nascido em Lisboa, de familias oriundas do Ribatejo, da Chamusca e de Alpiarça, pretende desenvolver uma carreira bem alicerçada, tendo como objectivo ser Cavaleiro Profissional e conseguir singrar na dificil profissão que escolheu até alcançar o estatuto de Figura do Toureio.

Consciente das dificuldades, Miguel tem capacidade de sacrificio, é humilde e tudo faz para aprender cada vez mais para nunca defraudar o publico.

Com uma quadra completa e com cavalos novos para estrear, Miguel Tavares pretende ultrapassar a primeira meta a que se propôs já na próxima temporada, prestando Provas para Cavaleiro Praticante

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Efeméride do Dia


Faz hoje anos que se lidou pela primeira vez toiros da ganadaria Palha em Madrid, mais precisamente no ano 1883.
Com a divisa azul e branca esta ganadaria foi formada em 1848 por Don Antonio José Pereira Palha.
Em 1875 passa-a para seu filho José Pereira Palha Blanco com reses de origem Portuguesa e de Concha e Sierra, Miura, Trespalacios e Veragua, Lidando pela primeira vez em Lisboa em 1854. Em 1937 a ganadaria passa por herança para seus netos Francisco e Carlos Van Zeller Palha, que adquirem vacas Pinto Barreiro e sementais de Belmonte e de Domingo Ortega.
Posteriormente a ganadaria é aumentada com um lote de vacas e dois sementais de Isaias e Tulio Vasquez.
Em 1980 a ganadaria passa para as mãos dos sobrinhos de Van Zeller Palha, Botelho Neves e João Folque de Mendonza que adquirem sucessivamente vacas e sementais de Oliveira Irmãos, três sementais de Torrealta e um lote de vacas e três sementais de Baltazar Iban.
Actualmente a ganadaria está formada com vacas e sementais de duas procedências distintas, a primeira constiuida com vacas e sementais de Pinto Barreiros, de Don Isaias e Tulio Vasquez e Oliveira Irmãos cruzados entre si com toiros de Torrealta. A segunda procedência está constituida por vacas e sementais de Baltazar Iban.
Actualmente esta ganadaria tem colhido inúmeros prémios em Espanha nomeadamente em Madrid e Sevilha.

Eduardo Gallo termina relação com seus apoderados


O diestro de Salamanca Eduardo Gallo que chegou a ser apoderado por Rui Bento Vasquez, pôs termo à relação de apoderamento que tinha com Jose Luis Diaz Flores e Jose Maria Almodovar.
GAllo agradece todo o esforço de seus mentores, mas diz que é tempo de seguir novos caminhos.
De momento ainda não se sabe quem irá dirigir a carreira deste jovem na temporada de 2010.

Triunfadores da União de Clubes Taurinos Paul Ricard - França


A Federação da União de Clubes Taurinos Paul Ricard, a qual é constituída por 480 Clubes Taurinos "Paul Ricard", com mais de 15.000 sócios, inaugurou no passado Dia 20 de Outubro de 2009 em Paris, mais um Clube, denominado Clube Taurino de Paris.

Áparte desta cerimónia, esta Federação deu a conhecer os seus Triunfadores da Temporada Taurina de 2009, referentes às Praças de Toiros de Nimes, Vic Fezensac e Mont de Marsan, aqui fica o registo dos mesmos:

Melhores Ganadarias com Curros de Toiros:

- Fuente Ymbro, curro lidado em Mont de Marsán.

- Domingo Hernández, curro lidado em Nimes.

Melhores Ganadarias com Curros de Novilhos:

- Flor de Jara, curro lidado em Vic Fezensac.

- La Quinta, curro lidado em Nimes.

Melhores Matadores de Toiros:

- Julián López "El Juli" e Sebastián Castella.

Melhores Novilheiros:

Thomás Dufau e Román Pérez.

Miguel Ángel Perera, Triunfador em San Sebastián de Los Reyes


A Peña Taurina "Los Olivares de Sanse" sita na localidade de Sán Sebastián de los Reyes, depois de eleger, deu a conhecer junto dos meios da Comunicação Social, quais são os Triunfadores, referentes à Temporada Taurina de 2009, na referida Cidade,

Aqui mencionamos os nomes dos Triunfadores:

Triunfador - Miguel Ángel Perera.

Melhor Faena - Julio Aparicio.

Melhor Estocada - Antonio Barrera.

Melhor Rejoneador - Leonardo Hernández.

Melhor Subalterno - Javier Ambel, da quadrilha de "Chechu".

Melhor Picador - Benito Quinta, da quadrilha de Antonio Barrera.

Melhor Novilheiro - Miguel de Pablo.

Melhor Ganadaria - "El Tajo y La Reina", propriedade do Matador José Miguel Arroyo "Joselito".

Melhor Toiro - "Resabido", número 30, da Ganadaria de "La Reina".

Troféu Paulino Perdiguero - Juan Miguel Núñez, da Agência EFE.

Troféu Julio Robles - Revista "APLAUSOS" Semanário Taurino.


Os Troféus que serão entregues, são Esculturas do Escultor Manuel Revelles.

Opinião: Ecos de mais uma temporada


Chegámos ao fim de mais uma temporada taurina, altura em que se fazem as mais variadas análises e cada um opina do que gostou e do que não gostou. Entra-se no chamado defeso, período aproveitado pelas tertúlias para se fazerem debates, entregarem-se os prémios atribuídos aos protagonistas da Festa e visualizarem-se corridas que foram sendo gravadas ao longo da época.

De uma forma sucinta vamos fazer um repasso sobre aquilo que se apraz dizer sobre este espectáculo que faz parte das “nossas tradições”, apesar de uma minoria ainda teimar em não o reconhecer e aceitar. Sem dados estatísticos oficiais penso que se realizaram mais espectáculos taurinos em Portugal, as inúmeras praças desmontáveis para isso muito contribuiram, e o número de público que acorreu às nossas praças também aumentou fruto da boa politica de bilhetes a preços mais acessíveis à bolsa do cidadão; aqui destacamos a Empresa Aplaudir de João Pedro Bolota que vem pondo em prática essa politica nas suas praças e os resultados apareceram ( Santarém foi a praça que mais simbolizou essa aderência de público, tendo inclusive Esgotado a sua lotação na corrida de 10 de Junho). Esse exemplo de gestão, já começou a ser seguido por outros empresários, embora por vezes a quantidade dos já conhecidos “bilhetes de 10 e 15 euros” ficassem aquém da procura.

Já que falamos de muito público nas bancadas, temos de falar da nossa “Catedral do Toureio a cavalo” o Campo Pequeno, que também bateu recordes de assistência desde que foi reinaugurado, inclusive, também foi afixada por duas vezes a placa de ESGOTADO, a que não é alheio o facto de voltarem a ser transmitidas, em bom número, corridas em directo pela TV. O Campo Pequeno a par da praça de Albufeira foi a que deu mais espectáculos taurinos nesta temporada 2009.

Ainda relacionado com as nossas praças teremos que nos congratular pela inauguração de uma praça em Trás-os-Montes, mais própriamente em Vinhais, e também pela reinauguração da praça de Redondo, agora denominada “Coliseu de Redondo”, um moderno tauródromo coberto, multiusos, bem concebido arquitectónicamente, prático, funcional e cómodo. Na vila de Cuba foi também inaugurada uma praça de toiros desmontável nova, mas que ficará fixa,e que será transformada no futuro, num recinto multiusos.

Negativamente assistimos ao encerrar da praça de Viana do Castelo, a qual,o presidente da câmara local, pretende transformar num museu, privando assim os bons e muitos aficionados nortenhos de assistirem à tradicional corrida das Festas da Srªa da Agonia, que esgotava por completo a sua lotação. Estremoz e Setúbal também tiveram as suas praças encerradas, a primeira continua por resolver o problema das obras necessárias para a sua reabertura,( agora que a autarquia mudou de presidente, esperamos que se possa resolver a situação), e Setúbal também não realizou as obras necessárias, não tendo por isso realizado qualquer espectáculo, agora com a agravante de que o proprietário do imóvel, Sr.Jorge Pereira dos Santos ter falecido. Nas restantes praças do País, a temporada desenrolou-se nos moldes habituais, houve foi um acréscimo das corridas em praças desmontáveis, nas zona centro, norte e trás-os-montes.

