
O Campo Pequeno fez jus à sua assinatura, no “arranque” da temporada 2009 na Catedral Mundial do Toureio a Cavalo. Começou EM GRANDE!!
Os catedráticos Antonio Telles e Pablo Hermozo de Mendoza, deram lições de luxo, cheias de toreria, de doma, de conhecimentos e respeito pelo publico. Mas o que mais nos agradou foi a seriedade, o empenho, a saudável competição, a preocupação em ir de frente, em cravar com temple e correcto, o triunfo do profissionalismo e da “Verguenza Torera”, transversalmente aos três.
O curro de Passanha, de irrepreensível apresentação, deu jogo desigual, deixou-se lidar na generalidade embora tenhamos visto toiros de mansidão solene como o último, de uma nobreza acentuada como o quinto, os restantes mostraram casta, uns mais acentuadamente que outros, tendo o que abriu praça saltado as tábuas após várias ameaças. Em resumo, serviram mas faltou-lhes um pouco mais de “chispa”.
Antonio Telles práticamente iniciou a sua actuação com uma colhida séria, junto a tábuas em terrenos do sector 2, ao deixar que o Passanha investisse literalmente de frente e com poder no peito da montada, caindo o conjunto á rectaguarda, embatendo na trincheira com violência e aparato, foram angustiantes os largos segundos de impasse vividos. A raça da Torrinha veio ao de cima, foi “para cima” do da Herdade da Pina e deu-lhe lide de classe e valor, acreditamos que se não estivesse o público ainda em ambientação (é o ónus de abrir praça) e o retorno das bancadas teria sido diferente. No seu segundo montou cátedra, pôs no toiro a alegria que este não tinha, bregou, viajou, cravou e rematou de livro e destapou aquela essência velha, que inebria o apurado “olfacto” de exigência. Não é preciso folclore para grandes êxitos! Continuo com a ideia de que a maioria dos aficcionados, que hoje vão ou que voltaram aos toiros, precisam de um refrescamento de princípios de toureio equestre....se não existirem ladeios a resposta da bancada reduz-se, independentemente de todo o resto do labor....mas porquê?
Pablo Hermozo de Mendoza, está rodado, muito “placeado”, muito habituado ao... “olor del toro”, extraordinariamente montado e numa rota de toureiro em amadurecimento adiantado, que começa a chegar a uma fase em que quase todo o toiro serve, tal o manancial de recursos disponíveis (conhecimentos, á vontade, montadas, gestão de lide, percepção do público presente, gestão perfeita dos momentos das actuações...). Duas lides de domínio dos acontecimentos (mesmo quando surgiram alguns toques nas montadas), percebeu na perfeição os dois oponentes, mais cómodo o primeiro, mais distraído e desligado o segundo, ao qual andou sempre ligado e a contrariar a tendência para buscar tábuas e a mostrar que quem mandava ali era ele. Recebeu de frente os toiros quando estes tinham “motor”, atacou-os quando se acabavam e quarteou, cravou em palmos de terreno com remates vistosos à base de ladeios e piruetas (como adorno e não como lide, esta é a diferença...). Chegou ás bancadas nos momentos cruciais e incendiou o Campo Pequeno. Deu quatro voltas e pelas novas normas instituídas pela empresa, saiu da arena a caminho da Avenida da Republica em ombros pela Porta Grande.
