sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aldeia da Luz: Variedades taurinas, com Gonçalo Fernandes, em destaque


Na praça de toiros da Aldeia da Luz/Mourão, realizou-se no feriado do Dia de Portugal, um espectáculo de Variedades Taurinas (é de apoiar estas iniciativas, pois a Festa não se resume aos grandes cartéis, nas praças mais mediáticas, também é necessário dar oportunidades aos menos vistos, em locais onde também é difícil montar grandes corridas).

Tarde de sol, por vezes encoberto, com vento que incomodou o toureio apeado, e público (quanto baste) nas bancadas.

Abriu o espectáculo o cavaleiro praticante FILIPE VINHAIS lidou um bravo e bem apresentado novilho; começou muito bem a lide do mesmo, bregando correctamente, levando o hastado na garupa da montada, quer pela direita, quer pela esquerda, e deixando três bons ferros compridos. Cravou ainda um ferro curto, após o mesmo trocou de montada e a lide veio a menos, pois foram evidentes as dificuldades que o cavalo lhe colocou, daí a ferragem curta ter sido muito irregular.

GONÇALO FERNANDES, também cavaleiro praticante (já com alternativa marcada para 21 de Agosto na Figueira da Foz), esteve uns furos acima da concorrência e rubricou a melhor lide da tarde, apesar das dificuldades que o seu oponente lhe colocou. Coube-lhe em sorte um novilho que de saída, começou por ser “andarilho”, e distraído com o que se passava entre barreiras, despegando-se facilmente do cavalo, para encrençar junto das tábuas. No entanto o jovem cavaleiro de Seia, esteve muito bem a bregar, trazendo o novilho para terrenos de médios, e depois partir para a cravagem dos ferros. Citou de largo e entrou recto, cravando a quarteio bons ferros curtos.Com o cornúpeto fechado em tábuas, cravou a sesgo, rematando por dentro. Terminou a actuação, com um ferro de palmo, em terrenos de compromisso, sendo justamente ovacionado pelo público presente.

O novilheiro PACO SERRA, lidou o terceiro da tarde, um exemplar feio de córnea, e com génio.Com o capote lanceou à verónica, mas com pouca expressão. O tércio de bandarilhas, a cargo dos subalternos, foi um pouco atribulado, pois o novilho também era incómodo. Na faena de muleta, o novilheiro andou sempre pouco confiado e à procura dos melhores terrenos, daí as séries de muletazos, não terem ligação. Pela esquerda, o melhor piton do novilho, Paco Serra ainda deu uns bons passes ao natural, mas faltando sempre o remate final. O melhor dele, foi mesmo as manoletinas, a terminar a faena.

De Espanha, veio VICENTE FORERO, um jovem novilheiro pacense, que ainda está pouco toureado, e isso foi evidente, com o decorrer da lide; no entanto mostrou boas maneiras. O novilho que toureou, bem apresentado, era nobre, mas escasso de forças, e Forero soube cuidar dele, levantando a muleta.Toureou quer pela direita, quer pela esquerda, sofrendo uma voltereta, sem consequências.

Para lidar o quinto da tarde, veio à arena, o cavaleiro JOSÉ CARLOS PORTUGAL, que teve pela frente um novilho bem apresentado que cumpriu; começou a lide dobrando-se muito bem com o seu oponente, e deixando ferragem comprida regular. Trocou de montada e embora o tom da actuação continuasse alegre, a cravagem dos curtos não foi a melhor, sempre a silhas passadas, e abusando da velocidade.

MANUEL COMBA fechou o festejo, lidando o pior novilho da tarde, que não lhe deu quaisquer hipóteses de luzimento, um manso, que cedo se parou, alheando-se completamente da montada. Ainda conseguiu o ginete, cravar três ferros compridos e um curto (sofrendo toque na montada), para de seguida as passagens pela cara do novilho sucederam-se, sem que este investisse para o cavaleiro.

Estiveram em praça quatro grupos de forcados, que não tiveram qualquer dificuldade em consumar as respectivas pegas à 1ª tentativa. Pelo grupo de Moura pegou AURÉLIO MENDES: por Arronches foi cara FILIPE REDONDO; pelo grupo da Póvoa de S. Miguel consumou a sorte MÁRIO CAEIRO e finalmente pelos amadores de Monsaraz pegou NÉLSON CAMPANIÇO.

Os novilhos lidados, pertenciam às ganadarias de Suzete Dias (toureio a cavalo) e Luís

Rocha (toureio a pé).

Dirigiu o espectáculo, com bom critério o sr. Nuno Nery, assessorado pelo médico-veterinário Dr. Matias Guilherme.

A parte musical esteve a cargo do grupo musical taurino “Los Taurinos”, e o cornetim de serviço, foi Ana Narciso. A embolação e ferragem, foi da responsabilidade de João Aleluia.

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