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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Crónica do Concurso de Ganadarias Alentejanas no Redondo

Praça de Toiros: Coliseu de Redondo.
Data: 30 de Abril de 2011, pelas 17:30 horas.
Empresa: Associação Tauromáquica do Redondo.
Ganadarias a concurso: Infante da Câmara, Cunhal Patrício, Murteira Grave, São Torcato, Eng.º Luis Rocha e Herdade de Pégoras.
Cavaleiros: Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol e Tiago Carreiras.
Grupo de Forcados: Amadores de Montemor e Redondo, capitaneados respectivamente por José Maria Cortes e João Santana.
Assistência: ¾ de casa.
Banda: Sociedade União Montoitense.
Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. Lourenço luzio, assessorado pelo Médico Veterinário Dr. João Infante Ferreira.

Foi numa tarde de chuva, mas a coberto da mesma, que se realizou este primeiro concurso de ganadarias Alentejanas, no renovado Coliseu do Redondo, com uma boa casa e um bom cartel. Respeitou-se um minuto de silêncio em memória da Ganadera Maria Filomena Lopes Andrade e pela antiga glória da Forcadagem, o Estremocense António Lapa.

Saiu á praça, o primeiro toiro com o ferro de Infante da Câmara, que tinha aprasentação aceitável, mas pouca força e que manseou, servindo ainda assim para a lide. Joaquim Bastinhas teve uma lide regular mexendo pouco no toiro, e também sem o seu entusiasmo habitual. Os compridos foram regulares e depois esteve melhor nos curtos, em especial o quarto, terminando com o par de bandarilhas que empolgou o público, mas longe daquilo que nos habituou. Para pegar este toiro, o G.F.A. de Montemor, escolheu o jovem Francisco Borges. Foi uma grande pega! Francisco fez tudo como manda as regras. Citou com galhardia, o toiro arranca e pára e o forcado sem se emendar continua a falar e citar, para depois mandar na investida, fechando-se á cornea muito rijo, mesmo com o toiro a levantar a cara e com o grupo a corresponder muito acertadamente.

Luís Rouxinol, foi o senhor que se seguiu num toiro de Cunhal Patricio, que esteve bem apresentado e que foi bravo sem deslumbrar, indo depois a menos durante a lide. Rouxinol aproveitou-lhe as boas investidas iniciais para lhe rubricar uma lide de boa nota. Teve boa brega e bons compridos, sendo depois o segundo curto o seu melhor ferro, bem rematado com uma pirueta na cara do toiro. Prolongou a lide demais mas variando as sortes com um violino e o par de bandarilhas, mas já tinha o hastado praticamente parado. Pelo G.F.A. do Redondo foi cara Nuno Oliveira, que começou por citar com o toiro de costas, não mandando na investida e recebendo o toiro com um ligeiro salto, mas dapois fechando-se bem e com garra, aguentou a investida com pata do toiro com as ajudas a corresponderem bem fechando a pega á primeira tentativa.

O terceiro toiro da corrida vinha da Herdade da Galeana, com o ferro Murteira Grave. Tinha uma apresentação correcta, pecando apenas por ser curto de pata, e foi bravo e nobre. Coube a Tiago Carreiras, que teve uma lide em crescendo, e de alguma qualidade, com 2 bons ferros compridos e começando com o 1º curto mal cravado. Depois subiu o nivel com a brega chegada do cavalo Quirino que entusiasmou o público. Destaque para o terceiro e quinto ferros curtos. Pegou este toiro pelos Amadores de Montemor, João Braga que citou bonito mas sem mandar vir o toiro, fechando-se com garra e decisão e com o grupo a ajudar bem.

O quarto da tarde pertencia ao ferro de São Torcato e saiu com a divisa preta em singela homenagem á falecida ganadera. Tinha uma apresentação correcta, e foi pouco bravo, mas colaborante na lide sem complicar a vida a cavaleiro e forcado. Bastinhas esteve melhor nesta segunda lide. Apesar dum 1º comprido mal cravado foi melhorando a qualidade dos ferros e terminou com a alegria habitual, mesmo sem cravar o par de bandarilhas. Pegou de caras pelos Amadores do Redondo, Ricardo Prior que citou bonito, mas sem mandar e falando pouco ao toiro, mas depois recebeu bem o toiro á córnea aguentando os derrotes, para depois o grupo corresponder bem nas ajudas.

Da herdade da Machôa vinha o quinto hastado com o ferro Eng.º Luis Rocha e tinha boa apresentação. Foi um toiro manso mas com casta que serviu para lide. Luis Rouxinol começou com 3 compridos regulares, para depois preparar bem as sortes seguintes e cravar ferros de boa nota, ao estribo como mandam as regras, terminando com um palmito de qualidade, mas que já estava a mais na lide pois o toiro tinha-se parado. Noel Cardoso do G.F.A. de Montemor, pegou á terceira tentativa com ajudas carregadas resolvendo a papeleta. Nas 2 anteriores tentativas o forcado citou bem e mandou vir fechando-se á córnea e saindo da cara com um segundo derrote seco e para baixo, chegando também as ajudas ligeiramente tarde. Recusou a volta com muita dignidade.

O último da tarde pertencia á ganadaria da Herdade de Pégoras e tinha muito boa apresentação. Era um manso encastado e “burriciego” que vinha á voz e mesmo assim serviu bem para a lide. Tiago Carreiras mesmo sem a estrela da quadra teve uma boa lide e conseguiu entusiasmar muito o público. Ferros de boa execução, principalmente nos curtos e o primeiro do tércio, fizeram o jovem de Casa Branca rubricar uma boa faena, saindo da arena do Redondo com muita boa nota. Pelo G.F.A. do Redondo saiu para pegar este toiro Carlos Polme, que citou bonito e a falar bem ao toiro, sendo depois desfeiteado com um primeiro derrote forte. Volta para a segunda tentativa, falando ao toiro que procurava o forcado mas não o via, fechando-se desta vez melhor mas já com as ajudas carregadas resolvendo bem mas sem brilho.

O Mais e o Menos da Corrida:

+ O bom ambiente da corrida e as condições da praça.

– Falta de informação acerca dos toiros(peso, n.º, idade, etc.) numa corrida Concurso de Ganadarias.

sábado, 4 de setembro de 2010

Toiros sem emoção e o “Furacão” das bancadas triunfam no Campo Pequeno

- Praça de Toiros: Campo Pequeno.

- Data: 2 de Setembro de 2010, pelas 22:00 horas.
- Empresa: Soc. Campo Pequeno.
- Ganadaria: D. Maria Guiomar Cortes Moura.
- Cavaleiros: António Ribeiro Telles, Diego Ventura e Francisco Palha
- Grupos de Forcados: Amadores de Vila Franca de Xira e Coruche capitaneados, respectivamente por Ricardo Castelo e Amorim Ribeiro Lopes.
- Assistência: Casa Cheia (esgotada)
- Banda: Soc. Filarmónica Progresso e Labor Samouquense.
- Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. César Marinho assessorado pelo Médico Veterinário Dr. Salter Cid.

O curro desta corrida vinham da Herdade dos Touris e pertenciam à ganadaria de D. Maria Guiomar Cortes Moura e eram novilhos pois todos ostentavam o n.º 7 na espádua. Acusaram na balança 568, 598, 576, 560, 595 e 604 kg respectivamente. Quanto ao comportamento foram todos toiros sem emoção pois nem as arreadas de alguns mansos provocavam grande susto. Ainda assim serviram e andaram nesse galope cadenciado quase todos para as montadas e para os forcados. O primeiro e o sexto foram bravos, enquanto todos os outros mansearam sendo mansos descarados, segundo e terceiro.

Francisco Palha, foi o primeiro a tourerar pois confirmava a alternativa perante dois dos seus idolos e companheiros de profissão. Começou com dois compridos bons a abrir, para depois iniciar a série de curtos com um toque forte na montada, mas encheu-se de brio e cravou um excelente ferro ao estribo. Depois oscilou entre sortes bem executadas e algumas falhadas, como foi o violino sem as mãos nas rédeas pois levava o tricórnio na outra mão. Cravou ainda um par de bandarilhas e um palmito que empolgaram o público. No toiro que fechava praça “Margaça” subiu o nivel e após 2 compridos regulares saiu para a faena dos curtos, preparando bem as sortes e com brega chegada nos remates, apesar dum toque forte que lhe partiu o estribo, o que voltou a projectá-lo par uma excelente lide com ferros de qualidade principalmente o 4º e o 5º. De seguida cravou um par que não surtiu efeito cravando a 2ª bandarilha em sorte de violino, para depois cravar um palmito de bom efeito que repôs a verdade duma boa lide, dando 2 voltas no final bem merecidas.

António Ribeiro Telles, toreou o 2º e o 4º da noite. Na sua primeira actuação abriu com um comprido bom á tira e outros 2 regulares. Nos curtos soube entender as condições do manso que tinha pela frente, e apesar do hastado reagir tarde ás sortes, António cravou bons ferros com batida ao pitón contrário, fechando a lide com dois palmitos, onde manteve o bom registo anterior. No quarto da noite teve também uma boa lide que começou com um bom comprido e que continuou com sortes bem preparadas e rematadas, destacando-se o segundo curto. Deu duas voltas talvez demasiadas, para esta actuação, mas a pedido do público.