Vitor Ribeiro esteve bem ante o reservado e distraído primeiro de seu lote, que entendeu e deu lide correcta, bregou com cuidado para que não se acabasse e não se desligasse, venceu o píton com seriedade e procurou execução perfeita, por diversos momentos o toureiro de poder e verdade ao seu estilo particular brotou nesta actuação. O seu segundo foi o “garvanzo negro” do encierro, com sentido, renunciou sempre á luta, gradualmente fechou-se em tábuas até não sair mais de lá e a não se empregar nas reuniões quando via o ferro. Vitor tentou em excesso tirar e interessar o toiro com demora a cravar o primeiro comprido. Lá dizem os Mestres que o primeiro tem de ser: Cravado depressa e se possivel bem!!. Labutou muito para tirar o oponente de tábuas até optar pelos sesgos, já em saturação, tendo falhado o ferro por duas ocasiões e quando o toiro já se defendia, ao não “ajudar” na reunião. Ficou para a memória o soberbo sesgo com que se despediu. Esteve bem em não dar volta (diga-se também que, já vi muitas por muito menos) mesmo com a insistência do publico. Teve sempre o “inconveniente” de actuar na “ressaca” de momentos de enorme triunfo de Pablo e calor do conclave. Não foi a sua noite grande, mas não beliscou a classe, nem a verdade do toureio e justificou estar ao lado dos catedráticos.
A noite foi Fácil para os Amadores de Lisboa e Coruche. Os Passanhas meteram bem a cara, empurraram pelo seu caminho e até consentiram erros nas reuniões, com os forcados a viajarem descompostos na cara. Nota alta para a lição de como estar com um toiro, deixada pelo veterano Antonio José Casaca. Assim se cita, manda na saida, se alegra a investida, se fala e recebe um toiro.
Por Lisboa pegaram Francisco Mira á primeira (descomposto na cara), João Galamba á primeira bem e Antonio Jose Casaca à segunda, (depois de na primeira ter faltado coesão ao grupo a ajudar e o primeiro ajuda depois de aguentar a viagem, acabou por ajudar a que ambos saíssem já nas terceiras).
Por Coruche Abriu Amorim Ribeiro Lopes à segunda, depois de na primeira se ter calado no momento da reunião e toiro “põe-lhe” a cara descomposto. Ricardo Dias á primeira e Antonio Macedo á segunda, depois de reunir de forma deficiente.
Dirigiu sem se notar, como convém, Pedro Reinhardt.
No exterior do Monumento o Encontro do Aficcionado marcou a tarde com a educação, civismo e respeito pelo próximo de gente de bem. Trouxe as nossas tradições á cidade e ficou marcado novo para todas as quintas-feiras.
Os catedráticos Antonio Telles e Pablo Hermozo de Mendoza, deram lições de luxo, cheias de toreria, de doma, de conhecimentos e respeito pelo publico. Mas o que mais nos agradou foi a seriedade, o empenho, a saudável competição, a preocupação em ir de frente, em cravar com temple e correcto, o triunfo do profissionalismo e da “Verguenza Torera”, transversalmente aos três.
O curro de Passanha, de irrepreensível apresentação, deu jogo desigual, deixou-se lidar na generalidade embora tenhamos visto toiros de mansidão solene como o último, de uma nobreza acentuada como o quinto, os restantes mostraram casta, uns mais acentuadamente que outros, tendo o que abriu praça saltado as tábuas após várias ameaças. Em resumo, serviram mas faltou-lhes um pouco mais de “chispa”.
Antonio Telles práticamente iniciou a sua actuação com uma colhida séria, junto a tábuas em terrenos do sector 2, ao deixar que o Passanha investisse literalmente de frente e com poder no peito da montada, caindo o conjunto á rectaguarda, embatendo na trincheira com violência e aparato, foram angustiantes os largos segundos de impasse vividos. A raça da Torrinha veio ao de cima, foi “para cima” do da Herdade da Pina e deu-lhe lide de classe e valor, acreditamos que se não estivesse o público ainda em ambientação (é o ónus de abrir praça) e o retorno das bancadas teria sido diferente. No seu segundo montou cátedra, pôs no toiro a alegria que este não tinha, bregou, viajou, cravou e rematou de livro e destapou aquela essência velha, que inebria o apurado “olfacto” de exigência. Não é preciso folclore para grandes êxitos! Continuo com a ideia de que a maioria dos aficcionados, que hoje vão ou que voltaram aos toiros, precisam de um refrescamento de princípios de toureio equestre....se não existirem ladeios a resposta da bancada reduz-se, independentemente de todo o resto do labor....mas porquê?
