
Não chegou a meia casa a assistência para a primeira corrida da feira de Santarém 2010. Aproveitou a Aplaudir para homenagear uma voz da rádio e sobretudo uma voz aficionada, conhecido de todos, nunca teve qualquer pejo em envolver-se enquanto aficionado na festa e enquanto promotor no acontecimento que marcava qualquer temporada e que era a Corrida Despertar da Rádio RENASCENÇA.
Embora tenha conhecido outras paragens, foi sempre na Celestino Graça que a mesma viveu as melhores realizações e ganhou prestigio. Várias alternativas nela tiveram lugar. Dos actuantes a de Luis Rouxinol (um habitué das Corridas Renascença) e a outra homenageada da tarde pela passagem do 10º. Aniversário da Efeméride, Sónia Matias.
Cartel montado com base num imponente e bem rematado curro, com ferro e divisa do Engº. Antonio Silva, não complicaram em demasia, mas tinham os seus “caprichos” que obrigaram os cavaleiros a puxar de argumentos de conhecimento, técnica e montadas para lhes dar a volta. Não foi um curro para o espectáculo, mas para os “toristas” e apreciadores das aptidões de lide dos artistas.
Abriu Rui Salvador numa belíssima actuação, valeu a experiencia de evitar toques, cedo percebeu que o “Silva” daria jogo, encontrou-lhe a distancia e o terreno para aí basear actuação de toureiro e em bom plano. Por Santarém Joaquim Torres pegou á segunda tentativa, depois de na primeira e já dentro do Grupo, ter sido desfeiteado por falta de ajudas mais decididas e eficientes.
Luis Rouxinol não teve matéria para o toureio alegre de costume, mas soube dar a volta possível ao toiro que lhe tocou. Contornou as dificuldades de forma asseada e positiva.
João Tavares à 2ª depois de na primeira tentativa o toiro lhe ter feito um estranho na reunião.
José Manuel Duarte, nunca se encontrou na tarde, revelou problemas com as montadas e não foi a lide desejada, da qual resultaram como melhor produto os dois últimos curtos.
Antonio Gomes Perreira pegou à segunda, depois de se fechar com decisão e aqui sim bem ajudado pelo Grupo.
Tito Semedo justificou bem a entrada no cartel, lide de bom nível ante difícil Silva, que veio a menos e a tapar-se nas reuniões não colaborando no momento do ferro. Magnifica a forma como o recebeu e parou a dobrar-se no centro da arena, mostrou domínio e critério e deixou a ferragem da ordem com muito labor e limpeza. Está bem montado e com maturidade para outros voos, assim os toiros ajudem.
João Cabral esteve enorme a aproveitar a pronta saída do toiro, andou para cima e encheu-lhe a cara na reunião, fechando-se com decisão e o Grupo expedito nas ajudas. Boa pega dos Amadores de Montemor.
A Sónia sorriu-lhe a tarde, que era especial, começou mal ao não partir o primeiro comprido, mas confiou-se rapidamente, percebeu o mais cómodo dos Silvas, pelo menos o mais claro em toda a lide, e ministrou lide movimentada com ligação e a chegar ao público, como não lhe víamos desde há bastante tempo. Êxito.
João Freire esteve correcto na cara do último do GFA Santarém e consumou pega bonita com o grupo a ajudar bem.
Tomás Pinto continua a ser um promessa, mas precisa de redondear mais as actuações para romper em definitivo e não ficar apenas como uma eterna promessa. Bem a lidar, brega cuidada e com critério ao que lhe tocou, percebeu-se que sabia conduzir a actuação por onde mais lhe convinha e quando estava a meter o público no seu caminho eis que inexplicavelmente vem as falhas e algum desnorte a manchar um bonito pano.
Fechou Pedro Santos por Montemor à segunda tentativa depois de o grupo não o ter ajudado na primeira de onde saiu visivelmente inferiorizado.
Dirigiu o Sr. Ricardo Pereira.
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