domingo, 8 de agosto de 2010

Touros Vila Galé levam emoção a Santa Eulália

Santa Eulália (Elvas) do cartel anunciado faltou o cavaleiro Francisco Cortes por motivos de doença, assim cada interveniente lidou dois toiros da ganadaria Vila Galé.

Marco José sentiu algumas dificuldades nas suas duas lides, talvez por falta de rodagem foi notória a escassez de argumentos para resolver os “problemas”, quanto mais para bordar o toureio; no primeiro toiro demorou uma enormidade até colocar o primeiro comprido, motivo que levou o director Sr António dos Santos a dar-lhe um aviso, coloca três curtos regulares conseguindo alguns aplausos com dois violinos sendo o ultimo a pedido do público, na sua segunda lide coube-lhe um toiro a “pedir contas” que se arrancava de largo e a alta velocidade, tendo agarrado a montada com alguma violência logo antes de colocar o primeiro curto; Marco José esteve muito por baixo do toiro, com humildade e justiça não deu volta á arena.



A corrida era mista e a parte apeada estava destinada ao Matador Sérgio dos Santos “Parrita”, inicialmente iria lidar apenas um toiro mas com a falta de Francisco Cortes lidou dois, no primeiro recebeu á Verónica, segue com três bons pares de bandarilhas mas na muleta não consegue desenhar faena; no segundo talvez o maior toiro da corrida, o matador andou aliviado, sem encontrar terreno, onde faltaram as três regras básicas do toureio: Parar, templar e mandar, enquanto o público pedia música o toureiro simulava a morte do toiro e terminou assim a abreviada faena, reconhecemos que os toiros estavam sérios, contudo todos os toiros tem a sua lide, a vontade e a garra do toureiro tem sempre que ficar vincadas dentro da arena e não foi isso que aconteceu.



Marcelo Mendes teve duas boas actuações e deixou provado que pode ser um caso sério a ter em conta; coloca três compridos em cada toiro que lidou, todos de boa nota e nos curtos, deixa ferros de grande nota com os violinos a chegarem mais ao público, contudo demonstra grande à vontade e saber na brega e preparação das sortes, colocação e remate das mesmas, para um praticante podemos dizer convictamente que está com uma regularidade de triunfos extremamente importante.



Os toiros de Vila Galé saíram bastante bem apresentados para a praça em questão, e com a emoção que lhe é característica, e que tanta falta faz ás nossas praças, principalmente ás mais importantes, onde gostaríamos sinceramente de ver lidado um curro desta ganadaria, e se fosse por figuras melhor ainda.



Na forcadagem por Alter do Chão foram caras João Antunes á segunda tentativa e João Lopes á primeira naquela que foi a pega da noite; por Monforte o cabo Paulo Freire pegou apenas á terceira, sendo que na primeira tentativa ficou inanimado na arena o primeiro ajuda Dinis Pacheco, Luís Aranha pegou á segunda tentativa.



A praça registou cerca meia casa de entrada, dirigiu sem problemas o Exmo. Sr. António dos Santos, coadjuvado pelo Médico Veterinário Dr José Guerra.



Notámos que alguns dos bandarilheiros se apresentavam sem coleta, o que já temos vindo a notar de algumas corridas a esta parte; que eu saiba o corte da coleta é só para quando deixam de tourear.

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