Diego Ventura, começou por enfrentar um manso que saía dos terrenos de tábuas a muito custo e com arreadas, recebendo muito bem o hastado, com 2 bons compridos o que resultou num primeiro tércio de qualidade. Depois cravou 6 ferros curtos com várias trocas de montada, onde apenas preparou e rematou o primeiro. Sem a brega chegada ao toiro que lhe é habitual, e com alguns ferros a cilhas passadas, saiu de muitos ferros á carga para as bancadas empolgando o público mais por este espectáculo de dominio das montadas do que pelo toureio. Deu duas voltas muito pedidas pelo público, devido a essa estratégia. No quinto da noite e com um toiro mais colaborante, esteve em bom nivel novamente no tércio de saida, pois teve quites muito emocionantes, e bons ferros pricipalmente o que abriu praça. Depois e com uma brega muito chegada ao oponente, e desta vez preparando e rematando os ferros empolgou o público, principalmente quando demorou algum tempo para mostrar a sua habilidade de desrespeito ao toiro com as mordidelas. Pediu o sexto ferro curto que cravou com o toiro parado, e foi-lhe recusado mais um pela direcção da corrida, perante os protestos do público. Deu novamente 2 voltas.

O G.F.A. de Vila Franca de Xira, abriu praça por intermédio de Pedro Castelo, que citou bem e mandou , reunindo mal e saindo da cara, com os primeiros derrotes. Voltou a citar bem e a mandar na investida, desta vez recebendo melhor com o restante grupo a tardar ligeiramente mas a fechar nas terceiras. Ricardo Patusco, foi o escolhido para o 3º da noite. Citou bem e mandou indo buscar o toiro a tábuas, fechando-se com boa técnica á córnea, sendo bem ajudado por todo o grupo. Fechou praça pelos rapazes de Vila Franca, Márcio Francisco, que teve uma pega rija onde citou e mandou no toiro, apesar de receber o toiro de lado mas aguentou todos os derrotes com braços de ferro, terminando a pega de forma pouco ortodoxa, pendurado num dos pitons com os ajudas a tardarem a entrar tendo corrigido depois as terceiras ajudas, para fecharem a pega.

O G.F.A. de Coruche, pegou o 2º da noite por Miguel Raposo, que citou e mandou bem fechando-se decidido e com garra com o grupo a corresponder bem. Seguiu-se Pedro Galamba, que citou bem e mandou vir hesitando a recuar, não conseguindo reunir bem, mas a conseguir fechar-se com muita vontade, com o restante grupo a corresponder com acerto. Fechou praça Nuno Feijoca que citou bonito e mandou na investida, reunindo quase sem recuar, mas a fechar-se bem sendo bem ajudado pelo restante grupo.

O Mais e o Menos
+ A casa cheia (esgotada) e o ambiente taurino na principal praça do país. A recusa de mais um ferro no quinto toiro por parte da Direcção da corrida.
- A volta não merecida do ganadero e as segundas voltas para forçar a porta grande de Ventura. A ilusão que Ventura cria de triunfo nas bancadas, apesar de ter mais e melhores recursos, para merecer esses triunfos, toureando e não com cavalos que mordem os toiros.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

João Telles Jr. e Pedro Galamba destacam-se na corrida de Arruda dos Vinhos de 16 de Agosto

Praça de Toiros: Arruda dos Vinhos.
Data: 16 de Agosto de 2010, pelas 22:00 horas.
Empresa: Tertúlia Tauromáquica “O Periquita”.
Organização: Soc. Campo Pequeno.
Ganadaria: Herd. Conde Cabral.
Cavaleiros: João Moura, João Telles Jr. e Tiago Carreiras
Grupos de Forcados: Amadores de Vila Franca de Xira e Coruche capitaneados, respectivamente por Ricardo Castelo e Amorim Ribeiro Lopes.
Assistência: ¾ Casa fortes.
Banda: Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos.
Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. José Tinoca assessorado pelo Médico Veterinário Dr. José Manuel Lourenço.


Os toiros de Herd. Conde Cabral saíram medianamente apresentados no geral, mas apenas 3 toiros tinham 4 anos, sendo os outros portanto, novilhos. Acusaram na balança respectivamente; 515, 495, 480, 500, 510, e 490 kg. Quanto ao comportamento, serviram para as lides á excepção do 4º da noite que era perigoso e só saia da crença de tábuas para fazer mal. O primeiro e o quinto foram verdadeiramente bravos.

João Moura, abriu a sua 1ª lide, com 2 bons compridos, recebendo bem o 1º da noite, nos médios, para de seguida aproveitar as investidas francas do novilho, e realizar uma boa lide com grande sentido dos terrenos e boa brega, como é seu apanágio. Destacam-se as 2 últimas sortes; um curto e um palmito, que fecharam muito bem esta actuação. No seu segundo toiro, saíram-lhe 2 “favas”; o toiro era perigoso, quando saia a crença de tábuas e após 2 bons compridos, o seu cavalo Merlin não estava nos seus dias. Moura foi colhido nessa montada, numa dessas violentas arreadas, cravou o 1º curto no cavalo e foi trocar de montada. Depois esforçou-se muito para conseguir cravar a ferragem da ordem, mas apenas a sesgo, o conseguiu. Destaque para o último curto, em que o cavaleiro consegue colocar o toiro nos médios e cravar um ferro de belo efeito. Agradeceu nos médios, mas recusou a volta apesar da insistência do público

Da Torrinha, vinha João Telles Jr., que foi o triunfador da noite. Começou com uma boa actuação, conseguindo preparar bem as sortes apesar das arreadas do toiro, e de alguns toques ligeiros na montada, mas o seu habitual desembaraço, ajudou nesta lide. Cravou bons ferros ao estribo, principalmente o primeiro e o quarto que transmitiram alegria para as bancadas. No segundo do seu lote subiu o nível, aproveitando a bravura do novilho com sortes bem preparadas e rematadas. Os 2 ferros compridos e os últimos 4 curtos; 2 deles em sorte de violino, foram os de melhor efeito, levantando as bancadas, perante o triunfo do “Ginja”.

Completava o cartel o jovem Tiago Carreiras, que na sua primeira actuação alternou, entre bons e maus ferros, perante um novilho que sem ser muito bravo servia bem para lide. O 1º comprido, 2º curto e o palmito foram as notas positivas, sendo notas menos boas a colocação de alguns ferros, outro a cilhas passadas, e o toiro deixado na crença dos curros após o ferro. No último da noite Carreiras, queria competir com os seus companheiros de cartel e por isso subiu o nível nesta lide. Depois de 2 compridos regulares, sacou o “Quirino” e com uma excelente brega, muito ligado ao toiro, empolgou a “teia” destacando-se o 1º e o 4º ferro curtos.

O G.F.A. de Vila Franca de Xira, abriu praça por intermédio de Paulo Conceição, que citou bem e mandou na investida, mas não reuniu bem e saiu da cara com o 1º derrote. Na segunda tentativa, corrigiu bem e fechou-se decidido, com o grupo a corresponder bem. Seguiu-se pelos rapazes de Vila Franca, Rui Godinho, que citou bem e foi buscar o toiro a tábuas, reunindo depois com boa técnica, sendo bem ajudado, numa rija pega. Fechou praça pelos Vilafranquenses, Márcio Francisco, que fez tudo bem. Citou, mandou vir o toiro e fechou-se com boa técnica à córnea, aguentando os derrotes do toiro, com o restante grupo a ajudar muito bem, destacando-se, Emanuel Matos e João Bento “Petróleo”.

O G.F.A. de Coruche, vinha a Arruda na véspera duma corrida de 6 toiros na sua própria terra. Abriu praça Carlos Tomás, que citou bem e mandou vir o toiro, e apesar deste para a investida a meio, alegrou o toiro e fechou-se bem, sem se adiantar, com o restante grupo a corresponder, mesmo com o toiro a fugir ligeiramente. Seguiu-se a pega da noite. Pedro Galamba fez 2 tentativas muito rijas. Na primeira citou bem e fechou-se aguentando muitos derrotes, sempre com o toiro em grande velocidade, o que desfeiteou as ajudas, saindo já em tábuas. Na segunda tentativa, repetiu tudo e desta vez contou ainda com uma grande primeira ajuda de José Tomás, que com este nome toureiro, se fechou com o forcado de cara e foi suportando com ele todos os derrotes e a velocidade do toiro fechando a pega, depois com muita garra o restante grupo. Deram os 2 forcados uma merecidíssima volta e ainda agradeceram nos médios no final. Para o último, foi escolhido Luís Gonçalves. O forcado citou pouco decidido, fechou-se á córnea, numa reunião pouco perfeita e acabou por sair por baixo do toiro. Voltou na segunda tentativa mais decidido, mas desta vez saiu da cara ao segundo derrote. Resolveu bem á terceira tentativa com ajudas carregadas.


