segunda-feira, 13 de julho de 2009

Corrida agradável na inuaugração do Coliseu do Redondo


O Coliseu do REDONDO, pavilhão multiusos que resulta das obras de remodelação da antiga praça de toiros “Simão da Veiga Júnior”, abriu ontem as suas portas, para a realização da sua 1ª corrida de toiros( a inauguração oficial da obra foi no passado dia 5 de Julho, numa noite de Fados);lotação esgotada, na sua maioria preenchida pelos residentes locais, dado que a Câmara local ofereceu os bilhetes gratuitamente aos seus munícipes, gesto de louvar e salientar, bem como o facto de terem levado por diante as obras do referido imóvel.

Ambiente de festa e alegria,com muita juventude nas bancadas orgulhosos da obra que os seus olhos viam.

Coube ao cavaleiro JOAQUIM BASTINHAS lidar o 1º toiro desta nova praça:chamava-se Bonito, tinha o nº 157, pesava 420 kg e ostentava a divisa azul e branco da ganadaria de Pégoras.Foi uma lide à Bastinhas, muita entrega e bastante conexão com as bancadas; ao segundo ferro comprido o público já estava rendido ao cavaleiro de Elvas. Com a ferragem curta vimos um toureio fácil, alegre, com ferros a quarteio de muito boa nota,com contribuição do toiro, que cumpriu.Com o habitual par de bandarilhas (em terrenos de dentro)fechou a actuação. A segunda actuação foi menos exuberante, mas também muito toureira; boa brega, terrenos certos para a consumação das sortes e de novo muitos aplausos das bancadas.

SÒNIA MATIAS não teve uma passagem muito feliz pelo Coliseu do Redondo,parece-nos descrente e pouco confiante consigo própria, a raça e força de vontade que patenteia nas suas actuações anda um pouco afastada. Começou por receber bem o seu 1º toiro, e depois de uma passagem em falso, crava dois ferros compridos regulares à tira. Com os curtos as coisas não resultaram muito bem, talvez não tenha dado a brega que o toiro pedia (este fixou-se nos médios e daí tinha meias-investidas)e não tenha escolhido os melhores terrenos, daí a cravagem inicial tenha sido a silhas passadas e algo descaída. O seu 4º ferro curto e o de palmo com que encerrou a lide, foram os melhores. A segunda actuação foi nos moldes da 1ª,alguma precipitação no momento de cravar os ferros, e pou-co entendimento com o seu oponente, que até foi dos melhores da corrida; no entanto o público tributou-lhe bastantes aplausos.

O praticante TIAGO CARREIRAS veio ao Redondo triunfar.Logo no seu 1º toiro (3º da corrida) a fasquia subiu bem alto e mais uma vez montando o craque da quadra o Quirino, o jovem cavaleiro alcançou um grande triunfo, mercê de uma lide de perfeito domínio da montada em terrenos do toiro, ferros curtos (quatro)cravados bem no alto e ladeios e remates a condizer.Na lide com que encerrou a corrida, houve coisas boas e menos boas;começou bem com os ferros compridos, depois nos dois primeiros ferros curtos a lide foi desgarrada, mudou de novo de montada e aí voltou a sua entrega e raça a virem ao de cima e naturalmente a lide teve qualidade e valor,saindo da arena debaixo de fortes aplausos.

Em praça para as pegas estiveram os grupos de forcados de Montemor-o-Novo e Redondo, e desde já deve-se salientar o gesto de cortesia e amizade que o grupo de Montemor teve, ao deixar que o grupo da casa pegasse o 1º toiro da corrida, quando a antiguidade mandava que fosse o contrário.

Nesta corrida José Maria Cortes cabo de Montemor,mandou que se fardassem elementos jovens e menos utilizados do grupo, no entanto a prestação foi boa.ANTÓNIO RAMALHO pegou à 2º tentativa aguentando bem os derrotes que o toiro lhe deu; na tentativa anterior o toiro tinha arrancado com muita pata e entrou pelo grupo adentro. NOEL CARDOSO fechou-se correctamente e sem problemas à 1ª, com um toiro que teve investida pronta.PEDRO BARRADAS consumou também à 1ª uma pega fácil, fechando-se à barbela e o grupo a ajudar bem.

O grupo da casa começou bem e JOÃO LARANGINHO consumou a pega à 1ª, fechando-se à córnea, a um toiro que se limitou a empurrar. No toiro seguinte (4º da corrida) as coisas inverteram-se e ROBERTO ESPIGA foi desfeiteado quatro vezes, precipitações, recuar mal e receber também mal, foram motivos para não consumar a pega.Resolveu o cabo do grupo, João Santana, e depois de ouvir avisos do Director de Corrida, realizar a pega de cernelha e JOÃO SILVA e ROBERTO MATALOTO foram os escolhidos. No último toiro da corrida o grupo voltou a estar bem e NUNO FITAS aguentou bem os derrotes do toiro com a cara alta, e as ajudas foram eficientes.

O curro de toiros lidados nesta corrida pertenciam à ganadaria de Pégoras, tinham pesos que oscilavam entre 420 e 480kg e exceptuando o 1º, estavam bem apresentados e na generalidade cumpriram.

Dirigiu o espectáculo o Sr.Agostinho Borges, assessorado pelo médico-veterinário Dr.Guilherme Matias.
A Banda Filarmónica Redondense tocou os passodobles correspondentes.
A embolação e ferragem foi da responsabilidade do Sr.Gastão Miguéns.

Como nota negativa final salienta-se o mau estado do piso, muito mole e revolto o que obrigava a esforço e consequente desgaste maior das montadas e dos toiros, e também o constante movimento de público a sair e a voltar aos seus lugares durante a lide.

Sem comentários:

Enviar um comentário