O Toiro elemento fundamental da Festa, terá obrigatóriamente de ser focado neste artigo; houve alguns toiros bravos nesta temporada, mas continuaram a sair exemplares com pouco trapio, falta de raça e com 3 anos de idade (algarismo 6 na espádua) em praças de responsabilidade, tirando assim verdade e emoção às corridas. Falou-se também que faltaram toiros, não sei se foi por essa razão ou por factores económicos, o que é certo é que houve uma mini-invasão de toiros espanhóis. As ganadarias de Cortijoliva, La Dehesilla, José Luís Pereda, Alcurrucen, Miura, Victorino, Partido de Resina, El Madroñal, Los Millares, Arrucci, Romanis, Campos Peña, Conde de La Corte, Sepulveda e Los Adaines enviaram toiros para as nossas praças ( + de oitenta toiros), um número bem significativo.

Orgulhamo-nos de ser a Pátria do toureio a cavalo e felizmente continuamos a ter em actividade os melhores cavaleiros do Mundo taurino. Neste momento temos uma mescla de veteranos e juventude, que garante o futuro. Os veteranos João Moura,Bastinhas ( que terminou o apoderamentocom Rogério Amaro após 14 anos de ligação), A.Telles e Rui Salvador (que este ano comemorou 25 anos de alternativa) mantêm intactas todas as suas qualidades e os triunfos sucedem-se ; João Salgueiro efectuou uma das suas melhores temporadas, com actuações de grande nível, e Luís Rouxinol continuou a colecionar Troféus, mercê da sua regularidade, entrega e valor. Seria injusto não referir os nomes de Rui Fernandes,Ana Batista, Vitor Ribeiro, Moura Jr e Brito Paes, cuja temporada lhes trouxe bons êxitos; de entre aqueles que tiveram altos e baixos, e tardam a afirmar-se estão Manuel Lupi e Moura Caetano, de quem se esperava mais. Passando para os mais jovens, João Telles Jr obteve grandes triunfos nesta temporada, tal como Marcos Bastinhas, que é já um firme valor dos nossos cavaleiros. Houve três alternativas no decorrer desta temporada, Francisco Palha, Duarte Pinto e Agostinho Silva. Entre os cavaleiros praticantes houve muita e boa competência, Salgueiro da Costa,Tomás Pinto e Marcelo Mendes, são nomes a reter e de quem se espera um futuro muito risonho. Tiago Carreiras foi sem dúvida o melhor praticante de 2009, aliás apontado como um dos triunfadores da temporada, depois de ter obtido grandes êxitos em praças importantes, e teremos de destacar o cavalo “Quirino” que foi o seu grande trunfo e que contribuiu para os êxitos, na grande maioria das corridas que efectuou. De entre os cavaleiros amadores, Miguel Moura continua a encantar o público das praças por onde passa e Mateus Prieto foi uma revelação muito positiva, toureando e montando com boas maneiras e com à-vontade e segurança.

Com bastante tristeza teremos que recordar D.José João Zoio, um grande homem e um grande toureiro, 1ª figura em décadas passadas e que faleceu no final do mês de Agosto.

A temporada 2009 em Portugal e no que concerne ao toureio apeado, não foi pródiga em grandes acontecimentos; as corridas mistas ou até só com matadores ou novilheiros, voltaram a ser diminutas, apenas o Campo Pequeno, Moita e Vila Fran- ca,promoveram mais esses espectáculos.Três primeiras figuras espanholas, como foi o caso de Morante de La Puebla, El Cid e Miguel Angel Perera actuaram em Lisboa e Pedrito de Portugal limitou-se a actuações em Lisboa e na Moita e o tão propalado regresso ficou mais uma vez adiado. José Luís Gonçalves (que afinal não se despediu esta temporada) e Luís Vital Procuna, foram os que mais tourearam. Destacam-se ainda dois factos; Vítor Mendes vestiu-se de luces por duas vezes, actuando no Campo Pequeno e em Tomar, e o gesto de José Júlio que apesar da sua já longa idade, quis comemorar os 50 anos de alternativa, lidando um toiro na Palha Blanco, durante a feira de Outubro. As novilhadas também continuaram escassas, se atendermos ao facto de existirem meia-dúzia de jovens valores, e que acabam por rumar até ao País vizinho para aí poderem actuar com mais regularidade. Destaque para João Augusto Moura e Manuel Dias Gomes pelas boas actuações, quer entre nós quer em Espanha.

Esta temporada também foi de êxito para os forcados, enormes e rijas pegas foram protagonizadas pelos muitos grupos existentes na nossa geografia taurina. Os grupos mais antigos e de maior prestigio, como são os casos de Montemor,Santarém, Lisboa, Vila Franca, Évora, Ap.da Moita e Alcochete, tiveram compromissos muito importantes, os quais souberam honrar a jaqueta que vestiam. Assinalou-se o 70º aniversário do grupo de Montemor, para muitos o melhor do País, e realmente a temporada foi um sucesso, como ficou demonstrado na corrida em Junho no Campo Pequeno onde pegaram sózinhos seis toiros Grave. Houve também uma subida qualitativa numa boa parte dos grupos chamados mais pequenos, e isso também deveu-se ao facto de se terem realizado muitas corridas com três grupos em praça, o que fez aumentar o número de actuações a esses mesmos grupos.Tivemos entre nós os forcados de Mazatlan do México e os de Turlock da América, com boas prestações.Também devemos realçar, porque bem o merece, a despedida de Ntinu Wen, esse grande e valoroso forcado do Aposento da Moita, que na corrida forte da Feira de Setembro pegou pela última vez. Mas a tragédia e o drama estão associados à Festa dos toiros e um acidente provocado por uma bandarilha tirou uma vista a Joaõ Salvação, cabo dos forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete; questiona-se para quando a obrigatoriedade das bandarilhas à espanhola, sabendo-se que há vozes discordantes de agentes da Festa, contra a sua utilizacão.

Muitos dos males da nossa Festa voltaram a estar presentes nesta temporada, e que alguns deles, com o novo Regulamento que todos esperamos há alguns anos por aprovação, sejam banidos e agora que parece que vamos ter um Governo mais dialogante, fazemos votos que esse Regulamento seja aprovado, assim haja algum deputado que faça força nesse sentido.

Como referi no inicio deste artigo cada aficionado terá o seu ponto de vista desta temporada, o meu ficou escrito nestas linhas, de certeza que divergirá em alguns pontos de outros aficionados, mas é salutar para a Festa a troca de impressões e de vivências para melhorarmos este espectáculo que tanto gostamos.

Encontramo-nos dia 1 de Fevereiro 2010 em Mourão.

Jornal Farpas - Edição de 5 de Novembro


A trágica morte de Edmundo Cruz, proprietário da empresa de eventos equestres “Espírito do Pátio”, deixou o mundo equestre em estado de choque – o “Farpas” conta tudo na edição que amanhã chega às bancas.

Não perca, ainda, no semanário “Farpas” de amanhã, a reportagem do festival dos bandarilheiros em Vila Franca de Xira, as fotos da actuação a cavalo de Morante de la Puebla no festival de homenagem aos irmãos Peralta (onde Ventura toureou a pé!) e a novidade de Vasco Dotti poder suceder a José Potier na presidência da Associação Nacional de Grupos de Forcados.

Veja as fotos da ferra da ganadaria de Inácio Ramos, conheça as últimas novidades da temporada e saiba tudo sobre a dança das praças e do apoderados, que promete animar o próximo defeso.

Fim de Semana Taurino na Golegã


Este ano a Feira de S. Martinho na Golegã terá mais um aliciante.
O prato forte será servido no Domingo 14 pelas 15H30 onde haverá uma corrida de toiros com a presença dos cavaleiros Francisco Núncio, João Paulo, Gilberto Filipe, Gonçalo Fernandes, João Soller Garcia e Tiago Lucas.
As pegas estarão a cargo dos grupos de Forcados Amadores de Chamusca, Aposento da Chamusca e Aposento de Tomar.
Lidar-se-ão toiros da ganadaria espanhola de Garcia Sánchez, Herdeiros de D. Cándido, com encaste Santa Coloma.
Por sua vez no dia 13 pelas 24h00 haverá uma garraiada académica.
A praça de toiros estará instalada à entrada da Golegã do lado direito de quem se dirigir a partir da Chamusca, a escassos minutos do Largo do Arneiro.

Edição N.º 2 da Revista CONTRA BARREIRA já se encontra nas bancas!


EDITORIAL - 4

NOTÍCIAS - 5

CAMPO PEQUENO - 6
- Balanço Posítivo para a Temporada de 2009
- Galardões Campo Pequeno 2009

CAMPO PEQUENO - 9 a 11
- Corrida de Gala: Esgotado!

