sexta-feira, 15 de maio de 2009

Corrida Mista do Campo Pequeno com triunfo de Pedrito de Portugal


Data: 14 de Maio de 2009, pelas 22,15 horas

Empresa: Sociedade do Campo Peuqeno, S.A.

Ganadarias: Santamaria (3) para a lide a cavalo e Brito Paes (4) para a lide a pé

Cavaleiros: Manuel Telles Bastos e Manuel Lupi

Matadores: Pedrito de Portugal e Manuel Jesus El Cid

Grupos de Forcados: Amadores do Aposento da Moita, capitaneados por Tiago Ribeiro

Assistência: ¾ de casa

Delegados da IGAC: Delegado técnico tauromáquico Sr. Manuel Jacinto, assessorado pelo médico veterinário Dr. José Manuel Lourenço.
Segunda corrida do abono de 2009, corrida mista "Vidas - Correio da Manhã", a marcar o 3º aniversário da reinauguração da primeira praça de toiros do país, Catedral do Toureio a Cavalo. Depois do êxito vivido na primeira corrida, era grande a expectativa para esta corrida...
O cartel era composto por um misto de juventude, na lide a cavalo, complementado pela presença de uma grande figura do toureio apeado mundial - El Cid - e um regresso de uma grande promessa do toureio a pé português - Pedrito de Portugal.
Os toiros, para a lide a cavalo, vieram da Ganadaria de Santamaria e saíram à praça bem apresentados, com trapio, mas a não darem o melhor jogo durante as lides, com destaque, pela negativa, para o toiro lidado em quinto lugar, um manso descarado. Os toiros da Ganadaria de Brito Paes, destinados à lide apeada, estavam também eles muito bem apresentados, algo cómodos de cara para a 1ª praça do país e, em termos de comportamento, revelaram nobreza, mas também alguma falta de força e de codícia nas investidas, com excepção do 6º da ordem, que mostrou bravura.
Nas lides a cavalo iniciaram Manuel Telles Bastos e Manuel Lupi, numa lide que decorreu de forma agradável, com as limitações das lides a duo, quer para os cavaleiros, quer, sobretudo para o toiro. Pode dizer-se que foi uma lide que foi crescendo, com os cavaleiros a demonstrarem algum nervosismo de início, que foi sendo corrigido com o decorrer da função.
Manuel Telles Bastos, na lide do 4º da ordem demonstrou toda a sua elegância e empenho, conseguindo muito bons momentos, com reuniões correctas e cingidas, cravando sempre de frente e ao estribo. Pena o percalço sofrido no início da cravagem dos curtos. Recebeu o toiro à porta dos curros e deixou três compridos de boa execução, que pecaram pela colocação. Nos curtos, o destaque vai para o primeiro e para o ferro de palmo com encerrou a sua actuação, saindo sob forte ovação por parte do público.
Manuel Lupi foi ao Campo Pequeno também com ganas de triunfo. Recebeu e dobrou-se muito bem com o toiro no centro da arena, deixando dois ferros compridos correctos, sendo o segundo colocado em sorte sesgada. Para os curtos adoptou uma lide criteriosa e sempre ligada, evitando que o toiro descaísse para tábuas. Colocou quatro ferros curtos de boa nota e um palmo a encerrar, numa actuação em que faltava toiro no momento da reunião.
Nas lides apeadas começou a noite Pedrito de Portugal que, perante um toiro que não transmitia, conseguiu alguns passes isolados, com relevo para a serie de naturais, numa faena sem grande ligação e sem destaque. Na sua segunda lide as coisas mudaram radicalmente. Perante um toiro nobre e que repetia as investidas, iniciou de forma brilhante a faena de muleta, com passes cambiados pelas costas, sem se emendar, a fazer levantar as bancadas. Prosseguiu como duas boas séries pela direita, com destaque para a primeira, em que vimos passes de grande qualidade e, acercando-se sempre cada vez mais do seu oponente, colocou emoção no seu labor, terminando com passes de adorno e com o público completamente rendido. Foi, sem dúvida, a grande actuação da noite na Monumental lisboeta.
Manuel Jesus El Cid não conseguiu repetir o triunfo alcançado na época transacta. O seu primeiro toiro revelou falta de força e investia com a cara alta, defendendo-se. Só com esforço e saber conseguiu sacar-lhe alguns muletazos de qualidade, pela mão esquerda, lado no qual baseou a sua faena. No seu segundo iniciou da melhor forma a sua faena de muleta pela direita, a prometer uma grande actuação e a fazer soar a Banda do Samouco. Contudo, a partir daí o toiro veio a menos, acabando completamente parado e só a muito custo lhe conseguiu tirar alguns passes dignos de registo.
Não correu da melhor forma a noite para o Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita. Para pegar o primeiro toiro da noite saiu José Broega, que após um bom cite, mandou vir e reuniu para uma pega sem dificuldades. Netinu Wene saiu para pegar o quarto toiro da corrida. Citou à voz, com muita calma, fixou o toiro, carregou a sorte, mas não conseguiu fechar-se de pernas e saiu por cima do toiro. Na segunda tentativa o toiro derrotou alto e o forcado não conseguiu fechar-se. Consumou a pega à terceira tentativa, com as ajudas carregadas e sem brilho. No final deu volta com o cavaleiro. A pega do quinto da ordem foi consumada através de uma cernelha por Tiago Ribeiro e Bernardo Cardoso, após três tentativas de Gustavo Martins em que o forcado se revelou algo precipitado no cite e no momento da reunião, perante o toiro que mais dificuldades criou durante a corrida.
NOTA: No início da corrida, logo após as cortesias, o Sindicato dos Toureiros Portugueses, através do seu vice-presidente, o cavaleiro Paulo Caetano, entregou a José Eduardo Moniz, Director-geral da TVI um troféu em reconhecimento do grande apoio que aquela estação televisiva tem concedido à Festa Brava. Um gesto de enaltecer!...
O Mais e o Menos

+ A 2ª lide de Pedrito de Portugal

- A duração do espectáculo

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