O MAIS E O MENOS DA CORRIDA

+ A 2ª lide de João Telles Jr. A pega e primeira ajuda de Pedro Galamba e José Tomás, respectivamente ao 4º da noite. O gesto toureiro de João Moura, recusando a volta no seu segundo toiro

- Nada a destacar

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Corrida de 15 de Agosto nas Caldas

Praça de Toiros: Caldas da Rainha.
Data: 15 de Agosto de 2010, pelas 18:00 horas.
Empresa: Toiros e Cultura – Paulo Pessoa de Carvalho.
Ganadaria: Manuel Coimbra.
Cavaleiros: Luís Rouxinol, Ana Batista e o praticante Salgueiro da Costa.
Grupos de Forcados: Amadores de Santarém e Caldas da Rainha capitaneados, respectivamente por Diogo Sepúlveda e Nuno Vinhais.
Assistência: Casa quase cheia.
Banda: Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha.
Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. Manuel Jacinto assessorado pelo Médico Veterinário Dr. Jorge Moreira da Silva.

Os toiros de Manuel Coimbra saíram todos bem apresentados, apesar de serem curtos de pata. O sexto toiro estava diminuído fisicamente, e poderia ter sido substituído. Todos tinham 4 anos e acusaram na balança respectivamente; 485, 490, 470, 465, 460, 485 kg. No comportamento foram bravos o 3º, 4º e 6º toiros, e mansos encastados que cumpriram, os 1º, 2º e 5º da tarde.

Luís Rouxinol, toureou o primeiro e terceiro da tarde, devido a ter que sair para outra corrida á noite na Messejana (Alentejo). No primeiro deste lote Rouxinol esteve em bom plano conseguindo dar a volta, a um exemplar perigoso que encurtava a investida no momento da reunião. O primeiro comprido, o terceiro curto e o ultimo, um palmito muito bem rematado, foram os destaques desta actuação que empolgou o público, pelo estilo alegre que este cavaleiro imprime às suas lides. No terceiro da tarde e 2º do seu lote Rouxinol teve um hastado bravo e nobre pela frente, (o melhor da corrida) ao qual deu boa lide com ferros de excelente nota e em sortes variadas, alternadas por bons momentos de brega. Duas notas menos boas nesta actuação, um toque forte na montada no 2º curto, por excesso de confiança do cavaleiro, e o excesso de ferragem (3 compridos, 6 curtos e um par de bandarilhas)

A comemorar 10 anos de alternativa, Ana Batista apresentou-se nas Caldas da Rainha, para disputar o triunfo da corrida, com duas lides muito meritórias, pois teve pela frente dois “Coimbras” complicados. No primeiro que era um manso encastado e com sentido, Ana resolveu bem a papeleta com uma boa lide e com ferros de frente bem desenhados, especialmente o 2º comprido (este foi um ferro á tira, como mandam as regras), e os 1º, 3º e ultimo curtos com o público bastante entusiasmado, depois desta actuação. No quinto da tarde as dificuldades foram maiores, pois apesar da cavaleira ir de frente para o toiro este não arrancava, nem se mexia no momento da reunião impossibilitando assim a cravagem. Ainda assim a cavaleira de Salvaterra conseguiu dar a volta e obrigar o toiro a investir, para cravar a ferragem da ordem, de onde se destaca o 1º ferro curto.

O praticante João Salgueiro da Costa, também vinha para a competição com os profissionais, mas teve 2 actuações distintas, mas que cativaram o público. No quarto da tarde (devido á troca já referida anteriormente com Rouxinol) o jovem esteve em bom plano com o bravo “Coimbra” que lhe tocou em sorte, com uma boa lide, destacando-se o primeiro fero comprido e os 3º, 4º e 5º curtos, a fazer levantar as bancadas. No ultimo da tarde Salgueiro da Costa, não lhe deu a lide mais adequada, pois deveria ter poupado o toiro a tantos ferros, colocações e remates, sem que estas tenham sido mal feitas, foram no entanto em demasia, devido á falta de força do toiro, que acudia com bravura mas sem emoção. Ainda assim cravou bons ferros, como foram os 3 últimos curtos.

O G.F.A. de Santarém, veio ás Caldas da Rainha, com 3 jovens forcados como aposta. E a aposta saiu muito bem ganha, com 3 boas pegas á primeira. A primeira por intermédio de Luís Sepúlveda, que foi rápido a citar pois o toiro não se fixava onde o seu cabo queria, para depois se adiantar ligeiramente, mas recuando muito bem e fechando-se muito decidido, com o grupo a ajudar bem. Seguiu-se para os Escalabitanos, António Imaginário, que esteve bem a citar, e que se fechou com boa técnica, com o grupo a ajudar mais uma vez muito bem com destaque para a 1ª ajuda de Francisco Lorga. Para o 5º da tarde saltou a trincheira Manuel Roque Lopes, que citou bem e mandou na investida, indo buscar o toiro a terrenos de tábuas, para se fechar muito bem numa rija pega que também foi bem ajudada, com destaque para a 2ª Ajuda de Nelson Ramalho.

O G.F.A. das Caldas da Rainha, pegava 3 “Coimbras” no dia do seu 17.º aniversário, e começou por intermédio de Francisco Rebello de Andrade, que na primeira tentativa, citou bem para depois se adiantar ligeiramente a recuar, saindo da cara com o forte derrote do toiro e sem oportunidade de se fechar. Corrigiu muito bem depois á segunda tentativa aguentando muito bem o toiro e fechando-se com boa técnica, com o grupo a ajudar bem apesar do toiro empurrar até às tábuas. Para o 4º da tarde foi cara o Caldense Oscar Carvalho, que citou bem e mandou vir o toiro, este arranca ensarilhando na viagem com o forcado a aguentar muito, a recuar e a fechar-se muito bem numa pega que fez parecer fácil, com os ajudas a corresponderem. Para fechar a tarde mais um jovem da cidade das Caldas, Mário Cardeira, que fez uma pega muito rija citando bem e mandando vir o oponente, para depois se reunir com muita decisão, com o toiro a entrar pelo grupo dentro sendo bem ajudado, com destaque para a 2ª ajuda de Salvador Costa Pereira.

O MAIS E O MENOS DA CORRIDA

+ A entrega dos 3 Cavaleiros. As boas pegas dos 2 Grupos de Forcados. Bom ritmo em que decorreu toda a corrida, mesmo com 10 minutos de intervalo.

- O constante movimento do público, durante as lides. A decisão da Direcção de Corrida de manter o ultimo toiro em praça, pois este estava diminuído fisicamente, e de permitir a cravagem de 9 ferros nesse mesmo toiro!

sábado, 12 de junho de 2010

Competição à Chuva em Santarém


- Praça de Toiros: Monumental Celestino Graça em Santarém.
- Data: 10 de Junho de 2010 (Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades), pelas 17:30 horas.
- Empresa: Aplaudir.
- Ganadaria: Fermin Bohorquez.
- Cavaleiros: João Moura, Diego Ventura e João Moura Jr.
- Grupo de Forcados: Amadores de Santarém e Alcochete, capitaneados por Diogo Sepúlveda e Vasco Pinto, respectivamente.
- Assistência: ¾ casa.
- Banda: Sociedade Imparcial 15 Janeiro 1898 de Alcochete.
- Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. Manuel Jacinto, assessorado pelo Médico Veterinário Dr. José Luís Cruz.

Aquele que foi designado do cartel do ano, era um grande atractivo, para a 2ª Corrida da Feira de Santarém, pois repetia o cartel de 2009 numa das mais importantes praças do país, à excepção dos toiros que este ano vinham duma ganadaria com muito cartel em Espanha para o Rejoneo, mais concretamente da província da Cádiz. Bons Toureiros de várias gerações e 2 bons grupos de Forcados, para completar o cartaz.

Os toiros de Fermin Bohorquez, saíram bem apresentados no geral, com pesos que oscilaram entre os 500 e 570Kg, sendo que 2 deles tinham 3 anos. Quanto ao comportamento foram mansos na sua maioria e sem qualquer transmissão, á excepção do quinto que mostrou boas arrancadas e se ficou sempre pelos médios. Com toiros que não andassem “em câmara lenta”, talvez nem a chuva tivesse “roubado” 1/4 de casa…

João Moura, recebeu o seu 1º oponente com 2 compridos de frente e de boa execução. Seguiu-se a faena dos curtos onde o ginete de Monforte esteve ao seu melhor nível, mostrando um grande sentido de lide, com uma brega chegadíssima e ferros de grande qualidade, não se percebendo quase que o hastado era um manso perdido, tendo que se destacar, o primeiro e terceiro ferros curtos. No segundo do seu lote voltou a estar bem com 2 bons compridos, e uma lide sempre em crescendo que terminou com 3 palmitos que levantaram as bancadas, pecando apenas pelo excesso de ferros (7).

Diego Ventura, vinha para a competição com vontade, mas no seu primeiro toiro, que também era manso, não teve muito acertado, apesar de ter tido bons momentos como o 2º comprido e o 2º ferro curto, não chegando sequer a cravar todos os ferros da ordem. Para o quinto da tarde Ventura tinha que dar tudo… E deu muito daquilo que tem de bom. Com o melhor toiro da corrida, o Luso-espanhol puxou dos seus trunfos e começou logo por receber muito bem o toiro de saída, parando-o de forma exemplar com a garupa do cavalo. Depois esteve em bom plano com 3 ferros de antologia, provocando a investida, recuando com a montada e cravando o ferro com uma batida ao píton contrário, tudo bem feito. Pecou por não ter rematado estas 3 excelentes sortes, por ter prolongado os ferros, só para mostrar ao público, “Morante” a morder no toiro, num espectáculo que quanto a mim, só estraga as suas boas actuações.