SANTARÉM - 12 a 13
- A Última de Santarém

ROSTOS DE AFICION - 14

FEIRA DE VILA FRANCA DE XIRA - 16 a 22
- Ribeiro Telles, Êxito na 4ª Corrida da Câmara Municipal
- Corrida de Homenagem ao Maestro José Júlio
- GFA de Vila Franca de Xira, Noite de Triunfo

LABRUGEIRA - 22
- Festival Taurino

EXPOSIÇÃO - 22
- Pedro Batalha Expõe na Palha Blanco

TOMAR - 23
- A Corrida dos Tomarenses

COUDELARIA - 24 a 26
- Félix da Costa

O ESPÍRITO DA GOLEGÃ - 27

CAMPO PEQUENO - 30 a 31
- João Salgueiro, Indiscutível Triunfo

GANADARIA - 32 a 34
- Dr. Brito Paes, Herdeiros

CASAMENTO - 35 a 37
- Ana Batista e Orlando Vicente

VILA FRANCA DE XIRA - 38
- Festival dos Bandarilheiros

AZAMBUJA - 40 a 41
- Festival Taurino em Azambuja

COUDELARIA - 42 a 43
- Ferra na Coudelaria do Sol

ALÉM FRONTEIRAS - 44 a 47
- Cornadas em Las Ventas
- 2ª da Feira de Outuno
- Porta Grande para Castella em Madrid
- Pré-inauguração da Praça de Las Rosas
- Palha: Melhor Toiro lidado em Madrid
- Portillo de Toledo, Adrián Gomes não estás só!

ESPÍRITO DO PÁTIO - 47

PICARIA E DERRIBA - 48 a 49

O MITO DAS RAÇAS - 50 a 51

A FORMAÇÃO EQUESTRE - 52 a 53

ROTEIRO - 54
- Calendário de Desporto Equestre

Ferros compridos passam no teste em Évora


Em dia de testes ás bandarilhas compridas e curtas, a forcadagem, cavaleiros e outros intervenientes da festa não faltaram à chamada.

Com um sector da praça praticamente preenchido, coube a Joaquim Bastinhas fazer uma pequena introdução ao que iríamos assistir.

Antes do inicio do teste foi entregue aos cabos ou representantes do grupos de forcados, um questionário sobre os ferros que se iam testar.

Foi realçado que o que estava em analise não era a actuação dos cavaleiros e forcados, mas sim a eficácia dos ferros.

Os três protótipos de ferros testados pertenciam aos emboladores José Paulo, Estorninho e Carlos Simões. Para testar os ferros estavam os cavaleiros, Joaquim Bastinhas, António Telles, Marcos Tenório e os forcados de Santarém.

Segundo Joaquim Bastinhas o ferro de José Paulo era o mais idêntico ao que se estava habituado e quebrava mais facilmente.

António Telles achou os ferros todos idênticos, achando o de Carlos Simões mais leve que os outros.

Quanto à análise do cabo do Amadores de Santarém, Diogo Sepúlveda, mostrou que o ferro de José Paulo ficava com um pouco de madeira fora com um pequeno efeito que não causava nenhum perigo. Os ferros do Estorninho e Carlos Simões eram mais idênticos aos convencionais e o bocado que ficava de fora do toiro era muito maleável, chegando à conclusão que nenhuns deles ofereciam perigo de maior aos forcados.

Quanto ás chamadas bandarilhas espanholas, deveriam ser melhoradas porque podem espetar-se nos forcados, porque no momento da reunião da pega os ferros caem com facilidade.

O TAURODROMO.COM obteve declarações de Marcos Tenório que referiu ter ficado mais agradado como o ferro de José Paulo, porque era mais fácil de partir e sangrava mais o toiro, embora esteticamente fosse inferior aos outros, mas aqui o que interessava mesmo era o desempenho do ferro. Quanto ás bandarilhas espanholas, o cavaleiro acha que deveriam ser melhoradas, porque na maior parte das vezes não ficam colocadas devidamente na pele do toiro e acabam muito por cair, ficando unicamente o arpão no toiro.

A análise que o TAURODROMO.COM faz é idêntica à dos intervenientes do teste.

Quantos aos ferros compridos, na sua generalidade não oferecem perigo de maior para os forcados, verificamos ainda que a ferragem de José Paulo faz sangrar mais o toiro, no entanto, esteticamente os ferros do Estorninho e de Carlos Simões são muito mais bonitos e idênticos aos actuais.

Quanto ás bandarilhas espanholas, ainda deverão ser melhoradas porque oferecem alguns riscos aos forcados.

José Potier na qualidade de Presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados, referiu que ainda vão ser efectuados mais testes com outros cavaleiros e forcados, mas desta vez as bandarilhas espanholas vão ser alvo de maior atenção.

Brevemente a reportagem fotográfica dos teste das banderilhas.

Diogo Sepúlveda falou-nos do teste às bandarilhas


O Grupo de Forcados Amadores de Santarém, por uma questão de antiguidade, foi o Grupo convidado para realizar as duas pegas no teste às bandarilhas e aos ferros compridos que ontem se realizou em Évora. Prontamente o Grupo aceitou o desafio da Direcção da ANGF. Após o teste aproveitámos para fazer algumas perguntas a Diogo Sepúlveda, Cabo do Grupo scalabitano.

Tauromania - O Grupo de Forcados Amadores de Santarém actuou no teste de ontem. O que acharam dos ferros? Diminuem realmente o risco de lesões dos forcados provocadas pelos ferros?

Diogo Sepúlveda - Achámos que qualquer um dos modelos apresentados, diminui, consideravelmente, o risco de lesão dos forcados. Como se pode observar nas fotografias das duas pegas (ndr: publicadas na reportagem da Tauromania), em ambas os forcados vão bem reunidos com o toiro, vão com a cara na zona dos ferros e deu para perceber como o perigo é menor com estes ferros.

T- Qual a solução que achaste melhor?

DS - A solução que me pareceu melhor foi o ferro apresentado pelo Sr. Carlos Estorninho, por não apresentar madeira e, consequentemente, por não apresentar qualquer risco para os forcados. No que diz respeito aos curtos, creio que a opção da mola (ferros à espanhola) será a opção mais certa, uma vez que os ferros ficam caídos, o que reduz substancialmente o perigo.

T - Vendo de fora o que achaste ao nível da dificuldade aparente da colocação dos ferros?

DS - Não achei que qualquer um dos ferros apresentasse dificuldades acrecidas em relação aos ferros tradicionais. Facto que é comprovado pelas 2 lides fáceis e pelos testemunhos de Joaquim Bastinhos e de António Telles.

T - E em relação ao andamento dos toiros, notaste diferença?

DS - Creio que não podemos tirar conclusões a este respeito porque para isso, teríamos de lidar 2 toiros iguais um com os ferros tradicionais e outros com as novas soluções apresentadaas. O que eu penso, é que não será por um ferro ou por outro que o toiro andará mais ou menos. Tudo dependerá de cada toiro e de cada lide. Mas se é esse o problema, que se ponha mais um ou menos um ferro.

T - Vês alguns handicaps nestas novas soluções?

DS - Objectivamente, não vejo nenhum.

T - Quais os próximos passos que pensas que devem ser dados?

DS - Creio que os próximos passos que têm que ser feitos serão: realizar, o mais depressa possível, os próximos testes, com outros cavaleiros, para que este movimento não morra e penso que será importante sensibilizar todos aqueles que são contra, uma vez que esta medida vai fazer diminuir o risco de acidentes com as banderilhas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Efeméride do Dia


Corria o ano de 1972 em Zaragoza neste mesmo dia nasceria o matador de toiros José Raul Gracia Hernandez, que mais tarde assumiria o apodo de "El Tato".
Debutou em Illuseca - Zaragoza com picadores no dia 27 de Janeiro de 1990. Lidou novilhos de Benito Ramajo.
Tirou a alternativa a 7 de Outubro de 1992 em Zaragoza, teve como padrinho Niño de La Capea e de testemunha Ortega Cano, lidou-se nesse dia toiros de Baltazar Ibán, cortando uma orelha ao toiro de sua alternativa de nome Camarito.
Para a confirmação da Alternativa enfrentou toiros da ganadaria Portuguesa de Palha em Madrid no dia 17 de Julho de 1994, tenho como padrinho Pedro Lara e como testemunha Julio Norte.
Entre outros triunfos destaca-se a saída pela Porta do Principe na Real Maestranza de Sevilla na tarde de 11 de Abril de 1997 frente a toiros de Victorino Martin.
Cortou a coleta a 14 de Outubro de 2001 na sua Zaragoza tendo como companheiros nessa tarde Uceda Leal e Jesús Millián, cortando uma orelha ao seu último toiro de Samuel Flores.
Esporadicamente El Tato actuou em alguns festivais de beneficiência.
De realçar que seu pai Pepe Gracia foi bandarilheiro de confiança do colosso Curro Romero.
El Tato actualmente enverderou pela carreira de apoderado tenho estado às ordens entre outros de Julio Benitez "El Cordobés Hijo".

