sexta-feira, 11 de junho de 2010

Albufeira, faltou... na segunda da temporada


Segundo espectáculo da temporada de Albufeira, na passada quarta feira dia nove, menos de um quarto de casa numa noite fria e com algum vento, onde faltou publico, e, faltou muito mais neste espectáculo de Variedades Taurinas, em cartaz dois jovens cavaleiros praticantes Tiago Cantante e Tiago Martins, nas pegas os Amadores de Alenquer, frente a três novilhos/toiros com apresentação, peso e que traziam a lição bem estudada da Herdade das Sesmarias.

Tiago Cantante abriu praça e presenteou-nos com uma lide regular dentro do possível, frente a um novilho com arrancadas bruscas e sempre com a intenção de fazer mal, o que dificultou a tarefa ao jovem cavaleiro, destaque para o ultimo ferro de Cantante em sorte de violino com que rematou a lide.

Tiago Martins enfrentou outro novilho com as mesmas características do anterior, sempre com muito sentido, cedo se refugiou em tábuas, para depois com muita pata investir sempre com a intenção de colher, pouco restou ao cavaleiro de Alenquer do que deixar a ferragem da ordem, numa lide esforçada mas com pouco brilho.

Na lide a dou e frente ao mais pesado da corrida, os dois cavaleiros começaram por deixar dois compridos cada, cravados em sortes bem delineados, deixando antever que o oponente poderia-se deixar lidar, mas tal não aconteceu e quando passaram para as bandarilhas, após a cravagem da primeira, o toiro tinha sentido e sabia ao que vinha, fugindo por duas ou três vezes da montada na hora da reunião, o que não permitiu a ambos poderem brilhar.

Noite de muito trabalho e pânico para os Amadores de Alenquer que enfrentaram três novilhos com muita “escola”, no entanto são nestas noites que a calma e a serenidade de um cabo tem que vir ao de cima e, esta será uma noite para tirar elações, porque há toiros em que os toureiros não os conseguem lidar, por isso haverá certamente toiros que se não conseguem pegar e a insistência em demasia pode em nada abonar um grupo, porque em tudo na vida há regras e elas são para se cumprir. Foram solistas pelos homens das jaquetas de ramagens, Luís Raimundo à segunda, por falta de ajudas na primeira tentativa e André Mata à quinta, o terceiro da noite foi vivo para os currais após mais de 20 minutos em que houve varias tentativas de caras, de cernelha, novamente de caras com os cabrestos na arena e com algumas cenas lamentáveis á porta dos curros que em nada dignifica a festa.

Dirigiu este espectáculo o Sr. António José Martins, estando a ferragem e embolação a cargo de João Lazaro.

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