João Moura Jr., também vinha para competir com o seu pai e com o líder do escalafón espanhol. Começou com uma boa lide, com sortes bem preparadas e rematadas, tendo na ligação montada-toiro o seu grande trunfo, faltando apenas mais emoção por parte do oponente para empolgar um pouco mais a actuação, de onde se destacam o primeiro e quinto curtos, este último um palmito que entusiasmou o público. No segundo voltou a ter pela frente um toiro sem transmissão, fazendo tudo correcto, com destaque para o 1º comprido e para o 2º curto, e com excelente brega, mas faltou-lhe um pouco de alegria, talvez pelo público ter começado a sair das bancadas ainda enquanto decorria a lide.

O G.F.A. de Santarém, na época que comemora 95 Anos de existência, abriu a função com um forcado da terra, Gonçalo Veloso que brindou a todo o grupo, para começar por citar bem e mandar na investida enquanto a chuva caia com intensidade, para depois se fechar mal na cara do toiro pois este saia com perigo e metia mal a cara. Na segunda tentativa repetiu-se a dose, para se fechar muito bem na cara do toiro, á terceira tentativa, já com as ajudas carregadas, e com o público a fugir da chuva nas bancadas. Para o terceiro da tarde saltou a trincheira António Grave de Jesus, que fez uma boa pega citando muito bem, a mandar no toiro, para depois se fechar com boa técnica, e apesar de o toiro levantar a cabeça e bater, todo o grupo correspondeu também muito bem. Para fechar a sua actuação saltaram para uma sorte de cernelha, David Romão e Ricardo Romão Tavares, que entraram por duas vezes de formas diferentes; na primeira decididos e juntos sendo desfeiteados pelo toiro e pelos cabrestos, na segunda Ricardo entrou sozinho com o toiro a descoberto e o rabejador teve apenas que conseguir completar a pega, que podia ter tido mais brilho…

Pelo G.F.A. de Alcochete, saiu para o segundo da tarde, Nuno Santana, que citou bonito e aproveitou bem a viagem do toiro, fechando-se á córnea, mas saindo da cara quando o toiro afocinhou. Corrigiu na segunda tentativa e toureou mais o toiro no momento da reunião fechando-se desta vez melhor á córnea, com o grupo a ajudar bem, mesmo com o toiro a entrar com pata pelo grupo. Ruben Duarte, foi o forcado que se seguiu, protagonizando a pega da tarde. Citou, mandou e templou, num toiro que saiu com pata, mas á voz firme do forcado, que se fechou muito bem á córnea e aguentou os derrotes dos toiro, com todo o grupo a ajudar bem para completar uma excelente pega. No último toiro da tarde deram os rapazes de Alcochete boa réplica, também com uma sorte de cernelha, executada por Daniel Silva e Marco Mota, mas voltaram a não ter muita paciência para esperar pelos cabrestos e entraram com o toiro parado em tábuas, apenas mais decididos que a anterior parelha, resolvendo á primeira tentativa mas sem brilho.

O Mais e o Menos.
+ A excelente competição que todos os intervenientes puseram dentro de praça.
– A falta de emoção que estes toiros deram.
- A chuva que fez fugir muita gente da bancada durante a primeira pega.
- A falta de respeito do público pelos forcados, saindo das bancadas durante as pegas, principalmente durante a primeira e última pega.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Em Montemor Houve Toiros e Muito Trabalho.


Praça de Toiros: Montemor-o-Novo.
Data: 1 de Maio de 2010, pelas 16:00 horas.
Empresa: Montemor é Praça Cheia, Lda.
Ganadaria: Cunhal Patrício e um Novilho de Pégoras.
Cavaleiros: Luís Rouxinol, António Brito Paes, o praticante Tiago Carreiras e o Amador Manuel Vacas de Carvalho.
Grupo de Forcados: Amadores de Montemor e Évora, capitaneados respectivamente, por José Maria Cortes e Bernardo Patinhas.
Assistência: Meia casa forte.
Banda: Filarmónica Simão da Veiga da Casa do Povo de Lavre.
Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. Francisco Farinha, assessorado pelo Médico Veterinário Dr. José Guerra.

Os toiros de Cunhal Patrício, saíram bem apresentados, com pesos que oscilaram entre os 450 e 560Kg todos com 4 anos. Tiveram comportamento alternado entre bravos e mansos, destacando-se pela positiva, o 1º e 5º, sendo o 6º o pior da tarde, mas com um saldo muito positivo neste curro que veio do Monte da Igreja.
O novilho de Pégoras, esteve bem apresentado e foi bravo.

Luís Rouxinol,
teve 2 boas actuações, com sortes bem preparadas e rematadas, destacando-se a brega no seu primeiro toiro, sempre muito ligada com bons ferros curtos e no segundo do lote destacaram-se os 2 compridos e alguns dos curtos da faena, com o pequeno senão de ter levado um toque no seu característico par de bandarilhas. 2 Voltas merecidas para Rouxinol.

António Brito Paes
, teve 2 actuações em crescendo apenas com alguns ferros menos positivos na primeira actuação. No segundo toiro aproveitou bem as condições do hastado e subiu o nível da sua actuação com bons ferros e emoção a chegar às bancadas.

Tiago Carreiras,
toureou os últimos toiros antes da sua alternativa, e teve pela frente 2 toiros problemáticos. O primeiro do seu lote, foi de mais a menos e Carreiras conseguiu ainda bons ferros; para depois no seu segundo ter o pior exemplar pela frente, que quase tornou impossível o cravar das sortes, apesar do esforço do jovem cavaleiro.

O jovem Manuel Vacas de Carvalho, esteve a bom nível, com sortes bem preparadas e rematadas, apesar de ter cravado compridos pouco ortodoxos. Ficou uma boa actuação na retina, principalmente nos ferros curtos.

O G.F.A. de Montemor, a actuar “em casa” abriu praça por intermédio de João Cabral que citou e mandou na investida fechando-se á córnea com decisão, saindo depois da cara, por falta de ajudas. Repetiu na segunda tentativa, para depois resolver á terceira, com ajudas carregadas. Para o terceiro da tarde foi escolhido Gonçalo Saúde, que citou e fechou-se pouco correcto, saindo com o forte derrote do toiro, e com as ajudas a hesitarem bastante. Na 2ª tentativa esteve melhor a fechar-se, as ajudas voltaram a hesitar e fecharam a pega, mas repetiram correctamente, resolvendo á 3ª tentativa, já com ajudas carregadas. Para pegar o novilho de Pégoras, oi escolhido o jovem João da Câmara, que citou bem, hesitante a mandar, mas fechando-se com muito boa técnica, e suportando bem os derrotes do novilho que entrou pelo grupo composto pelos 4 elementos dos 2 grupos em praça, numa pega de excelente efeito. Fechou praça para os de Montemor, João Caldeira, que citou bem com o toiro a sair largo e com “pata”, para o forcado se fechar decidido e muito correcto, numa pega muito rija e vistosa, que foi bem ajudada por todo o grupo, destacando-se a voluntariosa 1ª ajuda de Hugo Melo.

Pelo G.F.A. de Évora, foi cara do segundo da tarde, Ricardo Casas-Novas, que citou bem e aproveitou a investida pronta do toiro, par se fechar decidido, e o toiro entrou pelo grupo com as ajudas a resolverem já junto a tábuas. Seguiu-se Frederico Macau, que citou bem e fechou-se com boa técnica á córnea, com o grupo a ajudar bem. Para o último da tarde que podia vir a ser problemático, foi escolhida a dupla Gonçalo Mira e Manuel Rovisco, que tiveram dificuldades em entrar com o toiro encabestrado, devido ao sentido que o oponente desenvolveu, após as primeiras entradas, que chegaram a resultar numa colhida, sem consequências graves. Entraram á 3ª tentativa com o toiro chegado a tábuas e parado, numa sorte vistosa e que resolveram bem.

No final da corrida foi lidado um novilho, de Cunhal Patrício, para as Provas de Bandarilheiros, de Binito Moura e João Ganhão, que cravaram 3 pares de bandarilhas com eficácia, e passaram nas provas, com distinção.

O Mais e o Menos

+ A Entrega dos intervenientes.

– A duração do espectáculo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Rouxinol, Telles e Toiros de Verdade levam Emoção ao Campo Pequeno


Praça de Toiros: Campo Pequeno, em Lisboa.
Data: 1 de Outubro de 2009, pelas 22h15
Empresa: SRUCP, S.A.
Ganadaria: Eng.º Luís Rocha
Cavaleiros: Joaquim Bastinhas, António Ribeiro Telles, Rui Salvador, Luís Rouxinol, Paulo Jorge Santos e o praticante Tiago Carreiras
Grupo de Forcados: Amadores de Lisboa e de Vila Franca de Xira, capitaneados, respectivamente, por José Luís Gomes e Vasco Dotti
Assistência: Casa Cheia
Banda: Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense
Delegados da IGAC: Dirigiu a corrida o Sr. Delegado Tauromáquico António Garçôa, assessorado pelo Médico Veterinário Dr. José Luís Cruz.