"Morante de la Puebla" novo apoderado para a Temporada de 2010


O Matador de Toiros José António "Morante de la Puebla, natual de Puebla del Rio, rompeu o seu relacionamento de apoderamento com Sánchez Benito, e passará a ser apoderado na Temporada de 2010, pelo Matador de Toiros, Curro Vásquez.

Sebastián Castella, triunfa em Aguascalientes - México


Domingo, 01 de Novembro de 2009, na Praça de Toiros de Aguascalientes no México, realizou-se uma Corrida de Toiros, com três quartos de casa, na qual actuaram os Matadores de Toiros:

Sebastián Castella - Escutou silêncio no primeiro, cortou duas orelhas no segundo, e escutou ovação no toiro de regalo.

Joselito Adame - Escutou ovação no primeiro e no segundo toiro. No toiro de regalo, escutou igualmente ovação.

Mario Aguilar, que tomou a alternativa - Cortou uma orelha no seu primeiro toiro, com o nome de "Cafetero", o número 646 e o peso de 483 quilos, e escutou silêncio depois de aviso no segundo.

Foram lidados Toiros das Ganadarias de Bernaldo de Quirós, Teófilo Gómez e El Junco.

Enrique Ponce em Tijuana - México


No passado Domingo 01 de Novembro de 2009 (Dia de Todos os Santos), realizou-se na Monumental Praça de Toiros de "Las Playas" em Tijuana, México, uma Corrida de Toiros, na qual foram lidados 7 Toiros da Ganadaria de Teófilo Gómez, pelos Matadores de Toiros:

Enrique Ponce - Escutou ovação no seu lote.
Pediu autorização ao Presidente e lidou no final o 7º. toiro com o peso de 550 quilos, de nome "Boricua" de pelagem negro, no qual executou uma faena replexa de brilho e magia, tendo escutado ovação, por estar mal com o estoque.

Juan Chávez - escutou ovação nos dois toiros.

Octávio Garcia "El Payo" - cortou uma orelha no primeiro, e deu volta à arena no segundo.

Corrida à portuguesa na Feira da Golegã


Vai realizar-se no próximo dia 14 pelas 15h30 na Golegã (em praça portátil) uma corrida de toiros à portuguesa, por ocasião da tradicional Feira do Cavalo, que este fim-de-semana ali tem início.
O cartel é composto pelos cavaleiros Francisco Núncio, Gilberto Filipe, João Paulo, Soller Garcia, Gonçalo Fernandes e Tiago Lucas, estando as pegas a cargo de três grupos de forcados: Amadores da Chamusca, Aposento da Chamusca e Aposento de Tomar.
Os toiros pertencem à ganadaria espanhola de Garcia Sánchez, de encaste Santa Coloma e que pasta na província de Salamanca - informa hoje o site "toureio.com".


Foto D.R.

Baptizado de João Tomás Moura super-badalado nas revistas sociais


As revistas sociais "Caras", "Nova Gente", "Lux" e "Flash" dedicam várias páginas das suas edições postas esta semana à venda à cerimónia do baptizado de João Tomás Moura, filho de João Moura e de Filipa Telles de Carvalho, que se realizou no passado dia 24 de Outubro em Alter do Chão, seguido de jantar no Monte dos Aroeirais, em Fronteira.

Gabinete de Imprensa de "Procuna" esqueceu toiros de Caldeira...


O Gabinete de Imprensa do matador Luis Vital "Procuna" emitiu um novo comunicado, na sequência do anterior onde dava conta do triunfo do diestro na corrida de domingo no Redondo, desta vez para lembrar que os toiros lidados pertenciam à ganadaria de Francisco Luis Caldeira - o que, por lapso, tinha ficado omitido na primeira comunicação.
Fica feito o reparo.


Foto D.R.

Tauromaquia na Campanário amanhã em outro horário


Tal como é habitual todas as terças-feiras, a Rádio Campanário - Voz
de Vila Viçosa recebe a Festa Brava, no programa "Tauromaquia"
conduzido por Hugo Calado, programa que vai para o ar no horário das
21 ás 22 horas.

No entanto esta terça-feira, 3 de Novembro, devido a uma programação
especial o programa irá para o ar das 22 ás 23 horas, na mesma
sintonia 90.6Fm ou então na internet em www.radiocampanario.com.

No programa desta semana, para além de toda a actualidade taurina,
Hugo Calado irá dar conta de tudo o que se passou no dia 1 de Novembro
no Coliseu do Redondo, irá ainda contar com a participação de Marco
Gomes, para a habitual rubrica "Bau do Aficionado" e irá ainda dar voz
aos aficionados para comentarem a temporada que agora findou.

Amanhã nas Bancas


- Houve troféus no Cartaxo

- Os premiados do Sobral

- Ferra da Coudelaria Sol Renato Serralheiro

- Luís Sabino vence em Vilamoura

- Os Reis das Bandarilhas no Redondo

- Treino dos Amadores de Monsaraz na ganadaria do Eng.º Luís Rocha

Brito Paes vencedor do prémio Epal no Cartaxo


António Maria Brito Paes encerrou no Cartaxo a sua temporada.

A corrida agradável teve uma boa entrada de casa e não fosse o tempo cinzento e agreste que se mostrou horas antes da corrida, teria sido um espectáculo de casa cheia.

Em termos artísticos a corrida foi positiva com lides na generalidade boas, destaque para a grande actuação de António Brito Paes que venceu com justiça o troféu Epal para melhor lide.

Boa actuação de ambos os grupos de forcados e bom comportamento dos toiros de Dias Coutinho.

Toiros Ascenção Vaz triunfam em Espanha


No passado domingo, na localidade de Navalmoral de la Mata, foi lidado um curro da ganadaria portuguesa Ascenção Vaz (Serpa).

Desta corrida acidentada, resultaram oito orelhas e dois rabos e várias passagens pela enfermaria da praça.



Ortega Cano lidou o primeiro da tarde, onde obteve silêncio, depois de dois avisos. Após a lide deste toiro, foi para a enfermaria onde lhe foi diagnosticada uma taquicardia supraventricular, seguindo para o hospital.



Antonio Ferrera, o triunfador da tarde, cortou duas orelhas e rabo no primeiro, mesmo tendo sido colhido depois de meter o segundo par de bandarilhas, tendo recolhido á enfermaria, onde foi operado. Voltando para tourear o segundo toiro de Ortega Cano, obtendo mais duas orelhas e rabo. No seu terceiro toiro, cortou mais uma orelha.



Júlio Parejo, que recebia a alternativa, cortou duas orelhas no seu primeiro, uma orelha no seu segundo e ainda toureou, depois de solicitar ao Presidente da corrida, o sobrero, onde obteve ovação depois de um aviso.



O sexto toiro da tarde deu uma merecida volta á praça.



Relatório do médico de Antonio Ferrera: cornada na coxa direita, perfurando o musculo até ao gémeo, foi operado na praça, onde lhe protegeram a ferida com uma protecção para continuar a tourear.

Relatório do médico de Ortega Cano: Entra na enfermaria da praça com uma forte dor no peito, sendo diagnosticada uma taquicardia supraventricular. Recebeu oxigénio na ambulância a caminho do hospital local.


Fonte: mundotoro.com

Opinião: Outubro, mês de oportunidades em Albufeira


Como habitualmente acontece o mês de Outubro, é mês de novilhadas e de variedades taurinas na Monumental Praça de Toiros de Albufeira e tal como em anos anteriores este ano não fugiu à regra.

Três espectáculos compuseram o cartel que o empresário e proprietário do taurodromo algarvio quis apresentar neste mês de Outubro, muita juventude, toureiros que sonharam um dia ser figuras, as oportunidades nem sempre aparecem por isso à que agarra-las com unhas e dentes e, vir tourear a Albufeira já não é o que era, há mais exigência, há um publico mais conhecedor, já não são só os turistas (estrangeiros) que vão assistir aos festejos. Começando pelas reses, em ambos os espectáculos (três) em que foram lidadas um total de nove, todas elas eram puras e a demonstrar nobreza, de parabéns esteve a ganadaria das Sesmarias com ferro de Fernando Santos.

