
O Grupo de Forcados Amadores de Santarém inicia no próximo Domingo, dia 21 de Março, o inicio da Temporada em que comemora o seu 95º aniversário.
A Tauromania falou com o seu Cabo, Diogo Sepúlveda, sobre este e outros assuntos que publicamos na Entrevista em baixo.
Tauromania (T) – Este ano o GFA Santarém comemora o seu 95º aniversário, como tem sido preparada esta tão importante temporada, deste que é o Grupo de Forcados mais antigo em Portugal?
Diogo Sepúlveda (DS) - 2010 será um ano muito importante para o Grupo de Santarém, bem como para a figura do Forcado em geral.
São 95 anos de história por onde já passaram mais de 500 forcados.
São 95 anos de história sem interregnos e a pegar todos os toiros.
São 95 anos de história de onde saíram alguns dos seus elementos para formarem outros Grupos de Forcados.
São 95 anos de história, por onde passaram muitas mães, mulheres, irmãs, namoradas e amigas, com as suas orações, companhia e apoio que nos suportam e nos incentivam.
São 95 anos de história por onde já passaram várias gerações de famílias, bisavôs, avôs, pais e filhos.
São 95 anos de história a passar a jaqueta de mão em mão e com eles todos os princípios e valores que levamos para a vida.
Por estas razões todas, sentimos uma grande responsabilidade em tudo aquilo que fazemos, não só dentro como fora de praça. Em todas as corridas tentamos honrar toda esta história com a maior das responsabilidades.
Creio que não é por o Grupo fazer 95 anos que a época terá de ser preparada de maneira diferente. Todas as épocas têm de ser preparadas com a responsabilidade e dignidade que a nossa jaqueta exige. Como tal, a época de 2010 está a ser preparada como todas as épocas anteriores: com treinos, com diversas actividades extra-corridas, com algumas festas ainda não agendadas e esperemos que seja uma época com corridas boas e de grande responsabilidade, à semelhança das épocas anteriores.
T – Relativamente a “caras novas”, quais são os novos e futuros valores do vosso Grupo, com “estreia anunciada” para esta Temporada?
DS - O Grupo está a atravessar uma época de regeneração, com a saída de alguns elementos mais velhos, pilares na última década do Grupo de Santarém, e com a entrada de muitos elementos mais novos. Na época anterior já alguns forcados novos foram lançados e os resultados foram muito bons.
Não queria estar a destacar ninguém pois todos eles se prepararem física e psicologicamente podem ter um lugar na história do Grupo de Santarém.
Esta mudança é normal acontecer na altura em que o Grupo muda de cabo. Graças a Deus esta mudança está a decorrer da melhor forma e com muita qualidade.
T – Iniciam no Domingo, 21 de Março, com os “terroríficos” Guardiolas. Como é que sentes o Grupo a iniciar-se com tão importante corrida e na praça da vossa terra?
DS - É sempre bom começarmos a época na nossa terra. Pegar em Santarém é sempre um grande desafio, por várias razões: por ser a nossa terra, por ser um público muito exigente e pela a seriedade dos curros que em Santarém são, por norma, lidados.
Começar com Guardiolas é sempre desafiante dada a história da ganadaria e, obviamente, pelo curro sério que está.
Creio que será a melhor maneira de começar esta época de comemoração dos 95 anos do Grupo de Santarém.
T – Sobre o 95º aniversário do Grupo de Forcados Amadores de Santarém, como vão comemorar esta data ao longo da Temporada?
DS - Certamente com muitas corridas importantes, com muitas actividades extra-corridas e com uma grande festa na altura da Feira do Ribatejo.
T – O Grupo de Forcados Amadores de Santarém é conhecido pelas suas actividades extra-corridas, como as caçadas, os jogos de futebol e outros eventos intra-grupo. Até que ponto consideras estas actividades importantes para uma maior união do Grupo?
DS - Todas as actividades extra-corridas, que tenham como objectivo juntar todas as gerações que passaram pelo Grupo, são muito importantes para o ambiente e o futuro de qualquer Grupo. Só desta forma, todas as experiências passadas podem ser partilhadas. A relação próxima entre as gerações permite a passagem dos valores e princípios de geração em geração.
Como ninguém nasce ensinado, é importante para os mais novos a presença dos mais velhos para ouvirem, aprenderem e, acima de tudo, para aprenderem a respeitar o peso da nossa jaqueta.
T - Com o teu conhecimento dos 95º anos da vossa história, convido-te a formares um Grupo para pegar “O” toiro comemorativo do vosso 95º aniversário, contando com antigos e recentes Forcados que honraram ( e honram) a vossa jaqueta.
DS – Como podes calcular, é muito difícil responder a esta pergunta. Escolher 7 elementos num total de tantas gerações, que já passaram pelo Grupo, é muito difícil. Todas tiveram e têm um papel importante na história do Grupo. Penso que o mais importante, é poderem estar todos presentes, incluindo todos os cabos que estão vivos, quer fardados quer na bancada, para podermos desfrutar em conjunto esta corrida que marcará mais um virar de uma página da história do Grupo de Santarém.
T – Queres deixar uma mensagem aos Aficionados portugueses neste inicio de tão importante Temporada?
Conforme já disse anteriormente, a comemoração dos 95 anos não é só importante para o Grupo de Santarém como para toda a história dos Forcados.
Como tal, peço aos aficionados que encham as praças, que apoiem todos os Forcados, essencialmente aqueles que querem pegar os toiros, e para que se faça silêncio no momento das pegas.
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