A última de Abono do Campo Pequeno era uma Corrida de Gala á Antiga Portuguesa, com seis cavaleiros em competição pelo prémio D. José João Zoio, que dava direito á presença no cartel de 15 de Outubro, já fora do Abono. Com honras de transmissão televisiva, pela RTP; a corrida estava esgotada na véspera, e o curro prometia dar boa conta de si, pois estes toiros já tinham triunfado na Catedral. 2 Grupos de Forcados com historial, completavam o cartel, que prometia uma boa noite no Campo Pequeno.

Da Herdade Da Machôa, bem perto da bonita vila de Monsaraz, vieram os toiros da Ganadaria do Eng.º Luís Rocha, por direito próprio, que tiveram um excelente desempenho na primeira praça do País. Com uma apresentação irrepreensível, e todos com 4 anos, foram um exemplo do que é: Idade, Peso e Trapio! Para melhorar só mesmo o bom comportamento, de todos; mesmo os que mansearam, revelaram sempre casta e pediram contas a cavaleiros e forcados, que tiveram que se aplicar, dando emoção ao espectáculo. Acusaram na balança respectivamente; 568, 558, 562, 558, 604 e 534 Kg; provando que não é necessário “gigantes” para que haja emoção nas praças!

Abriu a função Joaquim Bastinhas, que no seu estilo alegre e mexido, desenvolveu uma lide muito correcta nas sortes, mantendo sempre a sua forte ligação às bancadas, destacando-se o terceiro comprido, e os primeiros 2 ferros curtos cravados ao estribo, como mandam as regras. Bastinhas provou que tem o seu lugar na Festa e que sabe fazer bem e com emoção.

António Ribeiro Telles, foi receber o 2º da noite á porta gaiola, numa lide que foi uma lição de toreria. Terrenos sempre bem escolhidos; um grande entendimento do oponente e sortes exemplarmente executadas, deram até para trazer á arena do Campo Pequeno, a casta dum toiro que parecia não a ter. Mas António mostrou porque é figura, principalmente nos curtos destacando-se o primeiro e o quarto desta série. Só pecou ligeiramente, por cravar ferros demais (9 no total!).

eguiu-se Rui Salvador, que começou com bons ferros compridos, não conseguindo depois durante a lide dar a volta ao toiro que foi de mais a menos fechando-se em tábuas. Alguns toques que desluziram a actuação do cavaleiro de Tomar, que ainda assim esteve muito esforçado, pecando apenas por cravar mais um ferro, que era desnecessário. Recusou a volta num gesto de bom profissional que é.

Para Luís Rouxinol, saiu o melhor da noite na minha opinião. Sempre com codicía, Rouxinol aproveitou-lhe bem a investida nobre e foi-se adornando na preparação e remate das sortes, trazendo emoção às bancadas. Já lhe vimos ferros melhores, mas ainda assim mereceu o prémio pela lide que executou, de onde se pode destacar a variedade das sortes e o primeiro e quarto curtos, este último um palmito de boa execução.

Paulo Jorge Santos teve uma passagem discreta por Lisboa, talvez por ter poucas corridas. Mostrou muita entrega e tentou sempre que pôde tourear perto do toiro, correndo assim alguns riscos que lhe valeram toques nas montadas. Ainda assim teve dois ferros em destaque pela sua qualidade; o segundo comprido e o terceiro curto, numa lide demasiado extensa (9 ferros!).

O único Praticante no Cartel era Tiago Carreiras, que tinha já deixado boa impressão nesta praça. No entanto nesta noite não foi assim. Sem a sua estrela “Quirino”; Carreiras teve parte do público consigo, mas cravou fora de sitio quase todos os ferros e nunca mostrou o bom toureio que já lhe conhecemos. Terá com certeza oportunidade de se emendar, pois é um jovem com muita garra, que chega bem ao público.

Nas Pegas começou o G. F. A. de Lisboa por intermédio de Francisco Mira, que teve um cite bonito e calmo com o toiro a querer arrancar e a ficar parado no meio da viagem sem o forcado se emendar. Desfez, para depois citar igual, mas desta vez a mandar na investida, recuando depois em demasia, o que fez o toiro ensarilhar e recebeu o toiro de lado, saindo da cara. Voltou a desfazer a pega na 2ª tentativa e depois fecha-se á córnea só de barcos, não sendo isso o suficiente, para ficar na cara. Pegou depois á 3ª tentativa, já com ajudas carregadas, resolvendo a “papeleta”. Recusou muito bem a volta, tendo que “fugir” ao cavaleiro, para a trincheira, depois dos cumprimentos. Para o terceiro toiro da noite, saiu João Vasco Lucas, que citou sem barrete, com alguma hesitação. No entanto, manda bem na investida do toiro e fecha-se enchendo-lhe a cara com o grupo a corresponder ajudando bem num toiro que entrou a direito pelo grupo. Para finalizar a actuação dos Forcados “Alfacinhas”, foi escolhido Pedro Miranda, que citou calmo, e aproveitou a investida clara e pronta do toiro fechando-se com muita garra, mas com as ajudas a hesitarem, saiu com os derrotes fortes e secos do toiro. Repetiu o cite e voltou a fechar-se bem, sendo desta vez bem ajudado pelo restante grupo. Chamou o 1º ajuda Armando Nunes á praça durante a volta, com justiça.

O G. F. A. de Vila Franca de Xira abriu praça pelo forcado Pedro Castelo, que citou bem mandando na investida, mas recebeu o toiro de lado não se conseguindo fechar. Na segunda tentativa corrige tudo, mas as ajudas hesitaram, sendo o forcado desfeiteado. Saiu para a terceira tentativa, com ajudas carregadas, aguentando ainda assim bem, a codicía com que o toiro investia, com o grupo desta vez a corresponder. Recusou a volta com brio. Nuno Casquinha, foi para a cara do 4º toiro, e aproveitou-lhe bem a investida mas fecha-se mal na cara e depois ao tentar emendar-se volta a fechar-se com o toiro mais 2 vezes na viagem, mas já tinha saído da cara. Repetiu bem a pega depois com o grupo a ajudar decidido, numa pega rija á 2ª tentativa. O cabo Vasco Dotti deu um brilhante exemplo saindo para pegar o último da noite, pois um dos ferros curtos estava “apontado” para o forcado, que lá fosse. Sofreu com isso pois após um bonito cite foi “empurrado” por esse mesmo ferro ficando descomposto na cara do toiro, felizmente sem consequências de maior, pois não foi atingido, em zona de lesão grave. Saiu decidido para a 2ª tentativa, o que resultou numa boa pega, plena de técnica, com o seu grupo a ajudar bem.

O Mais e o Menos
+ A brega do bandarilheiro David Antunes; Os Toiros do Eng.º Luís Rocha; A entrega dos Artistas e as Homenagens: á RTP, por parte do Sindicato dos Toureiros e a D. José João Zoio por Parte da Empresa
– A demora do espectáculo, sobretudo por haver ferros a mais concedidos pela Direcção da Corrida e o ferro curto mal colocado que poderia ter fechado o espectáculo com mais uma tragédia para o Cabo do Grupo de Vila Franca de Xira.

Nota da redação: Inicialmente tinha sido afirmado que o forcado João Lucas do GFA de Lisboa tinha dado duas voltas à arena, o que na realidade não se verificou. Deu sim uma volta acompanhado com o cavaleiro Rui Salvador e depois foi receber os aplausos nos médios.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Houve Festa de Toiros em Estremoz


- Praça de Toiros: Desmontável em Estremoz.
- Data: 4 de Setembro de 2009, pelas 22:00 horas.
- Empresa: A. C. Eventos.
- Ganadaria: Herd. Cunhal Patrício.
- Cavaleiros: João Moura, Francisco Cortes e João Telles Jr.
- Grupos de Forcados: Amadores de Montemor-o-Novo e Portalegre capitaneados, respectivamente por José Maria Cortes e Fernando Coelho.
- Assistência: Casa Cheia.
- Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. Lourenço Luzio assessorado pelo Médico Veterinário Dr. José Tenório Guerra.

Sob o lema “Vamos Levantar a nossa Praça” e por ocasião das Festas da Exaltação da Santa Cruz, realizava-se a 1ª Corrida da Revista InAlentejo, numa praça desmontável, a poucos metros da centenária praça de Estremoz, que continua fechada. O Cartel estava bem rematado, com uma figura, uma promessa, e o cavaleiro da terra, para as lides a cavalo, uma ganadaria de “postín”; 2 grupos de forcados da região, e ainda o jovem Miguel Moura nas Variedades Taurinas ao intervalo.