Quanto aos artistas, já aqui trouxemos as crónicas de cada um dos Espectáculos de Variedades Taurinas, mas em jeito de resumo e de balanço do que aconteceu em Outubro, vamos falar dos intervenientes nos festejos, a nível de cavaleiros Alda Maria e Tiago Cantante, ambos praticantes, repetiram cartel em Albufeira, a cavaleira de Vera Cruz mais rodada que o seu colega, esteve em duas noites de “solera” toureou a gosto e deixou bom ambiente na praça de Fernando Santos, Tiago Cantante teve duas passagens bem positivas pelo Algarve, com principal destaque para a corrida do dia 16 em que se viu um toureiro com alegria com modos e vontade de triunfar.

Tiago Martins (praticante) e Sofia Almeida (amadora), tourearam por uma vez, quanto ao cavaleiro de Alenquer esteve em noite esforçada, no entanto pode-se dizer que foi o artista menos bafejado pela sorte, deixou bom ambiente e vontade para dar a volta por cima assim a sorte o ajude, Sofia Almeida a menos rodada dos quatro cavaleiros, voltou a mostrar que tem valor, toureira de corte clássico, com modos e maneiras de montar andou correcta na sua actuação de dezasseis de Outubro, motivada pelo seu namorado Tiago Cantante, mostrou uma vez mais que está no bom caminho.

Quanto á forcadagem, também altura de fazer rodar novos valores, para isso e muito bem os três grupos chamados a pegar em Albufeira, trouxeram um misto de veterania e juventude, ambos sempre a apostar nos novos para estar na cara das rezes, saindo sempre por cima dos seus opositores, deixando antever um risonho e promissor futuro para os grupos de forcados amadores de Arronches, Montijo e Tertúlia do Montijo.

Para o decorrer normal destes espectáculos, e, para que estes tivessem o brilho que tiveram, muito contribuiu também a experiencia dos bandarilheiros de serviço, destacando-se os nomes de António Pedro, Júlio André e Pedro Paulino “China”, a ferragem bem cuidada e vistosa de José Paulo e João Lazaro e os Directores de Corrida que souberam em Albufeira, promover a festa que todos nós gostamos.

Clube Taurino Vilafranquense volta a fomentar a festa


O Clube Taurino Vilafranquense, receberá na próxima sexta-feira, 6 de Novembro pelas 18h:30m um evento taurino, para o qual todos os aficionados estão convidados.

Neste acto onde se irá analisar a actuação dos Grupos de Forcados na Praça de Toiros “Palha Blanco” nas corridas realizadas na Feira de Outubro, irão estar presentes Jorge Faria (antigo Cabo dos Amadores de Vila Franca), Vasco Dotti (antigo Cabo dos Amadores de Vila Franca), também o actual cabo dos Amadores de Vila Franca irá marcar a sua presença, bem como, Constantino Agostinho (antigo elemento dos Amadores de Vila Franca).

Neste evento será ainda apresentado um DVD com as actuações dos Grupos de Forcados de Vila Franca e Mazatlan, comentadas pelos digníssimos convidados e aficionados.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"José Delgados (aliás Pepe Illo), a tauromaquia ou a arte de tourear" de Pablo Picasso vendidos em leilão


Dia 28 de Outubro, quarta-feira, foram vendidas em leilão mais de 100 aguarelas, litografias e gravuras de Pablo Picasso, Salvador Dalí e Joan Miró. Segundo a Christie's, as vendas superaram as expectativas sendo amealhado cerca de sete milhões de dólares (4,8 milhões de euros).

As 26 gravuras de Pablo Picasso leiloadas (25 em água-tinta e uma em ponta seca) encabeçaram as vendas ao atingir os 80500 dólares superando os valores inicialmente atribuidos pela Christie's.

Das obras de Picasso destacam-se "José Delgados (aliás Pepe Illo), a tauromaquia ou a arte de tourear" (1952, assinados a lápis) avaliados inicialmente entre 30.000 e 50.000 dólares (20.340/33890 euros) e "Figure au corsage rayé" (litografia a cores) avaliado entre 50.000 e 70.000 dólares.

Michelito, debuta com picadores em Acho - Perú


Lembra-se do Jovem Michelito, que esteve anunciado para actuar na Monumental Praça de Toiros do Campo Pequeno, em Lisboa, e alguns dias depois na Praça de Toiros de Portalegre, durante a temporada de 2009, e não pôde actuar porque a Associação Animal, se insurgiu contra a sua actuação?

Pois bem, este jovem Bezerrista de seu nome Michelito Lagrávere Peniche, nasceu no Mês de Dezembro de 1998 no México, é filho do Matador de Toiros Francês, Michel Lagrávere, já toureia desde os 4 anos de idade, tendo actuado pela primeira vez em público aos 5 anos, e matou o seu primeiro bezerro aos 9 anos.

A 24 de Janeiro de 2009, participou em solitário numa bezerrada, onde lidou seis novilhos, e cortou duas orelhas.

Até à presente data, já participou em 60 espectáculos.

Este jovem irá debutar com picadores no próximo Domingo, 8 de Novembro de 2009, na Praça de Toiros de Acho, Lima-Perú.

Este jovem tem 11 anos, e é um jovem que muito tem chamado a atenção dos aficionados de todo o mundo taurino.

Touros espanhois numa corrida na Golegã


Será por ocaisão da Tradicional Feira de São Martinho na Golegã, que terá lugar no dia 14 de Novembro pelas 15h:30, uma corrida de touros à portguesa.

Nesta tarde lidar-se-ão touros da ganadaria espanhola de Garcia Sánchez, Herdeiros de D. Cándido (divisa verde, azul e branca), uma ganadaria que pasta na provincia de Salamanca e com encaste Santa Coloma.

Em praça estarão os cavaleiros Francisco Núncio, Gilberto Filipe, João Paulo, João Soller Garcia, Gonçalo Fernandes e ainda Tiago Lucas, estando as pegas a cargo dos Amadores do Aposento da Chamusca e Aposento de Tomar.

Museu de Mário Coelho atinge o visitante 10000


Na Quinta-feira, dia 5 de Novembro, pelas 13 horas, tem lugar na Casa Museu Mário Coelho, em Vila Franca de Xira, a entrega de uma distinção ao visitante 10000 daquela Casa Museu.

Segue-se um almoço aos visitantes que se inscrevam, num dos restaurantes da cidade.

Isabel Ramos embaixadora do Lagar na Golegã


ISABEL RAMOS - Embaixadora do Lagar na Golegã

Este ano as festas da noite da Golegã durante a popular Feira do Cavalo vão conhecer uma renovação.

O Lagar, conhecido espaço na vila ribatejana, será o local nocturno mais "IN" da Feira da Golegã, o local da Elite!

Respeitando a tradição equestre, os hábitos locais e a beleza da festa do Cavalo, três empresas juntaram ideias e ideais e criaram as Noites da Golegã@Lagar.

As noites de 6, 7, 11, 12, 13 e 14 de Novembro foram preparadas com toda a “afficion”. A Kitsch de Zé Paulo Carmo, João Figueiredo e Duarte Ribeiro, juntou-se à Desafio Gigante de Ricardo Tavares e à MayaEventos e criaram, com o apoio da Pernod Ricard seis grandes noites, que foram apresentadas no passado dia 17 Outubro, no BBC em Lisboa.

As noites da Golegã@Lagar, terão como embaixadora a cavaleira tauromáquica Isabel Ramos e como principal RP a conhecida Maya sendo também RP do meio taurino e equestre Inácio Ramos Jr.

Para ter entrada grátis, basta enviar o seu nome e o dos seus amigos/as para a guestlist para iramosjr@gmail.com ou por sms para 963449689.

E vamos Golganar!!!

Até lá!


P.S.: Agradecemos divulgação.

Na Rota dos Troféus


A Tertúlia Tauromáquica Sobralense e o Clube Taurino Vilafranquense deram-nos a conhecer os Triunfadores da Temporada 2009, nas respectivas praças.


Os Triunfadores da Temporada de 2009 no Sobral são:

Cavaleiro Profissional: António Ribeiro Telles
Cavaleiro Praticante: Tiago Carreiras
Forcados: Amadores de Coruche



- Galardões de Destaque da Temporada de 2009:

Auto-Agrícola Sobralense
Joaquim Carlos - Maioral da Ganadaria Palha
José Júlio
Rui Salvador
Tertúlia "O Piriquita"



- Menções Honrosas da Temporada de 2009:

Cláudio Miguel - Bandarilheiro
Márcio Francisco - Forcado dos Amadores de Vila Franca
Vasco Dotti - Forcado dos Amadores de Vila Franca



Os prémios foram entregues no passado sábado, 31 de Outubro, num jantar que coincidiu com a data de aniversário da Tertúlia Tauromáquica Sobralense.



