quarta-feira, 13 de maio de 2009

O Toiro Passanha para o 50º Concurso de Ganadrias em Évora


Dia 17 de Maio de 2009, na Praça de Toiros Arena D' 'Évora, ocorrerá o 50º Concurso de Ganadrias, e o segundo Luso-Espanhol naquena praça de toiros.
Fomos juntos dos ganaderos saber a sua opinião sobre o seu toiro.
Apresentamoss hoje o toiro da Ganadaria Passanha, onde entrevistámos o seu actual proprietário.
Tauromania: Esta temporada de 2009 será comemorado o 50º Concurso de Ganadarias em Évora. Qual o critério da escolha do toiro que vai representar a Ganadaria Passanha nesse concurso ?
D. João Passanha: Falando especificamente do Concurso de Ganadarias de Évora, o primeiro critério para eleger o toiro é a sua apresentação. Não adivinhamos o comportamento do toiro na sua lide, no entanto atendemos, não só às notas da sua ascendência (genotipo) como ao seu fenotipo.
Tauromania: Há dois troféus em disputa, Bravura e Apresentação. Há seis candidatos representantes de ganadarias de grande prestígio. Qual o mais apetecido ? Tem fé que vai para a sua ganadaria esse troféu ?
D. João Passanha: O prémio que mais nos honra é sem dúvida o de bravura, se tal for merecido.No entanto, o nosso espírito no Concurso de Ganadarias, é em primeiro lugar o de que o nosso toiro tenha um comportamento positivo, segundo o nosso conceito. Se tal acontecer e se merecer, que ganhe o prémio.
Tauromania: Se a sorte de varas é o teste para avaliar a bravura de uma rés brava, no seu entender, como se pode avaliar a bravura de um toiro num Concurso de Ganadarias lidado a cavalo ?
D. João Passanha: Para nós, a sorte de varas é um dos testes de avaliação. Mas mesmo nesta sorte há imensas “nuances” de bravura. E digo um dos testes, porque ao toiro exigem-se mais predicados, “recorrido”, “fijeza”, etc. Embora faltando a sorte de varas, a apreciação de um toiro na lide à portuguesa não é de todo em vão. O toiro acomete ou vai atrás do cavalo, humilha ou investe a meia altura, tem uma investida generosa e certa (nobreza) ou é imprevisto, é pronto no desafio (cite) do toureiro ou é necessário o toureiro ir até ele para o castigar. O que penso acima de tudo, é que o toiro que reúna as características necessárias para que se possa apelidar de bravo é fácil de eleger. Também fácil é chegar à conclusão de um toiro “manso” . Os extremos comportamentais de um toiro (vaca) são relativamente fáceis de detectar. O grande problema está na análise comportamental da grande frequência, o que está no intervalo do bom e do mau. É neste intervalo comportamental que está o “selo” duma ganadaria brava. E para que se desfaçam dúvidas, a sorte de varas é indispensável na apreciação final.
Tauromania: Alguém disse um dia que "As ganadarias são a imagem do seu proprietário". Concorda com esta afirmação ?
D. João Passanha: Concordo com esta imagem, desde que a ganadaria seja orientada (selecção) pela mesma pessoa em pelo menos quinze anos e não seja objecto de cruza. Recordo o meu Pai quando dizia que para levantar e dar um cunho pessoal a uma ganadaria, teriam passar pelo menos cinco gerações (animal) mas para baixar bastaria uma, e apontava-me vários exemplos.
Tauromania: Bravura e Nobreza duas atitudes diferentes mas importantes numa rés brava. O que entende por cada uma delas ?
D. João Passanha: A bravura é um conceito subjectivo e que reúne determinados predicados comportamentais de uma rés brava. Cada pessoa tem um parâmetro para cada um dos predicados, valorizando aqueles que pensa ser o seu conceito de bravura. Considero a nobreza como um comportamento de previsíbilidade do animal.
Tauromania: Quais são as virtudes que aprecia para uma rés ser brava ?
D. João Passanha: A fixação no oponente, a prontidão na investida, o “recorrido” e a nobreza.

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