Os toiros desta noite pertenciam á ganadaria Herd. Cunhal Patrício, e tiveram boa apresentação no geral, apesar de não serem grandes. No que se refere ao comportamento, foram cumpridores, no geral; destacando-se como bravos o 2º e o 5º, este um bom toiro e confirmar o ditado de “No hay quinto malo”.
Nas Variedades Taurinas foi lidado um novilho de João Moura, que estava bem apresentado, e que foi de mais a menos, que foi um manso encastado, a fugir para a crença no final da lide.

João Moura, vinha a uma terra onde tem muita aficíon ao seu toureio. Teve duas lides boas com ferros de boa execução, destacando-se no seu primeiro; o 1º curto pecando apenas pela colocação de alguns ferros. Na segunda lide a brega de Merlin, que fez da sua garupa uma muleta, resultou em ferros ao estribo de excelente efeito, numa lide de bom efeito dentro do estilo que esta figura há muito nos habituou.

Francisco Cortes, teve dois bons toiros no seu lote, que aproveitou para desenhar duas lides correctas perante o público da sua terra. No primeiro andou bem nos compridos, e também nos curtos no estilo alegre que herdou do seu pai. No seu segundo teve bons momentos com ferros de boa nota com batidas ao piton contrário, que trouxeram emoção às bancadas, pois o toiro arrancava com codicía. Pecou apenas pela exuberância, com que rematou os ferros, junto do público.

João Telles Jr., teve um lote complicado com toiros que ainda assim deram para mostrar a boa escola da Torrinha. Três compridos bem desenhados, e uma boa série de curtos, que terminou com um bom ferro e a sua sorte característica do violino e do palmito, para gáudio do público. Na segunda lide, teve um toiro melhor pela frente e deu-lhe uma lide correcta com destaque para o 2º curto da faena.

Miguel Moura, toureou um novilho com ferro de João Moura, com muita correcção e a serenidade dos mais experientes. Sortes bem preparadas e rematadas, como mandam as regras e bons ferros principalmente os últimos palmitos que aqueceram as bancadas, numa lide muito boa, para quem tem tão tenra idade.
Este novilho foi pegado por Francisco Godinho, do G. F. A. de Montemor que citou bem mandando na investida, com o novilho a ensarilhar, dificultando a reunião, que teve muita raça e á qual os ajudas corresponderam bem á primeira tentativa.

Para as pegas abriu praça o G. F. A. de Montemor, por Tiago Telles de Carvalho, que citou bem, fechando-se com correcção, e vontade, apesar de o toiro perder as mãos, sendo depois bem ajudado pelo grupo, que levantou, bem, a cara do toiro. O 3º toiro da noite coube a António Vacas de Carvalho, que citou bem e fechou-se com boa técnica, saindo depois dos derrotes fortes do toiro e com falta de ajudas, com o toiro a entrar pelo grupo. Na segunda tentativa manteve a raça e a técnica, com o grupo a corresponder bem desta vez. Fechou praça pelos “Filhos do Alentejo”, António Dentinho, que citou bem e fechou-se com garra sendo bem ajudado pelo grupo.

O G. F. A. de Portalegre, começou por intermédio do forcado de cara, Ricardo Almeida que citou bem, mas adiantou-se no momento da reunião e não conseguiu concretizar a sorte. Na segunda tentativa, foi pouco decidido, no cite e na reunião e voltou a ser desfeiteado. Concretizou á terceira tentativa, reunindo desta vez bem e com o grupo a ajudar bem. Mário Sampaio foi escolhido para a pega do quarto toiro. O forcado citou, sem mandar na investida, fechando-se pouco decidido, mas corrigindo-se na viagem e com o restante grupo a hesitar ligeiramente, e a fechar depois numa pega com alguma facilidade. André Domingos citou nervoso e sem mandar, mas a recuar com passos pequenos e fechando-se com boa técnica, foi bem ajudado pelo grupo.

O Mais e o Menos
+ A entrega dos intervenientes na corrida, o bom ambiente taurino que havia antes da corrida e o respeitoso minuto de silêncio, em memória do Maestro Zoio.
– A volta que deu o forcado de Portalegre, no 2º toiro. O frio que retirou ambiente á corrida. O piso da praça.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Em Caldas da Rainha, Corrida Morna


Praça de Toiros: Caldas da Rainha.Data: 21 de Agosto de 2009, pelas 22:00 horas.

Empresa: Toiros e Cultura – Paulo Pessoa de Carvalho.

Ganadaria: Brito Paes.Cavaleiros: João Moura, António Brito Paes e Manuel Lupi.

Grupos de Forcados: Amadores de Montemor-o-Novo e Caldas da Rainha capitaneados, respectivamente por José Maria Cortes e Nuno Vinhais.

Assistência: ¾ casa.

Banda: Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha.Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. Manuel Jacinto assessorado pelo Médico Veterinário Dr. Francisco Barata

Os toiros eram de Brito Paes, tinham todos 3 anos e os seus pesos variaram entre os 460 e os 550 kg. Todos tiveram boa apresentação, sem serem imponentes, e quanto ao comportamento foram cumpridores; primeiro, terceiro e sexto. Foram reservados e a mansear; segundo e quarto, e foi bravo o quinto. Faltou a todo o curro um pouco mais de emoção e intensidade, nas investidas, para que o público se entregasse mais a todos os elementos do cartel.
João Moura, teve duas actuações dentro de seu estilo revolucionário, com excelente brega, e sempre muito chegado aos toiros, apesar de receber os 2 toiros com compridos bem executados mas com pouco brilho. Nas suas duas faenas mostrou porque é figura há tantos anos. No primeiro toiro realce para o 2º e 3º ferros curtos, ao estribo e a levantar as bancadas. No segundo do seu lote, Moura, brilhou mais ainda com “Merlin”, pois o toiro tinha mais dificuldades, mas que foram disfarçadas pelo binómio, Toureiro-Montada. Nos curtos deste toiro, destaque para dois ferros de excelente nota, com batida ao piton contrário.
António Brito Paes, começou com um toiro muito distraído e reservado, que ainda assim servia para a lide. Foi aproveitando as reuniões que sacou do hastado, para colocar ferros bons, mas com pouca história, sendo alguns a cilhas passadas. Saiu para o segundo, com mais vontade, e teve pela frente, um toiro bravo. Cravou 3 compridos de belo efeito de praça-à-praça, e seguiu para bons ferros curtos destacando-se o primeiro o quarto e o quinto, numa lide em que deixou de insistir nas batidas ao piton contrário, conseguindo boa nota, nos ferros de frente terminando em apoteose.
Da Barroca D’ Alva veio Manuel Lupi, que teve duas actuações muito esforçadas e meritórias. No seu primeiro toiro, recebeu bem o toiro, que saiu com pata, para depois lhe dar boa lide, sempre por cima do hastado, de onde se pode destacar os últimos ferros curtos, sendo o último um palmito a levantar as bancadas da praça. Na sua segunda actuação baixou ligeiramente o nível, onde o melhor ferro foi o primeiro curto; mas sempre sem comprometer uma boa passagem pelas Caldas da Rainha.
Para as pegas, abriu praça o G. F. A. De Montemor, por intermédio de Francisco Borges. O forcado citou bem e mandou vir o toiro, para depois se fechar decidido, sendo bem ajudado pelo grupo. Para o terceiro toiro, foi escolhido o jovem António Vacas de Carvalho, que teve um cite bonito, para depois se fechar com muita garra, à córnea, aguentando os derrotes do toiro, com o grupo a hesitar na entrada ao toiro num primeiro momento, para depois corrigir e concretizar com eficácia a pega. No quinto da noite e último para os “Filhos do Alentejo”, foi cara Manuel Ramalho, que citou com pouca decisão, mas mandando na investida do toiro, recuando bem e reunindo á córnea, com boa técnica, com o restante grupo a corresponder com acerto.
O G. F. A. de Caldas da Rainha, também viu premiada a sua aposta nos jovens, com Guilherme Neto a abrir as hostilidades, com uma pega ao primeiro intento, em que o forcado citou bem, sem mandar, com o toiro a sair solto e o forcado a reunir bem á barbela, com o grupo a ajudar bem. Seguiu-se Francisco Mascarenhas que citou bonito, recuando em demasia pois veio a fechar-se quase nas tábuas, mas com decisão e vontade, com o restante grupo a ser desfeiteado pela trajectória do toiro, recuperando depois bem, para fechar a pega. Fechou a corrida o caldense Mário Cardeira, que citou bem, adiantando-se com correcção ao toiro que saiu solto, para depois receber correctamente, com garra, e o grupo ajudou bem.

O Mais e o Menos
+ Os brindes de cavaleiros e Forcados a João Salvação “Ninã”, pelo seu recente infortúnio. A entrega de todos os intervenientes.

– A noite fria do Oeste que arrefeceu a corrida e o público.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Corrida do Ano de Caldas da Rainha merecia um pouco mais


Praça de Toiros: Caldas da Rainha. Data: 15 de Agosto de 2009, pelas 18:00 horas.

Empresa: Toiros e Cultura – Paulo Pessoa de Carvalho.

Ganadaria: Pontes Dias.

Cavaleiros: António Ribeiro Telles, Manuel Telles Bastos e Francisco Palha.

Grupos de Forcados: Amadores de Santarém e Caldas da Rainha capitaneados, respectivamente por Diogo Sepúlveda e Nuno Vinhais.