Os Troféus Clube Taurino Vilafranquense - Praça de Toiros Palha Blanco - Temporada 2009 serão entregues numa cerimónia a realizar em data ainda não confirmada.

Os Triunfadores da Temporada foram:

· Ganadaria - Oliveira Irmãos - Segunda-Feira, 5 de Outubro / Feira Anual

· Cavaleiro - António Ribeiro Telles - Domingo, 4 de Outubro / Feira Anual

· Matador - Sanchez Vara - Domingo, 5 de Julho / Colete Encarnado

· Bandarilheiro - Cláudio Miguel - Domingo, 5 de Julho / Colete Encarnado

· Forcado - Vasco Dotti - Terça-Feira, 6 de Outubro / Feira Anual


Com Prémio de Mérito, foram distinguidas as seguintes personalidades:

· Maria da Luz Rosinha - Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

· Sr. Fernando Palha - Ganadero.

· Sr. Saavedra Valente - Aficionado e Tertúliano.

· Dr. Luís Ramos - Médico e Cirurgião.

. Manuel Dias Gomes - Novilheiro da escola de toureio José Falcão, pelo seu Debute com picadores a 14 de Agosto na Praça de Toiros de Málaga.






29 Outubro 2009
Cáritas Diocesana de Évora

26 Outubro 2009
Festival em Vila Franca

23 Outubro 2009
SRUCP faz balanço

PUBLICIDADE

Hugo Teixeira colhido na ferra de Inácio Ramos


O Chefe de Redacção do "Farpas", Hugo Teixeira, sofreu uma lesão na mão quando dava primeiras-ajudas numa pega executada sábado na Herdade das Arengozinhas, de Inácio Ramos, durante a ferra desta ganadaria.
Hugo Teixeira foi assistido no hospital e regressou depois a casa. Ontem à noite participou no programa que reparte semanalmente com Lourenço Mourato na Rádio Portalegre, mas ressente-se ainda da lesão e tem dores.
Na foto, o momento em que Teixeira caíu, completamente desamparado, depois de se "armar" em pegador de toiros. Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele...


Foto João Dinis

Ontem no Redondo: Gomes muito próximo de Bastinhas...


Embora cauteloso e prudente nas declarações que anteontem prestou ao "Farpas", procurando contornar, sem desmentir nem confirmar, a pergunta que lhe colocámos - se era ou não verdade que seria o próximo apoderado de Joaquim Bastinhas -, José Luis Gomes deu ontem demasiado nas vistas na trincheira da praça de toiros do Redondo, sempre muito próximo do cavaleiro de Elvas...
A cumplicidade evidenciada entre ambos foi por demais evidente e alvo de muitos comentários dos mais atentos que presenciavam a corrida do Redondo. Há quem garanta que José Luis Gomes vai mesmo integrar uma dupla (quem será o outro?) que passará a apoderar Bastinhas e o seu filho Marcos Tenório.
Aguardem-se as confirmações ou desmentidos...


Foto João Dinis

"Procuna" empolga com as bandarilhas no Redondo


Luis Vital "Procuna" empolgou ontem o público que assistiu à derradeira corrida da temporada na nova praça do Redondo, sobretudo no tércio de bandarilhas no último toiro . Segundo informa esta manhã o seu Gabinete de Imprensa em nota divulgada à Imprensa, "Procuna" atingiu o ponto alto da sua actuação "no poderoso tércio de bandarilhas realizado no último da tarde, o primeiro imponente a quarteio, o segundo de violino e o último de fora para dentro, arriscando demasiado".
O diestro moitense, que envergou o traje de luces azul-marino e oiro que estreou na última Feira da Moita, em Setembro, esteve, ainda de acordo com a nota do seu Gabinete de Imprensa, "artista com o capote, poderoso com as bandarilhas e com a muleta, destaque para uma série de deréchazos".
"Procuna", que no primeiro toiro pouco se pôde evidenciar pela mansidão e falta de investida do oponente, alternou ontem no Redondo com os cavaleiros Bastinhas e Rouxinol, que deram volta no final das suas lides e com os Forcados do Redondo, que executaram três pegas à primeira e uma à segunda.


Foto D.R.

Cavaleiro Vitor Ribeiro


O Cavaleiro Vitor Ribeiro está hoje de parabéns o bolasetetouradas.blogspot.com deseja-lhe um feliz dia de aniversário e que conte muitos.

NOVO BURLADERO 252 JÁ ESTÁ À VENDA


Já está à venda nos locais habituais a edição N.º 252 da revista NB, de Novembro, como de costume recheada de motivos de interesse. Na parte final da temporada, acompanhou-se ao detalhe as corridas realizadas no Campo Pequeno, Santarém, Alcácer do Sal e a Feira de Outubro de Vila Franca de Xira. Nas incursões fronteiriças a Espanha, a NB testemunhou em Zafra a tarde mágica de Miguel Ángel Perera e posteriormente, em Almendralejo e Villafranca de los Barros, acompanhou as "aulas práticas" do encontro final de Novilhadas da Federação Internacional de Escolas Taurinas.

Na despedida de um trabalho onde, ao longo de dois anos, Luís Esteves historiou 22 Coudelarias Toureiras, dá-se lugar à emblemática criação de Branco Núncio. Outro artigo que também chega ao fim é a História da Tauromaquia, onde o Coronel José Henriques fala nos "Fantásticos anos noventa."

Terminada mais uma época taurina, a NB elegeu aqueles que foram os Cavalos Toureiros em destaque durante a temporada 2009, tanto ao nível dos mais conhecidos como em relação aos novatos.

O forcado Vasco Dotti, depois da sua despedida como cabo dos Amadores de Vila Franca de Xira, mantém uma interessante e frontal conversa. Com a temporada no outro lado do Oceano Atlântico a ter começo, dá-se a estreia de Noticias das Américas, um trabalho de compilação de Carlos Martins que os vai trazer informados sobre o que de mais importante por lá se passa. Também novidade é aquela que nos oferece Sérgio Perilhão com o seu Figuras do Campo Ribatejano, onde começa por contar a história da vida do campino João Preceito. Outro artigo com interesse é o dedicado ao Manifesto pela Liberdade Taurina em Barcelona, assinado pelo poeta catalão Pere Gimferrer.

Para além de tudo isto, as costumadas rubricas Al Alimón, Taurocultura, Notícias, Curtas, Tertúlia NB, Saiba que., Recordações a Preto e Branco, Da Barreira., Os portugueses no estrangeiro, À Boca do Burladero, 5.ª Coluna, Efemérides e Álbum de Memórias completam mais uma edição da NB a não perder.

Procuna no Redondo


O matador de Toiros Luís "Procuna" actuou ontem, domingo 1 de Novembro, na localidade alentejana do Redondo encerrando a sua temporada.

"Procuna" envergou o traje de luces que havia estreado em Setembro ultimo na Moita, azul-marino e oiro.

A actuação de Luís "Procuna" atingiu o ponto alto no poderoso tercio de bandarilhas realizado no último da tarde, o primeiro imponente a quarteio, o segundo de violino e o ultimo d fora para dentro arriscando demasiado.

Artista com o capote, poderoso com as bandarilhas e com a muleta destaque para uma serie de derechazos, tanto pela direita como pela esquerda, o seu oponente não tinha recorrido suficiente para o matador brilhar, abreviando a faena, que, mesmo assim despertou a atenção do publico pela sua entrega e pundonor.

O seu primeiro foi manso sem qualidade mínima de investir. "Procuna escutou forte ovação no primeiro e deu volta no último.

Alternou com os cavaleiros Joaquim Bastinhas e Luís Rouxinol, ambos deram volta após cada lide.

O Grupo de Forcados Amadores do Redondo executou quatro pegas, três á primeira e uma á segunda.

Caseta COPARIAS - Feira da Golegã


Caseta COPARIAS - Feira da Golegã.

Entre 6 e 15 de Novembro, a Caseta COPARIAS com 2 espaços, será como é hábito na Feira do Cavalo o ponto de encontro dos aficionados, quer seja à tarde junto ao Arneiro ou à noite atrás do Café Central.

O HorseBall em ano do seu aniversário vai ter o Coparias Day como bar oficial dos 20 anos de Horseball em Portugal assim como das provas em disputa, o Torneio Internacional de Horseball e a Taça de Portugal que ocorrem nos dias 12 a 14 de Novembro, a fechar a Festa dos 20 anos Horseball em Portugal sáb dia 14 no Coparias night.

