segunda-feira, 14 de junho de 2010

À conversa com João Domingues


Nascido em Lisboa a sete de Fevereiro de mil novecentos e oitenta e sete, sem tradições familiares ligadas ao mundo da festa, João Domingues, cedo começou a apaixonar-se por cavalos, para ele era sempre uma festa poder ir ao Campo Pequeno pela mão de seu pai ou do seu avô.

A pouco e pouco a paixão aumentou e o gosto pelos cavalos, o gosto por montar viria então a virar-se para o mundo da “Festa Brava” e ser toureiro, ser cavaleiro é o sonho de João Domingues, agora radicado em Tomar, a nossa reportagem foi saber um pouco mais deste jovem cavaleiro, que certamente é um nome a seguir nesta nova fornada de cavaleiros amadores.



Jorge H. Sampaio (JHS) - João como nasceu, este gosto pelos toiros e pela arte de tourear?

João Domingues (JD) – Não estando o toureio na minha tradição familiar, apesar do meu avô e o meu pai já apreciarem muito, o gosto por esta arte apareceu já durante a minha adolescência. Começou de uma forma tímida, pelo simples interesse que tinha pelos cavalos, mas rapidamente se tornou numa paixão.



JHS – João Domingues, que balanço faz desta sua temporada?

JD - Tendo em conta que a temporada ainda está no início, apenas posso fazer um pequeno ponto de situação, até agora participei numa novilhada que correu bastante bem, numa praça cheia onde me senti bem. Tenho já outras apresentações agendadas, que espero que corram pelo melhor.



JHS – Quais as actuações que mais o satisfizeram?

JD – Apesar de todas as actuações me terem marcado bastante, a que melhores memórias me traz é a de Tomar em 2009, pois foi um orgulho poder tourear na cidade que considero como minha cidade natal.



JHS – João como está quanto à quadra, que cavalos destacaria?

JD – Estou bastante satisfeito com os cavalos que tenho ao meu dispor e é impossível destacar um deles, pois são cavalos com características diferentes.



JHS – Falando de figuras, quem são os seus ídolos, as figuras que aprecia, no toureio a cavalo?

JD – Gosto de todos, gosto de ver tourear todos, no entanto os meus ídolos e aqueles que mais gosto de ver tourear são o João Moura, o Rui Salvador, o Diego Ventura e Pablo Hermoso Mendonza.



JHS – Que projectos tem para a próxima temporada?

JD – Visto que é muito difícil esta etapa inicial da minha carreira, estou disponível para quaisquer oportunidades que surjam e se tudo se encaminhar nesse sentido, quem sabe fazer a prova de praticante ainda esta temporada.



JHS – João, o que significa o Campo Pequeno, para si?

JD – Tourear nesta praça é o sonho de qualquer cavaleiro pois é a catedral do toureio a cavalo mundial. Tendo nascido em Lisboa, sempre me foi um sítio familiar e que me deixou bastante feliz pela sua reabertura.



JHS – Obrigado! João e sorte para esta arte de tourear!

JD – Eu é que agradeço a oportunidade que me dão e desejo também os maiores sucessos e que continuem a divulgar a festa.

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