Assistência: Casa Cheia.

Banda: Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha.

Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. António Garçôa assessorado pelo Médico Veterinário Dr. Francisco Barata

Anunciada como a Corrida de Toiros do Ano; a corrida da Revista Lux, e a mais antiga corrida efectuada consecutivamente no país, tinha um cartel bem desenhado, constituído por uma figura e dois jovens já com provas dadas e casa quase cheia já na véspera. Tudo para uma boa corrida, numa praça com gestão exemplar.

O Curro de Pontes Dias, saiu desigual de apresentação; os dois primeiros eram de fraca apresentação apesar de terem 5 anos, parecendo um remendo no curro, sendo os 4 seguintes de boa apresentação apesar da córnea muito fechada do último. Em termos de comportamento, o curro foi manso, servindo ainda assim, para as lides. O novilho que saiu a meio da corrida, estava regular de apresentação e foi bravo durante a lide.

António Ribeiro Telles, teve duas boas actuações, subindo nitidamente o nível que vem mostrando esta época, talvez devido às montadas. Começou da melhor forma com uma sorte de gaiola de boa execução e mais dois ferros compridos à tira. Continuou num estilo clássico de boa execução, com ferros bem preparados, ao estribo em que se destacam os, 3º e 4º curtos, este último um palmito a entusiasmar as bancadas.

Manuel Telles Bastos, teve azar no seu primeiro toiro, pois o animal, tinha nitidamente poucas condições de lide, e o cavaleiro tentou sempre, que o director de corrida, devolve-se o toiro desde o inicio da lide, mas teve que ir cravando os ferros da ordem, até o director dar a ordem para o toiro ser devolvido, após a cravagem do penúltimo ferro da ordem!

No segundo tinha pela frente um toiro já bem melhor de forças e teve uma lide muito boa com o toiro a ir de menos a mais pelo esforço e boa brega que o toureiro demonstrou.

No seu estilo clássico irrepreensível, cravou 3 bons compridos, e 5 curtos de boa nota com destaque para os 3 últimos, que incluíram um palmito que entusiasmou as bancadas.

Francisco Palha, vinha com apenas 2 semanas de alternativa, mas com a boa capacidade toureira que já demonstrou, para uma corrida muito importante. Teve duas actuações muito meritórias, entendendo bem os seus oponentes e dando-lhes boas lides. Ferros bem executados, com destaque para o 2º comprido e 2º curto marcaram esta actuação. Subiu o nível no último, da tarde/noite, com bons compridos, a abrir e alternou depois ferros menos bons, principalmente pela reacção tardia e má do toiro, na reunião com sortes muito boas em especial, os 1º e 6º curtos; o primeiro de excelente efeito com batida ao piton contrário, e o último ao estribo a levantar as bancadas.

Mateus Prieto, é um cavaleiro amador que mostrou alguma inexperiência, perfeitamente compreensível, mas também mostrou que tem muita vontade e que pode triunfar com mais oportunidades.

Teve uma actuação em crescendo e cravou um palmito e uma sorte de violino, que levantaram a praça, como promessa de bom futuro.

Pegou este novilho pelo G.F.A. Santarém, José Maria Telles Feio, que revelou inexperiência, mas muita vontade, citando indeciso na primeira tentativa, recebendo depois de lado e saindo da cara durante a viagem. Repete a pega, mas escorregou na reunião e depois á terceira cita bem e fecha-se correctamente com o grupo a ajudar bem apesar do novilho ter parado a bater.

Para as pegas, começou a tarde pelo G. F. A. De Santarém, por Joaquim Pedro Torres, que citou um pouco indeciso, sem mandar na investida, para depois se fechar á córnea, emendando-se na viagem, com as ajudas a fecharem bem apenas nas terceiras. O cabo Diogo Sepúlveda, deu o exemplo numa pega de boa execução, Citando bem e mandando na investida reuniu com excelente técnica á córnea, sendo bem ajudado apesar do toiro fugir ao grupo. Gonçalo Veloso, foi o escolhido para o 5º da tarde. Este bom forcado, citou bonito e com toreria, para se fechar á córnea, sem conseguir ficar na cara, devido ao derrote seco que o toiro lhe deu. Voltou com galhardia para executar uma boa pega, em que teve que ir buscar o toiro a tábuas, e se fechou com boa técnica á córnea sendo bem ajudado, pelo grupo, com destaque para Pedro Féria, numa boa 1º ajuda.

O G. F. A. das Caldas da Rainha, teve que sair para pegar o 2º toiro, pois tinha 5 ferros cravados, por intermédio de Óscar Carvalho, que debaixo dos assobios da praça, citou bem mandando vir o toiro, mas depois não se conseguiu fechar á córnea, na primeira tentativa.

Na segunda tentativa emendou-se e resolveu juntamente com o grupo, bem, uma pega, que resultou pouco brilhante por falta de força do toiro.

António Galiano, saía para o terceiro toiro da tarde, que saiu de tábuas solto e sem o forcado mandar, para depois dar um derrote forte para o alto, impedindo o forcado de se fechar na sua cara. O jovem demonstrou muito garra pois foi muito massacrado pelo toiro após a 1ª tentativa, tendo desta vez mandado na investida e fechou-se depois com muita decisão sendo bem ajudado pelo grupo, com destaque para a 1ª ajuda de Marco Cruz. Para fechar a corrida saiu Francisco Rebello de Andrade, que citou bonito e se fechou, com muita garra, à barbela perante um toiro que pedia grupo, correspondendo assim os rapazes da Caldas, sem dar vantagens, com ajudas muito voluntariosas, que lhe valeram uma rija pega e momentos de susto, tendo-se lesionado 2 forcados, nesta pega.

O Mais e o Menos

+ Uma Praça Cheia, a mostrar a força da festa, mesmo em tempos de crise e de contestação…

– O Estado do piso, e a decisão muito tardia da Presidência da corrida com a devolução do 2º toiro, o facto de haver público a sentar-se e movimentar-se, já o segundo toiro estava em praça. Os toiros de Pontes Dias.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Boa Corrida, com Bons Toiros nas Caldas da Rainha


- Praça de Toiros: Caldas da Rainha.

- Data: 24 de Maio de 2009, pelas 17:00 horas.

- Empresa: Toiros e Cultura – Paulo Pessoa de Carvalho.

- Ganadaria: Pinto Barreiros.

- Cavaleiros: Rui Salvador, Luis Rouxinol e Ana Batista.

- Grupos de Forcados: Amadores do Aposento da Chamusca e Caldas da Rainha capitaneados, respectivamente por Tiago Prestes e Nuno Vinhais.

- Assistência: 1/2 casa forte.

- Banda: Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha.

- Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. António Garçôa assessorado pelo Médico Veterinário Dr. Francisco Barata
A Temporada na centenária praça de Caldas da Rainha, abriu com a Primeira Grande Corrida LIONS, que tinha um cartel muito atraente, com figuras, dois grupos de primeira linha e um curro de uma das mais prestigiadas ganadarias portuguesas.
O Curro de Pinto Barreiros, estava bem apresentado no geral, apesar dos pesos anunciados, oscilarem entre os 510 e 405 kg (!), sendo quase todos bravos, exceptuando o 4º da tarde que ainda assim cumpriu, bem. O quinto toiro cumpriu o ditado de que “no hay quinto malo” e foi o melhor dum excelente curro da ganadaria “mãe” em Portugal. Houve volta, merecida, para o ganadero, Eng.º Joaquim Alves, ao quinto toiro, com cavaleiro e forcado.
Rui Salvador vinha ás Caldas, com vontade de mostrar que os seus 25 anos de alternativa, lhe dão, maturidade para andar no topo. Abriu a sua primeira actuação com dois bons compridos, continuando com bons ferros curtos numa faena em que soube dar as distâncias correctas, ao toiro. Destaca-se nesta actuação o 3º curto; de qualidade e ao estribo como “mandam as regras”. No segundo do seu lote, voltou a estar bem, destacando-se a forma como recebeu o toiro, e os 3º e 5º curtos, pecando apenas por não rematar alguns ferros.
Luís Rouxinol é um toureiro consistente, e soube aproveitar os dois bons toiros que lhe couberam em sorte. No seu primeiro, deu-lhe boa lide sendo responsável pelo toiro ir de menos a mais, sem lhe perder a cara com três bons compridos, e uma boa série de curtos, variada com sortes de violino, pares de bandarilhas a duas mãos e palmitos todos bem executados, com destaque para o 2º curto e para o ultimo ferro, um palmito, a trazer emoção ás bancadas. Na sua segunda lide teve pela frente o melhor toiro da corrida, que soube aproveitar, e cravou bons ferros, bem rematados e preparados destacando-se os 2º e 5º, este ultimo um palmito a rematar a boa lide.
Completava o cartel Ana Batista, que não quis ficar atrás dos seus companheiros de profissão. O primeiro do seu lote era um toiro sério a pedir atenção na lide, e que tinha algum sentido fruto dos 5 anos que exibia, e Ana acertou na lide, com bons ferros de frente, a crescerem de qualidade, com a lide, ressalvando apenas a colocação de alguns, de onde se destaca o quarto curto; um palmito ao estribo a fazer levantar as bancadas. Para fechar praça a cavaleira, mostrou que sabe com dois compridos à tira, como mandam as regras. Seguiu depois para uma série de 5 curtos, todos bons, com maior destaque para o primeiro, numa lide ainda melhor do que a primeira.
Para as pegas, começou a tarde pelo G. F. A. do Aposento da Chamusca, o experiente Pedro Coelho dos Reis, “Pipas”, que citou bem, recuando com o toiro para depois se fechar á córnea, escorregando da cara, provavelmente devido a uma deficiência no piton esquerdo do toiro. Fez tudo igual da segunda vez, desta mais decidido na reunião numa boa pega à córnea sendo bem ajudado pelo grupo. Para o terceiro toiro da tarde foi escalado o Jovem Francisco Montoya, que já começa a ser um caso sério nas nossas arenas. Citou e mandou num toiro sério e “cinqueño”, que arrancou para o forcado decidido e Francisco, teve uma reunião correcta tecnicamente, fechando-se com garra e com boas ajudas do restante grupo na pega da tarde. Para o quinto e último dos rapazes do Aposento da Chamusca, foi escolhido o forcado António Melara Dias, que citou bem na primeira tentativa, para depois se adiantar ao toiro que o desfeiteou. Na sua segunda tentativa, voltou a estar correcto no cite e a mandar na investida do toiro, desta vez melhor tecnicamente, recuando 2 passos mas parando-se depois e consentindo uma reunião violenta, que a decisão ao fechar-se com o toiro, permitiu que concretizasse a pega, com boas ajudas, do grupo.
A “jogar em casa” estavam os rapazes do G. F. A. das Caldas da Rainha, que começaram da melhor maneira, pois Francisco Rebello de Andrade, citou com alegria e aguentou bem a investida do toiro para depois se fechar decidido à barbela, com o grupo a corresponder bem. Seguiu-se o jovem António Galiano, que depois dum bonito brinde a Rui Salvador, citou bem mandando na investida e fechando-se decidido à córnea, com o toiro a entrar pelo grupo e estes a corresponderem bem. Para encerrar a actuação do Grupo das Caldas, esteve o caldense Óscar Carvalho, que citou bem a mandar vir o toiro, para depois ser desfeiteado, por se ter adiantado ligeiramente na reunião. Voltou para corrigir muito bem tudo, com o toiro a ensarilhar, mas o forcado consentiu muito bem esta investida difícil, recuando bem e fechou-se decidido à córnea com o toiro a entrar pelo grupo que ajudou bem.
O Mais e o Menos+ O Excelente jogo do curro de Pinto Barreiros e a entrega de cavaleiros e forcados.– A falta de mais público; principalmente aficionados, para ver uma boa corrida, e as movimentações de parte do público durante as lides dos toiros

domingo, 26 de abril de 2009

Corrida de 25 de Abril em Alter do Chão.

Praça de Toiros: Alter do Chão.
Data: 25 Abril de 2009, pelas 17:00 horas.
Empresa: J.C. Toiros.
Ganadaria: Herdade de Pégoras. Cavaleiros: João Moura, António Maria Brito Paes, João Moura Caetano e o amador Miguel Moura.
Grupos de Forcados: Amadores de Montemor-o-Novo e Alter do Chão capitaneados, respectivamente por José Maria Cortes e João José Saramago. Assistência: ¾ casa. Banda: Banda Municipal Alterense.
Delegados da IGAC: Delegado Técnico Tauromáquico Sr. Alberto Bartissol assessorado pelo Médico Veterinário Dr. Mota Ferreira.
Por ocasião da Feira de S. Marcos numa data importante do calendário taurino nacional, o 25 de Abril em Alter do Chão, tinha, este ano como principais atracções, o regresso de João Moura, um imponente curro de Pégoras, e 2 grupos de forcados em competição pelo 7º Troféu Luís Saramago para a melhor pega.Com o ferro da Herdade de Pégoras, foram lidados 6 toiros com boa apresentação, com pesos entre os 530 e 580 Kg. Irregulares de comportamento os “quatreños” que vieram dos arredores de Montemor, revelaram-se mansos, mas cumpridores, à excepção do 2º e 5º, que foram bravos e nobres.
De regresso a Alter, o Maestro João Moura, teve duas lides em crescendo. Recebeu bem o primeiro toiro, porém com compridos regulares, para depois executar uma boa lide, com ligação da montada ao toiro, sendo o melhor ferro o 4º curto. No seu segundo da tarde, Moura, entendeu bem o oponente, que era manso e difícil, mas nunca lhe perdeu a cara, com bons ferros e bem rematados, principalmente o último ferro, um bom palmito.
António Brito Paes, teve pela frente dois toiros distraídos, mas aos quais deu boas lides. No primeiro começou por entender mal o toiro com duas passagens em falso, no primeiro comprido. Depois retratou-se com excelentes ferros curtos, principalmente o segundo. Receita igual na segunda lide, com um toque forte no 1º curto, mas redimindo-se, com bons ferros de seguida, com destaque para os 3º e 6º curtos. Boa Passagem por Alter do cavaleiro do Oeste.
De Monforte, veio João Moura Caetano, para duas lides com pouco brilho. A primeira começou bem com 2 compridos de qualidade. Nos curtos, tentou sortes ao piton contrário, para abrilhantar a lide, mas as mesmas originaram ferros de fraca execução, que terminaram com 2 palmitos regulares. No 6º toiro da tarde, cravou 3 compridos e 3 curtos, com alguns toques na montada e sem grandes motivos para destacar.
Nas pegas, abriu praça o G. F. A. de Montemor-o-Novo, através de João Tavares, “Pêco”, com um cite correcto e a mandar vir o toiro, para se fechar com decisão sendo bem ajudado, numa pega que o cara tornou fácil. No 3º toiro, foi escolhido Noel Cardoso, que citou e aguentou bem para se fechar á córnea, aguentando o toiro a bater, com as ajudas a hesitarem e a pega a ter que ser repetida. Na segunda tentativa repetiu aquilo que tinha feito bem, com as ajudas agora a responderem melhor, numa pega vistosa, com destaque para o rabejador Tiago Carvalho. Precisamente o jovem Alterense Tiago Telles Carvalho, foi para a cara do 5º da tarde. Citou bonito, na sua figura esguia, mas recebeu mal o toiro e não se conseguiu fechar. Na segunda tentativa, voltou a adiantar as mãos, mas o toiro a permitir e o forcado a fechar-se á córnea sendo bem ajudado.
O G. F. A. de Alter do Chão, teve uma tarde menos feliz. No primeiro toiro foi cara Hermínio Batista, que citou bonito, mas sem mandar, tentou fechar-se com muita garra, mas a não conseguir. Na segunda e terceira, tentativas voltou a ser desfeiteado pelo toiro, saindo lesionado. Dobrou o companheiro de jaqueta salmão Bruno Palmeiro “Gel”, que fez mais duas tentativas a sesgo com muita valentia resolvendo a pega, com as ajudas sempre a corresponder, em todas as tentativas. Forcado da terra, Sérgio Pires, foi para a cara do 4º da tarde. Era um toiro muito difícil, talvez “burriciego”, pois procurava o forcado com violência, apesar deste o ter citado bem. Sérgio fez duas tentativas com fortes derrotes iniciais, não se conseguindo fechar, e sendo dobrado por Elias Santos, que resolveu a sesgo com muita garra, uma papeleta difícil, em que o toiro voltou a derrotar forte, mas o grupo ajudou bem e Elias aguentou muito, ficando pendurado pelas mãos na testa do toiro. Nuno Basso, foi cara do sexto da tarde, citando e aguentando bem para receber um forte derrote aguentando até ás tábuas, saindo lesionado, com o impacto. Dobraram João José Saramago e Elias Santos numa cernelha á terceira tentativa, que foi de difícil execução pois o toiro não encernelhava para o lado correcto e os campinos não se esforçaram com as chocas. Elias este então em grande plano, pois aguentou muito o toiro a rabejar, e depois entrou o cernelheiro para resolver, a pega complicada.
Nas Variedades Taurinas, Miguel Moura, mostrou, irreverência e ousadia, perante um novilho de Pégoras, de apresentação regular, mas bravo e nobre. O jovem amador, teve uma lide muito boa chegando ás bancadas com excelentes ferros curtos, principalmente o 3º em sorte cambiada e os dois últimos palmitos.
António Vacas de Carvalho, do G.F.A. de Montemor, pegou com ajudas divididas do G.F.A. de Alter do Chão este novilho. Esteve bem o jovem de Montemor, pois citou e mandou no novilho, para depois se fechar decidido, numa pega fácil em que as ajudas corresponderam.
No Final da Corrida, foi entregue o prémio Luís Saramago, para a Melhor Pega, a João Tavares, com toda a justiça, com todos os intervenientes no espectáculo presentes, à excepção de João Moura Caetano.
O Mais e o Menos
+ A apresentação dos toiros; A dignidade do G.F.A. de Alter ao recusarem as voltas com os cavaleiros.
– A saída da praça de João Moura Caetano, sem estar presente na cerimónia de entrega do Prémio Luís Saramago.