Haverá Sevilhanas nos dias 7, 11, 12 e 14 e no dia 13 actuação do grupo Sonido Andaluz

Sábado dia 7 é a Festa do Cavaleiro de Obstáculos e a tradicional Festa do site CavaloNet é no dia 11 (dia de São Martinho)

Há 12 anos que este espaço é uma referência da feira e em 2008 manter-se-á a tradição e são certamente muitos os motivos para frequentar o COPARIAS durante a Feira do Cavalo.

Durante esta semana de feira, os aficionados tem encontro marcado na Caseta COPARIAS!

Agradável Festival Taurino a Favor da Caritas em Évora


- Praça de Toiros: Arena D`Évora
- Data: 31 de Outubro de 2009
- Empresa: Terra Brava
- Ganadaria: 6 Novilhos-Toiros gentilmente oferecidos por Murteira Grave, Passanha, Manuel Coimbra, Herdade de Pégoras, Canas vigouroux e Soc. Agr. Rio Frio
- Cavaleiro de Alternativa: Francisco Núncio
- Cavaleiros Praticantes: Tomás Pinto, Francisco Zenkl e João Soller Garcia
- Cavaleiros Amadores: Manuel Vacas de Carvalho e Mateus Prieto
- Grupo de Forcados: Eborenses (Forcados de vários Grupos, todos naturais de Évora)
- Assistência: ½ Forte
- Delegados da IGAC: Delegado Tauromáquico Srº Lourenço Luzio assessorado pelo Médico Veterinário Drº Carlos Santos

Mais uma vez, ficou demonstrada toda a solidariedade existente nos homens dos toiros, com a realização deste Festival Taurino, com receitas a favor da CÁRITAS DE ÉVORA onde é de elementar justiça destacar a postura e elevação de todos os intervenientes no espetáculo, visto terem actuado graciosamente.

Abriu esta tarde de toiros, o cavaleiro Francisco Núncio, frente a um cumpridor Pégoras com 490Kg, assinando uma lide limpa onde ficou patente o cuidado na preparação e colocação da ferragem.

O segundo da tarde, com ferro Manuel Coimbra com 470Kg coube ao Cavaleiro Praticante Tomás Pinto que não esteve nos seus dias com uma atuação algo desastrada. Nunca entendeu a investida do toiro limitando-se a cravar a ferragem da ordem. De enaltecer a sua postura a não dar volta para os agradecimentos.

A Francisco Zenkl coube um exemplar da Soc. Agr. de Rio Frio que colaborou com o cavaleiro possibilitando-lhe bons momentos de toureio. Esteve correcto na preparação e colocação da ferragem curta com destaque para os dois últimos ferros.

João Soller Garcia lidou um toiro de Murteira Grave com 505Kg que em nada facilitou a tarefa deste jovem cavaleiro. Após estar bem na colocação da ferragem comprida o nível baixou nos curtos, fruto da fraca e perigosa investida do toiro. Ainda assim realce para a entrega de Soller Garcia.

No capítulo dos Cavaleiros Amadores, abriu a tarde o jovem montemorense Manuel Vacas de Carvalho, que após brinde a Mestre Luís Miguel da Veiga assina uma lide em plano positivo. Frente a um colaborador Passanha de 420Kg, executa uma meritória seríe de ferros curtos para entusiasmo do público presente.

Completava o cartel o também Amador Mateus Prieto, com uma passagem triunfal por Évora. Frente a um cumpridor Pégoras que substituía o anunciado Canas Vigouroux, Prieto rubrica uma lide de bom nível, ficando patente a sua noção de lide, na forma como elegeu os terrenos de modo a cravar com êxito as sortes. Termina a sua atuação com três ferros de violino e um palmo para contentamento geral.

Quanto aos Forcados, abriu praça Vasco Fernandes dos Amadores de Évora com uma pega à segunda tentativa com querer, após uma primeira tentativa em que o forcado da cara não suportou o primeiro e forte derrote. Destaque para a primeira ajuda de Nuno Torres dos Amadores de Santarém. O segunda da tarde foi pegado por Manuel Ramalho ao primeiro intento a dobrar o seu colega dos Amadores de Montemor Francisco Borges. Remata a pega o rabejador Gonçalo Patrício dos Amadores de Lisboa. A Gonçalo Guerreiro dos Amadores de Évora coube pegar o exemplar da Soc. Agr. Rio Frio e fê-lo ao segundo intento contando com boa primeira ajuda de Jorge Vacas também dos Amadores de Évora. Para o quarto da tarde, manso e reservado, de Murteira Grave saltou Ricardo Casas Novas dos Amadores de Évora, executando a pega à segunda tentativa com raça, numa sorte bem rematada pelo Grupo. O momento da tarde no capítulo das pegas, pertence ao já retirado, Manuel Murteira, forcado de eleição dos Amadores de Santarém. Foi todo um forcado, desde meter o barrete, citar, carregar e fechar-se na cara do Passanha. Volta muito aplaudida para Manuel Murteira e para o primeiro ajuda também já retirado dos Amadores de Évora Armando Raimundo. Fechou esta tarde solidária de toiros o jovem Duarte Almeida dos Amadores de Évora à segunda tentativa após uma primeira tentativa em que não recebeu o oponente correctamente.

O Mais e o Menos
+ O facto de todos os artistas actuarem graciosamente, mostrando mais uma vez, que a Festa de Toiros é solidária.
- Nada a registar

Coliseu do Redondo fecha temporada de inauguração


Se a ideia foi criar uma nova data, então penso que resultou em pleno a aposta da Associação Tauromáquica Redondense. Com efeito, houve no Coliseu do Redondo uma boa moldura humana, na tarde deste Domingo, para assistir à corrida mista, com preenchimento de cerca de ¾ de casa.

Anunciava-se a “Corrida das Bandarilhas” com os cavaleiros Joaquim Bastinhas e Luís Rouxinol e o matador de touros, Luís Vital “Procuna”, bem como, os forcados Amadores do Redondo e um curro da ganadaria alentejana de Francisco Luís Caldeira.

Começo por vos falar dos seis novilhos de Francisco Luís Caldeira, que saíram à arena pequenotes e dando jogo desigual. Dos quais, dos quatro touros para a lide a cavalo, destaco o segundo da tarde, enquanto os dois para as lides a pé mostraram génio e pouco permitiram a Procuna.

Abriu a tarde Joaquim Bastinhas, que teve pela frente dois touros que lhe permitiram realizar o toureio comunicativo que lhe é bem característico. Na primeira lide, andou a gosto e aproveitando as boas condições do hastado, culminando com o habitual par de bandarilhas. A segunda pouco se diferenciou da primeira, uma vez que Bastinhas voltou a andar a gosto e a cravar bons ferros, terminando da melhor forma a sua temporada 2009.

Também Luís Rouxinol terminou a temporada em beleza, já que os dois hastados que enfrentou lhe permitiram realizar boas lides. Na primeira mexeu com touro recriando-se para deixar bons ferros em sortes frontais e terminar também ele com um par de bandarilhas. Na segunda lide Rouxinol voltou a marcar um bom plano, estando bem na brega, mudando o touro de terrenos. Encerrou a sua temporada com um ferro de violino e o par de bandarilhas a duas mãos.

No toureio a pé, o resultado artístico foi fraco, pois os dois touros lidados por “Procuna” pouco permitiram ao diestro Moitense que, assim, abreviou ambas as faenas. Há contudo que destacar o variado tércio de capote no primeiro touro e o tércio de bandarilhas no segundo. Na muleta pouco se viu, se não apenas uns muletazos soltos.

O grupo da terra não teve dificuldades de maior para pegar os quatro exemplares. Foram solistas Luís Figueira, à primeira, Helder Delgado, à segunda, João Laranjinho, à primeira e Nuno Fitas, igualmente à primeira tentativa.

Este espectáculo foi dirigido pelo Sr. António Garçoa, assessorado pelo Dr. Matias Guilherme.

Para terminar, há que congratular Associação Tauromáquica Redondense, pelo excelente trabalho que realizou esta temporada no Coliseu do Redondo, um trabalho que espero que continue pelos próximos três anos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Julio Parejo, corta três orelhas em dia de Alternativa


Praça de Toiros coberta de Navalmoral de la Mata

Sábado, 31 de Outubro de 2009

Três cuartos de casa, para presenciar uma Corrida de Toiros, com a particularidade da tomada de alternativa do toureiro local, com o seguinte cartel:

Seis Toiros da Ganadaria portuguesa de Ascenção Vaz, de Carrapatelo (Serpa), para os Matadores de Toiros:

José Ortega Cano, no seu primeiro e único que lidou, por estar mal com o estoque escutou silêncio, depois de dois avisos.