Pablo Hermozo de Mendoza, está rodado, muito “placeado”, muito habituado ao... “olor del toro”, extraordinariamente montado e numa rota de toureiro em amadurecimento adiantado, que começa a chegar a uma fase em que quase todo o toiro serve, tal o manancial de recursos disponíveis (conhecimentos, á vontade, montadas, gestão de lide, percepção do público presente, gestão perfeita dos momentos das actuações...). Duas lides de domínio dos acontecimentos (mesmo quando surgiram alguns toques nas montadas), percebeu na perfeição os dois oponentes, mais cómodo o primeiro, mais distraído e desligado o segundo, ao qual andou sempre ligado e a contrariar a tendência para buscar tábuas e a mostrar que quem mandava ali era ele. Recebeu de frente os toiros quando estes tinham “motor”, atacou-os quando se acabavam e quarteou, cravou em palmos de terreno com remates vistosos à base de ladeios e piruetas (como adorno e não como lide, esta é a diferença...). Chegou ás bancadas nos momentos cruciais e incendiou o Campo Pequeno. Deu quatro voltas e pelas novas normas instituídas pela empresa, saiu da arena a caminho da Avenida da Republica em ombros pela Porta Grande.
Vitor Ribeiro esteve bem ante o reservado e distraído primeiro de seu lote, que entendeu e deu lide correcta, bregou com cuidado para que não se acabasse e não se desligasse, venceu o píton com seriedade e procurou execução perfeita, por diversos momentos o toureiro de poder e verdade ao seu estilo particular brotou nesta actuação. O seu segundo foi o “garvanzo negro” do encierro, com sentido, renunciou sempre á luta, gradualmente fechou-se em tábuas até não sair mais de lá e a não se empregar nas reuniões quando via o ferro. Vitor tentou em excesso tirar e interessar o toiro com demora a cravar o primeiro comprido. Lá dizem os Mestres que o primeiro tem de ser: Cravado depressa e se possivel bem!!. Labutou muito para tirar o oponente de tábuas até optar pelos sesgos, já em saturação, tendo falhado o ferro por duas ocasiões e quando o toiro já se defendia, ao não “ajudar” na reunião. Ficou para a memória o soberbo sesgo com que se despediu. Esteve bem em não dar volta (diga-se também que, já vi muitas por muito menos) mesmo com a insistência do publico. Teve sempre o “inconveniente” de actuar na “ressaca” de momentos de enorme triunfo de Pablo e calor do conclave. Não foi a sua noite grande, mas não beliscou a classe, nem a verdade do toureio e justificou estar ao lado dos catedráticos.
A noite foi Fácil para os Amadores de Lisboa e Coruche. Os Passanhas meteram bem a cara, empurraram pelo seu caminho e até consentiram erros nas reuniões, com os forcados a viajarem descompostos na cara. Nota alta para a lição de como estar com um toiro, deixada pelo veterano Antonio José Casaca. Assim se cita, manda na saida, se alegra a investida, se fala e recebe um toiro.
Por Lisboa pegaram Francisco Mira á primeira (descomposto na cara), João Galamba á primeira bem e Antonio Jose Casaca à segunda, (depois de na primeira ter faltado coesão ao grupo a ajudar e o primeiro ajuda depois de aguentar a viagem, acabou por ajudar a que ambos saíssem já nas terceiras).
Por Coruche Abriu Amorim Ribeiro Lopes à segunda, depois de na primeira se ter calado no momento da reunião e toiro “põe-lhe” a cara descomposto. Ricardo Dias á primeira e Antonio Macedo á segunda, depois de reunir de forma deficiente.
Dirigiu sem se notar, como convém, Pedro Reinhardt.
No exterior do Monumento o Encontro do Aficcionado marcou a tarde com a educação, civismo e respeito pelo próximo de gente de bem. Trouxe as nossas tradições á cidade e ficou marcado novo para todas as quintas-feiras.
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