
Na localidade de S. Amaro/Sousel, realizou-se em Praça desmontável, um Festival Taurino, organizado pela Tertúlia Tauromáquica Nª.Srª. do Carmo-Sousel e integrado na Bênção do Gado. Apesar do tempo instável, com nuvens ameaçadoras, o público apareceu em bom número, e a lotação rondou os ¾ de casa.
Abriu função o cavaleiro FRANCISCO CORTES que lidou o mais pesado novilho da tarde (um exemplar de pelagem cárdeno) e que viria a revelar-se o mais bravo dos lidados. Dois compridos à tira a abrir a lide, um deles descaído, mas bem rematados. Com nova montada brindou os presentes com uma lide alegre, bem ao seu jeito e que chega facilmente às bancadas; aproveitou muito bem a bravura e codicia do seu oponente e citando de largo deixou bons ferros curtos, sempre rematados. Fechou a actuação com um ferro de palmo e foi muito aplaudido.
FÁBIO MILEU do grupo de forcados de ARRONCHES, fechou-se bem à 1ª tentativa, numa pega sem dificuldade, dado que o novilho limitou-se a vir pelo seu pé e a empurrar.
PEDRO SALVADOR veio a S.Amaro para triunfar, e consegui-o, mercê de uma lide acertada e onde patenteou o bom oficio que já possui e que é fruto dos anos que leva toureando. O novilho que lhe tocou em sorte também colaborou, o ginete recebeu-o bem de saída, dobrando-se com a montada, quer pela direita ,quer pela esquerda, e depois cravou dois compridos à tira, consentido no 2º um toque. Trocou de cavalo e o novilho que era incómodo, não se fixava, obrigou o ginete a brega aturada e escolha dos terrenos acertados para a consumação das sortes. Sucederam-se ferros curtos de boa nota muito do agrado dos tendidos.
Para a pega veio RUI CÁCERES do grupo de MONFORTE, e que apenas à 5ª tentativa consumou a sorte, porque nas anteriores tentativas esteve bastante mal a receber e a fechar-se de braços e pernas na cara do novilho.
Em terceiro lugar saiu à praça o cavaleiro praticante NÉlSON LIMA, que lidou um bonito e bem apresentado novilho, que lhe viria a propinar uma forte colhida aquando da cravagem do 1º ferro comprido, derrube violento da montada, mas felizmente sem consequências de maior. O jovem cavaleiro mostrou raça perante a adversidade citada, mas a lide teve altos e baixos, alternando bons pormenores de brega com sortes menos conseguidas; o novilho era encastado e não perdoava deslizes ao cavaleiro. Da ferragem curta destacamos o cravado em 5º lugar.
Voltaram para a pega os forcados de ARRONCHES e foi cara MANUEL CARDOSO o qual na 1ª tentativa viu o novilho desviar a cara no momento da reunião. Voltou à carga e sem dificuldade e à barbela consumou a pega.
O quarto novilho da tarde, o mais pequeno, tocou em sorte ao praticante TIAGO CARREIRAS, e diga-se em abono da verdade, já lhe vimos fazer muito mais do que aquilo que fez; foi uma lide de mais a menos, é certo que o novilho tinha pouca força, mas houve pouca emoção nas sortes e a constante mudança de montada, também esfriou a sua actuação. Mesmo assim o público gostou e as palmas vieram da bancada.
RUI RUSSO, por MONFORTE, citou correctamente o hastado, e sem dificuldade fechou-se bem à barbela, consumando a pega à primeira.
JOÃO SOLLER GARCIA, também cavaleiro praticante, brindou a sua actuação a António Telles que se encontrava na bancada, hoje nas funções de ganadeiro, e lidou outro bonito exemplar Vale Sorraia, que saiu com bastante pata, derrotando forte em tábuas. Foi uma actuação com sentido de lide, preocupando-se em fazer as coisas bem; boa brega a mostrar-se bem ao novilho e a quarteio deixava a ferragem da ordem, aqui com o senão de ficar díspar. Na parte final, e já com outra montada, melhorou a sua prestação e saiu debaixo de fortes aplausos.
JOÃO MARTINS do grupo de ARRONCHES, efectuou hoje a sua primeira pega em público e isso notou-se na forma deficiente como citou e mandou na investida do novilho e como o recebeu no momento da reunião, daí apenas à 2ª tentativa ter consumado a pega; no entanto daqui lhe enviamos alento e confiança para futuras intervenções.
Encerrou o Festival o jovem amador MIGUEL MOURA, que lidou um exemplar de pelagem colorau da ganadaria de seu pai (João Moura).O mais jovem da dinastia Moura continua a somar por êxitos as suas actuações. Começou por cravar um ferro comprido bem no alto do seu oponente, cativando logo os aplausos dos presentes. Na ferragem curta, o jovem cavaleiro não teve colaboração do novilho, que procurou o refúgio em tábuas, mas isso não constituiu qualquer problema e com os ensinamentos já recebidos, foi vê-lo com muita toreria trazer o novilho até aos médios, onde depois lhe deixou os ferros da ordem. O público estava totalmente entregue ao bom toureio do simpático e sorridente cavaleiro, que certamente irá seguir as pisadas de seu pai e irmão e será no futuro, mais uma figura do toureio a cavalo.
A terceira pega do grupo de MONFORTE, resultou fácil, e GONÇALO COSTA fechou-se sem dificuldade à 1ª tentativa, com o grupo a ajudar bem.
A ganadaria VALE DO SORRAIA, divisa azul e branco, enviou cinco novilhos que no geral estavam bem apresentados, tiveram comportamento desigual, cumprindo na generalidade, sendo de destacar o lidado em 1º lugar.
Dirigiu o espectáculo o SR. RICARDO PEREIRA, assessorado pelo médico-veterinário DR. JOSÉ GUERRA. O cornetim de serviço foi o jovem LUIS MARTELO e a embolação e ferragem da responsabilidade de SR. DIAMANTINO BARRIGA.
foi apenas falta de sorte o RUI CACERES esteve bem, enfim o seu estado é que não é o melhor.
ResponderEliminartodos temos os nossos dias e rui não recuava mal.