Passou à enfermaria da praça por sentir uma dor no peito, sendo diagnosticado uma Taquicardia Supraventicular, sendo inicialmente assistido na enfermaria e depois no Hospital de Navalmoral de la Mata.

Antonio Ferrera, no seu primeiro toiro e quando saía do segundo par de bandarilhas, sofreu uma cornada interna na côxa direita, passando no final da lide e morte deste toiro à Enfermaria da praça, aonde foi operado, sendo-lhe colocada uma protecção, para poder continuar a sua participação na corrida.

Neste seu primeiro toiro, cortou duas orelhas e um rabo, no seu seu segundo, cortou uma orelha, e no toiro que lidou por Ortega Cano, cortou duas orelhas um rabo.

Julio Parejo, no seu primeiro cortou duas orelhas, no seu segundo, cortou uma orelha.

No final da corrida, pediu autorização ao Presidente para lidar o toiro sobrero com o ferro de Ascenção Vaz, como oferta ao público, (prática muito em uso no México), no qual escutou ovação depois de aviso.

O sexto toiro deu volta à arena.

Tertúlia Tauromáquica do Montijo organiza III torneio Futtoiro


Tertúlia Tauromáquica do Montijo está a organizar o III torneio de Futtoiro que se realizará na Praça do Montijo nos dias 1, 8 e 15 de Novembro as 14h.
Márcio Chapa cabo do grupo explicou ao Jornal do Montijo que as regas deste jogo a muito se assemelham com as regas do futebol, contendo no entanto algumas diferença, em primeiro lugar o campo é redondo em vez do habitual campo rectangular, o jogo é composto por duas partes de 20minutos cada e o novilho é trocado ao intervalo,as equipa são formandas por 7 forcados, as substituições não tem um numero restrito e podem estar inscritos 20 forcados de cada grupo, por ultimo o arbitro expulsa com vermelho directo quem agarrar o novilho ou saltar a trincheira.
Este ano o torneio conta com a a presença dos seguintes grupos de forcados:
GFA Santarém, GFA Moita, GFA Tertúlia Tauromáquica do Montijo, GFA Alcochete, GFA Vila Franca de Xira, GFA Montijo, GFA Azambuja, GFA Aposento da Moita.
Para o torneio estão apostos 24 reses de Pedro Damião

Touros Ascenção Vaz dão bom jogo em Navalmoral


A localidade espanhola de Navalmoral de la Mata, na provincia de Cáceres, recebeu este Sábado, 31 de Outubro, uma corrida de touros onde Julio Parejo tomou a sua alternativa perante touros da ganadaria portuguesa Ascenção Vaz.

Quanto ao touros da divisa portuguesa, os dois primeiros fora nobres e manejáveis, o terceiro era encastado e foi ovacionado no arrastre e o sexto foi manejável, tendo sido premiado com volta ao ruedo.

Assim perante 2/3 de casa, o resultado foi: Ortega Cano, silencio com dois avisos no unico que matou, António Ferrera, duas orelhas e rabo, orelha e duas orelhas e Julio Parejo, que tomava a alternativa, duas orelhas, orelha e ovação com aviso no sobrero que ofereceu.

José Luis Gomes não confirma nem desmente ser "o homem que se segue" no apoderamento dos Bastinhas...



Interpelado pelo "Farpas" face aos rumores que nos últimos dias o têm apontado como próximo apoderado dos Bastinhas, José Luis Gomes não confirmou nem desmentiu essa hipótese, limitando-se a dizer-nos que "não há nenhuma notícia por enquanto para dar".
O nome do ainda cabo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa anda há duas semanas na ribalta como provável sucessor de Rogério Amaro no apoderamento de Joaquim Bastinhas e seu filho Marcos Tenório, depois de o mesmo ter sucedido em relação ao também forcado Carlos Pegado.
Bastinhas, que hoje mesmo encerra a temporada actuando na corrida que se realiza no Redondo, ao lado de Rouxinol e do matador Luis "Procuna", deverá anunciar nos próximos dias quem será o novo apoderado.


Fotos M. Alvarenga e João Dinis

Duarte Pinto hoje no Cartaxo


Breves palavras que nos chegaram do cavaleiro Duarte Pinto:

"É com imenso prazer que no próximo dia 1 de Novembro estarei na Praça de Toiros do Cartaxo para a Tradicional Corrida do Encerramento Oficial da Temporada de 2009. É uma Corrida que encaro como todas as outras, de extrema importância, e espero poder demonstrar toda a minha Arte e brio profissional. Além de ser a ultima da Temporada tem ainda um outro atractivo muito importante pois é a XII Corrida da Casa do Pessoal da EPAL,iniciativas de louvar e de realçar, pelo que a responsabilidade de triunfar é acrescida.
Podem contar comigo!

Conto com a presença de todos para engrandecer cada vez mais a nossa Festa!"

Mendes volta a vestir-se de luces


O fim-de-semana de 21, 22 e 23 de Maio de 2010, é a data marcada para a celebração do centésimo aniversário do Club Cocherito (Bilbao). Para festejar a efeméride, a organização vai realizar várias actividades de alto nível entre as quais duas importantes corrida de toiros e uma novilhada de promoção na praça de toiros de Vista Alegre.

A primeira dessas corridas tem a marca das duas nacionalidades da geografía ibérica, juntando três grandes nomes da tauromaquia portuguesa e outros dois importantes do escalafón espanhol.

Assim, no dia 22 de Maio, Manuel Lupi e Vitor Mendes – que voltará a vestir-se de luces nesta ocasião especial, lidarão exemplares de João Folque (Ganadaria Palha), a par dos espanhóis Juan José Padilla e Iván Fandiño.

No dia 21, a prestigiada ganadaria portuguesa marcará também presença com para a programada tenta de novilhos.

No dia 23 o cartel será exclusivamente espanhol. Serão lidados toiros de Núñez de Cuvillo por José Tomás, El Fundi e José María Manzanares.

Prieto destaca-se em tarde solidária...




A Arena de Évora abriu no passado dia 31 de Outubro as suas portas, naquela que foi a ultima da temporada Eborense, a empresa Terra Brava como vem sendo habito encerra a temporada com um espectáculo de beneficência para uma instituição, este ano associou-se às Caritas Diocesanas de Évora.

Abriu funções Francisco Núncio, pela primeira vez na Arena de Évora, Francisco tirou a alternativa na velhinha praça na corrida de S. Pedro de 1995, perante um exemplar de Pégoras revelou excelente forma e atitude toureia, preencheu na perfeição e com qualidade toda a sua lide. Vasco Fernandes dos Amadores de Évora esteve na cara do primeiro da tarde ao segundo intento com uma grande primeira ajuda do veterano de Santarém Nuno Torres.

Tomas Pinto teve pela frente um Manuel Coimbra com o qual não se entendeu e deixou a montada ser tocada várias vezes, não conseguiu mostrar todo o valor que já lhe vamos conhecendo. Para a cara saiu Francisco Borges dos Amadores de Montemor, Francisco sofreu uma aparatosa colhida e foi retirado da arena inanimado, na dobra esteve Manuel Ramalho ao primeiro intento.

No terceiro da tarde, um exemplar de Rio Frio, andou Gustavo Zenkl, a denotar a pouca assiduidade em praça, mas com raça e valor esteve á altura do seu oponente. Gonçalo Sequeira dos Amadores de Évora encetou ao segundo intento. Soller Garcia esteve perante o exemplar de Murteira Grave o qual entendeu e deu a lide adequada, com bons ferros a ir de frente para o oponente. Na cara Ricardo Casas Novas dos Amadores de Évora ao segundo intento.

Manuel Vacas de Carvalho andou bem perante o Passanha que lhe calhou em sorte. Saiu para a cara do Passanha um marco histórico dos Amadores de Santarém, uma lenda viva da Forcadagem Eborense, Manuel Murteira, que se fechou ao primeiro intento com a classe e maestria que o caracterizam, bem ajudado nas primeiras por outro grande nome dos Amadores de Évora Armando Raimundo.

Fechou a tarde Mateus Prieto numa das melhores lides da tarde, valente e com ganas de vencer, a deixar muita promessa para o próximo ano. Duarte Almeida dos Amadores de Évora encerou a época eborense ao segundo intento.

Dirigiu o espectáculo acertadamente Lourenço Luzio, numa noite que contou com cerca de meia casa.